segunda-feira, 28 de julho de 2025

Livro: Qualidade de Serviço - o GAP Model (Modelo das discrepâncias)

Como Simplificar a Qualidade dos Serviços e Garantir Clientes Felizes

Hoje em dia, as empresas enfrentam muita concorrência e atuam num mercado global. Para as empresas de serviços, a satisfação do cliente é crucial para sobreviver.

O que os clientes dizem uns aos outros, seja bom ou mau, é muito importante. Com as redes sociais, o impacto dessas opiniões é ainda maior e pode influenciar muitos outros clientes em potencial. Por isso, a qualidade dos serviços tornou-se a prioridade número um. As empresas precisam se esforçar para entender e atender o que os clientes esperam.

As Chaves para o Sucesso

Todo gestor de serviços se pergunta:

  • O que os clientes realmente querem?

  • Como podemos oferecer o que eles esperam?

  • O que fazer para que os clientes continuem fiéis à nossa marca?

As respostas a estas perguntas são a base para o sucesso de qualquer negócio de serviços.

Conheça o "GAP Model"

Este livro apresenta o GAP Model (ou Modelo das discrepâncias, desenvolvido por Parasuraman, Berry e Zeithaml), uma ferramenta que pode ser usada em qualquer área. 

Ele ajuda a:

  • Identificar onde o que o cliente espera difere do que a empresa oferece.

  • Corrigir esses problemas e melhorar a qualidade do serviço.

Além da teoria, o livro inclui exemplos práticos que facilitam a compreensão do modelo e mostram como aplicá-lo para descobrir o que precisa ser feito.

Este livro é ideal para gestores de serviços e para quem está a estudar ou a começar na área e quer garantir o sucesso de suas organizações.

Do livro: Qualidade de Serviço - Diagnosticar para intervir – O Gap Model

AUTOR(ES): José Gonçalves das Neves, Maria Helena Vinagre


Pessoalmente adorei o capitulo 2. Vale pelo livro todo 😀


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sexta-feira, 25 de julho de 2025

Livro: Sistemas de Gestão da Qualidade - Guia para a sua implementação

 

O livro Sistemas de Gestão da Qualidade - Guia para a sua implementação dos autores Abel Pinto e Iolanda Soares (2ª Edição - SILABO) é um livro que considero indispensável para todos aqueles que estão envolvidos no desenvolvimento de Sistemas de Gestão da Qualidade, em especial no âmbito da norma ISO 9001:2015.

Escrito com linguagem simples e acessível, inclui inúmeros exemplos práticos para melhor explicar cada requisito da norma.


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domingo, 6 de julho de 2025

Melhoria da Qualidade: Gestão do stress liderada por enfermeiros em unidades hospitalares

 

Aliviando o Stress na Enfermagem: Um Projeto Inspirador Liderado por Enfermeiros para o Bem-Estar!

A enfermagem é uma profissão incrivelmente exigente. Já alguma vez pensou no quão pesada pode ser a carga de trabalho, as longas horas e a tensão emocional que os enfermeiros enfrentam diariamente? Tudo isto pode levar a níveis elevados de stress, o que, por sua vez, pode culminar em burnout, reduzir a satisfação profissional e até mesmo comprometer a qualidade dos cuidados prestados aos doentes.

Mas há boas notícias! Os Líderes de enfermagem têm um papel crucial no apoio aos enfermeiros que prestam cuidados diretos, promovendo o seu bem-estar. E é exatamente sobre isso que este projeto de melhoria da qualidade (QI) se focou: introduzir atividades de autocuidado específicas para aliviar o stress e melhorar o bem-estar da equipa de enfermagem.

O Desafio: Cuidar de Quem Cuida

Originalmente, o Instituto para a Melhoria dos Cuidados de Saúde criou o "Triple Aim" para otimizar três dimensões da saúde: experiência do doente, saúde da população e custos dos cuidados de saúde. No entanto, rapidamente se percebeu uma lacuna crucial: faltava uma quarta dimensão – o apoio ao "cuidado para o cuidador" para reduzir o burnout na força de trabalho. O burnout é, essencialmente, um fenómeno de exaustão física e mental devido ao stress contínuo no local de trabalho. Para combater isto, os líderes de enfermagem precisam de investir recursos e envolver as suas equipas num plano estruturado de atividades de autocuidado.

Num centro médico académico de 500 camas, reconhecido com o selo Magnet®, os líderes de enfermagem identificaram esta lacuna no Quadruple Aim nas suas estruturas de governança partilhada. Foi esta identificação que deu o impulso para a criação do Conselho de Bem-Estar (WBC), cujo objetivo era colaborar com os enfermeiros para implementar táticas focadas no bem-estar do cuidador no ambiente de trabalho.

O projeto piloto desenrolou-se numa unidade de cuidados intermédios (uci) com 38 camas, onde os enfermeiros cuidam de doentes de alta complexidade com necessidades intensivas, como ventilação e telemetria. Os desafios são muitos: dinâmicas familiares complexas, stress financeiro dos doentes, barreiras culturais e até mesmo um layout físico grande que dificulta a comunicação. Uma pesquisa de 2022 revelou baixa satisfação profissional, pouca coesão de equipa e insatisfação com o acesso a equipamentos e processos de trabalho. Muitos enfermeiros expressaram intenção de sair e criticaram a liderança do hospital. As preocupações incluíam os rácios enfermeiro-doente (1:4), a perceção de que enfermeiros de agência priorizavam o salário em vez dos cuidados, e a falta de apoio da chefia. Uma elevada rotatividade e uma taxa de vagas de pessoal superior a 50% também contribuíam para o stress diário.

A Solução: Um Refúgio de Paz

A literatura científica aponta que ambientes de trabalho stressantes são uma das principais razões pelas quais os enfermeiros abandonam a enfermagem de cabeceira. O stress relacionado com cargas de trabalho elevadas e desafios de pessoal pode levar a piores resultados para os doentes, incluindo erros de julgamento e medicação. O stress ocupacional prolongado pode afetar a saúde física e mental dos enfermeiros.

A criação de um espaço silencioso e designado, juntamente com a oferta de terapias complementares como aromaterapia, massagem ou música, pode reduzir o stress ocupacional percebido pelos enfermeiros. Um espaço tranquilo encoraja os enfermeiros a fazerem pausas, oferece um refúgio do ambiente agitado e prioriza o bem-estar do enfermeiro, permitindo um regresso às tarefas com a mente clara e concentração aprimorada, o que apoia a prestação de cuidados de qualidade.

Como o Projeto Aconteceu: A Abordagem Melhoria da Qualidade

Este projeto de Melhoria da Qualidade utilizou o ciclo PDCA que representa as quatro etapas do ciclo: Plan (Planejar), Do (Fazer), Check (Verificar) e Act/Adjust (Agir/Ajustar), ideal para testar pequenas mudanças. Os dados foram recolhidos e analisados para determinar o progresso e informar modificações.

O projeto foi implementado num hospital reconhecido pelo seu compromisso com a excelência nos cuidados de saúde e a governança partilhada. Uma sala de consulta privada, perto da sala de descanso da unidade de cuidados intermédios, foi convertida num espaço tranquilo. Foi projetada para ter privacidade e iluminação suave, incluindo uma poltrona reclinável e uma manta. A participação era voluntária, com a garantia de cobertura para os doentes.

Os enfermeiros podiam escolher entre:

  • Aromaterapia: Óleos de lavanda, rosa ou sálvia esclereia. Durante a implementação, a sálvia esclereia, devido ao seu cheiro forte, foi substituída por bolas de algodão com óleo para maior conforto. A lavanda foi a mais utilizada.
  • Massagem: Através de um massajador Shiatsu para pés e pernas. Foi a segunda atividade mais popular.
  • Música: Acedida por códigos QR, com opções como sons de cascata, música para alívio da ansiedade e ondas do oceano. A música foi a menos utilizada em comparação com a aromaterapia e a massagem.
  • Simplesmente relaxar.

Os Resultados: Um Alívio Visível!

O projeto educou 21 enfermeiros sobre o uso da sala e as três atividades de autocuidado. Ao longo de 12 semanas, a sala e as atividades foram utilizadas 28 vezes, embora dados qualitativos indicassem um uso maior sem preenchimento dos inquéritos.

  • Antes da intervenção, 10 enfermeiros completaram um inquérito; após a intervenção, 3 responderam.
  • Após as atividades de autocuidado, os níveis de stress foram reduzidos em 43% (P < 0,05).
  • Os níveis médios de stress caíram de 6,4 para 3,7.

Este projeto confirmou o uso do espaço e a redução dos níveis de stress autorrelatados. Os participantes podiam personalizar a sua experiência combinando as atividades. Os resultados alinham-se com estudos que mediram os efeitos da musicoterapia e aromaterapia. As limitações incluíram o tamanho reduzido da amostra e o facto de a ferramenta de recolha de dados não ter sido formalmente testada quanto à validade e fiabilidade.

Implicações para os Líderes de Enfermagem: Priorizar o Autocuidado

Saber que os líderes de enfermagem são responsáveis pelo ambiente dentro do departamento torna crucial fornecer à equipa de enfermagem acesso a um "kit de ferramentas" de estratégias para lidar com o stress no trabalho. As atividades de autocuidado descritas neste projeto são exemplos de ferramentas úteis. Ao apoiar o envolvimento da equipa de enfermagem em atividades de redução de stress, o líder de enfermagem demonstra um compromisso com a saúde geral da sua equipa. Além disso, apoiar estudantes de pós-graduação durante o processo de QI fortalece a parceria académico-clínica, o que beneficia a formação de novos enfermeiros para a organização.

Este projeto piloto revelou como as atividades de autocuidado, como aromaterapia, massagem e sessões de musicoterapia em espaços tranquilos, podem contribuir para reduzir os níveis de stress autorrelatados dos enfermeiros. Realça a importância de oferecer opções de gestão de stress aos enfermeiros durante o trabalho, mostrando que estas serão utilizadas se disponíveis. Priorizar o autocuidado e criar "refúgios de paz" dentro dos ambientes de saúde pode não só melhorar o bem-estar dos enfermeiros, mas também promover um ambiente de saúde mais solidário e resiliente.

É um passo fundamental para um futuro onde o bem-estar dos nossos enfermeiros é tão prioritário quanto a saúde dos doentes que servem!

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Referência Bibliográfica:

Woods, R. A., Baur, K., & Wendler, M. C. (Ano de publicação não especificado na fonte). Quality improvement: Nurse-led unit-based stress management. NURSING. doi:10.1097/nmg.0000000000000247

domingo, 29 de junho de 2025

Aumentar o envolvimento na governança profissional, desde o nível da unidade até o nível do sistema

Olá a todos os profissionais de saúde e interessados na excelência dos cuidados de enfermagem!

Neste artigo, vamos mergulhar numa fascinante jornada de transformação que demonstra como a inovação na gestão pode elevar a prática da enfermagem a novos patamares. O nosso foco será a transição do "shared governance" para o "professional governance" num sistema de saúde com quatro hospitais.

O Desafio de Manter o Envolvimento na Enfermagem

Os benefícios da tomada de decisões partilhada, ou "shared decision-making", na enfermagem são amplamente documentados, levando ao desenvolvimento profissional dos enfermeiros e à melhoria dos resultados para o doente. Este sistema de saúde já testemunhava estes benefícios desde 2007, com o "shared governance" profundamente enraizado na sua cultura. Contudo, no final de 2021, o envolvimento na estrutura de "shared decision-making" da organização diminuiu constantemente, em grande parte devido ao aumento da rotatividade de enfermeiros, um problema exacerbado pela pandemia e pela escassez de profissionais.

Para enfrentar este desafio, foi estabelecido em 2021 um departamento de Nursing Excellence ao nível do sistema, com o objetivo claro de padronizar e fortalecer a "shared decision-making" em todos os hospitais, visando aumentar o envolvimento e a eficiência. Anteriormente, cada hospital operava com as suas próprias estruturas e processos de "shared governance".

A Estratégia: Lean Six Sigma e Análise de Pontos Cruciais

Os primeiros passos da equipa de Nursing Excellence incluíram uma avaliação aprofundada da estrutura atual de "shared governance" e uma síntese da literatura existente. Adotaram o Lean Six Sigma como framework de gestão de projetos para padronizar os processos de tomada de decisão da organização, o que prometia aumentar a eficiência e os resultados. Em janeiro de 2022, uma análise SWOT (Strengths, Weaknesses, Opportunities, Threats) foi realizada.

Entre as fraquezas internas identificadas, destacam-se a diminuição de conselhos unitários ativos ("unit-based councils"), a falta de envolvimento dos enfermeiros clínicos, a confusão sobre os papéis e propósitos, a inconsistência do apoio dos enfermeiros gestores e a falta de participação. O impacto da COVID-19 e da escassez de enfermeiros foram notados como ameaças externas.

A Mudança de Paradigma: Do "Shared" ao "Professional Governance"

A síntese da literatura sugeriu que o "professional governance" poderia aprimorar o profissionalismo dos enfermeiros através de um ambiente de trabalho mais envolvente. A equipa percebeu que a simples participação em conselhos não garantia apropriação das decisões. A mudança para o "professional governance" visava concentrar-se na responsabilidade dos enfermeiros de se autogovernarem na prática da enfermagem e no compromisso de melhorar continuamente os cuidados. Esta perspetiva foi o pilar para a transição do modelo.

O sistema definiu o "professional governance" como: "O propósito do Roper St. Francis Healthcare Nursing Professional Governance é envolver enfermeiros clínicos, líderes e colegas interprofissionais na tomada de decisões colaborativa e em iniciativas orientadas para a ação, relacionadas com as obrigações profissionais de competência, conhecimento, qualidade e prática e para o aprimoramento do ambiente de trabalho através do avanço e retenção profissional.". Isto significa um foco acrescido na accountability e na obrigação profissional individual.

Intervenções Chave e a Nova Estrutura de Governança

O plano do projeto priorizou o desenvolvimento e aprimoramento dos "unit-based councils" em 2022, identificados como a maior lacuna. O primeiro passo foi educar os enfermeiros gestores, diretores e CNOs sobre a importância e o papel essencial dos conselhos unitários. Para apoiar estas unidades, foi criado um Unit Council Toolkit, que incluía guias para atividades, papéis e responsabilidades, gestão de reuniões e até dicas para reuniões virtuais. Os gestores de programa de Nursing Excellence também ofereceram apoio individualizado e sessões "drop-in".

Em 7 de dezembro de 2022, o departamento de Nursing Excellence introduziu formalmente a transição para o "professional governance" e revelou o novo modelo e estrutura num workshop de liderança. Em 2023, os conselhos hospitalares e de sistema foram padronizados em todos os quatro hospitais.

A nova estrutura de "professional governance" incluiu conselhos a nível de unidade, hospital e sistema. Os "unit councils" foram movidos para o epicentro do modelo, com o propósito de facilitar a comunicação bidirecional e abordar questões específicas da unidade.

Entre os conselhos ao nível hospitalar, destacam-se: o Quality and Practice Council (aprova mudanças na prática, melhoria da qualidade), o Professional Engagement and Advancement Council (fomenta o crescimento e retenção profissional), o Nursing Excellence Champions Council (promove as normas Magnet/Pathway to Excellence), o Night Shift Council (dá voz aos enfermeiros do turno da noite), e o Leadership Advisory Council (LAC, conselho coordenador do hospital).

Ao nível do sistema, foram estabelecidos: o Quality and Practice Council e o Professional Engagement and Advancement Council (ambos incorporando os conselhos hospitalares correspondentes). Uma grande mudança para aumentar a eficiência foi a decisão de que estes conselhos se reuniriam primeiro como conselho hospitalar e, em seguida, juntar-se-iam virtualmente aos outros conselhos hospitalares para a tomada de decisões ao nível do sistema, evitando a necessidade de ir a quatro conselhos diferentes para aprovações. Outros conselhos de sistema incluem o Clinical and Research Excellence Council (CARE, promove excelência clínica, pesquisa), o Clinical Informatics Planning and Advisory Council (CIPAC, rever sistemas de informação clínica), e o CNO Council (liderança de enfermagem de alto nível).

Resultados Impressionantes e Impacto Tangível!

Para medir o impacto, utilizou-se a Verran Professional Governance Scale (VPGS), uma pesquisa de 22 itens. Os resultados do pós-intervenção (outubro de 2023, 10 meses após a reestruturação) foram notáveis:

  • Aumento Drástico da Participação: A taxa de participação na pesquisa pós-intervenção aumentou de 17% para 118% em todo o sistema, demonstrando um envolvimento significativamente melhorado dos enfermeiros que prestam cuidados diretos.
  • Melhoria das Perceções: As médias gerais e por subescala do VPGS melhoraram após a intervenção.
  • Resultados Operacionais Concretos:
    • A rotatividade voluntária de RNs (Registered Nurses) diminuiu de 20,29% (final de 2022) para 17,62% (final de 2023).
    • O envolvimento dos RNs na decisão sobre o seu trabalho melhorou de 3,82 em 2022 para 3,93 em 2023.
    • A satisfação geral dos doentes ("likelihood to recommend") melhorou de 76,78% em 2022 para 78,47% em 2023.
    • A taxa de quedas totais por 1.000 dias-doente diminuiu de 1,96 em 2022 para 1,74 em 2023.
    • Houve uma redução em infeções associadas aos cuidados de saúde.
    • As iniciativas lideradas pela enfermagem através desta estrutura geraram uma poupança de custos potencial de aproximadamente $1.5 milhões em 2023.

Os conselhos também implementaram iniciativas de sucesso, como a revisão e aprovação de 19 mudanças na prática de enfermagem, a criação de uma força-tarefa para o Bedside Shift Report (BSR) que melhorou a experiência do doente, e uma iniciativa de avaliação da pele "four eyes" que reduziu lesões por pressão. O Night Shift Council implementou uma chamada de segurança noturna que diminuiu incidentes de violência e uma iniciativa "quiet at night" que melhorou a experiência do doente.

O Papel Indispensável da Liderança de Enfermagem

A liderança de enfermagem é fundamental para o sucesso da "shared decision-making". O seu papel em fornecer recursos, tempo e apoio é crucial. É vital que os enfermeiros gestores acreditem firmemente na importância do "professional governance" e garantam que o envolvimento seja visto como uma expectativa para os enfermeiros, e não apenas uma obrigação. O fato de o CNO (Chief Nursing Officer) facilitar o Leadership Advisory Council é um sinal claro de que a organização valoriza o "professional governance".

Um Sucesso Contínuo e em Evolução!

Este projeto de melhoria de desempenho demonstrou claramente que organizações com uma estrutura de governação madura podem fazer a transição bem-sucedida do "shared" para o "professional governance", resultando num maior envolvimento dos enfermeiros clínicos em todos os níveis (unidade, hospital e sistema) e numa tomada de decisão mais eficiente dos conselhos. O modelo e os processos de "professional governance" são continuamente revistos, com a adição de novos conselhos, como o Nurse Manager Council e o Clinical Specialist Council em 2024, atendendo a pedidos dos próprios enfermeiros.

Espero que este resumo tenha sido útil para entender a importância e o impacto do "professional governance" na enfermagem! É uma prova de que a colaboração e a responsabilidade individual podem realmente transformar os cuidados de saúde.


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Referência Bibliográfica:

Lott, T. F., & Partridge, A. (2025). Increasing engagement in professional governance from the unit to system level. Publicado por Wolters Kluwer Health, Inc. DOI: 10.1097/nmg.0000000000000245.

domingo, 4 de maio de 2025

10 Sinais de que você Não está preparado para Liderar

 

10 Sinais de que você Não está preparado para Liderar

(e o que fazer em vez disso)

1. Você agrada às pessoas para evitar tensões

O que fazer: Comece a estabelecer limites e a tomar decisões firmes, mesmo que elas são impopulares.


2. Você evita conversas difíceis

O que fazer: Pratique a comunicação direta. A honestidade respeitosa é sempre melhor do que o silêncio.


3. Você transfere a culpa quando as coisas dão errado

O que fazer: Assuma o erro. Partilhe a lição. Ser um exemplo de responsabilidade.


4. Você faz “microgestão” com tudo

O que fazer: Delegue. Deixe que a sua equipa assuma a responsabilidade e cresça, mesmo que no início seja complicado.


5. Perde a calma sob pressão

O que fazer: A disciplina emocional é a moeda da liderança. Aprenda a regular, não a reagir.


6. Diz uma coisa e faz outra

O que fazer: Alinhe as suas ações com as suas palavras. A confiança constrói-se nos intervalos.


7. Ignora o feedback

O que fazer: Convide a crítica. Os grandes líderes são estudantes antes de serem mestres.


8. Deixou de aprender

O que fazer: Mantenha-se curioso. Leia, ouça, faça perguntas. A estagnação mata a liderança.


9. Persegue títulos, não confiança

O que fazer: Concentre-se no serviço, não no estatuto. A influência ganha-se, não se dá.

 

10. Você espera pelo “momento perfeito”

O que fazer: Faça a chamada. Assume o risco. A liderança é uma tendência para a ação.


Lembre-se:

A liderança é conquistada nos momentos difíceis, não nos fáceis.

Ninguém está pronto no início.

Mas aqueles que enfrentam as verdades brutais? 

Eles crescem. Eles elevam-se. Lideram.

Fonte: Luke Tobin

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sexta-feira, 25 de abril de 2025

Fotografia dos Doentes no Processo Clínico reduzem o Risco Clínico

A era digital transformou significativamente a área da saúde, introduzindo soluções que têm contribuído para a redução de erros clínicos e para a melhoria da segurança do doente. No entanto, o risco de efetuar pedidos no doente errado ainda persiste, podendo ter consequências graves para os doentes. Estes erros podem envolver medicação, análises laboratoriais e de imagem, procedimentos, intervenções de enfermagem, consultas, altas e outros tipos de pedidos.

Como refere o Dr. Jason Adelman, clínico e especialista em segurança do doente na Columbia University, “pedidos efetuados no doente errado deveriam ser um ‘never event’ (evento inadmissível), ou seja, nunca deveriam acontecer”.

Nesse sentido, a exibição de fotografias dos Doentes no registo eletrónico de saúde (processo clínico - PC) surge como uma estratégia promissora para minimizar estes erros. O Dr. Adelman explica que “os nossos cérebros processam imagens de forma mais rápida e sem esforço do que palavras, tornando muito mais fácil para um clínico perceber se está no registo errado ao ver uma fotografia”.

Para avaliar a eficácia desta abordagem, o Dr. Adelman liderou um estudo que analisou o impacto da exibição de fotos de Doentes nos PS’s na prevenção de pedidos em Doentes errados.

A investigação comparou três intervenções com um grupo sem fotos:

1) a exibição da foto num banner passivo, denominado “Storyboard” no sistema Epic;

2) um alerta popup interruptivo com a foto do doente, exigindo um clique para verificação; e

3) a combinação de ambos.

Os erros de doente errado foram identificados utilizando a Wrong-Patient Retract-and-Reorder Measure (WP-RAR), um método validado e automatizado desenvolvido pelo Dr. Adelman. Esta ferramenta identifica pedidos que são efetuados para um doente e retirados dentro de 10 minutos, sendo subsequentemente efetuados pelo mesmo clínico para um doente diferente nos 10 minutos seguintes – os chamados erros “near-miss”, detetados pelo próprio clínico antes de chegarem ao doente.

Os resultados do estudo demonstraram que todas as três formas de exibição de fotografias reduziram significativamente os pedidos em Doentes errados em comparação com a ausência de fotos.

Curiosamente, não foram encontradas diferenças significativas entre a exibição passiva no Storyboard e o alerta popup, sendo que ambos demonstraram uma melhoria na ação do profissional de saúde.

O Dr. Adelman salienta que “as fotos no Storyboard funcionam tão bem de forma passiva que adicionar um popup tem um pequeno aumento, mas não estatisticamente significativo e provavelmente não vale o esforço da fadiga de alertas”. Dada a problemática da fadiga de alertas nos clínicos, o Dr. Adelman defende a utilização de intervenções passivas para maximizar o benefício e minimizar o fardo sobre os profissionais.

Um aspeto crucial para o sucesso desta prática é a disponibilidade de fotografias de Doentes nos PC’s. Inicialmente, apenas cerca de 40% dos Doentes possuíam fotografias nos registos. Ao longo de três meses, a equipa de investigação trabalhou em colaboração com os serviços de Doentes, serviços de informática e operações para aumentar o número de fotografias disponíveis. Foram desenvolvidos materiais de apoio, formação para a equipa sobre como e quando tirar fotografias, e ativação de configurações em quiosques para permitir que os Doentes tirassem as suas próprias fotos durante o registo.

O Dr. Adelman enfatiza a importância de evidências rigorosas para promover a adoção de práticas de segurança, esperando que esta investigação possa “ajudar a acelerar a adoção de fotos em PC’s”.

Para apoiar a implementação generalizada de fotografias de Doentes pelos sistemas de saúde, o Dr. Adelman e a sua equipa estão a desenvolver um toolkit que resume a sua experiência e inclui materiais desenvolvidos durante a implementação. Este kit incluirá métodos sobre como incorporar fotografias de Doentes em diferentes ambientes técnicos, especificações sobre como capturar fotografias de qualidade, checklists, modelos, políticas e fluxos de trabalho de amostra, bem como materiais de formação e educação para Doentes.

Em suma, a investigação demonstra claramente que a exibição de fotografias de Doentes nos registos eletrónicos de saúde é uma estratégia eficaz para reduzir erros de identificação de Doentes e, consequentemente, melhorar a segurança do doente.

A implementação desta prática, mesmo de forma passiva através de banners informativos, pode contribuir significativamente para a prevenção de “never events”, reforçando a importância de investir em soluções digitais centradas na segurança do doente.

Fonte: https://digital.ahrq.gov/program-overview/research-reports/2023-year-review

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quinta-feira, 24 de abril de 2025

Gerir com Qualidade em Saúde. Um livro indispensável

 

Gerir com Qualidade em Saúde, de Manuela Frederico e Fernando Sousa

Adorei este livro e a forma simples do seu texto. 

O Conteúdo de cada capitulo está muito bem escrito e é de uma enorme clareza. Vou usá-lo muitas vezes no futuro como referência. 

Considero que é um livro indispensável para qualquer gestor na área da saúde, em especial para os Enfermeiros Gestores.

Faz um favor a ti próprio. Compra este livro https://www.wook.pt/livro/gerir-com-qualidade-em-saude-manuela-frederico/26989718?a_aid=4e731cba3ee3f


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quarta-feira, 23 de abril de 2025

10 Principais Ameaças à Segurança do Doente em 2025

 

De acordo com um relatório da ECRI e do Institute for Safe Medication Practices, as dez principais ameaças à segurança do doente em 2025 englobam problemas persistentes e riscos emergentes.

Ignorar as preocupações dos doentes, familiares e cuidadores é considerada a principal ameaça, com impactos significativos nos diagnósticos e resultados.

Outras preocupações notáveis incluem a governança inadequada da inteligência artificial, a disseminação de desinformação médica e as violações de cibersegurança.

O relatório também destaca desafios como erros de diagnóstico, infeções associadas a cuidados de saúde e a deterioração das condições de trabalho nas farmácias comunitárias, fornecendo recomendações para mitigar estes riscos.


Lista das 10 Maiores Ameaças à Segurança do Doente em 2025, de acordo com o relatório:

  1. Ignorar as preocupações do doente, da família e do cuidador.
  2. Governança insuficiente de inteligência artificial.
  3. Disseminação de desinformação médica.
  4. Quebras de cibersegurança.
  5. Cuidados a veteranos em ambientes de saúde não militares.
  6. Medicamentos abaixo do padrão e falsificados.
  7. Erros de diagnóstico em cancros, eventos vasculares e infeções.
  8. Infeções associadas a cuidados de saúde em instituições de cuidados de longa duração.
  9. Coordenação inadequada durante a alta do doente.
  10. Deterioração das condições de trabalho em farmácias comunitárias.

O relatório indica que estas ameaças são baseadas em avaliações de especialistas quanto à severidade, frequência e impacto sistémico, com o objetivo de ajudar as organizações de saúde a priorizar esforços para reduzir danos evitáveis.

O principal problema identificado é ignorar as preocupações dos doentes, famílias e cuidadores, o que pode levar a diagnósticos tardios, piores resultados para os doentes e aumento das disparidades.

O relatório recomenda que os líderes de saúde adotem uma abordagem sistémica para melhorar a comunicação entre doente e profissional de saúde, abordar os vieses cognitivos e promover uma cultura de confiança para mitigar estes riscos.


Este é o link para o Relatório Original: https://assets.ecri.org/PDF/Top10PatientSafetyConcerns_2025_final.pdf

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domingo, 20 de abril de 2025

Erros cometidos pelo Avaliador na avaliação SIADAP

"Tendo presente todos os aspetos éticos ligados à avaliação de desempenho, o avaliador deve estar atento a alguns erros que pode cometer no decorrer do processo de avaliação, nomeadamente:

O efeito de halo (tendência em estender uma avaliação positiva ou negativa de um colaborador para todos os itens da avaliação, sem fazer uma análise adequada de cada um dos fatores, isto é, se o colaborador é bom numa função, automaticamente é bom nas demais);

O efeito de tendência central, que consiste na atribuição, por parte do avaliador, de notas muito altas para não prejudicar o avaliado ou evitar notas muito baixas, para não ter de as justificar;

O erro da primeira impressão, ou seja, "a primeira impressão é a que fica". O avaliador não pode recorrer a avaliações passadas, mas sim centrar-se no presente;

O erro de fadiga/rotina, que ocorre quando o avaliador faz muitas avaliações seguidas e chega a um certo ponto em que já não consegue distinguir os avaliados;

O erro de estereótipo, quando o avaliador estabelece um estereótipo em relação ao desempenho do avaliado e esta situação não se altera, nem com o processo de avaliação de desempenho, mesmo que o desempenho seja superior ou inferior ao estereótipo estabelecido pelo avaliador,

O erro da tendência central, que é um erro de classificação de desempenho, em que todos os colaboradores têm classificação média;

O erro de precisão, quase na oposição do erro da tendência central, em que o avaliador tende a dar aos colaboradores classificações excecionalmente boas ou más;

Erro da profecia autoconfirmatória, em que o avaliador gera expectativas fracas sobre o colaborador desde o início do processo de avaliação, as quais podem traduzir-se num mau desempenho;

Inveja, em que o avaliador sabe que o avaliado é bom, mas a avaliação não o demonstra, pois tem medo de criar um concorrente que ocupe a sua posição na organização."

(Fonte: Fernando Sousa e Maria João Mano. Gerir com Qualidade em Saúde. p210; 2022. LIDEL)

O processo de avaliação SIADAP é tudo menos simples. 

O Avaliador tem uma enorme responsabilidade na credibilização de todo o processo. É fundamental deter um conhecimento profundo de todo o processo e capacitar os avaliados com o máximo de informação, e mesmo assim o avaliador correrá sempre o risco de ser catalogado como "injusto". 

A verdade é que todos - Avaliadores e Avaliados - são co-responsáveis em todo o processo.

Trago aqui este tema porque considero que a "avaliação do desempenho" é também uma ferramenta a utilizar para promover a segurança do doente


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sábado, 5 de abril de 2025

Participei no III Congresso Gestão e Empreendedorismo para Profissionais de Saúde

 

Nos dias 04 e 05 de abril de 2025 participei no III Congresso Gestão e Empreendedorismo para Profissionais de Saúde, em Santarém.

Como empreendedor, não podia deixar de o fazer, e gostava de partilhar contigo algumas informações sobre este evento.

👉 A grande diferença é que este evento (já é o 2º a que assisto) não tem "nada" a ver com um congresso "tradicional" da área da saúde.

👉Não há "mesas temáticas".

👉O programa é "minimalista"

👀 O espaço é incrível

👉Em cada apresentação, apenas o palestrante está em palco.



👌
Não há "perguntas e respostas"

💪 Os horários são cumpridos com rigor.

Não, este não é um congresso tradicional da saúde. É um congresso em que se discute o negócio e estratégias para o implementar e potenciar. É um congresso que discute estratégias e soluções para ter lucro (sem vergonha) ao mesmo tempo que se presta um serviço com rigor e profissionalismo.

Nas instituições publicas de saúde temos muito a aprender com as estratégias e ferramentas do "atendimento do cliente" com a "imagem" da instituição, com a necessidade de uma melhor "comunicação" e com estratégias que facilitem a experiência do doente e a sua relação com os Serviços.

Quem sabe um dia...

Podes encontrar pequenos vídeos do congresso no meu canal do YouTube em www.youtube.com/@FernandoBarroso1972

UM DIA SERÁS TU O DOENTE!
#umdiaserastuodoente
Fernando Barroso
https://fernandobarroso.gumroad.com/

sábado, 22 de fevereiro de 2025

Resultados das Pesquisas de Indicadores Relatados pelo Doentes (PaRIS)


 

Resultados das Pesquisas de Indicadores Relatados pelo Doente (PaRIS)

Principais conclusões – Portugal

  • Mais da metade (57%) das pessoas com condições crônicas em Portugal relatam boa saúde física, medida pela função física, dor e fadiga. Isso está abaixo da média PaRIS da OCDE de 70% e 25 pontos percentuais abaixo do país com melhor desempenho (82%).
  • Dois terços (67%) das pessoas com condições crônicas em Portugal relatam boa saúde mental, referindo-se à qualidade de vida, sofrimento emocional e saúde social. Esta é a percentagem mais baixa entre os países do PaRIS e constitui uma diferença de 26 pontos percentuais com o país com melhor desempenho (93%).
  • Menos de metade (49%) das pessoas com doenças crónicas em Portugal relatam uma boa coordenação dos cuidados, o que está abaixo da média PaRIS da OCDE de 59% e 32 pontos percentuais abaixo do país com melhor desempenho (81%).
  • Pouco mais de metade (54%) das pessoas com doenças crónicas em Portugal confiam no seu sistema de saúde, abaixo da média PaRIS da OCDE de 62%.
  • Mais de quatro em cada cinco pessoas (86%) com duas ou mais doenças crônicas em Portugal são atendidas em cuidados de saúde primários que oferecem acompanhamento e consultas regulares de mais de 15 minutos; isso é quase 40 pontos percentuais acima da média do PaRIS da OCDE de 47%.
  • A maioria das pessoas (97%) com duas ou mais condições crônicas são tratadas em cuidados de saúde primários onde a equipa não médica está envolvida no tratamento de doenças crônicas; isso é 14 pontos percentuais a mais do que a média do PaRIS da OCDE de 83%.
  • Pouco menos de metade (49%) dos doentes com doenças crónicas em Portugal recebem apoio suficiente para gerir a sua própria saúde, abaixo da média PaRIS da OCDE de 63%.
  • Cerca de uma em cada dez pessoas com doenças crónicas (12%) relatam confiança na utilização de informação sobre saúde na Internet em Portugal, em comparação com a média PaRIS da OCDE de 19% (menor-maior: 5‑34%).

Quão bem Portugal presta cuidados a pessoas com doenças crônicas?

terça-feira, 4 de fevereiro de 2025

14º Aniversário do Blog "Segurança do Doente"

 

Celebramos hoje (04 de fevereiro de 2025) o 14.º aniversário do blog "Segurança do Doente", uma plataforma dedicada a promover a segurança na prestação de cuidados de saúde. Desde a sua criação, este espaço tem sido fundamental na disseminação de conhecimento, partilha de experiências e sensibilização para práticas seguras no ambiente clínico.

Ao longo destes anos, o blog abordou temas cruciais como a identificação inequívoca do doente, a prevenção de úlceras por pressão e a gestão de riscos associados à tecnologia na saúde. Por exemplo, em agosto de 2024, foi destacado um incidente relacionado com a falha na identificação correta do doente, enfatizando a necessidade contínua de formação e auditoria nesta prática essencial.

Além disso, o blog tem promovido o envolvimentoativo dos doentes na segurança dos cuidados, reconhecendo que a colaboração entre profissionais de saúde e doentes é vital para a melhoria contínua dos serviços prestados.

Com o Plano Nacional para a Segurança dos Doentes 2021-2026 em vigor, o blog "Segurança do Doente" tem sido um recurso valioso para a implementação dos seus objetivos, fornecendo orientações e destacando a importância de práticas seguras em ambientes clínicos.

A dedicação do blog em educar e informar reflete-se também na disponibilização de recursos como o "GuiaPrático para a Segurança do Doente", que serve como referência para profissionais em busca de melhorar a qualidade dos cuidados prestados.

Ao comemorarmos este marco, reconhecemos o impacto significativo do blog "Segurança do Doente" na promoção de uma cultura de segurança e qualidade na saúde.

Que este compromisso continue a inspirar profissionais e instituições a priorizar a segurança do doente, garantindo cuidados cada vez mais seguros e eficazes.

UM DIA SERÁS TU O DOENTE!
#umdiaserastuodoente
Fernando Barroso
https://fernandobarroso.gumroad.com/