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quarta-feira, 1 de novembro de 2023

23% dos estudantes de enfermagem e de medicina pensam em abandonar a profissão

 


De acordo com um novo relatório da Elsevier Health, mais de 23% dos estudantes de medicina e enfermagem (incluídos no estudo) estão a pensar em desistir dos seus cursos.

 Além disso, 16% dos estudantes estão a reconsiderar totalmente a sua escolha de carreira na linha da frente da profissão de cuidados de saúde.

 No total, 2.212 estudantes de medicina e enfermagem de 91 países diferentes participaram da pesquisa, cujos resultados foram publicados em 30 de outubro pela Elsevier. É o segundo relatório deste género publicado pela Elsevier Health.

 Dos estudantes inquiridos, 60% estão preocupados com a sua saúde mental no que diz respeito à escola.

 "As pressões que os atuais clínicos enfrentam não passaram despercebidas aos estudantes de hoje, que expressam as suas preocupações sobre as expectativas que lhes são dirigidas quando entram na prática clínica", escreveu Jan Herzhoff, PhD, presidente da Elsevier Health no relatório.

 Para além destes desafios, os estudantes de medicina e enfermagem estão a começar a utilizar ferramentas de inteligência artificial (IA) como parte da rotina dos seus estudos e prática.

 De acordo com o inquérito, 70% dos estudantes acreditam que a utilização de IA generativa será benéfica para os diagnósticos, tratamentos e resultados dos doentes no futuro. E, neste momento, 51% estão a utilizá-la para apoiar a aprendizagem na escola.

 Para acompanhar os desenvolvimentos tecnológicos, o relatório sublinha a importância de os educadores e os clínicos estarem preparados para responder aos novos indivíduos no terreno onde eles se encontram.

 "Dada a rapidez desses desenvolvimentos, é importante que os currículos sejam ajustados para garantir que os clínicos de amanhã estejam equipados para trabalhar em parceria com os doentes num mundo digital", afirma o relatório.

 Podes aceder ao relatório na integra AQUI.


UM DIA SERÁS TU O DOENTE!

#umdiaserastuodoente

Fernando Barroso

https://fernandobarroso.gumroad.com/

domingo, 12 de fevereiro de 2023

Cursos DGS online - Segurança nos Cuidados de Saúde | #SD456

A Direção-Geral da Saúde, através da Divisão de Planeamento e Melhoria da Qualidade, do Departamento da Qualidade na Saúde, e em parceria com a Ordem dos Farmacêuticos, disponibilizam a todos os cidadãos a nova edição de três cursos online, no âmbito da “Segurança nos Cuidados de Saúde”, integrados no Projeto NAU-Ensino e Formação à Distância da Administração Pública para Grandes Audiências*.

Os 3 cursos são:

  • Uso Seguro e Responsável do Medicamento
  • Prevenção de Infeções e Resistência aos Antibióticos
  • Higiene das Mãos na Prevenção de Infeções

Link acesso à informação https://www.dgs.pt/?ci=2353&ur=1&newsletter=582





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#umdiaserastuodoente

Fernando Barroso

https://fernandobarroso.gumroad.com/

domingo, 13 de março de 2022

terça-feira, 7 de dezembro de 2021

A Organização do espaço de trabalho é indispensável à Segurança do Doente | #SD435

Em qualquer local onde se prestam cuidados de saúde, a forma como organizamos o espaço de trabalho é muito importante. Essa organização determina a eficiência com que conseguimos prestar os cuidados de saúde, mas contribui também para a segurança do doente.

Qualquer profissional, ao prestar cuidados num determinado local deve:

  • Possuir um conhecimento profundo do espaço físico envolvente e familiarizar-se com todos os equipamentos e materiais;
  • Conhecer o mobiliário hospitalar disponível e as suas características;
  • Conhecer os equipamentos médicos existentes, a sua forma de funcionamento e quaisquer outras características especificas, quem e como contactar em caso de avaria e qual o plano de manutenção;
  • Saber quais os dispositivos médicos existentes (material clínico). As suas quantidades, localização e forma de reposição.

A Equipa que trabalha nesse local deve treinar de forma recorrente as situações mais complexas que podem ocorrer nesse local de trabalho específico, antecipando e resolvendo quaisquer dificuldades que consigam identificar.

Devem realizar simulações relacionadas com as atividades mais complexas, e sempre que adequado, devem realizar reuniões de Debriefing após qualquer evento (positivo ou negativo) para recolher a melhor aprendizagem e construir opções para situações futuras.

Todas estas atividades, ajudam a desenvolver a Cultura de Segurança da Equipa, e com isso a prestar cuidados de qualidade e em segurança.

Fernando Barroso

UM DIA SERÁS TU O DOENTE!

#umdiaserastuodoente

domingo, 5 de julho de 2020

O que fazer a seguir? | #SD390

Photo by Nick Fewings on Unsplash

O que fazer a seguir?

Temos por vezes a ideia preconcebida de que temos pouco controlo sobre o que fazer a seguir. Cada vez mais tenho a certeza de que não é assim.

O momento actual pede ainda mais o nosso foco na segurança do Doente e dos profissionais e temos de estabelecer uma prioridade relativamente aos próximos passos.

Uma forma de responder à pergunta inicial é com aquilo que é mais importante no momento, e isso varia com cada um de nós.

 

O meu Serviço (Consultas Externas) continua em mudança com a necessidade de nos reinventarmos relativamente ao que estávamos habituados a fazer.

Nas últimas semanas voltámos a fazer formação em serviço (3 sessões para Enfermeiros, Assistentes Operacionais e Assistentes Técnicos) e explorámos um tema pouco habitual – Atendimento ao Publico.

Com a pressão das medidas de prevenção COVID, a forma como recebemos e falamos com os nossos doentes é cada vez mais importante.

É natural que surjam duvidas e conflitos à medida que implementamos (e mudamos) as regras de funcionamento.

O nosso processo de acolhimento teve de ser reorientado, eu diria mesmo, reinventado. E para que o processo seja bem implementado, o componente humano tem de estar reparado e pronto a responder.

Também implementamos um novo inquérito epidemiológico a todos os doentes à entrada no Serviço. Fazê-lo com o mínimo de perturbação no fluxo de acolhimento do doente, e com o mínimo de tempo de espera é um desafio.

Esta semana irei questionar os doentes sobre a sua perceção sobre o novo processo.

- Compreende o objectivo do inquérito?

- Há alguma sugestão que queira fazer?

São perguntas simples, mas logo vos contarei o resultado.


E tu, o que vais fazer a seguir para a Segurança do Doente?


Fernando Barroso

UM DIA SERÁS TU O DOENTE!
#segurancadodoente

domingo, 6 de outubro de 2019

Formação em Análise das Causas Raiz (#SD361)

A convite da ARS Norte desenvolvi uma formação para capacitar os profissionais (Médicos, Enfermeiros, Técnicos Superiores Diagnostico e Terapêutico) para a aplicação da ferramenta de segurança do doente - ANALISE DAS CAUSAS RAIZ.
O grupo multidisciplinar foi constituído por 28 profissionais de vários locais de trabalho da ARS Norte, o que enriqueceu bastante a discussão com diferentes perspectivas e realidades de trabalho.

Foram estes os objectivos para a formação definidos pela ARS NORTE:
Com uma componente teórica inicial fundamental, exploramos em conjunto os conceitos necessários associados à Segurança do Doente.

Revemos também alguns dados sobre a Prevalência de Incidentes nos Cuidados de Saúde Primários:
Exploramos também a forma com devemos promover junto dos profissionais a notificação de incidentes de Segurança do Doente, como analisar a informação recolhida e fugir às armadilhas na sua interpretação.

Abordámos de forma partilhada como os múltiplos FACTORES CONTRIBUINTES complicam a análise de um incidente, mas também como um diagrama de Ishikawa ou diagrama em espinha de peixe nos permite perceber melhor como um incidente ocorre.

Exploramos com pormenor a Orientação da DGS 011/2012 - Análise de Incidentes e de Eventos Adversos

Aprendemos ainda como elaborar um fluxograma, recorrendo de forma simples ao programa EXCEL.

Simulamos a análise de situações recorrendo à metodologia dos "5 porquês?"

E finalmente avançamos para uma componente prática fundamental.

Todos tiveram oportunidade de realizar uma ACR a um incidente por si escolhido (individualmente ou em grupo). Todos os trabalhos foram partilhados no último dia. Um dia de enorme partilha e de construir da confiança na capacidade do grupo ficar a "saber fazer"

Como sempre, esta também foi uma experiência de aprendizagem para mim. Por isso agradeço à ARS Norte esta oportunidade e a todos os Formandos o meu obrigado por toda a partilha.
Fernando Barroso

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#segurancadodoente

sábado, 5 de outubro de 2019

4as Jornadas de Enfermagem do Centro Hospitalar de Setúbal (#SD360)

Vão realizar-se nos 
dias 7 e 8 de Novembro de 2019 as

4as Jornadas de Enfermagem do Centro Hospitalar de Setúbal, 

subordinadas à temática
Compreender o presente,
Evoluir para melhor cuidar


As inscrições estão abertas e podem ser efectuadas através do site das Jornadas disponível em https://sgfenfermagemchs.wixsite.com/jornadasenfermagem



O Programa das Jornadas também está disponível no site


Vem participar e partilhar connosco esta experiência!

Fernando Barroso

UM DIA SERÁS TU O DOENTE!

#segurancadodoente

quarta-feira, 10 de abril de 2019

21ª Reunião com os Gestores do Risco Clínico do CHS (#SD346)


Promover a formação em Segurança do Doente, publicitar o trabalho realizado, discutir diferentes realidades de outros Serviços, e projectar o trabalho e actividades futuras foi o mote para a 21ª Reunião dos Gestores do Risco Clínico do Centro Hospitalar de Setúbal (CHS).

Esta é uma prática que está já na rotina da Instituição, como facilmente se percebe pelo titulo deste artigo.

Embora o GIARC (Grupo de Indicadores, Auditoria e Risco Clínicos) seja o promotor, a verdade é que conseguiríamos muito pouco sem a colaboração dos Gestores Do Risco Clínico (GRC) de cada um dos Serviços da Instituição.
21ª Reunião GIARC/GRC ( CHS - 10-04-2019)
É nestes elementos que depositamos muita da responsabilidade de serem os primeiros promotores da Segurança do Doente nos Serviços e de difundirem as ferramentas de segurança que vão sendo implementadas.
São eles os elementos da linha da frente do sistema de notificação de incidentes (ou do sistema de aprendizagem com o erro como também gosto de chamar-lhe), que nos permite estar sempre a melhorar.

PROGRAMA
Desta vez o programa incluiu:
  • a discussão dos resultados de 3 auditorias realizadas no 1º trimestre de 2019.
  • Foi partilhada a experiência do 1º Curso de formação inicial dos GRC.
  • O Serviço de Cardiologia partilhou a sua experiência interna na gestão de incidentes e divulgação de informação.
  • E terminamos com a partilha de informação, nomeadamente a referência ao novo Procedimento para evitar conexões incorrectas de cânulas, caracteres ou tubos no doente.


E passadas 21 reuniões, estamos prontos e motivados para continuar, pela Segurança do Doente.

Obrigado a todos os Gestores do Risco Clínico do CHS
Fernando Barroso
UM DIA SERÁS TU O DOENTE!
#segurancadodoente


sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Iº ENCONTRO DE GESTORES DO RISCO NA SAÚDE | 25-09-2018| Um momento Histórico | (SD#311)

Decorreu em Santa Maria da Feira, no Europarque, a 25-09-2018 o
I ENCONTRO DE GESTORES DO RISCO NA SAÚDE.
Este foi um encontro histórico pelo facto de, pela 1ª vez, estarem reunidos na mesma sala um conjunto alargado de Gestores de Risco com o objectivo comum de partilhar o seu conhecimento, dificuldades e acima de tudo ferramentas e estratégias para as ultrapassar. O dia foi, como já referi, de partilha de experiências e do caminho percorrido.

Bem cedo o encontro ficou marcado por uma palavra comum – ESPERANÇA.
Esperança no nosso futuro comum e num caminho que, embora não seja fácil, terá sempre o apoio mútuo de todos os presentes e de todos aqueles que (mesmo não tendo conseguido ir) partilham connosco o objectivo comum de desenvolver a Segurança do Doente em cada um dos locais onde são prestados cuidados de saúde.

Estiveram presentes, de forma entusiasta, profissionais de vários pontos do País (ver mapa), dos Cuidados de Saúde Primários, Hospitais, Públicos e Privados. Todos juntos com um objectivo comum.
Foi possível estabelecer contactos que de outra forma não ocorreriam.

Estiveram representados os distritos de Aveiro, Beja, Braga, Castelo Branco, Coimbra, Faro, Guarda, Leiria, Lisboa, Portalegre, Santarém, Setúbal, Viana do Castelo, Vila Real, Viseu e Porto.

O Encontro teve o seguinte programa:
O Gestor do Risco nas Equipas de Saúde: Desafios e Inovação (Susana Ramos)

Avaliação do Risco em Contextos Clínicos: Que caminhos? (Sílvia Oliveira)
HFMEA: Dos Failure Modes às Ações – Impacto no Risco (Luísa Caldas)

Gestão de Incidentes: A importância de analisar e tipos de análise. (Maria João Lage)
Análise causa raiz: Porquê, quando e como? (Ana Azevedo, Ana Marinho e Manuel Valente)

Literacia e Envolvimento do Cidadão na Segurança do Doente (Susana Ramos, Sílvia Oliveira, Elsa Guimarães e uma participação “especial” de Margarida Eiras)

Termino com uma palavra de agradecimento especial ao Eng. Joaquim Correia da empresa RISI, que patrocinou este encontro e que tudo fez para que todos se sentissem “em casa”. Obrigado.

Queremos mais!👍👍👍

Fernando Barroso
UM DIA SERÁS TU O DOENTE!
#umdiaserastuodoente

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

VI Curso de Auditoria Clínica - Queres saber quais as auditorias que construímos de raiz? - SD270

Foi com entusiasmo que realizei mais um Curso de Auditoria Clínica (o 6º) desta vez para Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano (ULSLA).

O primeiro dia constitui sempre um momento de aprendizagem intenso mas também (pela componente prática do workshop de construção da grelha de auditoria) uma consciencialização de que nem sempre os documentos orientadores da prática dos profissionais - Normas de Orientação; Procedimentos, etc. – estão construídos da forma mais correta não sendo sequer, em alguns dos seus aspectos, passíveis de serem auditados.

Segue-se um período de intenso trabalho autónomo com supervisão do formador em que cada formando de forma individual ou em grupo:
  • Expande o seu conhecimento;
  • Experimenta no terreno a nova metodologia e ferramenta que criou, realizando uma auditoria em contexto real, e;
  • Se surpreende com os resultados que obtém e o conhecimento que adquire.

O segundo dia (que ocorre 3 semanas depois do 1º dia) é um dia fantástico com apresentação do trabalho realizado e intensa discussão dos dados obtidos.
Invariavelmente todos aprendem com o partilhar das experiências e com o volume incrível de dados concretos (evidências) que não podem, a partir daí, ser ignoradas.

Neste curso foram realizadas as seguintes auditorias:

sábado, 28 de outubro de 2017

A Formação em Segurança do Doente não tem de ser Complicada - SD268

Depois de mais um período intenso de formação e partilha com mais de 120 formandos de diferentes categorias profissionais (Médicos, Enfermeiros, Assistentes Operacionais, Assistentes Técnicos e TDT's), confirmo o que à muito venho a defender:

- Uma formação em "Segurança do Doente" estruturada de forma simples e apelativa, que incorpora mais de 50% de prática simulada e exemplos práticos, cativa qualquer profissional e “prende” à sala até o profissional mais renitente.

Como é que eu estruturo as minhas sessões?

1. Estabelecer os conceitos chave
Ao estabelecer os conceitos chave não me limito a ler ou apresentar a definição do conceito.
Eu explico aos formandos a minha própria interpretação de cada conceito e de seguida apresenta exemplos práticos. Desta forma o conceito é mais facilmente compreendido por todos.

2. Utilizar a “prática simulada”.
Nem sempre é possível ir ao “terreno” e praticar a aplicação de algumas ferramentas – Avaliação do Risco; Análise das Causas Raiz; HFMEA; Notificação de incidentes – Mas é sempre possível transportar essas ferramentas para a sala e fazer prática simulada com resultados muito bons para experiência do formando.

3. Não ter medo de partilhar casos e exemplos reais
Em segurança do doente tenho aprendido que tudo pode acontecer.
Também sei que aquilo que ocorre numa instituição pode não acontecer noutra, ou que os profissionais de diferentes em instituições notificam de formas diferentes e tem diferentes preocupações.
A verdade é que a partilha de casos e exemplos reais é cativante e constitui uma excelente forma de deixar bem claro que a segurança do doente deve ser uma prioridade e que o dano para o doente como resultado da prestação de cuidados de saúde é muitas vezes catastrófico.

Tão importante como “saber” é “fazer”.
Para alcançar os meus formandos eu não posso ser “enfadonho”.
Acredito que todos querem “fazer bem” e sei que todos querem conhecer o que efectivamente acontece aos doentes através da minha experiência.
Pelas reacções que recebo - por vezes emocionadas – sei que este é o caminho.

Obrigado a todos os meus formandos. E não se esqueçam.


Um dia serás tu o doente!

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Citações inspiradoras dirigidas a Médicos e Enfermeiros nos discursos de fim de curso em 2017 - SD256

Os discursos realizados no final de um curso de Enfermagem ou de Medicina devem inspirar optimismo e motivar a mudança entre os novos médicos e enfermeiros - mas estes discursos também podem motivar aqueles que já estão na linha de frente dos cuidados de saúde à vários anos.

Estas são cinco citações notáveis de discursos de fim de curso proferidos nesta primavera.

1. "A alegria mais doce que qualquer um pode ter é a oportunidade, de uma forma amorosa, de se aproximar e ajudar o outro. É isto que a sua profissão significa. É isto que define a medicina. Que possa ser sempre assim," disse Francis Collins, MD, PhD, director of the National Institutes of Health, at the University of Michigan Medical School commencement in Ann Arbor May 12.

2. "As boas intenções não são suficientes, mas existe uma qualidade essencial para o sucesso na medicina: humildade," disse Tom Frieden, MD, former director of the CDC at the May 24 commencement for Albert Einstein College of Medicine in New York City. "Um interno perigoso não é o interno que não sabe nada. É o interno que não sabe que não sabe nada".
Ele acrescentou ainda: "Mas, a humildade não significa falta de confiança. A humildade não significa insegurança. É necessária confiança para o cirurgião cortar, o internista para prescrever, o investigador para experimentar, o especialista em prevenção para implementar. Todos compartilhamos um compromisso para curar, para agir apesar da inevitabilidade da certeza incompleta ".

3. "Quando assistimos a um filme e um momento importante está prestes a acontecer, como sabemos? Porque há um close-up e a música muda. Bem, na vida, não há close-up e não há mudança de música," disse Jon LaPook, MD, chief medical correspondent for CBS News, at the Quinnipiac University Frank H. Netter, MD, School of Medicine commencement May 14. "Vais ter de ser tu a “tocar” a banda sonora dentro da tua cabeça. Vais ter de ser tu a controlar o botão de zoom. Vais ter de agarrar esse momento quando o doente - consciente ou inconscientemente – te disser qual é o seu problema. Vais precisar que ele se abra contigo como um ser humano para outro. E ele não fará isso a menos que ele saiba que está a falar com um ser humano".

4. "A tua obrigação a partir de hoje é defender os vulneráveis e os sem voz. E se isso significar envolver-se em controvérsias, então faça-o de qualquer maneira," disse Vivek Murthy, MD, the 19th Surgeon General of the United States, at the May 15 UCSF School of Medicine commencement. "Se isso significar assumir o risco de ser rotulado como político, faça-o de qualquer maneira porque só vale a pena ter princípios se você tiver a coragem de agir de acordo com esses princípios".

5. "Você precisa tomar o seu lugar na mesa. Você é o futuro dos cuidados de saúde," disse Sylvia Trent-Adams, PhD, RN, at the UTHealth School of Nursing commencement May 9 in Houston. "Eu gostaria de poder dizer-lhe que a estrada será fácil. Haverá momentos em que você vai questionar a sua competência. Mas, você não estaria aqui se não fosse feito do material certo".

Que estes discursos sejam inspiradores para ti também e que te ajudem a perseverar na Segurança do Doente

terça-feira, 9 de maio de 2017

SD252 - 7 Características De Um Gestor De Risco Clínico

Recentemente uma leitora do blog colocou um conjunto de perguntas relacionadas com a sua actividade como Gestora de Risco Clínico (GRC) no hospital onde trabalha.

As questões eram múltiplas e entre-cruzadas pelo que tiveram de ser respondidas com um telefonema. Mas não quero deixar de partilhar aqui a minha visão daquilo que um gestor de risco clínico pode e deve ser numa instituição de saúde.

7 Características de um Gestor De Risco Clínico
  1. O GRC é detentor de experiência clínica reconhecida que lhe permita intervir com base no seu conhecimento e prática clínica, sendo reconhecido pela equipa multidisciplinar;

sexta-feira, 5 de maio de 2017

SD250- ISPA promove 1ª PÓS GRADUAÇÃO - LITERACIA EM SAÚDE

Foi oficialmente apresentada a 1ª Pós Graduação de Especialização em Literacia em Saúde em Portugal, organizada pelo ISPA.

Literacia em Saúde: Modelos, Estratégias e Intervenções
Conta com um conjunto relevante de personalidades com vasta competência, conhecimento e profundidade na abordagem destes temas.

A sessão inaugural contou com o Dr Francisco George, Director Geral da Saúde.


Será um privilégio contar convosco, neste 1º Curso que marca um avanço indelével na partilha de conhecimento sobre Literacia em Saúde em Portugal. Permitirá a capacitação dos profissionais das vá rias áreas da saúde, a criação de formas de reduzir iniquidades, de aumentar a compreensão sobre o sistema de saúde e incrementar positivamente as próprias relações interpessoais com vista a uma maior adesão terapêutica.
A Literacia em saúde é um imperativo de saúde pública (no programa nacional de saúde), é parte do capital social e um pilar central de politicas e acções (Kickbuch et al. 2005)

Faça parte deste momento primeiro que marcará um caminho da referência.

Muito obrigada, despeço-me com toda a cordialidade
Cristina Vaz de Almeida
Direcção de Curso