sexta-feira, 19 de junho de 2026

O que é uma doença não transmissível? Compreender o tema do Dia Mundial da Segurança do Doente deste ano…

 

O que é uma doença não transmissível? Compreender o tema do Dia Mundial da Segurança do Doente deste ano…

Na quinta-feira, 17 de setembro de 2026, realiza-se o 7º Dia Mundial da Segurança do Doente, focado no tema "Cuidados seguros para doenças não transmissíveis".

Neste artigo original do blog Patient Safety Learning, é explicado o que são as doenças não transmissíveis e por que razão representam uma prioridade na segurança do doente.

Conteúdo

O Dia Mundial da Segurança do Doente incentiva-nos a refletir sobre alguns dos desafios mais persistentes e complexos que os sistemas de saúde enfrentam a nível global. Alguns dos mais significativos estão relacionados com as doenças não transmissíveis (DNT).

O que são as DNT?

As DNT, de forma simples, são doenças de longa duração que não se transmitem de pessoa para pessoa. Estas representam uma proporção significativa de morbilidade, incapacidade e mortalidade prematura. As DNT incluem:

  • doenças cardiovasculares (como ataques cardíacos e hipertensão)
  • cancro
  • doenças respiratórias crónicas (incluindo DPOC e asma)
  • diabetes
  • condições neurológicas
  • condições genéticas.

Ao contrário das doenças infecciosas, que são causadas por agentes patogénicos e se podem propagar entre indivíduos, as DNT são tipicamente o resultado de uma combinação de fatores genéticos, fisiológicos, ambientais e comportamentais. Os fatores de risco comuns incluem o consumo de tabaco, dietas pouco saudáveis, a inatividade física e o uso nocivo do álcool.

Impacto das DNT

As DNT são uma das principais causas de morte em todo o mundo. As estimativas globais de saúde da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que mais de 43 milhões de pessoas morreram devido a DNT em 2021. Mais de 18 milhões de mortes por DNT ocorreram em pessoas com menos de 70 anos de idade.

Um relatório publicado recentemente pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) avaliou os benefícios económicos e de saúde do combate às DNT. O documento destacou que:

  • Apesar de décadas de esforços nacionais, as taxas de DNT continuaram a aumentar entre 1990 e 2023.
  • Entre os membros da OCDE (países de rendimento alto e médio), se não existissem DNT, a despesa com a saúde seria cerca de 40% inferior.
  • Enfrentar e reduzir a taxa de DNT é um dos maiores desafios de saúde global que enfrentamos.

As DNT e a segurança do doente

Embora grande parte do discurso em torno das DNT se concentre na prevenção e em intervenções de saúde pública, existe uma dimensão de segurança do doente igualmente importante que merece atenção. Um dos objetivos centrais do Dia Mundial da Segurança do Doente deste ano é aumentar a consciencialização para os desafios de segurança associados às DNT ao longo de todo o percurso de cuidados e tratamento do doente.

As pessoas que vivem com DNT necessitam frequentemente de cuidados a longo prazo, de múltiplos medicamentos e de interações com diferentes áreas do sistema de saúde. Esta complexidade aumenta o risco de incidentes de segurança, tais como erros de medicação, diagnósticos tardios ou cuidados fragmentados.

Do ponto de vista da segurança do doente, as DNT evidenciam a necessidade de cuidados coordenados e centrados na pessoa. Os doentes com múltiplas patologias podem ser assistidos por vários especialistas, cada um com os seus próprios planos de tratamento, que por vezes podem entrar em conflito ou levar a consequências indesejadas. Garantir uma comunicação clara entre as equipas de saúde e com os próprios doentes é fundamental para reduzir os danos.

As desigualdades na saúde também desempenham um papel significativo. Globalmente, as DNT afetam desproporcionalmente as pessoas nas comunidades mais desfavorecidas. Estes grupos podem enfrentar barreiras no acesso aos cuidados, menor literacia em saúde e uma maior exposição a fatores de risco. Abordar estas disparidades não é apenas uma questão de saúde pública, mas também de segurança e equidade para o doente.

O papel dos doentes e das famílias

A sensibilização e o combate aos problemas de segurança do doente associados às DNT também exigem o reconhecimento do papel importante que os doentes e as famílias podem desempenhar. A promoção do envolvimento significativo das pessoas que vivem com DNT e das suas comunidades é um objetivo fundamental do Dia Mundial da Segurança do Doente deste ano.

As pessoas que vivem com DNT desenvolvem frequentemente uma compreensão profunda das suas condições e podem ser parceiros valiosos na identificação de riscos e na prevenção de danos. Incentivar a tomada de decisão partilhada e apoiar os utentes para que manifestem as suas preocupações são componentes essenciais para uns cuidados mais seguros.

Olhando para o Dia Mundial da Segurança do Doente, fica claro que combater as DNT não se resume a gerir condições de longo prazo — trata-se de desenhar sistemas que sejam mais seguros, mais integrados e mais recetivos às necessidades de quem os utiliza. Isto exige a colaboração entre setores, investimento sustentado e o compromisso de aprender tanto com os sucessos como com os fracassos.

Ao colocar a segurança do doente no centro dos cuidados das DNT, podemos caminhar para um sistema de saúde que não se limita a tratar a doença e a reduzir a despesa pública, mas que trabalha ativamente para prevenir danos e melhorar a qualidade de vida de milhões de pessoas.


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Fernando Barroso
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segunda-feira, 4 de maio de 2026

Um Profissional de Saúde Pode Recusar ser Auditado?

Um Profissional de Saúde Pode Recusar ser Auditado?

A resposta curta é NÃO!

A segurança do doente é o pilar invisível que sustenta a confiança entre os cidadãos e as instituições de saúde. No entanto, no quotidiano clínico, surgem frequentemente dúvidas sobre os mecanismos que garantem essa segurança — nomeadamente as auditorias clínicas.

Uma das questões mais pertinentes que recebi recentemente reflete uma dúvida comum nas equipas: Pode um profissional de saúde recusar ser auditado durante a prestação de cuidados?

Neste artigo, exploro o enquadramento legal e ético que torna a auditoria uma parte integrante (e obrigatória) da prática profissional.

1. A Auditoria como Ferramenta de Segurança e não de Punição

Ao contrário do que o termo possa sugerir a alguns, a auditoria não tem uma natureza punitiva. Trata-se de uma ferramenta metodológica essencial para:

  • Identificar desvios entre o que foi planeado e o que é efetivamente executado;
  • Garantir que os cuidados são baseados na evidência científica;
  • Promover uma cultura de aprendizagem colaborativa e melhoria contínua.

2. A Obrigatoriedade dos Standards da DGS

O Ministério da Saúde, através da Direção-Geral da Saúde (DGS), estabelece standards de certificação que são de cumprimento obrigatório.

Por exemplo, o Standard 05.12_01 obriga as instituições a cumprir as regras de higiene das mãos, o que inclui a observação direta. Quando um profissional recusa ser auditado, inviabiliza a capacidade da instituição em demonstrar conformidade perante os organismos reguladores e, acima de tudo, coloca em causa a segurança do doente.

3. O Dever Ético e a Gestão de Risco

Legalmente, o profissional de saúde não se pode recusar a ser auditado. Esta atividade faz parte do sistema de gestão de risco a que todas as instituições do Serviço Nacional de Saúde estão vinculadas.

Além disso:

  • Responsabilidade Profissional: Médicos e enfermeiros têm o dever ético de prestar cuidados seguros.
  • Verificação de Conformidade: A auditoria interna é o meio pelo qual o hospital garante que as funções definidas para cada posto de trabalho (Standard 01.04_01) estão a ser devidamente cumpridas.

4. Observação Direta e Privacidade

Uma dúvida frequente prende-se com a entrada em quartos ou gabinetes para observação direta (como na auditoria de manutenção de cateteres venosos).

Embora a privacidade e intimidade do doente devam ser sempre respeitadas (conforme o Standard 03.01_02), a entrada em áreas de prestação de cuidados para fins de auditoria é permitida e necessária para avaliar a prática real.

Conclusão: O Foco é o Coletivo

É importante reforçar que os resultados das auditorias são, regra geral, divulgados de forma agregada. O objetivo não é a penalização individual, mas sim a proteção de todos: do doente, que recebe melhores cuidados, e do profissional, que vê a sua prática normalizada e protegida por padrões de qualidade reconhecidos.

A segurança do doente não é um ato isolado, mas o resultado de uma vigilância constante e transparente.

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sexta-feira, 1 de maio de 2026

Dia Mundial da Segurança do Doente 2026: Foco nas Doenças Não Transmissíveis

Na quinta-feira, 17 de setembro de 2026, celebra-se o sétimo Dia Mundial da Segurança do Doente. Esta data anual é um marco fundamental para a saúde global, unindo países e parceiros internacionais num esforço contínuo para reduzir danos evitáveis nos sistemas de saúde.

O Tema de 2026: Cuidados Seguros para Doenças Não Transmissíveis

Este ano, o foco central da campanha recai sobre um desafio crescente na saúde moderna: "Cuidados seguros para doenças não transmissíveis". O objetivo é garantir que os doentes que lidam com condições crónicas e de longa duração recebam tratamentos integrados e protegidos de riscos sistémicos.

Objetivos Estratégicos

A celebração deste dia em 2026 mantém os seus pilares fundamentais, procurando atingir resultados concretos à escala mundial:

  • Aumentar a consciencialização e o envolvimento do público: Colocar a segurança no centro das atenções de todos, desde os profissionais aos cidadãos.
  • Reforçar a compreensão global: Promover o conhecimento técnico e prático sobre o que torna os cuidados de saúde verdadeiramente seguros.
  • Solidariedade e ação concertada: Trabalhar para que todos os países e parceiros internacionais desenvolvam ações conjuntas e harmonizadas para melhorar a segurança dos cuidados prestados.

O Dia Mundial da Segurança do Doente de 2026 não é apenas uma data no calendário, mas um apelo à ação para que a segurança nos cuidados de doenças não transmissíveis seja uma realidade global e sustentável,.

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sábado, 17 de janeiro de 2026

Comunicação Digital na Saúde: Quando a Agilidade se Torna um Risco

 Comunicação Digital na Saúde: Quando a Agilidade se Torna um Risco

A comunicação eficaz entre equipas de saúde é um dos pilares fundamentais da segurança do doente, tendo as ferramentas de mensagens instantâneas revolucionado esta interação. No entanto, um estudo recente realizado com 3.239 médicos revela que o aumento desregrado do volume de mensagens está diretamente associado a um maior risco de erros, especificamente no envio de solicitações para o doente errado.

O IMPACTO DO VOLUME DE MENSAGENS

A investigação, que acompanhou profissionais em 14 hospitais, concluiu que aqueles que enviavam mais mensagens (os 25% no topo da lista) apresentavam uma probabilidade 10% superior de cometer erros de identificação do doente. Entre os grupos analisados, os médicos assistentes foram os mais afetados, com um risco de erro 20% mais elevado.

Este fenómeno explica-se por três fatores principais:

• O aumento substancial da carga cognitiva dos profissionais;

• A maior probabilidade de confusão na identificação dos doentes;

• A complexidade clínica dos casos, que exige uma coordenação mais intensa entre equipas.

OS PERIGOS DAS FERRAMENTAS NÃO-ESPECÍFICAS

Embora o uso de aplicações como o WhatsApp seja comum para ultrapassar barreiras geográficas e facilitar a resposta em situações de emergência, estas ferramentas não foram desenhadas para o contexto da saúde. Segundo Lucas Zambon, diretor científico do IBSP, a utilização destas plataformas digitais sem o devido controlo pode conduzir a erros de medicação, falhas na indicação de exames e problemas de priorização.

RECOMENDAÇÕES PARA UMA PRÁTICA SEGURA

Para mitigar estes riscos, os especialistas sugerem que os gestores hospitalares e as equipas adotem as seguintes medidas:

1. Monitorizar o tráfego de mensagens como um indicador de sobrecarga de trabalho.

2. Implementar protocolos rígidos de identificação, utilizando sempre o nome completo e o número do processo clínico em todas as interações.

3. Privilegiar soluções integradas no registo clínico eletrónico, que garantam a mobilidade da tecnologia, mas com barreiras de segurança que ajudem a erradicar erros de identificação.

A tecnologia deve ser uma aliada da segurança, mas a sua utilização exige consciência, protocolos estruturados e foco constante na proteção do doente.


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domingo, 14 de dezembro de 2025

ESCOLA DE SEGURANÇA DO DOENTE: 11 Anos a Desconstruir Conceitos Complexos

Hoje, 14 de dezembro de 2025, comemoramos o nosso aniversário. São 11 Anos de uma trajetória da ESCOLA DE SEGURANÇA DO DOENTE, um projeto dedicado a elevar o nível do conhecimento e da prática profissional no setor da saúde. 

Ao longo da sua existência, esta Escola tem assumido o compromisso central de desconstruir conceitos complexos em ideias simples e alcançáveis.

ESCOLA DE SEGURANÇA DO DOENTE destaca-se pela sua oferta formativa e consultiva diversificada, abrangendo áreas cruciais para a melhoria contínua dos cuidados. No cerne da sua missão está a formação especializada em Segurança do Doente, incluindo o Minicurso On-line: Segurança Do Doente (Conceitos Base).

Para além da segurança clínica, a Escola oferece recursos e formação essenciais para o desenvolvimento profissional e a gestão. Entre os seus produtos destacam-se:

Esta dedicação à simplificação de conceitos complexos, aliada a uma avaliação positiva dos seus utilizadores (o curso de Segurança do Doente obteve uma classificação de 4.8/19 e o de Atendimento do Utente e Gestão de Conflitos 5.0/10), demonstra o impacto da Escola no aperfeiçoamento das competências dos profissionais de saúde e na promoção de cuidados mais seguros e eficazes.

A ESCOLA DE SEGURANÇA DO DOENTE também está presente no google, com uma avaliação da sua atividade de 5 ESTRELAS, o que nos deixa tremendamente orgulhosos, mas também cientes da enorme responsabilidade que esta avaliação representa.

A ESCOLA DE SEGURANÇA DO DOENTE continua a ser uma referência para aqueles que procuram excelência, seja em segurança clínica, seja em desenvolvimento da carreira e gestão.

Obrigado a todos os Alunos pelo vosso contributo e entusiasmo para com a causa da Segurança do Doente.

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domingo, 2 de novembro de 2025

Guia Essencial: As Leituras Imprescindíveis para o Enfermeiro Gestor em Início de Funções

 

São múltiplas as solicitações de um Enfermeiro Gestor.

Se não tiveres cuidado, Se não estabeleceres bem as tuas "fronteiras", é muito fácil ficar envolvido todo o dia em microgestão, acabando a questionares-te “- para onde foi o meu dia de trabalho?”, e sem conseguires fazer aquilo que só tu podes fazer.

Mark Twain afirmava que "O homem que não lê bons livros não tem nenhuma vantagem sobre o homem que não sabe ler."

Na minha opinião, um Enfermeiro Gestor que não lê, NUNCA será um grande Gestor

Levanta-se então a questão: “O que deve ler um Enfermeiro Gestor em início de funções?" (e já agora, também para os que já são Enfermeiros Gestores à muito tempo. Também lhes faz falta.)

 

Um Enfermeiro Gestor deve dominar o “básico” (e isso implica ler e estudar):

  •          Legislação da Carreira de Enfermagem e sobre Gestão Hospitalar
  •          Código Deontológico da Enfermagem;
  •          Regulamento do Exercício Profissional da Enfermagem;
  •          Documentos Institucionais com influência na sua prática (no seu Serviço/Unidade e na sua Equipa).

 

Depois, tem de alargar a sua abrangência e ler livros que, ainda que não relacionados com a Enfermagem, são absolutamente decisivos na forma como passará a gerir o seu dia-a-dia.

Deixo aqueles que são, para mim, a esta data, os mais importantes.

 

LIVROS TÉCNICOS

Selecione os livros técnicos que se referem à “especialidade/atividade do seu Serviço/Unidade”. Você é que sabe quais são.

Não, nós não sabemos tudo e quando se lê um livro específico, escrito por peritos da área, retiramos sempre muitas ideias práticas para o nosso Serviço/Unidade.

Passo agora às sugestões.

 

LIDERANÇA - A Prática da Liderança - A Liderança na Prática (3ª Edição revista e atualizada) de Odete Fachada - https://www.wook.pt/livro/lideranca-odete-fachada/29896263?a_aid=4e731cba3ee3f

 

GUIA PRÁTICO PARA A SEGURANÇA DO DOENTE - Fernando Barroso, Susana Ramos, Leila Sales - https://www.wook.pt/livro/guia-pratico-para-a-seguranca-do-doente-fernando-barroso/25403542?a_aid=4e731cba3ee3f - O livro mais brilhante e abrangente sobre múltiplas áreas da segurança do doente alguma vez escrito. E não sou só eu que digo…

 

GERIR COM QUALIDADE EM SAÚDE, de Manuela Frederico e Fernando Sousa - https://www.wook.pt/livro/gerir-com-qualidade-em-saude-manuela-frederico/26989718?a_aid=4e731cba3ee3f

 

DO SILÊNCIO À VOZ - O que as enfermeiras sabem e precisam de comunicar ao público de Bernice Buresh - https://www.wook.pt/livro/do-silencio-a-voz-bernice-buresh/15429095?a_aid=4e731cba3ee3f

 

Livros sobre DESENVOLVIMENTO PESSOAL – Livros com enorme impacto na liderança


ESTOICO TODOS OS DIAS – de Ryan Holiday - https://www.wook.pt/livro/estoico-todos-os-dias-ryan-holiday/25842673?a_aid=4e731cba3ee3f (Apenas uma página por dia)

 

A ÚNICA COISA | Jay Papasan e Gary Keller - A verdade simples e surpreendente por trás dos resultados extraordinários - https://www.wook.pt/livro/a-unica-coisa-jay-papasan/16283604?a_aid=4e731cba3ee3f

Esgotadíssimo. Se encontrar compre

 

PEQUENO MANUAL PARA A VIDA - De Epicteto - https://almadoslivros.pt/products/pequeno-manual-para-a-vida-nova-edicao?srsltid=AfmBOorFjFqZ-LTeNNRz--5LE7FlDP-EzZMUoFc2sUHmHKFO5xpgMBP7

Para aprenderes o que está sob o teu controlo e o que não está.

 

DEEP WORK - A concentração Máxima num mundo de distrações | CAL NEWPORT - https://www.wook.pt/livro/deep-work-cal-newport/19869587?a_aid=4e731cba3ee3f - Se não te consegues concentrar, vais demorar 3 vezes mais a fazer a mesma coisa, ou mais.

 

ESSENCIALISMO De Greg McKeown - https://www.wook.pt/livro/essencialismo-greg-mckeown/31394679?a_aid=4e731cba3ee3f

 

GTD - Fazer Bem as Coisas - A arte de fazer acontecer de David Allen - https://www.wook.pt/livro/gtd-fazer-bem-as-coisas-david-allen/32298389?a_aid=4e731cba3ee3f – Uma metodologia simples e prática para organizares as tuas actividades/assuntos.

 

O Método Bullet Journal – Autor: Ryder Carrol - https://www.wook.pt/livro/o-metodo-bullet-journal-ryder-carroll/22382232?a_aid=4e731cba3ee3f - O método mais simples para escreveres o teu diário (se não tens um provavelmente tens dificuldade em dormir) e para gerires as tuas tarefas.


São estas as minhas sugestões principais, mas que representa apenas uma pequenina lista. Um Enfermeiro Gestor tem de investir na sua formação e no seu desenvolvimento pessoal. Não estou a falar de educação formal (certamente importante) mas de formação para a vida. 

Coragem, Disciplina, Justiça e Sabedoria.

Se seguires estes princípios terás tudo o que queres da tua vida.

Boas leituras, e fico à espera das tuas recomendações nos comentários.


sábado, 20 de setembro de 2025

Dia Mundial da Segurança do Doente 2025

A 17 de Setembro, assinalamos o Dia Mundial da Segurança do Doente, uma data crucial que a Organização Mundial da Saúde destaca anualmente.

Este ano (2025), a nossa atenção coletiva está focada num tema de vital importância e que ressoa profundamente em todos nós: "Cuidados seguros para cada recém-nascido e cada criança". O nosso lema para este ano sublinha a urgência desta missão: "Segurança do doente desde o início!".

Porque é que este tema é tão crucial? Porque cada criança tem o direito a cuidados de saúde seguros e de qualidade desde o primeiro momento da sua vida. No entanto, os recém-nascidos e as crianças pequenas enfrentam riscos significativamente mais elevados nos contextos de saúde, devido ao seu rápido desenvolvimento, necessidades de saúde em constante evolução e padrões de doença distintos.

Ao contrário dos adultos, as crianças dependem inteiramente de nós para defender os seus interesses e tomar decisões por elas. Além disso, fatores socioeconómicos podem agravar os desafios que enfrentam no acesso aos cuidados de que necessitam.

É fundamental entender que as crianças não são pequenos adultos; elas exigem cuidados individualizados, adaptados à sua idade, peso, fase de desenvolvimento, necessidades médicas, capacidade de comunicação e contexto específico. Um único incidente de segurança pode ter consequências para toda a vida na saúde e desenvolvimento de uma criança.

Os riscos são conhecidos. As causas mais comuns de dano em crianças incluem erros na medicação e no diagnóstico, infeções associadas aos cuidados de saúde, problemas com equipamentos médicos (como tubos ou monitores) e a falha em detetar sinais de alerta quando a condição de uma criança se agrava.

A segurança deve ser sempre a nossa prioridade máxima, em todos os ambientes de cuidados de saúde, especialmente em unidades de cuidados intensivos e durante tratamentos complexos e tratamento cirúrgicos.

A OMS, perante esta realidade, propõe um conjunto de objetivos claros para o Dia Mundial da Segurança do Doente 2025, destinados a facilitar a ação para a melhoria na prestação de cuidados. Estes objetivos destacam áreas prioritárias onde as unidades e organizações de saúde, líderes, gestores e profissionais de saúde podem fazer mudanças tangíveis para reduzir danos evitáveis e melhorar a segurança para recém-nascidos e crianças. Queremos envolver as crianças, pais e famílias na segurança do doente; melhorar a segurança da medicação e a segurança do diagnóstico; prevenir infeções associadas aos cuidados de saúde; e reduzir os riscos para recém-nascidos pequenos e doentes. Sabemos que cuidados mais seguros dependem de sistemas bem desenhados, de pessoal apoiado e de cuidadores envolvidos, onde cada voz conta.

Os objetivos da campanha são claros: sensibilizar globalmente para os riscos de segurança nos cuidados pediátricos e neonatais; mobilizar governos e organizações de saúde para implementar estratégias sustentáveis; capacitar pais, cuidadores e crianças através da educação e participação ativa; e defender o reforço da investigação na segurança do doente pediátrico e neonatal.

A chamada à ação é para todos nós: pais, cuidadores, profissionais de saúde, líderes, educadores e comunidades. Devemos unir-nos para prevenir danos evitáveis nos cuidados pediátricos e construir um futuro mais seguro e saudável para cada criança, contribuindo assim para o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável nº3 - "Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todas e todos, em todas as idades".

Que este evento seja um catalisador para a ação e para a esperança de um futuro onde a segurança do doente seja uma realidade para cada recém-nascido e cada criança.

Fernando Barroso

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segunda-feira, 28 de julho de 2025

Livro: Qualidade de Serviço - o GAP Model (Modelo das discrepâncias)

Como Simplificar a Qualidade dos Serviços e Garantir Clientes Felizes

Hoje em dia, as empresas enfrentam muita concorrência e atuam num mercado global. Para as empresas de serviços, a satisfação do cliente é crucial para sobreviver.

O que os clientes dizem uns aos outros, seja bom ou mau, é muito importante. Com as redes sociais, o impacto dessas opiniões é ainda maior e pode influenciar muitos outros clientes em potencial. Por isso, a qualidade dos serviços tornou-se a prioridade número um. As empresas precisam se esforçar para entender e atender o que os clientes esperam.

As Chaves para o Sucesso

Todo gestor de serviços se pergunta:

  • O que os clientes realmente querem?

  • Como podemos oferecer o que eles esperam?

  • O que fazer para que os clientes continuem fiéis à nossa marca?

As respostas a estas perguntas são a base para o sucesso de qualquer negócio de serviços.

Conheça o "GAP Model"

Este livro apresenta o GAP Model (ou Modelo das discrepâncias, desenvolvido por Parasuraman, Berry e Zeithaml), uma ferramenta que pode ser usada em qualquer área. 

Ele ajuda a:

  • Identificar onde o que o cliente espera difere do que a empresa oferece.

  • Corrigir esses problemas e melhorar a qualidade do serviço.

Além da teoria, o livro inclui exemplos práticos que facilitam a compreensão do modelo e mostram como aplicá-lo para descobrir o que precisa ser feito.

Este livro é ideal para gestores de serviços e para quem está a estudar ou a começar na área e quer garantir o sucesso de suas organizações.

Do livro: Qualidade de Serviço - Diagnosticar para intervir – O Gap Model

AUTOR(ES): José Gonçalves das Neves, Maria Helena Vinagre


Pessoalmente adorei o capitulo 2. Vale pelo livro todo 😀


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