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quarta-feira, 1 de novembro de 2017

VI Curso de Auditoria Clínica - Queres saber quais as auditorias que construímos de raiz? - SD270

Foi com entusiasmo que realizei mais um Curso de Auditoria Clínica (o 6º) desta vez para Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano (ULSLA).

O primeiro dia constitui sempre um momento de aprendizagem intenso mas também (pela componente prática do workshop de construção da grelha de auditoria) uma consciencialização de que nem sempre os documentos orientadores da prática dos profissionais - Normas de Orientação; Procedimentos, etc. – estão construídos da forma mais correta não sendo sequer, em alguns dos seus aspectos, passíveis de serem auditados.

Segue-se um período de intenso trabalho autónomo com supervisão do formador em que cada formando de forma individual ou em grupo:
  • Expande o seu conhecimento;
  • Experimenta no terreno a nova metodologia e ferramenta que criou, realizando uma auditoria em contexto real, e;
  • Se surpreende com os resultados que obtém e o conhecimento que adquire.

O segundo dia (que ocorre 3 semanas depois do 1º dia) é um dia fantástico com apresentação do trabalho realizado e intensa discussão dos dados obtidos.
Invariavelmente todos aprendem com o partilhar das experiências e com o volume incrível de dados concretos (evidências) que não podem, a partir daí, ser ignoradas.

Neste curso foram realizadas as seguintes auditorias:

domingo, 3 de setembro de 2017

As ferramentas da Qualidade em Saúde e da Segurança do Doente são aplicáveis aos Cuidados de Saúde Primários? -SD265

Será que as ferramentas actuais relacionadas com a Qualidade em Saúde e a Segurança do Doente são aplicáveis aos Cuidados de Saúde Primários?

Esta é uma pergunta que têm surgido sistematicamente e que está relacionada com a aplicação dos princípios da qualidade em saúde, da segurança do doente ou da Avaliação do Risco aos Cuidados de Saúde Primários (CSP).

Falo várias vezes com colegas que trabalham nos CSP e quase todos referem que as ferramentas relacionadas com a segurança do doente e a qualidade em saúde não estão adaptadas aos seus locais de trabalho, ou que todos os exemplos disponíveis têm como origem nos cuidados hospitalares.

Eu considero que todos os princípios e ferramentas que existem se podem adaptar aos CSP respeitando a realidade de cada local de trabalho.

É possível atender aos mesmos problemas, às mesmas dificuldades aos mesmos desafios com ferramentas que estão actualmente disponíveis:
Com estas ferramentas é possível, em cada um dos locais onde são prestados cuidados de saúde, desenvolver um plano de qualidade com vista à segurança do doente e à melhoria da prestação de cuidados.

Considero que não é correcta a alegação de que os instrumentos disponíveis não são aplicáveis aos cuidados de saúde primários. Aquilo que tem efectivamente de ser feito é adaptar as perguntas, instrumentos e metodologias existentes a cada um dos diferentes contextos de trabalho.

Tem de realizar-se um esforço de aplicação das ferramentas existentes. Mas acima de tudo na documentação, aplicação e divulgação dessas experiências para que possam ser partilhadas com outros colegas do mesmo nível de cuidados.
Todos temos a responsabilidade de desenvolver esse esforço.

É imperioso documentar o que está a acontecer publicando artigos, histórias, pequenas informações  e tudo aquilo que seja possível com o objectivo da partilha.

Neste âmbito, o Blog Segurança do Doente estará sempre disponível para colaborar, publicando toda a informação relevante.


Pessoalmente, eu próprio tenho feito um esforço na divulgação de questões mais adaptadas aos CSP e irei continuar a fazê-lo.

Para isso, conto também com a vossa ajuda, com as vossas sugestões e perguntas.

Quais as ferramentas que utilizas no teu contexto de CSP? e como?

Que dificuldades encontras na sua aplicação?

Quais as ferramentas que gostavas de ver aqui analisadas numa óptica de CSP?

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Checklist Procedimentos de Segurança da ERS 2017 - SD263


A Entidade Reguladora da Saúde actualizou a sua  Checklist Procedimentos de Segurança destinada a integrar a avaliação da qualidade dos estabelecimentos hospitalares no âmbito da dimensão Segurança do Doente do Sistema Nacional de Avaliação em Saúde – SINAS@Hospitais.

Mesmo que o teu Hospital não esteja envolvido na avaliação SINAS@Hospitais, esta checklist pode ser utilizada para realizar uma "auditoria interna" aos procedimentos de segurança preconizados, e com isso identificar áreas a melhorar.


Fernando Barroso

sexta-feira, 24 de março de 2017

SD246 - Vídeo Transparência na Prática Clínica


A Hofstra North Shore-LIJ School of Medicine realizou um estudo onde foi monitorizado, de forma aleatória através de câmaras de vídeo, a implementação de actividades chave de segurança do doente (por exemplo, checklist cirúrgica), dando feedback em tempo real.

Com esta actividade foi observado um aumento de 14% na conformidade com as políticas e procedimentos de segurança do doente. Este aumento da conformidade perdurou após a conclusão do estudo.

Se hoje não nos surpreende que as forças de segurança gravem as suas actividades, seria possível fazer o mesmo na prática clínica e nas nossas instituições de saúde?
Partilhado inicialmente por Gonzalo Carreño (Manager na Antares Consulting) 
Resumo do estudo disponível em:
e
http://qualitysafety.bmj.com/content/qhc/early/2016/01/28/bmjqs-2015-005058.full.pdf

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

IV Curso de Auditoria Clínica – Auditorias Realizadas

A Segurança do Doente começa na atitude e empenho de cada um de nós.
Quando associamos a estas características um conhecimento estruturado baseado em evidência, estamos definitivamente no bom caminho.

Este foi um grupo variado com origens em serviços bem diferentes.
Esteve representada a Pediatria, o Bloco Operatório, a Urgência Geral, a Obstetrícia , a Cirurgia Geral e as Especialidades Cirúrgicas. A Ortopedia e a Cardiologia. A Patologia Clínica, o Serviço de Formação e a Imuno-Alergologia.

Estiveram presentes Enfermeiros, Médicos e Técnicos de Diagnóstico e terapêutica. Todos percorreram o seu caminho e o resultado foi, uma vez mais, fantástico.

Com a ferramenta AUDITORIA, todos "descobriram" uma realidade do seu serviço que desconheciam, e que agora podem "transformar" para melhor.
Estamos todos de parabéns.

Auditorias (construídas e) realizadas:

No âmbito deste curso e de acordo com o plano de formação, os formandos desenvolveram e aplicaram as seguintes auditorias:

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Como preparar uma auditoria clínica no meu serviço

 Auditoria Clínica
Esta semana vamos realizar mais uma auditoria clínica no Centro Hospitalar. Vamos auditar a prevenção de quedas; a correta identificação do doente, o doente com imobilização, e a segurança das camas/macas.

Mas para que uma auditoria tenha sucesso, são necessários alguns passos simples, mas que podem fazer toda a diferença:

1) Definir o objecto da auditoria. Esta definição pode ter origem na necessidade de confirmar a correcta execução de um procedimento clínico, para verificar condições de segurança clínica, ou como uma forma de tornar evidente um problema ainda não correctamente caracterizado.

2) Planear a execução da auditoria. Qualquer tempo gasto no planeamento da auditora tem sempre um retorno exponencial positivo e facilitador da execução. Nunca devemos avançar para uma auditoria sem esta estar claramente planeada nos seus vários aspectos. Alguns pontos que não podemos esquecer:

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

A colaboração Interinstitucional promove a Segurança do doente

A Segurança do Doente passa pelo envolvimento de todos os profissionais.

Para o conseguir é fundamental desenvolver estratégias de formação/informação que envolvam e cativem os profissionais para esta temática.
Quando não possuímos internamente, na instituição, profissionais com o conhecimento e a experiência necessárias numa determinada área, ou queremos conhecer outras realidades, devemos procurar noutras instituições esses profissionais e promover a colaboração adequada.

Nem sempre esta possibilidade é fácil de concretizar, especialmente quando se trata de instituições muito afastadas, o que envolve sempre custos para o formador que nem sempre são devidamente considerados.
Mas quando a distancia não é um problema, a colaboração institucional é desejável e possível.

Ontem (29/09/2016) tive o privilégio de colaborar com o Centro Hospitalar Barreiro-Montijo, em mais um desses momentos, integrado no Curso de Esterilização Coordenado pela Sr.ª Enfermeira Helena Marmelo (do CHS), realizando uma acção de formação, com as temáticas:
  • Qualidade em Saúde
  • Auditoria Clínica
  • Avaliação do Risco, e
  • Notificação de Incidentes.

A plateia era multidisciplinar (Assistentes Operacionais e Enfermeiros) o que torna sempre a acção de formação mais rica e diversificada.

Realizar este tipo de acção de formação num hospital “irmão” é fácil e motivador, sendo importante ouvir experiências e pontos de vista diferentes, tendo a oportunidade de colocar o foco de atenção da “segurança do doente” sob múltiplas perspectivas.

A colaboração com outras instituições pode e deve ser encarada como um momento de desenvolvimento para ambas as partes, e uma actividade que não deve ser esquecida por todos aqueles com responsabilidade na Segurança do Doente e Gestão do Risco Clínico.

Obrigado à Enfermeira Helena Marmelo pelo convite inicial de participação é à Sras. Enfermeiras Dina Clemente e Teresa Rodrigues do CHBM pela forma cordial como me receberam.

Aos formandos do curso o meu obrigado, sabem que podem contar comigo e desejo-vos toda a felicidade para o arranque do novo Serviço de Esterilização do CHMB. E não se esqueçam que também vocês são uma peça chave na Segurança do Doente.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

IV Curso de Auditoria Clínica – Uma Ferramenta para a Qualidade dos Cuidados

A Auditoria não tem de ser um processo “complexo” e “inacessível”.

Na verdade a auditoria é uma ferramenta imprescindível na promoção da segurança do doente, constituindo ainda uma fonte inesgotável de informação de apoio à gestão e à decisão, suportando a mudança e as boas práticas.

Com este curso, tem sido provado uma e outra vez que é possível:

  • Definir um problema/tema de auditoria;
  • Construir uma grelha de auditoria (em cerca de 2 horas)
  • Efectuar uma auditoria real, utilizando a grelha elaborada;
  • Recolher dados concretos que podem ser utilizados de imediato;
  • Elaborar um “Relatório de Auditoria”, e;
  • Estabelecer um um “Plano de Auditoria”.


Partilho convosco o Programa do IV Curso de Auditoria Clínica - Uma Ferramenta para a Qualidade dos Cuidados, a realizar nos dias 25 de outubro e 08 de novembro, dirigido aos profissionais do Centro Hospitalar de Setúbal, EPE.

domingo, 31 de maio de 2015

Auditoria Clínica – Uma Ferramenta que tens de Dominar.

Depois de mais um workshop concluído (23 e 30 de maio, 2015) a sensação não poderia ser melhor.

Uma vez mais (e é sempre assim) um conjunto de profissionais das mais variadas áreas de trabalho e diferentes profissões, conclui-o com sucesso o curso com a apresentação dos seus resultados de auditoria, apenas uma semana após o início do curso.

A Auditoria Clínica é um processo estruturado de revisão por pares através da avaliação da prática clínica relativamente às normas de orientação adotadas, implementação das mudanças necessárias na prática clínica e subsequente reavaliação das diferenças que essas mudanças produziram.
O objetivo geral deste processo é o de garantir elevados padrões de prática clínica e melhorar de forma global a qualidade dos cuidados prestados ao doente.

O National Institute for Health and Clinical Excellence, no seu documento de 2002, Principles for Best Practice in Clinical Audit, define auditoria clínica como:
“Um processo de melhoria da qualidade que procura melhorar os cuidados prestados ao doente e os seus resultados através da revisão sistemática desses cuidados relativamente a critérios explícitos e da revisão da mudança.
Os aspetos relacionados com a estrutura, processo e resultado dos cuidados são selecionados e sistematicamente avaliados relativamente a critérios explícitos.
Onde for indicado, são implementadas mudanças ao nível individual, da equipa ou do serviço e é implementada uma monitorização para confirmar a melhoria na prestação dos cuidados.”

A auditoria clínica permite assim conhecer verdadeiramente quais os resultados da nossa atividade (seja de simples processo de limpeza à verificação das medidas de segurança em proteção radiológica).
Todos temos a obrigação de conhecer os resultados dos cuidados (serviços) que prestados, integrando a informação recolhida na gestão do serviço/instituição e no planeamento dos cuidados, contribuindo assim para a Governação Clínica, para a promoção da Eficiência Clínica, fatores determinantes para a Segurança do Doente.

Neste workshop foram desenvolvidas e aplicadas as seguintes grelhas de auditoria: