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domingo, 29 de setembro de 2019

22º Encontro Gestores de Risco Clínico do CHS (#SD359)

O Centro Hospitalar de Setúbal (CHS) realizou o seu 22º Encontro Formativo para Gestores de Risco Clínico da Instituição.

Estiveram também presentes os Gestores de Risco Geral e vários responsáveis dos diferentes Serviços (clínicos e não clínicos) do CHS

Foram abordados os seguintes temas:

  • Avaliação do Risco - Nova metodologia de registo
  • Segurança do Medicamento (Com a colaboração dos Serviços Farmacêuticos)

Avaliação do Risco - Nova metodologia de registo

Foi analisada a nova versão do Procedimento de Identificação e Avaliação de Riscos.
Nesta revisão do procedimento, o mesmo foi adaptado para respeitar a Norma Portuguesa NP ISO 31000.

A grande alteração no entanto diz respeito à metodologia de registo, passando o CHS a contar com um "Mapa Global do Risco" em formato de Folha Excel, disponível na Intranet a todos os utilizadores, e que permite acompanhar todas as fases do processo de avaliação do risco (Clínico e geral), bem como a sua monitorização.



Segurança do Medicamento


A Segurança do Medicamento constitui uma preocupação permanente do CHS. Ela está incluída no objectivo estratégico nº 4 do Plano de Segurança dos Doentes da Instituição (em articulação com o Plano Nacional para a Segurança dos Doentes 15-20).

A apresentação incidiu particularmente sobre as temáticas dos medicamentos LASA, Medicamentos de Alto Risco  e correcta identificação dos medicamentos.
O CHS prepara-se para iniciar um processo de optimização de todo o circuito do medicamento, no que à sua identificação diz respeito.


Este 22º Encontro foi da responsabilidade do Grupo de Indicadores, Auditoria e Risco Clínicos, com a colaboração da Comissão de Gestão do Risco e dos Serviços Farmacêuticos do CHS.


Este tipo de actividades é fundamental para garantir uma informação/formação permanente aos Gestores de Risco Clínico dos Serviços, disponibilizando apoio e suporte na concretização das diferentes acções, em prol da Segurança do Doente.

Fernando Barroso

UM DIA SERÁS TU O DOENTE!


#segurancadodoente

domingo, 25 de agosto de 2019

Erro Terapêutico - O Apelo de uma Enfermeira (#SD357)

À umas semanas atrás recebi por e-mail o apelo de uma Enfermeira.
Em jeito de desabafo, era assumido um erro de administração de terapêutica (um erro que pode acontecer a qualquer um de nós) e que resulta do facto de estarmos todos sujeitos às mesmas regras relacionadas com os Factores Humanos.

Foi esta a mensagem que recebi no meu e-mail (é protegida a identidade o serviço e a Instituição da Colega).

"Desta vez aconteceu comigo...
Uma doente internada num pós-operatório imediato tomou um anticoagulante per os, por engano, que era para a doente internada na cama ao lado com um diagnóstico de trombose venosa profunda.
Um erro grave que felizmente não trouxe consequências para a doente pois a equipa médica foi informada e foram tomadas todas as precauções necessárias.

Mas esta falha fez-me reflectir bastante.
- Porque aconteceu comigo?
Eu que tenho estudado esta temática e lido inúmeros artigos e que conheço as estratégias de prevenção do erro terapêutico, eu que procuro todos os dias melhorar a minha prática.
Pois bem... Eu sou humana e erro e não sou a única, pois após este incidente alguns colegas partilharam comigo situações semelhantes!

A questão é que o erro terapêutico é um fantasma, ele existe, mas ninguém parece vê-lo ou ter a coragem de o assumir, vivemos ainda numa cultura de muito medo e culpa.

A verdade é que cada vez mais se vai dando importância a esta temática e algumas melhorias têm vindo a ser feitas. Por exemplo na área de distribuição de medicação foi criado o sistema de unidose que tantos erros evita, no âmbito da prescrição foi criado o sistema de prescrição informático que tantos erros evita, mas para prevenir erros de preparação e administração de terapêutica que são com certeza os erros que maiores danos podem causar ao doente muito pouco tem sido feito, na minha opinião.

Os enfermeiros preparam a medicação numa sala para esse mesmo efeito para todos os doentes a seu cargo e identificam a medicação preparada com o número da cama do doente e posteriormente é junto do doente que é administrada a medicação já preparada, não tendo acesso à prescrição do doente no momento da administração, o que seria uma grande mais valia. 
As recomendações de vários artigos para a preparação e administração de medicação seguras recomendam que a medicação seja preparada exactamente antes da sua administração, junto do doente. 

Depois deste incidente mais do que me culpabilizar, tentei de imediato implementar estratégias para que tal não volte a acontecer.
Em todos os turnos imprimo a folha de terapêutica do doente e levo-a no carro de medicação e antes de administração faço nova confirmação.
Passei também a escrever informação mais completa acerca do doente no medicamento que preparo. 

Mas uma vez que no meu serviço existem alterações de prescrição muito frequentes penso que esta medida é um pouco dispendiosa pela quantidade de vezes que se tinha de imprimir novas folhas de prescrição e também uma medida pouco amiga do ambiente.

Penso que a colocação de um equipamento informático (um tablet ou PC portátil) nos carros de medicação em que haja acesso ao “sistema de prescrição do medicamento” seria uma medida bastante vantajosa. Seria assim possível preparar a medicação no momento da sua administração, ter acesso à terapêutica prescrita em S.O.S sem ter de percorrer o serviço para ir à sala de terapêutica, o que levaria a menos perda de tempo. 
Tenho conhecimento de alguns hospitais que adoptaram esta prática.
Tenho reflectido bastante sobre este assunto e gostava que algo mudasse na nossa prática.
Obrigada pelo tempo que lhe tomei, precisava de partilhar este desabafo.
Cumprimentos,"

O relato foi sentido, e depois disso já voltamos a conversar sobre o assunto, planeando novas medidas correctivas.

Há certamente muito que podemos e devemos continuar a fazer para permitir que os enfermeiros e outros profissionais não tenham medo de notificar este tipo de incidentes, para que assim seja possível aumentar a segurança do medicamento e promover uma prestação de cuidados de saúde mais segura.


“Os profissionais de saúde não querem causar dano aos doentes, mas muitas vezes acabam por fazer isso mesmo.
Especialização, competência e trabalho duro nem sempre protegem os doentes contra erros e omissões que resultam em danos.
Há momentos em que podemos ver claramente como uma determinada acção resulta num incidente ou quase incidente, mas muitas vezes as nossas acções simplesmente violam as barreiras de defesa, criando condições ocultas de maior risco.

O primeiro passo é aceitar que todos cometemos erros ou esquecemos as coisas, independentemente de nossa experiência, habilidade técnica ou antiguidade.
Pode ser algo tão simples quanto esquecer de pedir um Rx ao doente antes de o levar para o bloco operatório e ter que voltar atrás, ou catastrófico, como seleccionar a seringa errada e administrar uma dose de medicamento fatal.
Cada um de nós é humano e isso significa que nunca somos 100% perfeitos em 100% do tempo.” (Fernando Barroso - A influência dos Factores Humanos na segurança do doente - Um Guia para compreender e implementar a mudança; p23; 2019; 1ª edição).


Fernando Barroso
UM DIA SERÁS TU O DOENTE!

#segurancadodoente

Termino recordando um texto publicado na Revista em papel da Ordem dos Enfermeiros nº 17 de 2005, intitulado"Erros de Medicação".
Este é um texto traduzido de um original do International Coucil of Nurses.


sábado, 25 de maio de 2019

ALERTA SEGURANÇA DO DOENTE - Medicamentos LASA (#SD350)


ALERTA DE SEGURANÇA DO DOENTE - Medicamentos LASA

Os medicamentos denominados "LASA" (Look-Alike/Sound-Alike) são Medicamentos com nome ortográfico, fonético ou aspecto semelhante.

Na sequência de relatos de incidente ocorridos em maio de 2019 ALERTAMOS os nossos leitores  para estes novos medicamentos.

Ampolas de Acetilsalicilato de Lisina

Foram recentemente fornecidas em meio hospitalar, ampolas de Acetilsalicilato de Lisina, com rótulo em Francês, com a designação de "Acétylsalicylate de  Lysine".

Estas ampolas apresentam na face frontal do rótulo a indicação de 500mg, enquanto que nas anteriores ampolas fornecidas do mesmo fármaco, em português, a dose indicada é de 900mg.

No entanto, ambas as ampolas correspondem a 500mg de Ácido Acetilsalicílico.

Solicita-se a máxima atenção para que não ocorra administração incorrecta de dose.



Antibiótico com Aspecto Semelhante

Foram identificadas ampolas de Piperacilina e Tazobactam 2,2 e
ampolas de Amoxicilina e Ácido Clavulânico 1,2 fornecidas simultaneamente, e que são muito semelhantes diferindo apenas na cor da tampa protectora, e texto do rótulo (ver imagem abaixo).

A semelhança entre as embalagens potencia o erro, em especial após remoção da tampa.
Solicita-se a máxima atenção aos Profissionais para que não ocorra a troca do medicamento.


Podes saber mais sobre Segurança do Medicamento neste link

Fernando Barroso


UM DIA SERÁS TU O DOENTE!
#segurancadodoente

sexta-feira, 5 de abril de 2019

Culpar é fácil, mas não previne Eventos Adversos (#SD345)


Em dezembro de 2017, um erro catastrófico na administração de medicação levou à morte de uma doente no Centro Médico Universitário de Vanderbilt.

Enquanto aguardava uma PET (tomografia), uma mulher de 75 anos apresentava-se ansiosa, pelo que lhe foi prescrito uma dose de um sedativo, o versed (midazolan). No entanto foi administrada uma dose de vecurônio, um bloqueador neuromuscular paralisante, em vez do sedativo prescrito, versed (midazolan).
 
Vecurônio - Versed
As acusações alegam que a enfermeira pretendia efetivamente administrar o medicamento prescrito, versed (midazolan). No entanto, a enfermeira não conseguiu encontrar o medicamento no dispensador automático de medicamentos (DAM), por isso utilizou uma função de sobreposição do sistema de segurança e digitou as primeiras duas letras da medicação que procurava “VE”, acabando por inadvertidamente retirar o vecurónio do armário.
 
Dispensador Automático de Medicamentos (DAM)
Como o vecurônio suprime a respiração normal e a doente ficou sozinha enquanto aguardava o início do teste, esta sofreu uma paragem cardiorrespiratória.
Apesar da doente ter sido reanimada, já era tarde demais para evitar a morte cerebral e, mais tarde, ela foi retirada do suporte de vida.

Esse caso foi amplamente divulgado na comunicação social como um exemplo de um incidente de segurança do doente evitável que causam dano ou matam muitos doentes, apesar dos nossos esforços para tornar a saúde mais segura.

Ao atingirmos o aniversário de 20 anos do histórico relatório do Institute of Medicine - To Err Is Human, um marco histórico do movimento de segurança do doente nos EUA, devemos humildemente reconhecer que, embora tenhamos feito muitas progressos, ainda há muito mais trabalho para fazer.

domingo, 20 de janeiro de 2019

É ou não seguro escrever num frasco de soro? | (#SD334)

É ou não seguro escrever num frasco de soro?
Esta foi a pergunta genérica a que vou tentar responder.

Para responder à questão, contei com a ajuda de alguns dos meus contactos (no facebook e através de e-mail e a quem desde já agradeço) e também de uma pesquisa (on-line e através da plataforma ClinicalKey). Apenas foram encontrados um total de 5 “artigos”.

O primeiro artigo/informação consultado foi publicado em 2014 e fazia também uma tentativa de resposta às nossas questões iniciais e estava intitulado: Um marcador permanente pode lixiviar para dentro de um Saco de Infusão IV?

Esta mesma questão surgiu porque existe a preocupação entre os profissionais de saúde, nomeadamente dos Enfermeiros, que ao escreverem directamente no saco/bolsa/frasco de soro, que a tinta possa atravessar o material plástico e diluir os seus componentes no líquido do seu interior e consequentemente ser infundido num doente. Pode ler-se no artigo que;

Esta situação enumera várias questões:
1. Devemos escrever em bolsas de soro com um marcador permanente?
2. Existe a possibilidade de difusão de tinta através de sacos de polivinilcloreto (PVC)?
3. Em caso afirmativo, existe algum dano potencial para o doente?

Estas são questões válidas, mas infelizmente as respostas podem ser pouco claras, contraditórias ou mesmo inexistentes (…).

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

10 FACTOS SOBRE A SEGURANÇA DO DOENTE | Facto nº 3 | (#SD310)


10 FACTOS SOBRE A SEGURANÇA DO DOENTE 
10 facts on patient safety 
Actualizado pela OMS em Março de 2018


Facto #3 - O uso inseguro de medicamentos prejudica milhões e custa biliões de dólares por ano

As práticas de medicação inseguras e erros de medicação são uma das principais causas de danos evitáveis nos sistemas de saúde em todo o mundo.

Globalmente, o custo associado aos erros de medicação é estimado em 42 biliões de dólares/ano, sem contar com os salários perdidos, a produtividade ou os custos com assistência médica.
Isto equivale a quase 1% das despesas globais em saúde.

Os erros de medicação ocorrem quando sistemas de medicação deficientes e/ou factores humanos como a fadiga dos profissionais, más condições de trabalho, interrupções no fluxo de trabalho ou escassez de recursos humanos afectam a prescrição, transcrição, dispensa, administração e monitorização, o que pode resultar em danos graves, incapacidade e até a morte.

Fernando Barroso
UM DIA SERÁS TU O DOENTE!
#umdiaserastuodoente

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Artigo Revista - Segurança na preparação e administração de medicação pelo enfermeiro: quantos são os "certos"?


De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a ocorrência de eventos relacionados com erros de medicação afeta milhares de pessoas em todo o mundo.

Um erro de medicação pode ocorrer em qualquer processo do Sistema de Medicação, com maior propensão para a ocorrência durante a preparação e a administração de medicamentos.

Realizou-se uma revisão da literatura, partindo da seguinte questão: Quais as regras de segurança na preparação e administração de medicamentos, pelo enfermeiro, em meio hospitalar?

O objetivo foi identificar as regras de segurança ("certos") na preparação e administração da medicação pelo enfermeiro em meio hospitalar.

A pesquisa efetuou-se nas bases de dados Lilacs, Bireme, Cochrane, MEDLINE e CINAHL. Após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão e da leitura dos resumos, obtiveram-se 14 artigos, que compõem a amostra final.

Após a análise, identificaram-se na totalidade 17 "certos", sendo que não existe consenso na literatura sobre o número e quais os "certos" a adotar.

Da análise realizada conclui-se que, para evitar a ocorrência de erros de medicação, os enfermeiros devem adotar estratégias preventivas, garantindo a qualidade da sua prática. Entre elas a confirmação de dados de segurança antes da preparação e administração de medicamentos e devem ser considerados nove certos a verificar na preparação e administração.

Autores do Artigo: Leila Sales, Joana Quintão e Marco Teixeira

O artigo (na integra) pode ser consultado de forma livre (link abaixo) através da Revista Salutis Scientia, uma revista internacional de livre acesso.


Fernando Barroso

UM DIA SERÁS TU O DOENTE!

#umdiaserastuodoente

quinta-feira, 31 de maio de 2018

Aumentar a Segurança na Utilização da Medicação| PNSD-15-20 | Segurança do Doente 291


Aumentar a Segurança na Utilização da Medicação é o 4º objetivo estratégico do Plano Nacional para a Segurança dos Doentes 2015-2020 (PNSD-15-20).

Este artigo está dividido da seguinte forma:
·                O QUE NOS DIZ O PNSD-15-20
·                METAS PARA O 4º OBJECTIVO
·                ACÇÕES A DESENVOLVER
·                ESTRATÉGIAS E ACÇÕES CONCRETAS A IMPLEMENTAR

sexta-feira, 21 de abril de 2017

SD249 - ALERTA DE SEGURANÇA DO DOENTE – Aspiração de micropartículas de vidro na preparação de medicação de ampolas de vidro

Apesar do desenvolvimento científico, continuamos a ter nos nossos serviços ampolas de vidro com medicação que devem ser partidas para que seja possível aspirar o seu conteúdo para uma seringa e posteriormente administrado o medicamento ao doente.

Algo que parece muito simples, esconde riscos para o doente que não podem ser negligenciados.

No artigo - Ampolas de Vidro: Riscos e BenefíciosRevista Brasileira de Anestesiologia Vol. 61, No 4, Julho-Agosto, 2011, os seus autores escrevem:
“No ato da abertura de alguns tipos de ampolas, é comum haver contaminação do conteúdo por partículas de vidro. Há muito esse fato vem sendo observado e relatado dentro da comunidade científica. Esses pequenos fragmentos de vidro podem ser injectados através de várias vias de administração. O anestesista poderá administrar essas partículas tanto no intravascular como através dos espaços peridural e subaracnoídeo. As partículas de vidro podem ainda carregar alguns tipos de metais utilizados na sua fabricação”

Foi exactamente este fenómeno que nos foi transmitido recentemente através de um relato de incidente clínicoO profissional (enfermeiro) escreveu:
“Durante a preparação de uma ampola de hidrocortisona constatámos que existiam resíduos de tinta (vermelha) proveniente da ampola.
Verificamos que ao partir ampola, por vezes, esta tinta "estala" e cai para o interior da ampola.”

sábado, 14 de janeiro de 2017

SD239 - Desafios de Segurança do Doente para 2017


Com um novo ano, os desafios de Segurança do Doente nas nossas Instituições ganham um novo impulso. É necessário concluir a informação relativa ao ano que terminou, mas também planear o novo ano, melhorando o nosso desempenho e desenvolvendo novas estratégias que promovam a Segurança Do Doente.

Foi com base nesta ideia simples que lancei um desafio aos leitores do blog, através da nossa Newsletter.

Pedi que partilhassem comigo “Quais consideravam ser os Principais Desafios de Segurança do Doente para o ano de 2017”

Para responder, foi disponibilizado um simples formulário on-line e informado que os dados seriam posteriormente partilhados no blog.
A adesão foi excelente e agradeço publicamente a todos aqueles que participaram.

Foram enviados um total de 186 comentários entre o dia 04 e o dia 12 de Janeiro de 2017.

Fazendo uma análise de conteúdo por temáticas à informação enviada, esta pode ser agregada da seguinte forma:

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

UMA PIPETA COMO SEMPRE – Um incidente de Segurança do Doente com medicamento LASA na comunidade

Este é um artigo de Autores Convidados e retrata um incidente de Segurança do Doente com medicamento LASA na comunidade, demonstrando como uma troca de medicação (não intencional) pode  ter consequências graves.

UMA PIPETA COMO SEMPRE

Autoras - Carolina Baptista Araújo1, Carina C. Pereira1, Ana Quelhas2

1 – IFE MGF na USF Terras de Santa Maria; 2 – Especialista em MGF na USF Terras de Santa Maria

Enquadramento:
O progressivo envelhecimento da população associado ao aumento da prevalência das patologias crónicas e à melhoria dos cuidados de saúde, tem conduzido ao aumento da prescrição e uso de medicamentos. [1]
Neste contexto, surge o conceito de polimedicação, definido como a utilização de vários medicamentos, prescritos e/ou de automedicação, que podem causar reações adversas e/ou interações medicamentosas que aumentam consoante o número de medicamentos administrados. [2]
A população idosa, pelas suas comorbilidades e alterações fisiológicas associadas ao envelhecimento com implicações quer na farmacodinâmica e farmacocinética dos medicamentos, apresentam um risco aumentado de ocorrência de interações medicamentosas e de reações adversas. [3]
Nesse sentido, o médico de família (MF) deve ter especial atenção na gestão da medicação crónica dos seus utentes idosos, procurando antecipar e minorar os riscos da iatrogenia associada à polimedicação.

Descrição do caso:

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Medicamentos LASA - Mais um exemplo

Na sequência do desafio que lançamos na informação publicada a 09 de Junho de 2016 "Como notificar medicamentos LASA ao Infarmed - Look-Alike, Sound-Alike", recebemos da colega L.S. (mantemos o anonimato) que trabalha numa ULS a seguinte partilha:

"Envio em anexo dois fármacos que esta semana encontramos trocados no stock.
Atentamente, L. S."

Como podemos verificar, os comprimidos são exactamente iguais, com a mesma cor e dimensão.

É fundamental estar atento (entre outras) a:
  1. Armazenar os medicamentos de forma correcta, na gaveta adequada e correctamente identificada, se for essa a opção.
  2. Verificar sempre o nome correcto do medicamento quando este é retirado da gaveta para administração ao doente.
  3. Afastar, fisicamente, as gavetas de medicamentos LASA.
E tu, que outras estratégias de segurança do doente utilizas para diminuir o risco dos medicamentos LASA?
Fernando Barroso

quarta-feira, 13 de julho de 2016

infarmed lança nova página - Farmácia Hospitalar

O infarmed lançou um novo espaço no seu site, intitulado Farmácia Hospitalar.

O infarmed informa tratar-se de uma área destinada aos Serviços Farmacêuticos Hospitalares, contendo informação de suporte a esta actividade, nomeadamente em matérias relacionadas com a selecção, aquisição, armazenamento, distribuição e utilização de medicamentos e produtos de saúde. 


Neste espaço é disponibilizada informação sobre consumos hospitalares, para permitir que cada entidade possa avaliar o seu desempenho.

Destaque ainda para o espaço "Publicações e orientações relacionadas com o exercício da farmácia hospitalar"

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Como notificar medicamentos LASA ao Infarmed - Look-Alike, Sound-Alike

 Como notificar medicamentos LASA ao INFARMED
Os medicamentos com nome ortográfico e/ou fonético e/ou aspecto semelhantes, normalmente denominados medicamentos LASA (Look-Alike, Sound-Alike) são um dos maiores riscos a que os doentes estão expostos, quer nas instituições de saúde quer nas suas próprias casas.
Sobre este assunto, foi emitida pela DGS a Norma nº 020/2014 de 30/12/2014 actualizada a 14/12/2015 (Medicamentos com nome ortográfico, fonético ou aspecto semelhantes) e cuja leitura recomendamos.
Os medicamentos LASA continuam a estar presentes nas nossas instituições e apesar das medidas preventivas implementadas, a verdade é que a Industria Farmacêutica continua a comercializar medicamentos cuja rotulagem (legalmente possível) permite a existência de medicação LASA, especialmente no que diz respeito ao seu aspecto visual.

Importa pois assinalar esta realidade, notificando massivamente este risco diário. (ver + fotos no final do post)
Como notificar?
Para além dos sistemas de notificação internos das Instituições, a notificação deve ser realizada:

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Receita Sem Papel | Doentes podem ser informados por SMS quando é dispensado um medicamento em seu nome

A ACSS e a SPMS emitiram o seguinte comunicado,

Circular Normativa Conjunta n.º 02/ACSS/SPMS/Infarmed

Assunto: Receita Sem Papel – mecanismos de informação ao utentePara: Divulgação geral

A implementação da Receita sem Papel permite ao utente um melhor conhecimento e acompanhamento da sua prescrição médica, tornando-os mais responsáveis, ao mesmo tempo que simplifica o circuito da prescrição, dispensa, faturação e pagamento dos medicamentos.
Este novo sistema encontra-se ainda em fase de implementação, pelo que progressivamente são incluídas melhorias que visam aumentar a sua qualidade e robustez.
Assim, ao âmbito do disposto na Portaria 224/2015, determina-se, que no sentido de reforçar a segurança da receita sem papel e dispensa desmaterializada, sejam implementados a partir do dia 15 de junho, os seguintes mecanismos:

1. A SPMS enviará informação ao utente no ato da dispensa: o utente pode ser notificado sempre que haja uma dispensa em seu nome, por SMS ou aplicação para telemóvel. A mensagem será a seguinte: “Foram dispensadas nas embalagens da receita 1234567890123456789. Em caso de dúvida verifique em www.sns.gov.pt ou reporte para ajuda.dispensa@spms.min-saude.pt.”

2. Serão desencadeados os demais mecanismos de monitorização da prescrição e dispensa: Os dados de prescrição e dispensa eletrónica podem ser monitorizados em tempo real pela SPMS, para deteção e correção precoces de todas as situações consideradas anómalas.

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