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segunda-feira, 5 de agosto de 2024

Acolhimento Automático em Quiosque nos Serviços de Saúde

 

Acolher um doente num quiosque de um qualquer serviço de saúde é toda uma experiência.


Primeiro é preciso disposição para acolher.

 

Sim, porque a indicação superior é a de que:

-”O doente deve fazer tudo sozinho”

 

Mas a realidade é outra.

 

Há o doente que vê mal (seja porque foi operado à vista ontem ou porque se esqueceu dos óculos)

 

Há o doente Idoso, para quem todos os equipamentos são incompreensíveis

 

Há o doente com baixa literacia em saúde, que não entende, não compreende, e não consegue avançar.

 

Há o doente que, com a pressa que vem, não lê nenhuma das indicações do equipamento e quer - só porque sim - que a coisa funcione.  Como é óbvio, não vai acontecer.

 

E há ainda os “chicos-espertos”. Os que se fazem de inaptos, apenas porque acham que são os outros que tem de os servir.

 

Seja qual for a razão, o facto é que a fila cresce. O quiosque “entope” e é preciso intervir. Estar disponível.

 

E se esta disponível, prepare-se porque vai demorar.

Vai ser preciso explicar tudo do início, todas as vezes, a praticamente todos os doentes.

 

As instruções estão lá. Claras (embora fosse possível fazer certamente melhor). 

É só ler e seguir as indicações.

O quiosque “fala” ao mesmo tempo que apresenta por escrito as indicações.

E isso serve de alguma coisa? Claro que não.

É que, para além de outras limitações, pelo menos metade dos Doentes têm um nível de literacia em saúde “problemático” ou “inadequado” (Estudo Gulbenkian 2016)

E o sistema não está feito para eles.


Tens de começar a explicar tudo, do princípio, uma e outra vez.

Tens de ser paciente (não confundir com doente).

Tens de sorrir.

Tens de articular bem as palavras para que te compreendam.

Tens de falar num tom de voz abaixo do tom de voz do doente agressivo. Ele só quer resolver um problema. Ele está zangado, mas não é contigo. Não te esqueças disso.

Tens de ensinar. Uma e outra vez.

E consegues resolver o problema.

E finalmente sai a senha.

O quiosque fez em 30 segundos o que um Assistente Técnico demoraria no mínimo uns 3 a 5 minutos. E isto se o doente de repente não tiver mil perguntas para fazer.

 

O quiosque dá uma senha de confirmação.

Está lá escrito o local onde o doente se deve dirigir. A indicação é clara - uma vez mais - mas ninguém lê. Ou se lê, não percebe, não compreende, não interpreta.


- Para onde vou agora?

- Por favor, leia a sua senha. Está lá indicado. Vê! é aqui.

- Há pois está. Não vi. Desculpe, Obrigado

 

E na próxima consulta, repetir tudo outra vez…

Provavelmente estamos a fazer alguma coisa errada…


Acolhimento do Utente e Gestão de Conflitos
Este é o novo curso da ESCOLA DE SEGURANÇA DO DOENTE

Tu gostas de ser bem acolhido onde vais? 

Pois é, acolher bem o doente faz toda a diferença.


Vem saber mais aqui https://fernandobarroso.gumroad.com/l/atendimentoutente?layout=profile


UM DIA SERÁS TU O DOENTE!
#umdiaserastuodoente
Fernando Barroso

terça-feira, 21 de maio de 2024

Como podemos prevenir o VIH quando há exposição de risco


Neste vídeo a Sr.ª Enf.ª Catarina Esteves Santos, vai partilhar connosco como podemos prevenir o VIH quando há exposição de risco (ocupacional e não ocupacional)

Esta é uma informação importante para a Segurança do Profissional e para a Segurança do Doente.


UM DIA SERÁS TU O DOENTE!
#umdiaserastuodoente
Fernando Barroso
https://fernandobarroso.gumroad.com/


quarta-feira, 23 de novembro de 2022

Estamos a Forçar a Literacia aos nossos Doentes? #SD451


Tenho por hábito observar com alguns distanciamento o meu Serviço (Consulta Externa) para sentir como o processo está a decorrer e o que podemos melhorar na experiência do Doente.

Há cerca de 2 meses que a inovação está na utilização de quiosques automáticos de atendimento "que fazem tudo".

Efetivamente, fazem um excelente trabalho (especialmente quando funcionam de forma correta), sendo inegavelmente uma evolução no atendimento do Doente.

O problema é que muitos doentes que tenho observado, ouvido, acompanhado, simplesmente "não querem" usar o sistema.

E não é uma questão de baixa literacia em saúde ou literacia tecnológica.

O sistema não difere muito da forma como utilizamos um terminal multibanco ou mesmo um Smartphone.

Já vi e ouvi de tudo:

  • Eu nunca mexi nisto!
  • Onde é que se "toca"?
  • Ouço um doente a "aconselhar" outro; - Eu cá digo que não sei ler...
  • Um doente tenta a todo o custo inserir um Bilhete de Identidade no quiosque (explico com calma que não vai dar).
  • Chega ao quiosque, e sem ler nada do que está no ecrã, ou nas indicações escritas que se encontram próximo, coloca simplesmente o cartão do cidadão no quiosque.

Também devemos reconhecer que há doentes (pela sua patologia, capacidades cognitivas, etc.) que necessitam de apoio (isso é inegável), mas, para muitos outros, provávelmente não há estratégia de literacia que resulte. 

Quando o Doente não quer, não há sistema que funcione...


UM DIA SERÁS TU O DOENTE!

#umdiaserastuodoente

Fernando Barroso

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segunda-feira, 16 de maio de 2022

Uma baixa Literacia em Saúde pode ser fatal e coloca em risco a Segurança do Doente | #SD443


Já muito se falou e escreveu sobre a nossa (dos profissionais de saúde) capacidade de comunicar com o doente, de promover a educação para a saúde e também sobre a capacidade da pessoa para concretizar o que lhe é proposto. 

Falamos de Literacia em Saúde.

“A literacia em saúde remete para as competências e os conhecimentos dos indivíduos necessários para acederem, compreenderem, avaliarem e utilizarem informação sobre saúde, que lhes permita tomar decisões sobre cuidados de saúde, prevenção da doença e modos de promoção de uma vida saudável.

Uma baixa Literacia em Saúde pode dar origem, por exemplo, a um maior número de internamentos e a uma utilização mais frequente de serviços de urgência e, também, a uma menor prevalência de atitudes individuais e familiares preventivas no campo da saúde. Ou seja, a uma menor qualidade de vida. (In: Literacia em Saúde em Portugal – 2015 |Fundação Calouste Gulbenkian)"

Da minha janela observei hoje um doente (como faço muitas vezes). Este chamou-me a atenção. 

Com um equipamento de fornecimento de oxigénio na mão esquerda e um cigarro na mão direita, não consegui deixar de ter um sentimento de pena e de tristeza para com este Sr. Quão desesperado deve estar uma pessoa para continuar com um vício que certamente o fará sentir-se pior?

E mais, não saberá que o ato simples que pratica (fumar um cigarro) com uma fonte de O2 mesmo ao lado (estava a usar uns óculos nasais) pode resultar numa catástrofe?

O que estará no pensamento deste Sr? Qual o nivel da sua literacia em saúde? 

O que está certamente presente é um sentimento de derrota, de quase desespero.

Temos tanto para aprender uns com os outros...


Fernando Barroso

UM DIA SERÁS TU O DOENTE!

#umdiaserastuodoente

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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

Um Mural em Acrílico para Melhorar a Comunicação com o Doente | #SD410

 

Quando melhoramos a comunicação com o Doente estamos também a melhorar a Segurança do Doente, e são muitas as formas que podemos usar para melhorar essa comunicação

Ao fazê-lo, não devemos esquecer que relativamente ao nível da literacia em saúde no âmbito da promoção da saúde, 51% da população (...) apresenta um nível de literacia entre o problemático e o inadequado (Fonte: ILS-PT, 2014, CIES-IUL/Fundação Calouste Gulbenkian e HLS-EU Consortium (2012)).

Assim, é importante escolher múltiplas formas de comunicação para conseguirmos atingir o nosso objetivo - Comunicar eficazmente com o Doente

A comunicação vertical continua a ter uma expressão importante na forma como comunicamos com os doentes nas instituições de saúde.

Hoje partilho a forma como, no Serviço de Consultas Externas do Centro Hospitalar de Setúbal, Hospital de São Bernardo, transformámos uma parede com informação estática, num mural que permite grande mobilidade da informação sem qualquer esforço.

Começámos com uma parede, junto do principal ponto de passagem do serviço, em que a informação estava "literalmente aparafusada à parede"

Digamos que no mínimo era "difícil" de renovar.


Convidamos a responsável pelo Gabinete de Comunicação do CHS (Dr.ª Sónia Silva) para discutir uma ideia:

- Como transformar esta parede (por onde passam todos os doentes que tem uma consulta no hospital) num ponto de informação apelativo e fácil de renovar?

O resultado:

Um quadro acrílico com bolsas em acrílico de tamanho A4 e A3 de fácil substituição.

E este foi o resultado final.


Com este quadro com bolsas de acrílico, é muito fácil substituir toda a informação ou apenas parte dela e conjugar diferentes mensagens.

Podemos divulgar informação institucional ou por diferentes temáticas.

Podemos divulgar informação centrada num único tema ou dia específico.

O limite será a nossa imaginação.


O que achas desta ideia?

Que formas de comunicação utilizas para comunicar com os teus doentes?

Que informações sugeres que sejam colocadas neste espaço? 

Adorava saber as tuas sugestões.


Fernando Barroso

UM DIA SERÁS TU O DOENTE!

#segurancadodoente

segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

A Importância das visitas ao Doente Internado | #SD404


A Pandemia COVID-19 veio impor a todos nós medidas extraordinárias. Uma delas foi a restrição das visitas aos doentes internados (em hospitais, unidades de cuidados continuados, lares de 3ª idade). 

A medida, de elementar lógica epidemiológica, trouxe consigo muita ansiedade e desespero para aqueles que tinham nestas visitas um contato com a “vida” e uma hipótese de aliviar um pouco o seu sofrimento.

 

Voltar a permitir visitas nas Unidades Hospitalares é uma medida de elementar justiça, ética e moral. É isso que a recente Orientação DGS nº 038/2020 de 17/12/2020 vem propor (clica no link para ler a norma).

Mas são muitos os desafios de segurança do doente que se colocam.

 

A Orientação refere inúmeros aspetos a respeitar. Por exemplo, a visita terá de:

  • Manter o distanciamento físico entre visitante, utente e profissionais de saúde;
  • Conhecer e aplicar a Etiqueta respiratória;
  • Utilizar corretamente a máscara cirúrgica;
  • Higienizar frequentemente as mãos.

 

Mas existem muitos outros aspetos a considerar, que implicam a realização de um ensino à visita (a maioria só sabe o que vê nas redes sociais e sabemos como essa informação pode ser distorcida). 

A visita vai ter de ser orientada acerca de que circuito deve seguir, como efetuar a higiene das mãos, e como deve usar a máscara, mas também onde pode ou não tocar (não pode em nada), que instalações sanitárias podem usar...

 

Como fazer? Deixo algumas sugestões:

Promover o ensino e o envolvimento da Visita. O ideal seria realizar um pequeno vídeo educativo. Um PowerPoint que depois é transformado em vídeo e é apresentado antes da visita ocorrer (embora nem todos tenham este recurso).

 

Construir um folheto orientador (simples) com as recomendações que a visita deve cumprir (usar imagens simples e pouco texto – Apostar no que a visita tem de saber e tem de fazer. O folheto deve ser simples (não sei se já tinha dito que deve ser simples).

 

Antes da visita entrar, perguntar – Para a segurança do seu familiar/amigo eu quero ter a certeza de que compreendeu as regras, por isso, pode por favor dizer-me quais são as regras que vai cumprir?

Com esta estratégia (Teache-back) estamos a confirmar a informação que foi compreendida pela visita e poderemos corrigir o que for necessário.

 

Criar um documento de registo simples (documento em A4) que permita registar (conforme a Orientação sugere) a identificação da data, hora, e nome do doente visitado, bem como nome e contacto telefónico do visitante. Cada Serviço terá de decidir onde e como guarda e depois elimina esta informação.


Caberá a cada Instituição definir em concreto as suas regras, mas há um aspeto essencial – Para a pessoa doente, a possibilidade de ter uma visita é absolutamente fundamental (digo isto com experiencia própria), e tudo devemos fazer para que tal ocorra.


E tu, na tua Instituição/Serviço, que estratégias são usadas e que possas aqui partilhar para que todos possam aprender com as diferentes experiencias?

Fernando Barroso

Gostas-te deste artigo? Ajuda-me a divulgar esta mensagem.
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UM DIA SERÁS TU O DOENTE!
#segurancadodoente

terça-feira, 2 de abril de 2019

PLANO DE ACÇÃO PARA A LITERACIA EM SAÚDE | PORTUGAL | 2019-2020 (#SD343)


Este é um documento importante para melhor compreender o que é a literacia em saúde e quais as intervenções que devemos implementar ao longo do ciclo de vida.

As estratégias de literacia em saúde são fundamentais para melhor comunicar com os Doentes (e com os profissionais) para que todos compreendam a mensagem que se pretende transmitir. 
A Literacia em saúde é indispensável à implementação de estratégias de segurança do doente
Faz o download do documento AQUI 
Fernando Barroso
UM DIA SERÁS TU O DOENTE!
#segurancadodoente

segunda-feira, 23 de julho de 2018

terça-feira, 17 de julho de 2018

Livro - Onde Falham os Médicos | David Newman (SD#299)

Onde Falham os Médicos | David Newman

O título deste livro pode ser enganador. Ao contrário do que possa parecer o autor não pretende diminuir a classe Médica, da qual aliás faz parte, mas sim discutir de forma clara e sem receios a necessidade dos médicos e de todos nós compreendermos os limites da medicina e o reconhecimento dos enormes mistérios que ainda envolvem a maioria das doenças com que nos confrontamos.

São inúmeros os exemplos apresentados de forma fundamentada, mas clara, mesmo para os leigos. A segurança do doente está implícita em cada página. 

Para mim ficou um reafirmar do efeito da “resposta significativa” que o médico e todos os profissionais de saúde devem procurar promover nos seus doentes.

Quando a ciência já não consegue ser útil ou positiva a um doente não devemos negar a esperança nem deixar de reconhecer na mente e vontade humana o potencial da cura que efetivamente tem.

Assisti mais vezes do que admito, a respostas fantásticas e emotivas de doentes, a quem apenas administrei carinho, atenção e escuta activa. Inúmeras vezes a resposta era mais positiva que uma dose elevada de medicamentos.

Afirma David Newman
“Quando médicos e doentes investirem no contacto humano, acreditarem no toque físico e na palavra, e praticarem o conselho e a parceria, eliminaremos o fardo de exames sem sentido, de raios x desnecessários e de comprimidos espúrios
Os aumentos descomunais nos gastos em tecnologia que não melhoram a saúde cessarão e a evidência concreta dos benefícios orientará as atribuições de verbas. As expectativas serão mais fundamentadas a saúde melhorará e as necessidades diminuirão, os tempos de espera serão mais curtos, o tempo será mais longo e seremos curados uns pelos outros. Seremos “médicos” e seremos “doentes”.

Sem dúvida um livro que recomendo a todos. Médicos e Doentes.



Um dia seremos um dos dois. Um dia com toda a certeza
TU SERÁS O DOENTE.


Fernando Barroso
UM DIA SERÁS TU O DOENTE!

#umdiaserastuodoente

quinta-feira, 5 de abril de 2018

Reclamações dos Utentes – Uma Janela para a Qualidade dos Cuidados | Segurança do Doente 289


Há uma tarefa anual que detesto fazer. E não, não é ir ao dentista...

 Blog Segurança do Doente

Estou a falar da Análise das Reclamações dos Utentes, que estejam tipificadas como “Cuidados de Saúde e Segurança do Doente”, disponibilizadas pelo Gabinete do Utente da Instituição.
Acredita! Não é nada fácil!

Já alguma vez o fizeste?
Já te sentaste a uma mesa com 130 reclamações do ano anterior à tua frente?
Começas a ler uma, e outra, e mais uma…

Ok. Eu sei que “as pessoas escrevem tudo no calor do momento”, mas esses desabafos têm todos (ou praticamente todos) uma base de fundamento real que não podemos ignorar.

Este ano, na primeira tentativa tive de parar à 10ª reclamação. Simplesmente não conseguia continuar.

Diariamente são prestados cuidados de qualidade aos nossos doentes.
Literalmente milhares de atos são praticados de forma correta e humana. Mas não é isso que encontramos quando analisamos as reclamações dos Utentes ou dos seus Familiares.

São histórias de perda, dor e desespero. E é isso que doí, que nos retira o alento.

Muitas vezes, quando lemos estas reclamações, identificamos claramente os profissionais envolvidos, os serviços, os locais onde a situação descrita ocorreu e não conseguimos deixar de nos solidarizar com quem reclama.

A baixa literacia em saúde da população portuguesa não ajuda. Há relatos que resultam de puro desconhecimento, mas acima de tudo, de uma enorme falta de capacidade de comunicação do profissional de saúde para com o doente/acompanhante/família.
E às vezes basta explicar.

E há também uma manifesta falta de sensibilidade, de humanidade se quiseres chamar-lhe assim. Isso é o que custa mais.

O desafio é identificar medidas concretas para melhorar este cenário. Promover um melhor cuidado e acima de tudo, uma melhor comunicação.

Nenhum de nós tem o direito de, protegido por uma armadura de “profissional de saúde” diminuir os direitos do doente.

Eu ainda não encontrei a melhor forma de completar esta tarefa. Não sem me sentir esmagado com a violência que leio em algumas descrições. Mas não vou desistir.

Amanhã será um novo dia e tudo farei ao meu alcance para passar esta mensagem.

E tu? Estás comigo?

Fernando Barroso


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#umdiaserastuodoente

domingo, 4 de março de 2018

1ª Aula de Segurança do Doente na Pós-Graduação em Literacia em Saúde – ISPA | 03-03-2018 | Segurança do Doente 285


Foi com enorme orgulho e privilégio que dei a 1ª Aula de "Segurança do Doente" na  Pós-Graduação em Literacia em Saúde que decorre no ISPA.


Segundo o relatório Literacia em Saúde em Portugal – 2015 da Fundação Calouste Gulbenkian, a literacia em saúde condiciona a forma como cada um de nós é capaz de tomar decisões acertadas sobre saúde.

Afecta, por isso, não apenas a nossa qualidade de vida e daqueles que nos são próximos e que dependem de nós (como as crianças ou os idosos), mas pode ter também implicações nas despesas de saúde e nos custos e formas de organização dos sistemas de saúde nacionais.

A literacia em saúde remete para as competências e os conhecimentos dos indivíduos necessários para acederem, compreenderem, avaliarem e utilizarem informação sobre saúde, que lhes permita tomar decisões sobre cuidados de saúde, prevenção da doença e modos de promoção de uma vida saudável.

Uma baixa Literacia em Saúde pode dar origem, por exemplo, a um maior número de internamentos e a uma utilização mais frequente de serviços de urgência e, também, a uma menor prevalência de atitudes individuais e familiares preventivas no campo da saúde. Ou seja, a uma menor qualidade de vida.

E não podemos nunca esquecer que a Literacia em Saúde não é uma questão apenas dos Doentes, mas também dos profissionais de saúde.

“Extensive research has shown that no matter how knowledgeable a clinician might be, if he or she is not able to open good communication with the patient, he or she may be of no help.” - Institute for Healthcare Communication

Temos, pois, de melhorar a nossa comunicação e a literacia de doentes e profissionais de saúde.

Parabéns ao ISPA por esta iniciativa.
Fernando Barroso


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#umdiaserastuodoente

sexta-feira, 5 de maio de 2017

SD250- ISPA promove 1ª PÓS GRADUAÇÃO - LITERACIA EM SAÚDE

Foi oficialmente apresentada a 1ª Pós Graduação de Especialização em Literacia em Saúde em Portugal, organizada pelo ISPA.

Literacia em Saúde: Modelos, Estratégias e Intervenções
Conta com um conjunto relevante de personalidades com vasta competência, conhecimento e profundidade na abordagem destes temas.

A sessão inaugural contou com o Dr Francisco George, Director Geral da Saúde.


Será um privilégio contar convosco, neste 1º Curso que marca um avanço indelével na partilha de conhecimento sobre Literacia em Saúde em Portugal. Permitirá a capacitação dos profissionais das vá rias áreas da saúde, a criação de formas de reduzir iniquidades, de aumentar a compreensão sobre o sistema de saúde e incrementar positivamente as próprias relações interpessoais com vista a uma maior adesão terapêutica.
A Literacia em saúde é um imperativo de saúde pública (no programa nacional de saúde), é parte do capital social e um pilar central de politicas e acções (Kickbuch et al. 2005)

Faça parte deste momento primeiro que marcará um caminho da referência.

Muito obrigada, despeço-me com toda a cordialidade
Cristina Vaz de Almeida
Direcção de Curso