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quarta-feira, 10 de abril de 2019

21ª Reunião com os Gestores do Risco Clínico do CHS (#SD346)


Promover a formação em Segurança do Doente, publicitar o trabalho realizado, discutir diferentes realidades de outros Serviços, e projectar o trabalho e actividades futuras foi o mote para a 21ª Reunião dos Gestores do Risco Clínico do Centro Hospitalar de Setúbal (CHS).

Esta é uma prática que está já na rotina da Instituição, como facilmente se percebe pelo titulo deste artigo.

Embora o GIARC (Grupo de Indicadores, Auditoria e Risco Clínicos) seja o promotor, a verdade é que conseguiríamos muito pouco sem a colaboração dos Gestores Do Risco Clínico (GRC) de cada um dos Serviços da Instituição.
21ª Reunião GIARC/GRC ( CHS - 10-04-2019)
É nestes elementos que depositamos muita da responsabilidade de serem os primeiros promotores da Segurança do Doente nos Serviços e de difundirem as ferramentas de segurança que vão sendo implementadas.
São eles os elementos da linha da frente do sistema de notificação de incidentes (ou do sistema de aprendizagem com o erro como também gosto de chamar-lhe), que nos permite estar sempre a melhorar.

PROGRAMA
Desta vez o programa incluiu:
  • a discussão dos resultados de 3 auditorias realizadas no 1º trimestre de 2019.
  • Foi partilhada a experiência do 1º Curso de formação inicial dos GRC.
  • O Serviço de Cardiologia partilhou a sua experiência interna na gestão de incidentes e divulgação de informação.
  • E terminamos com a partilha de informação, nomeadamente a referência ao novo Procedimento para evitar conexões incorrectas de cânulas, caracteres ou tubos no doente.


E passadas 21 reuniões, estamos prontos e motivados para continuar, pela Segurança do Doente.

Obrigado a todos os Gestores do Risco Clínico do CHS
Fernando Barroso
UM DIA SERÁS TU O DOENTE!
#segurancadodoente


quarta-feira, 3 de abril de 2019

Novo curso - A Influência dos Factores Humanos na Segurança do Doente (#SD344)


Está já disponível o novo curso on-line:
A Influência dos Factores Humanos na segurança do doente


Os factores humanos abrangem todos aqueles factores que podem influenciar as pessoas e o seu comportamento.

Eles estão presentes em cada actividade que fazemos.

Podemos "não dar por eles", mas os factores humanos influenciam o nosso desempenho ao ponto de nos tornar susceptível a erros e incidentes, colocando em causa a nossa segurança e a Segurança dos Doentes.

Vêm conhecer este curso na ESCOLA DE SEGURANÇA DO DOENTE


Fernando Barroso
UM DIA SERÁS TU O DOENTE!
#segurancadodoente

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

ANUNCIO - Está aberta a ESCOLA DE SEGURANÇA DO DOENTE | (#SD331)

É com enorme alegria que informo que está aberta a

 ESCOLA DE SEGURANÇA DO DOENTE
Depois de alguns avanços e recuos, e principalmente muito trabalho (e algum frio no estômago à mistura), informo que está finalmente online a ESCOLA DE SEGURANÇA DO DOENTE.

Será através desta plataforma que irei disponibilizar um conjunto de cursos que espero venham a ser do teu agrado, e acima de tudo que te sejam úteis.
Só com mais formação poderemos aumentar a consciência colectiva para a importância da Segurança do Doente.

E para começar está já disponível um primeiro um primeiro mini-curso.


 mini curso - Segurança do Doente - Conceitos Base


Para teres acesso aos cursos terás primeiro que te "inscrever" na ESCOLA DE SEGURANÇA DO DOENTE, vais receber um email de confirmação (para confirmar o teu email) logo de seguida.
Por favor, confirma se não vai parar na tua caixa de spam.
Só depois de inscrito na escola poderás seleccionar o curso/ou cursos que queres frequentar, ao teu ritmo.

Conto contigo para me ajudares nesta caminhada, para me dizeres do que gostas e aquilo que gostavas de ver de uma forma diferente.
Conto contigo para partilhar esta informação com todos os teus contactos!


Fernando Barroso

UM DIA SERÁS TU O DOENTE!

#umdiaserastuodoente

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Iº ENCONTRO DE GESTORES DO RISCO NA SAÚDE | 25-09-2018| Um momento Histórico | (SD#311)

Decorreu em Santa Maria da Feira, no Europarque, a 25-09-2018 o
I ENCONTRO DE GESTORES DO RISCO NA SAÚDE.
Este foi um encontro histórico pelo facto de, pela 1ª vez, estarem reunidos na mesma sala um conjunto alargado de Gestores de Risco com o objectivo comum de partilhar o seu conhecimento, dificuldades e acima de tudo ferramentas e estratégias para as ultrapassar. O dia foi, como já referi, de partilha de experiências e do caminho percorrido.

Bem cedo o encontro ficou marcado por uma palavra comum – ESPERANÇA.
Esperança no nosso futuro comum e num caminho que, embora não seja fácil, terá sempre o apoio mútuo de todos os presentes e de todos aqueles que (mesmo não tendo conseguido ir) partilham connosco o objectivo comum de desenvolver a Segurança do Doente em cada um dos locais onde são prestados cuidados de saúde.

Estiveram presentes, de forma entusiasta, profissionais de vários pontos do País (ver mapa), dos Cuidados de Saúde Primários, Hospitais, Públicos e Privados. Todos juntos com um objectivo comum.
Foi possível estabelecer contactos que de outra forma não ocorreriam.

Estiveram representados os distritos de Aveiro, Beja, Braga, Castelo Branco, Coimbra, Faro, Guarda, Leiria, Lisboa, Portalegre, Santarém, Setúbal, Viana do Castelo, Vila Real, Viseu e Porto.

O Encontro teve o seguinte programa:
O Gestor do Risco nas Equipas de Saúde: Desafios e Inovação (Susana Ramos)

Avaliação do Risco em Contextos Clínicos: Que caminhos? (Sílvia Oliveira)
HFMEA: Dos Failure Modes às Ações – Impacto no Risco (Luísa Caldas)

Gestão de Incidentes: A importância de analisar e tipos de análise. (Maria João Lage)
Análise causa raiz: Porquê, quando e como? (Ana Azevedo, Ana Marinho e Manuel Valente)

Literacia e Envolvimento do Cidadão na Segurança do Doente (Susana Ramos, Sílvia Oliveira, Elsa Guimarães e uma participação “especial” de Margarida Eiras)

Termino com uma palavra de agradecimento especial ao Eng. Joaquim Correia da empresa RISI, que patrocinou este encontro e que tudo fez para que todos se sentissem “em casa”. Obrigado.

Queremos mais!👍👍👍

Fernando Barroso
UM DIA SERÁS TU O DOENTE!
#umdiaserastuodoente

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

VI Curso de Auditoria Clínica - Queres saber quais as auditorias que construímos de raiz? - SD270

Foi com entusiasmo que realizei mais um Curso de Auditoria Clínica (o 6º) desta vez para Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano (ULSLA).

O primeiro dia constitui sempre um momento de aprendizagem intenso mas também (pela componente prática do workshop de construção da grelha de auditoria) uma consciencialização de que nem sempre os documentos orientadores da prática dos profissionais - Normas de Orientação; Procedimentos, etc. – estão construídos da forma mais correta não sendo sequer, em alguns dos seus aspectos, passíveis de serem auditados.

Segue-se um período de intenso trabalho autónomo com supervisão do formador em que cada formando de forma individual ou em grupo:
  • Expande o seu conhecimento;
  • Experimenta no terreno a nova metodologia e ferramenta que criou, realizando uma auditoria em contexto real, e;
  • Se surpreende com os resultados que obtém e o conhecimento que adquire.

O segundo dia (que ocorre 3 semanas depois do 1º dia) é um dia fantástico com apresentação do trabalho realizado e intensa discussão dos dados obtidos.
Invariavelmente todos aprendem com o partilhar das experiências e com o volume incrível de dados concretos (evidências) que não podem, a partir daí, ser ignoradas.

Neste curso foram realizadas as seguintes auditorias:

sábado, 28 de outubro de 2017

A Formação em Segurança do Doente não tem de ser Complicada - SD268

Depois de mais um período intenso de formação e partilha com mais de 120 formandos de diferentes categorias profissionais (Médicos, Enfermeiros, Assistentes Operacionais, Assistentes Técnicos e TDT's), confirmo o que à muito venho a defender:

- Uma formação em "Segurança do Doente" estruturada de forma simples e apelativa, que incorpora mais de 50% de prática simulada e exemplos práticos, cativa qualquer profissional e “prende” à sala até o profissional mais renitente.

Como é que eu estruturo as minhas sessões?

1. Estabelecer os conceitos chave
Ao estabelecer os conceitos chave não me limito a ler ou apresentar a definição do conceito.
Eu explico aos formandos a minha própria interpretação de cada conceito e de seguida apresenta exemplos práticos. Desta forma o conceito é mais facilmente compreendido por todos.

2. Utilizar a “prática simulada”.
Nem sempre é possível ir ao “terreno” e praticar a aplicação de algumas ferramentas – Avaliação do Risco; Análise das Causas Raiz; HFMEA; Notificação de incidentes – Mas é sempre possível transportar essas ferramentas para a sala e fazer prática simulada com resultados muito bons para experiência do formando.

3. Não ter medo de partilhar casos e exemplos reais
Em segurança do doente tenho aprendido que tudo pode acontecer.
Também sei que aquilo que ocorre numa instituição pode não acontecer noutra, ou que os profissionais de diferentes em instituições notificam de formas diferentes e tem diferentes preocupações.
A verdade é que a partilha de casos e exemplos reais é cativante e constitui uma excelente forma de deixar bem claro que a segurança do doente deve ser uma prioridade e que o dano para o doente como resultado da prestação de cuidados de saúde é muitas vezes catastrófico.

Tão importante como “saber” é “fazer”.
Para alcançar os meus formandos eu não posso ser “enfadonho”.
Acredito que todos querem “fazer bem” e sei que todos querem conhecer o que efectivamente acontece aos doentes através da minha experiência.
Pelas reacções que recebo - por vezes emocionadas – sei que este é o caminho.

Obrigado a todos os meus formandos. E não se esqueçam.


Um dia serás tu o doente!

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Citações inspiradoras dirigidas a Médicos e Enfermeiros nos discursos de fim de curso em 2017 - SD256

Os discursos realizados no final de um curso de Enfermagem ou de Medicina devem inspirar optimismo e motivar a mudança entre os novos médicos e enfermeiros - mas estes discursos também podem motivar aqueles que já estão na linha de frente dos cuidados de saúde à vários anos.

Estas são cinco citações notáveis de discursos de fim de curso proferidos nesta primavera.

1. "A alegria mais doce que qualquer um pode ter é a oportunidade, de uma forma amorosa, de se aproximar e ajudar o outro. É isto que a sua profissão significa. É isto que define a medicina. Que possa ser sempre assim," disse Francis Collins, MD, PhD, director of the National Institutes of Health, at the University of Michigan Medical School commencement in Ann Arbor May 12.

2. "As boas intenções não são suficientes, mas existe uma qualidade essencial para o sucesso na medicina: humildade," disse Tom Frieden, MD, former director of the CDC at the May 24 commencement for Albert Einstein College of Medicine in New York City. "Um interno perigoso não é o interno que não sabe nada. É o interno que não sabe que não sabe nada".
Ele acrescentou ainda: "Mas, a humildade não significa falta de confiança. A humildade não significa insegurança. É necessária confiança para o cirurgião cortar, o internista para prescrever, o investigador para experimentar, o especialista em prevenção para implementar. Todos compartilhamos um compromisso para curar, para agir apesar da inevitabilidade da certeza incompleta ".

3. "Quando assistimos a um filme e um momento importante está prestes a acontecer, como sabemos? Porque há um close-up e a música muda. Bem, na vida, não há close-up e não há mudança de música," disse Jon LaPook, MD, chief medical correspondent for CBS News, at the Quinnipiac University Frank H. Netter, MD, School of Medicine commencement May 14. "Vais ter de ser tu a “tocar” a banda sonora dentro da tua cabeça. Vais ter de ser tu a controlar o botão de zoom. Vais ter de agarrar esse momento quando o doente - consciente ou inconscientemente – te disser qual é o seu problema. Vais precisar que ele se abra contigo como um ser humano para outro. E ele não fará isso a menos que ele saiba que está a falar com um ser humano".

4. "A tua obrigação a partir de hoje é defender os vulneráveis e os sem voz. E se isso significar envolver-se em controvérsias, então faça-o de qualquer maneira," disse Vivek Murthy, MD, the 19th Surgeon General of the United States, at the May 15 UCSF School of Medicine commencement. "Se isso significar assumir o risco de ser rotulado como político, faça-o de qualquer maneira porque só vale a pena ter princípios se você tiver a coragem de agir de acordo com esses princípios".

5. "Você precisa tomar o seu lugar na mesa. Você é o futuro dos cuidados de saúde," disse Sylvia Trent-Adams, PhD, RN, at the UTHealth School of Nursing commencement May 9 in Houston. "Eu gostaria de poder dizer-lhe que a estrada será fácil. Haverá momentos em que você vai questionar a sua competência. Mas, você não estaria aqui se não fosse feito do material certo".

Que estes discursos sejam inspiradores para ti também e que te ajudem a perseverar na Segurança do Doente

terça-feira, 9 de maio de 2017

SD252 - 7 Características De Um Gestor De Risco Clínico

Recentemente uma leitora do blog colocou um conjunto de perguntas relacionadas com a sua actividade como Gestora de Risco Clínico (GRC) no hospital onde trabalha.

As questões eram múltiplas e entre-cruzadas pelo que tiveram de ser respondidas com um telefonema. Mas não quero deixar de partilhar aqui a minha visão daquilo que um gestor de risco clínico pode e deve ser numa instituição de saúde.

7 Características de um Gestor De Risco Clínico
  1. O GRC é detentor de experiência clínica reconhecida que lhe permita intervir com base no seu conhecimento e prática clínica, sendo reconhecido pela equipa multidisciplinar;

sexta-feira, 5 de maio de 2017

SD250- ISPA promove 1ª PÓS GRADUAÇÃO - LITERACIA EM SAÚDE

Foi oficialmente apresentada a 1ª Pós Graduação de Especialização em Literacia em Saúde em Portugal, organizada pelo ISPA.

Literacia em Saúde: Modelos, Estratégias e Intervenções
Conta com um conjunto relevante de personalidades com vasta competência, conhecimento e profundidade na abordagem destes temas.

A sessão inaugural contou com o Dr Francisco George, Director Geral da Saúde.


Será um privilégio contar convosco, neste 1º Curso que marca um avanço indelével na partilha de conhecimento sobre Literacia em Saúde em Portugal. Permitirá a capacitação dos profissionais das vá rias áreas da saúde, a criação de formas de reduzir iniquidades, de aumentar a compreensão sobre o sistema de saúde e incrementar positivamente as próprias relações interpessoais com vista a uma maior adesão terapêutica.
A Literacia em saúde é um imperativo de saúde pública (no programa nacional de saúde), é parte do capital social e um pilar central de politicas e acções (Kickbuch et al. 2005)

Faça parte deste momento primeiro que marcará um caminho da referência.

Muito obrigada, despeço-me com toda a cordialidade
Cristina Vaz de Almeida
Direcção de Curso

sábado, 21 de janeiro de 2017

SD240 - Baixa Participação dos Profissionais na Avaliação da Cultura de Segurança do Doente. Devo ficar preocupado?

No dia 20/01/2017 a Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Hospitalar (APDH), promoveu uma sessão denominada Plano Nacional para a Segurança do Doente - Aumentar a cultura de segurança do ambiente interno.

Um dos temas mais comentado foi o da Avaliação da Cultura de Segurança do Doente.

O questionário da "Avaliação da Cultura de Segurança do Doente nos Hospitais Portugueses” passou a ser aplicado, a partir de 2014, em todos os hospitais do Sistema de Saúde Português (DGS- Norma nº 025/2013 de 24/12/2013 atualizada a 19/11/2015 - Avaliação da Cultura de Segurança do Doente nos Hospitais).
Também nos Cuidados de Saúde Primários, essa avaliação é agora uma realidade (DGS- Norma nº 003/2015 de 11/03/2015 - Avaliação da Cultura de Segurança do Doente nos Cuidados de Saúde Primários).

Uma das principais dificuldades da generalidade das Instituições é garantir a adesão voluntária dos seus profissionais ao preenchimento do questionário por forma a obter uma % de participação “representativa”.
Há mesmo quem advogue uma alteração da estratégia de aplicação do questionário passando-o de voluntário para “obrigatório”.

Na minha opinião esta é uma discussão desnecessária, veja-se:

Reconhecendo que não são idênticas, considero no entanto que não existe variação significativa nas dimensões normalmente bem classificadas nem nas dimensões classificadas com os valores mais baixos (dimensões problemas).

Isto verifica-se nos resultados das avaliações internacionais que tem ocorrido (fonte dados DGS),
 assim como nos resultados das instituições nacionais (fonte dados DGS), independentemente da % de participação ser elevada ou baixa.
Arrisco a dizer que, mesmo numa instituição que nunca tenha sido avaliada, se o questionário for aplicado, os resultados serão praticamente sobreponíveis àqueles que já conhecemos de outras instituições nacionais.

sábado, 14 de janeiro de 2017

SD239 - Desafios de Segurança do Doente para 2017


Com um novo ano, os desafios de Segurança do Doente nas nossas Instituições ganham um novo impulso. É necessário concluir a informação relativa ao ano que terminou, mas também planear o novo ano, melhorando o nosso desempenho e desenvolvendo novas estratégias que promovam a Segurança Do Doente.

Foi com base nesta ideia simples que lancei um desafio aos leitores do blog, através da nossa Newsletter.

Pedi que partilhassem comigo “Quais consideravam ser os Principais Desafios de Segurança do Doente para o ano de 2017”

Para responder, foi disponibilizado um simples formulário on-line e informado que os dados seriam posteriormente partilhados no blog.
A adesão foi excelente e agradeço publicamente a todos aqueles que participaram.

Foram enviados um total de 186 comentários entre o dia 04 e o dia 12 de Janeiro de 2017.

Fazendo uma análise de conteúdo por temáticas à informação enviada, esta pode ser agregada da seguinte forma:

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

SD237 - Josie King - Um caso real de falha de Segurança do Doente

Em 2001, a pequena Josie King, de 18 meses, morreu de desidratação e da incorrecta administração de um narcótico, no Hospital Johns Hopkins. A sua história é apresentada pela sua mãe num vídeo de 10 minutos. Um testemunho arrepiante de como a segurança do doente pode ser facilmente descurada.

Este é um testemunho que merece ser ouvido e "reflectido". Não é "voyeurismo" nem serve para "ter pena". Temos de perceber que a desorganização (por vezes não reconhecida) dos serviços de saúde tem repercussões naqueles que cuidamos e em nós próprios, profissionais de saúde.


Partilho de seguida o vídeo que me foi enviado pela APDH, acompanhado do seguinte texto: 
"Uma morte motivada por um conjunto de erros médicos…a partilha de uma comovente história que impõe a nossa reflexão e nos motiva na procura de tentarmos fazer mais e melhor para a melhoria da qualidade e da segurança do doente nos serviços de saúde."
Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Hospitalar
Portuguese Association for Hospital Development



A mãe de Josie criou a JOSIE KING FUNDATION  com o objectivo de promover a cultura de segurança do doente.

Todos devemos esse compromisso à pequena Josie.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

IV Curso de Auditoria Clínica – Auditorias Realizadas

A Segurança do Doente começa na atitude e empenho de cada um de nós.
Quando associamos a estas características um conhecimento estruturado baseado em evidência, estamos definitivamente no bom caminho.

Este foi um grupo variado com origens em serviços bem diferentes.
Esteve representada a Pediatria, o Bloco Operatório, a Urgência Geral, a Obstetrícia , a Cirurgia Geral e as Especialidades Cirúrgicas. A Ortopedia e a Cardiologia. A Patologia Clínica, o Serviço de Formação e a Imuno-Alergologia.

Estiveram presentes Enfermeiros, Médicos e Técnicos de Diagnóstico e terapêutica. Todos percorreram o seu caminho e o resultado foi, uma vez mais, fantástico.

Com a ferramenta AUDITORIA, todos "descobriram" uma realidade do seu serviço que desconheciam, e que agora podem "transformar" para melhor.
Estamos todos de parabéns.

Auditorias (construídas e) realizadas:

No âmbito deste curso e de acordo com o plano de formação, os formandos desenvolveram e aplicaram as seguintes auditorias:

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Formação Avançada ISPA - Segurança do Doente - Importância da Comunicação

 Formação Avançada ISPA - Segurança do Doente - Importância da Comunicação

A SEGURANÇA DO DOENTE

Importância da comunicação

 25 Março 2017
DESTINATÁRIOS

· Profissionais de saúde, serviço social e áreas relacionadas com a segurança do doente
· Responsáveis pela educação para a saúde e pelo contributo pela educação em saúde e pelo contributo pelo empowerment do cidadão, em serviços de saúde e programas na comunidade
· Estudantes de qualquer ano das áreas da saúde, serviço social, desenvolvimento comunitário, comunicação e marketing

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Como preparar uma auditoria clínica no meu serviço

 Auditoria Clínica
Esta semana vamos realizar mais uma auditoria clínica no Centro Hospitalar. Vamos auditar a prevenção de quedas; a correta identificação do doente, o doente com imobilização, e a segurança das camas/macas.

Mas para que uma auditoria tenha sucesso, são necessários alguns passos simples, mas que podem fazer toda a diferença:

1) Definir o objecto da auditoria. Esta definição pode ter origem na necessidade de confirmar a correcta execução de um procedimento clínico, para verificar condições de segurança clínica, ou como uma forma de tornar evidente um problema ainda não correctamente caracterizado.

2) Planear a execução da auditoria. Qualquer tempo gasto no planeamento da auditora tem sempre um retorno exponencial positivo e facilitador da execução. Nunca devemos avançar para uma auditoria sem esta estar claramente planeada nos seus vários aspectos. Alguns pontos que não podemos esquecer:

domingo, 20 de novembro de 2016

IACS - Uma Perspectiva de Redução de Despesa Pública

Este é um artigo da responsabilidade dos Autores, Ana Tavares (Enf.ª no Hospital Distrital de Santarém, EPE), Cláudia Simão (Enf.ª no Hospital Distrital de Santarém, EPE), Hugo de Sousa (Enf. na USF D. Sancho I) e Sofia Ferreirinha (Enf.ª no Hospital Distrital de Santarém, EPE).

Esta apresentação (disponível no final do artigo) resulta do trabalho académico dos autores no âmbito da disciplina de economia da saúde integrada na Pós-graduação em Gestão de Unidades de Saúde do Instituto Politécnico de Santarém, e aborda o importante tema dos custos associados às infecções associadas aos cuidados de saúde (IACS).

O trabalho teve como objectivos:
  • Compreender o impacto das IACS na Economia da Saúde;
  • Conhecer as medidas implementadas para reduzir as IACS, evitáveis, através de práticas baseadas na evidência;
  • Entender o papel dos Profissionais de Saúde como agentes de mudança na sustentabilidade do SNS.
Tendo como “pano de fundo” o Plano Nacional para a Segurança dos Doentes 2015-2020, plano que respeita a Recomendação do Conselho da União Europeia, de 9 de Junho de 2009, sobre a segurança dos doentes, e que decorre da Estratégia Nacional para a Qualidade na Saúde, são referidas as estratégias fundamentais para alcançar os objectivos definidos.

domingo, 6 de novembro de 2016

Como manusear roupa contaminada

Como manusear roupa contaminada? Esta foi a questão colocada por uma leitora do Blog (Obrigado Jesiane Rosa).

A roupa, se contaminada, constitui um risco para a segurança do doente. Para responder, não resisti a fazer este artigo, recorrendo a duas publicações cujos link’s originais estão incluídos no texto.
Partilho ainda um vídeo no final, muito interessante, dirigido a profissionais das lavandarias, mas que também aborda todo o ciclo da roupa, desde o momento em que é retirada do doente até à sua chegada, selecção e encaminhamento para lavagem.

Recomendações para a remoção de roupa contaminada do doente?


  • Devem ser respeitadas as precauções universais na prevenção da transmissão da infecção
  • O profissional de saúde deve usar o equipamento de protecção individual (EPI) adequado, e tendo em consideração as características do doente.
  • Deve estar disponível o mais perto possível do local de prestação de cuidados ao doente, um saco adequado para colocação imediata da roupa suja/contamina.
  • A roupa deve ser removida com a menor agitação possível, da cabeceira para os pés da cama, enrolando a roupa numa “trouxa” que deve ser de imediato colocada num saco para o efeito, evitando ao máximo que a roupa toque na farda/bata do profissional ou no exterior do saco.
  • Ao retirar a roupa, ter o cuidado de verificar se não é arrastado algum objecto pertencente ao doente, equipamento hospitalar ou dispositivo corto-perfurante.
  • O saco deve ser fechado e retirado do quarto o mais rapidamente possível e colocado em contentor apropriado.
  • Higienizar as mãos no final da actividade (a roupa hospitalar contaminada é um veiculo de contaminação cruzada de microorganismos)
  • Todos os profissionais devem receber formação adequada para a realização desta actividade.

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

A colaboração Interinstitucional promove a Segurança do doente

A Segurança do Doente passa pelo envolvimento de todos os profissionais.

Para o conseguir é fundamental desenvolver estratégias de formação/informação que envolvam e cativem os profissionais para esta temática.
Quando não possuímos internamente, na instituição, profissionais com o conhecimento e a experiência necessárias numa determinada área, ou queremos conhecer outras realidades, devemos procurar noutras instituições esses profissionais e promover a colaboração adequada.

Nem sempre esta possibilidade é fácil de concretizar, especialmente quando se trata de instituições muito afastadas, o que envolve sempre custos para o formador que nem sempre são devidamente considerados.
Mas quando a distancia não é um problema, a colaboração institucional é desejável e possível.

Ontem (29/09/2016) tive o privilégio de colaborar com o Centro Hospitalar Barreiro-Montijo, em mais um desses momentos, integrado no Curso de Esterilização Coordenado pela Sr.ª Enfermeira Helena Marmelo (do CHS), realizando uma acção de formação, com as temáticas:
  • Qualidade em Saúde
  • Auditoria Clínica
  • Avaliação do Risco, e
  • Notificação de Incidentes.

A plateia era multidisciplinar (Assistentes Operacionais e Enfermeiros) o que torna sempre a acção de formação mais rica e diversificada.

Realizar este tipo de acção de formação num hospital “irmão” é fácil e motivador, sendo importante ouvir experiências e pontos de vista diferentes, tendo a oportunidade de colocar o foco de atenção da “segurança do doente” sob múltiplas perspectivas.

A colaboração com outras instituições pode e deve ser encarada como um momento de desenvolvimento para ambas as partes, e uma actividade que não deve ser esquecida por todos aqueles com responsabilidade na Segurança do Doente e Gestão do Risco Clínico.

Obrigado à Enfermeira Helena Marmelo pelo convite inicial de participação é à Sras. Enfermeiras Dina Clemente e Teresa Rodrigues do CHBM pela forma cordial como me receberam.

Aos formandos do curso o meu obrigado, sabem que podem contar comigo e desejo-vos toda a felicidade para o arranque do novo Serviço de Esterilização do CHMB. E não se esqueçam que também vocês são uma peça chave na Segurança do Doente.