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quarta-feira, 1 de novembro de 2023

23% dos estudantes de enfermagem e de medicina pensam em abandonar a profissão

 


De acordo com um novo relatório da Elsevier Health, mais de 23% dos estudantes de medicina e enfermagem (incluídos no estudo) estão a pensar em desistir dos seus cursos.

 Além disso, 16% dos estudantes estão a reconsiderar totalmente a sua escolha de carreira na linha da frente da profissão de cuidados de saúde.

 No total, 2.212 estudantes de medicina e enfermagem de 91 países diferentes participaram da pesquisa, cujos resultados foram publicados em 30 de outubro pela Elsevier. É o segundo relatório deste género publicado pela Elsevier Health.

 Dos estudantes inquiridos, 60% estão preocupados com a sua saúde mental no que diz respeito à escola.

 "As pressões que os atuais clínicos enfrentam não passaram despercebidas aos estudantes de hoje, que expressam as suas preocupações sobre as expectativas que lhes são dirigidas quando entram na prática clínica", escreveu Jan Herzhoff, PhD, presidente da Elsevier Health no relatório.

 Para além destes desafios, os estudantes de medicina e enfermagem estão a começar a utilizar ferramentas de inteligência artificial (IA) como parte da rotina dos seus estudos e prática.

 De acordo com o inquérito, 70% dos estudantes acreditam que a utilização de IA generativa será benéfica para os diagnósticos, tratamentos e resultados dos doentes no futuro. E, neste momento, 51% estão a utilizá-la para apoiar a aprendizagem na escola.

 Para acompanhar os desenvolvimentos tecnológicos, o relatório sublinha a importância de os educadores e os clínicos estarem preparados para responder aos novos indivíduos no terreno onde eles se encontram.

 "Dada a rapidez desses desenvolvimentos, é importante que os currículos sejam ajustados para garantir que os clínicos de amanhã estejam equipados para trabalhar em parceria com os doentes num mundo digital", afirma o relatório.

 Podes aceder ao relatório na integra AQUI.


UM DIA SERÁS TU O DOENTE!

#umdiaserastuodoente

Fernando Barroso

https://fernandobarroso.gumroad.com/

domingo, 27 de março de 2022

Enfermeira Condenada a 8 anos de Prisão por Erro de Medicação | #SD440

Este é um exemplo assustador de como ao FATORES HUMANOS a que todos estamos sujeitos podem interferir de forma catastrófica na segurança do doente e causar um evento adverso irreversível.

Não, nunca é demais falar na carga de trabalho excessiva, falar na necessidade de dotações seguras, falar na necessária organização dos Serviços, de prescrições de medicamentos corretas e seguras. Nunca é demais falar na dupla-verificação da medicação, em especial dos medicamentos de alto risco.

E não, os sistemas eletrónicos de dispensa de medicamentos não são isentos de erro. O risco “zero” não existe em saúde.

Falei pela primeira vez neste caso aqui no blog em 2019, quando a Enfermeira RaDonda Vaught foi detida. Podes ler esse ARTIGO AQUI.

Entretanto, a história evoluiu, e a Enfermeira RaDonda Vaught enfrenta agora uma provável sentença de prisão de três a seis anos por negligência e de um a dois anos por homicídio culposo.

É importante que todos conheçam esta história e reflitam na sua prática diária.

Enfermeiros, Enfermeiros Gestores, Médicos e Administrações - Todos têm responsabilidade na Segurança do Medicamento e por consequência na Segurança do Doente

ESTES SÃO OS DESENVOLVIMENTOS MAIS RECENTES

Em dezembro de 2017, no hospital mais prestigiado do Tennessee, a enfermeira RaDonda Vaught retirou um frasco de um dispensador automático de medicamentos, administrou a droga a um doente e de alguma forma ignorou os sinais de um erro terrível e mortal.

A doente deveria ter recebido Versed (midazolam), um sedativo destinado a acalmá-la antes de ser submetida a uma ressonância magnética. Mas Vaught acidentalmente preparou vecurónio, um bloqueador neuromuscular paralisante, que interrompeu a respiração da doente e a deixou com morte cerebral antes que o erro fosse descoberto.

Vaught, de 38 anos (que foi detida e acusada de homicídio em 2019), admitiu o seu erro numa audiência do Conselho de Enfermagem do Tennessee no ano passado (2021), dizendo que se tornou "complacente" no seu trabalho e "distraída" por um estagiário enquanto operava o dispensador automático de medicamentos. Ela não se esquivou da responsabilidade pelo erro, mas disse que a culpa não era só dela.

"Eu sei que a razão pela qual esta doente não está mais aqui é por minha causa", disse Vaught, começando a chorar. "Não haverá um dia em que eu não pense no que fiz."

Se a história de Vaught tivesse seguido o caminho da maioria dos erros clínicos, tudo teria terminado horas depois, quando o Conselho de Enfermagem do Tennessee revogou a sua licença e encerrou a sua carreira de enfermeira.

Mas o caso de Vaught é diferente: esta semana, Vaught vai a julgamento em Nashville por acusações criminais de homicídio imprudente, abuso de um adulto deficiente e pelo assassinato de Charlene Murphey, a doente de 75 anos que morreu no Vanderbilt University Medical Center em final de dezembro de 2017.

Os promotores não alegam no processo judicial que Vaught pretendia ferir Murphey ou que estaria sob efeito de alguma droga quando cometeu o erro, por isso a sua acusação é um exemplo raro de um profissional de saúde que enfrenta anos de prisão por um erro clínico.

Erros fatais são geralmente tratados pelos conselhos de regulação profissional e tribunais civis. Os especialistas dizem que processos como o de Vaught são significativos para uma profissão aterrorizada com a criminalização deste tipo de erros – especialmente porque este caso depende de um sistema automatizado de dispensa de medicamentos que muitas enfermeiras usam todos os dias.

O julgamento de Vaught foi assistido por enfermeiros em todo o país (EUA), muitos dos quais temem que uma condenação possa abrir um precedente – já que a pandemia de coronavírus deixa inúmeros enfermeiros exaustos, desmoralizados e provavelmente mais propensos a erros.

Janie Harvey Garner, enfermeira registrada em St. Louis e fundadora do Show Me Your Stethoscope, um grupo de enfermeiras com mais de 600.000 membros no Facebook, disse que o grupo acompanha de perto o caso de Vaught há anos por preocupação com o seu destino – e o deles.

Garner afirmou que a maioria dos enfermeiros conhece muito bem as pressões que contribuem para esse erro: longas horas, hospitais lotados, protocolos imperfeitos e o inevitável aumento da complacência num trabalho com riscos diários de vida ou morte.

Garner confirmou que uma vez trocou medicamentos poderosos assim como Vaught fez e que só percebeu o seu erro numa verificação tripla de última hora.

"Em resposta a uma história como esta, existem dois tipos de enfermeiras", disse Garner. "Você tem as enfermeiras que assumem que nunca cometeriam um erro como este, e geralmente é porque não percebem que poderiam. E o segundo tipo são aqueles que sabem que isto pode acontecer, a qualquer dia, não importa o quão cuidadosos sejam. Esta poderia ser eu. Eu poderia ser RaDonda."

Quando o julgamento começou, os promotores de Nashville argumentaram que o erro de Vaught foi tudo menos um erro comum que qualquer enfermeira poderia cometer. Os promotores disseram que ela ignorou uma série de advertências que levaram ao erro mortal.

O caso depende do uso da enfermeira de um dispensador automático de medicamentos, um dispositivo computadorizado que dispensa uma série de medicamentos. De acordo com documentos arquivados no caso, Vaught inicialmente tentou retirar o Versed do dispensador digitando "VE" através da sua função de pesquisa sem perceber que deveria procurar pelo seu nome genérico, midazolam. Quando o dispensador não produziu Versed, Vaught acionou uma “sobreposição” que desbloqueou o sistema e permitiu-lhe aceder a uma faixa muito maior de medicamentos, depois procurou por "VE" novamente. Desta vez, o gabinete oferecia vecurónio.

Vaught então ignorou ou ignorou pelo menos cinco avisos ou pop-ups dizendo que ela estava retirando um medicamento paralisante, afirmam os documentos. Ela também não reconheceu que Versed é um líquido, mas o vecurónio é um pó que deve ser misturado ao líquido, afirmam os documentos.

Finalmente, pouco antes de injetar o vecurónio, Vaught enfiou uma seringa no frasco, o que exigiria que ela "olhasse diretamente" para uma tampa no frasco que dizia "Aviso: Agente Paralisante", afirmam os documentos da promotoria.

A promotoria aponta essa “sobreposição” do sistema como central para a acusação de homicídio imprudente de Vaught.

Vaught reconhece que ela executou uma “sobreposição” no dispensador. Mas ela e outros dizem que as “sobreposições” são um procedimento operacional normal usado diariamente em hospitais.

Ao testemunhar perante o conselho de enfermagem no ano passado, prenunciando a sua defesa no próximo julgamento, Vaught afirmou que no momento da morte de Murphey, o Hospital de Vanderbilt estava a instruir outras enfermeiras a usar a “sobreposição” para superar atrasos no dispensador e constantes problemas técnicos causados ​​por uma revisão contínua do sistema de registro eletrônico de saúde do hospital.

Para cuidar da doente que veio a falecer exigiu pelo menos 20 “sobreposições” no dispensador de medicamentos em apenas três dias, disse Vaught.

“Realizar uma “Sobreposição” no sistema era algo que fazíamos como parte de nossa prática todos os dias", disse Vaught. "Você não conseguiria obter uma bolsa de fluidos para um doente sem usar uma função de “sobreposição”"

As “sobreposições” também são comuns fora do Hospital de Vanderbilt, de acordo com especialistas que acompanham o caso de Vaught.

Michael Cohen, presidente emérito do Institute for Safe Medication Practices, e Lorie Brown, ex-presidente da American Association of Nurse Attorneys, disseram que é comum que os enfermeiros usem uma “sobreposição” para obter os medicamentos num hospital.

Mas Cohen e Brown enfatizaram que, mesmo com uma substituição, não deveria ter sido tão fácil aceder ao vecurónio.

"Este é um medicamento que nunca deve se obtido com uma “sobreposição” do sistema”, afirmou Brown. "É provavelmente o medicamento mais perigoso que existe."

Cohen disse que, em resposta ao caso de Vaught, os fabricantes de dispensadores automáticos de medicamentos modificaram o software dos dispositivos para exigir que até cinco letras fossem digitadas ao procurar medicamentos durante uma “sobreposição”, mas nem todos os hospitais implementaram essa proteção. Dois anos após o erro de Vaught, a organização de Cohen documentou um incidente "surpreendentemente semelhante" no qual outra enfermeira trocou Versed por outra droga, verapamil, enquanto usava uma “sobreposição” e pesquisava apenas com as primeiras letras. Esse incidente não resultou na morte de um doente ou num processo criminal, disse Cohen.

Maureen Shawn Kennedy, editora-chefe emérita do American Journal of Nursing, escreveu em 2019 que o caso de Vaught era “o pesadelo de qualquer enfermeira”.

E durante a pandemia de COVID-19, afirmou, isto é mais verdadeiro do que nunca.

"Sabemos que quantos mais doentes uma enfermeira tem, mais espaço há para erros", afirmou Kennedy. "Sabemos que quando os enfermeiros trabalham em turnos mais longos, há mais espaço para erros. É por isso que os enfermeiros ficam muito preocupados porque sabem que esta situação pode acontecer com eles."

Artigo original

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A 25 de março de 2022, RaDonda Vaught ouviu o veredicto ser lido no seu julgamento em Nashville, Tennessee. O júri considerou Vaught, uma ex-enfermeira, culpada de homicídio culposo, negligência grosseira de um adulto deficiente, e da morte de um doente a quem ela acidentalmente deu a medicação errada.

Vaught pode receber de três a seis anos de prisão por negligência e de um a dois anos por homicídio culposo como réu sem condenações anteriores.

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Como preparas a medicação dos teus Doentes?

Que medidas de segurança há implementadas no teu Serviço?

Aplicas a “dupla-verificação” sempre que preparas medicação de alto risco?

Não queiras ser tu a estar no banco dos réus.


Fernando Barroso

UM DIA SERÁS TU O DOENTE!

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domingo, 25 de julho de 2021

A Penalização de Enfermeiros por falhas na Segurança do Doente | #SD421

Foram duas as notícias (uma nos EUA e outra em Portugal) que esta semana me chamaram a atenção sobre a forma como um enfermeiro(a) pode ser penalizado quando ocorrem falhas na segurança do doente.


A primeira notícia chega dos EUA e tinha como titulo: Enfermeira da Califórnia entrega licença após morte do doente.

A peça informativa referia que “Uma enfermeira registrada na Califórnia foi condenada a entregar a sua licença de enfermagem após se ter confessado culpada em 14 de julho de abuso de idosos (…).

Emily Beth Jones, 40, cuidadora da Vitas Healthcare, sediada em Miami, estava responsável por um residente numa casa de repouso com sede em Riverside, Califórnia, em 2017. Ela supostamente não registrou a descoberta de uma úlcera aberta numa residente de 69 anos.

A úlcera agravou-se o que obrigou a residente a uma cirurgia de emergência no pé direito, que, entretanto, tinha ficado infetado e gangrenado. Após a cirurgia, a saúde da residente continuou a piorar e ela acabou por morrer.

Os privilégios de enfermeira da Sra. Jones foram suspensos em 12 de junho de 2020, de acordo com o conselho estadual de enfermagem.

A Sra. Jones admitiu a acusação de crime e foi condenada a 24 meses de liberdade condicional. A Sra. Jones também deve cumprir 90 dias num programa de trabalho comunitário e entregar a sua licença de enfermagem até 16 de agosto. Ela também será condenada a pagar uma indeminização à família da vitima (a noticia original aqui).

 

A segunda notícia é nacional (Leiria) e tinha como título: Pena de multa para profissional de enfermagem do hospital de Leiria após morte de utente

A notícia refere que o “Caso remonta a maio de 2020 quando um utente esperou mais de seis horas para ser atendido no Serviço de Urgência Geral do Hospital de Santo André, em Leiria.

Um profissional de enfermagem do hospital de Leiria viu-lhe ser aplicada uma pena de multa na sequência de um processo disciplinar após a morte de um utente nas urgências daquela unidade de saúde, divulgou o Centro Hospitalar de Leiria.

A morte ocorreu em 28 de maio de 2020, alegadamente depois de o utente, de 42 anos, ter esperado seis horas para ser atendido no Serviço de Urgência Geral do Hospital de Santo André, em Leiria, que integra o Centro Hospitalar de Leiria (CHL).

(…), o CHL refere que o seu Conselho de Administração instaurou um processo de inquérito onde concluiu “pela existência de prova indiciária no sentido da eventual responsabilização, designadamente disciplinar, de dois profissionais de saúde intervenientes na assistência ao utente (Um profissional de Enfermagem e um profissional médico)”.

Na sequência desta morte, e após comunicação do Hospital de Santo André, o Ministério Público abriu um inquérito, em 28 de maio de 2020, que investiga “factos suscetíveis de configurar, em abstrato, a prática de um crime de homicídio por negligência” (a notícia original aqui).

 

PARA REFLETIR

Nestes dois casos fica claro que a forma como prestamos cuidados aos doentes é (e bem) cada vez mais objeto de escrutínio), mas mais importante ainda, devem servir para nos fazer refletir (profissionais de primeira linha e Gestores) sobre a forma como nos organizamos para garantir a segurança do doente e dos profissionais.

  • Como monitorizamos a integridade da pele e valorizamos a identificação precoce de ulceras por pressão?
  • Como aplicamos os protocolos de triagem, a retriagem e a comunicação entre diferentes profissionais? 

Em ambos os casos, muito mais haverá certamente por detrás de cada uma destas notícias. Muito se pode debater e tentar justificar. Mas no final, dois doentes sofreram o dano maior – a morte- e muito provavelmente algo poderia ter sido feito para que tal fosse evitado.

A Segurança do doente não é um conceito abstrato. É um conjunto de medidas reais, adaptadas a cada contexto para proteção do doente e dos profissionais de saúde.

Fechar os olhos a esta realidade será campo fértil para os tribunais e para o dano de mais doentes.

Fernando Barroso

UM DIA SERÁS TU O DOENTE!

#umdiaserastuodoente

quarta-feira, 12 de maio de 2021

Dia Internacional do Enfermeiro 2021

 Dia Internacional do Enfermeiro 2021

Parabéns a todos os Enfermeiros e Enfermeiras


Fernando Barroso

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#umdiaserastuodoente



domingo, 6 de dezembro de 2020

A Influência do Enfermeiro Gestor na Segurança do Doente | #SD402

 


Participei recentemente num webinar dirigido a alunos de uma pós-graduação em Gestão de Serviços de Saúde, tendo por base a temática da Segurança do Doente. Para além dos aspetos básicos do papel do Enfermeiro Gestor na garantia da Segurança dos Doentes e dos Profissionais, entendi ser fundamental explorar alguns princípios que um Enfermeiro Gestor deve considerar, quer no momento atual de prestação de cuidados a Doentes COVID, quer ao longo do seu percurso como gestor.

 

Considero que além das necessárias capacidades de gestão de recursos humanos e materiais, compete ao Enfermeiro Gestor contribuir para uma comunicação efetiva dentro da sua equipa.

Podia ter referido muitos outros aspetos, mas foram estes os 4 princípios para os quais chamei a atenção:

 

O Enfermeiro Gestor deve partilhar o máximo de informação possível;

Apenas com uma partilha adequada do fluxo de informação será possível fazer crescer nos elementos da equipa um sentimento de inclusão e de partilha da “verdade” a cada momento.

O momento adequado para partilha a informação também é importante. Isso pode fazer a diferença entre a angustia ou a motivação.

 

O Enfermeiro Gestor deve interpretar os sinais da equipa;

Há momentos no dia-a-dia de uma equipa em que a tensão é tão evidente como um nevoeiro espeço numa manhã de inverno. Compete ao Enfermeiro gestor intervir para desanuviar essa tenção. Seja através de um maior apoio pontual, seja através de palavras de incentivo, mas mais importante, através da sua presença, empatia e liderança.

Mas também existem momentos em que a equipa (ou algum dos seus elementos) apenas quer ser deixada em paz. Há que saber discernir.

 

O Enfermeiro Gestor deve encontrar válvulas de escape para a pressão:

Considero que nos dias que vivemos, há poucas ferramentas para um enfermeiro gestor mimar a sua equipa (e uso a palavra no sentido literal de “tratar com mimo, acarinhar”). Mas os Enfermeiros estão cansados de falsas promessas, pelo que as opções já não são muitas. Mas restam algumas:

O enfermeiro gestor tem de fazer uma gestão do horário da sua equipa com justiça e equidade, respeitando a lei em vigor. Todos os enfermeiros, quando recebem o seu horário de trabalho, avaliam “aquilo que lhes calhou”, mas também o que foi dado aos outros colegas. A comparação está sempre presente.

O enfermeiro gestor tem de saber identificar e gerir os conflitos internos da equipa. Tal como um arbitro num campo de futebol, se não existir uma intervenção adequada, o jogo pode tornar-se muito feio, e todos ficam a perder.

O enfermeiro gestor tem de conversar para entender; como Enfermeiro Gestor sou bombardeado com informação a todo o momento. Mas como diz o ditado, “quem conta um conto, acrescenta um ponto”. É competência do Enfermeiro Gestor saber ouvir e conversar para entender a posição de todas as partes envolvidas. Nem sempre essa é uma possibilidade real, mas não devemos decidir sem pelo menos tentar obter o máximo de informação possível de todas as partes envolvidas. Só assim seremos justos na decisão.

 

O Enfermeiro Gestor deve ser um exemplo, dia após dia.

De pouco serve pedir a alguém que faça aquilo que eu não estou disposto a fazer.

Se algum elemento da equipa chega frequentemente atrasado à passagem de turno, mas o Enfermeiro Gestor também lá não está, que mensagem estamos a transmitir?

Se eu passo o tempo fora do serviço ou no café, que legitimidade tenho para pedir mais presença e empenho da minha equipa.

O exemplo é a melhor ferramenta que um Gestor pode usar para formatar a sua equipa para um desempenho de excelência.

Dificilmente um Enfermeiro Gestor pode ser excelente se a sua equipa não o acompanhar. Estamos ligados uns aos outros.


Fernando Barroso

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domingo, 24 de março de 2019

10 Qualidades de um bom Enfermeiro Mentor (#SD342)


Todos nós já tivemos o nosso “primeiro dia de trabalho”. Um misto de orgulho pela conquista, mas também de medo profundo pelo desconhecido.

Recordo com carinho a minha "primeira" Enfermeira-Mentor. A Enfermeira Augusta a quem rendo aqui a minha homenagem.
A existência de um obro para nos apoiar é fundamental. É aqui que a ideia de um Enfermeiro-Mentor pode fazer toda a diferença para o novo enfermeiro/a), mas também para a Segurança do Doente.

Os enfermeiros veteranos (mais experientes na profissão ou num serviço especifico) devem reservar algum tempo para apoiar e orientar os colegas mais jovens para ajudar a evitar a rotatividade, isto de acordo com um artigo no blog da Daily Nurse.

Esta publicação citou 10 qualidades que os bons enfermeiros mentores exibem:

1. Eles actuam como modelos, tratando os novos enfermeiros da maneira que gostariam de ser tratados.
2. Eles educam os novos enfermeiros sobre a cultura do serviço/Instituição.
3. Eles ajudam os novos enfermeiros a relacionarem-se com os outros profissionais de saúde.
4. Eles oferecem uma crítica construtiva.
5. Eles ajudam a identificar áreas de crescimento para novos enfermeiros.
6. Eles dão louvor quando é merecido.
7. Eles compartilham as suas próprias experiências de aprendizagem e erros com os novos enfermeiros (fundamental para a Segurança do Doente).
8. Eles mantêm as suas promessas.
9. Eles são confiáveis e fazem com que os novos enfermeiros se sintam à vontade para os abordar com as suas dúvidas ou problemas.
10. Eles estão abertos ao feedback dos novos enfermeiros.

"Como enfermeiro(a) mais experiente, você pode ter um impacto muito positivo nas carreiras (e vidas) dos novos enfermeiros/as se você as “colocar sob as suas asas, em vez de cortá-las", escreveu o Daily Nurse.

Use uma ou mais destas estratégias para apoiar e orientar os novos enfermeiros e ajudá-los a iniciar o seu primeiro trabalho com o pé direito.
Fernando Barroso

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quinta-feira, 14 de março de 2019

6 Estratégias para um Enfermeiro recuperar de um turno difícil (#SD341)


Como sabemos, Enfermeiros de todas as idades, em todas as especialidades, encontrarão turnos difíceis, pelo que aprender a recuperar de um dia de trabalho duro é fundamental.

O Atlanta Journal Constitution falou com várias enfermeiras sobre a forma como elas se recuperam de um turno difícil. Abaixo estão seis estratégias compartilhadas:

1. Encontre um "companheiro de batalha" para obter apoio moral.
Um companheiro de batalha é um "enfermeiro/a com quem você pode chorar por alguns minutos, e de seguida, recuperar o controlo e voltar para o seu papel de enfermeira no trabalho", afirmou Patricia Dewer, Enfermeira num Serviço de Cardiologia do Piedmont Atlanta Hospital e Piedmont Fayette Hospital na Geórgia.

2. Faça um Debrief com sua equipe.
Elizabeth Binsfield, Enfermeira da Home Care Assistance, em Richmond, Virgínia, disse que é útil juntar toda a equipa quando depois de um turno que tenha sido difícil para todos. " Pode ser útil rever os pontos complicados e explorar se havia outras opções que pudéssemos ter implementado", disse ela ao AJC.

3. Encontre uma actividade relaxante.
Ler, tomar banho ou ir passear um pouco depois de um turno difícil também pode ajudar os enfermeiros a distanciarem-se, de acordo com a Sra. Binsfield.

4. Ouça as suas emoções.
Durante um turno, os enfermeiros acabam muitas vezes por reprimir os seus sentimentos para cuidar dos doentes e responder às emergências. Ann Stinely, Enfermeira da WakeMed Health & Hospitals, de Raleigh, Carolina do Norte, disse que dedica algum tempo a reflectir sobre como se está a sentir após uma turno para evitar tornar-se um "robô amargo e em burnout".

5. Fale com a sua chefia.
A Sra. Stinely também disse que falava com a sua chefia um dia depois de um turno difícil para discutir quaisquer questões ou preocupações que subsistissem na sua mente, se necessário.

6. Mantenha-se positivo.
Depois de um turno difícil, a Sra. Dewer disse que é importante permanecer positivo e lembrar que cada dia é diferente. "Na minha experiência, posso ter o pior dia por um qualquer motivo e o turno a seguir pode ser completamente diferente", disse ela à AJC. "Eu também tenho em mente que são apenas 8 ou 12 horas, de qualquer forma. O dia seguinte é sempre um novo dia."

Cada vez mais são necessárias estratégias que nos ajudem a fazer a transição entre o trabalho e a nossa vida pessoal.

Há alguns dias encontrei na internet a fotografia de um cartaz que alguém afixou junto da saída do trabalho - CHECKLIST ANTES DE IR PARA CASA
A (minha) tradução do cartaz, intitulado – CHECKLIST ANTES DE IR PARA CASA - diz o seguinte:
  • Para por um momento para pensares sobre o dia de hoje.
  • Reconhece 3 coisas que tenham sido difíceis. Agora esquece-as.
  • Reconhece 3 coisas que tenham corrido bem.
  • Selecciona uma acção concreta que assinale que o teu turno terminou.
  • Agora, direcciona a tua atenção para a tua casa.
  • De que forma vais agora descansar e recarregar as baterias?

TOMA CONTA DE TI!

Fernando Barroso
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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Proposta da Ordem dos Enfermeiros para Dotações Seguras contribuem para a Segurança do Doente | (#SD337)


Encontra-se em fase de consulta pública até ao dia 17 de Março o documento "PROPOSTA DE REGULAMENTO NORMA PARA CÁLCULO DE DOTAÇÕES SEGURAS DOS CUIDADOS DE ENFERMAGEM" emitido pela Ordem dos Enfermeiros.

As sugestões devem ser enviadas para o email: consulta.publica@ordemenfermeiros.pt.

É absolutamente fundamental a contribuição de todos.
A definição das Dotações Seguras das equipas de Enfermagem contribui para a Segurança dos Cuidados prestados e para a Segurança dos Enfermeiros e para a Segurança do Doente.

Podes aceder ao documento através deste link: https://tinyurl.com/yxm3oth2



Fernando Barroso
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quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Porque é que os Jornalistas não entrevistam Enfermeiras? Nós perguntámos-lhes? | (#SD332)


Porque é que os Jornalistas não entrevistam Enfermeiras? Nós perguntámos-lhes?

Texto original de Diana J. Mason e Barbara Ann Glickstein, publicado a 08 de Janeiro de 2019 no Centerfor Health Journalism

Quando foi a última vez que você entrevistou uma enfermeira para uma reportagem sobre algo que não fosse falta de recursos humanos ou centrado na prática?

Não se lembra? A maioria dos jornalistas de saúde diria o mesmo. 

Recentemente, publicamos um estudo sobre a representação dos enfermeiros nos media e descobrimos que eles foram citados como fontes em apenas 2% das histórias.

A maioria destes artigos era sobre aspectos específicos da prática de Enfermagem ou outro tópico relacionado com os recursos humanos de enfermagem. Os enfermeiros nunca foram citados como fontes em histórias centradas na política de saúde e raramente no negócio da assistência de saúde, apesar de existirem Enfermeiras em posições políticas no governo e estruturas governamentais ou responsáveis por supervisionar a maior proporção do orçamento de uma instituição de saúde.

O nosso estudo repetiu um estudo de 1997 sobre enfermeiras e serviços noticiosos encomendado por Nancy Woodhull, editora fundadora do USA Today, que estava preocupada com a representação das mulheres nas redacções e nas notícias. Conduzido na Universidade de Rochester, o estudo examinou todas as notícias de saúde publicadas pelos principais jornais nacionais e regionais, juntamente com notícias semanais e publicações comerciais (…).

Para a nossa versão do estudo, fizemos uma parceria com o Berkeley Media Studies Group para amostrar aleatoriamente as mesmas publicações e descobrimos que não houve melhoria na representação dos enfermeiros nos meios de comunicação de saúde nos últimos 20 anos. Embora as mulheres sejam há muito sub-representadas nas notícias, os números estão a aumentar - as mulheres foram utilizadas como fontes da noticia em 26% das notícias em 2015, contra 17% em 1997.

Então, queríamos descobrir o porque do maior grupo de profissionais de saúde - 90% dos quais são mulheres - permanecer invisível nas notícias de saúde, apesar do crescente número de enfermeiros com mestrado e doutoramento que são investigadores financiados (…), administradores executivos e clínicos especializados.
Entrevistamos 10 jornalistas de saúde sobre as suas experiências na utilização de enfermeiros como fontes para os seus artigos e encontramos um consenso em torno dos seguintes temas:

1. Os jornalistas e as redacções geralmente têm visões tendenciosas sobre as mulheres, a enfermagem e sobre cargos de autoridade na área da saúde.

Isto inclui ter que justificar o uso de enfermeiras como fontes aos editores supervisores que querem citar “doutores rock star”. A maioria das redacções continua a usar um estilo (AP Stylebook), que permite o uso de M.D. (Medical Doctor) após o nome de um médico, mas não o RN (Registered Nurse) após o nome de uma enfermeira. Se o director de um hospital for um médico, você saberá disso pelo Dr. antes ou pelo M.D. depois do seu nome; Se o director é uma enfermeira, você provavelmente não saberá disso. Por que é importante saber num caso, mas não em outro?

2. Os jornalistas disseram-nos que não entendiam completamente aquilo que os enfermeiros fazem.

Eles não são os únicos. Até mesmo muitos médicos não entendem a amplitude do conhecimento e competência que os enfermeiros têm, e nem sempre fomos muito bons a explicá-lo. Um jornalista que entrevistamos descobriu que os enfermeiros que trabalham com pessoas com diabetes são excelentes fontes sobre o que é preciso para as pessoas gerirem melhor os cuidados necessários com a sua diabetes - mas isto foi uma exceção.

3. O responsável pelas relações públicas de organizações de saúde e universidades nunca recomenda uma enfermeira para a entrevista de um repórter.

Às vezes, a equipa de relações públicas não fornece uma enfermeira, mesmo quando um repórter solicita uma. Claramente, há trabalho a ser feito com a educação do pessoal de relações públicas, bem como com os directores e outros líderes em cuidados de saúde, sobre o conhecimento que os enfermeiros têm a oferecer. Uma jornalista que cobre problemas cardíacos disse-nos que ela contacta com uma enfermeira especialista num departamento de cardiologia de um hospital para obter informações e descobrir as nuances da história. Mas ela nunca pode citar a enfermeira porque o director médico do serviço cardíaco é um daqueles "doutores rock star" que insiste que apenas ele pode falar com os Jornalistas.

4. A enfermagem não é experiente com os media.

Os jornalistas disseram-nos que quase nunca recebem “comunicados de imprensa” de associações de enfermagem ou revistas de enfermagem sobre algo novo ou cuidados de enfermagem inovadores. Os enfermeiros, de forma individual, podem não responder a um pedido de entrevista em tempo útil ou podem querer permanecer anónimos. Portanto, há muito que a própria enfermagem precisa de abordar.

Gostaríamos de lembrar aos jornalistas de saúde que: "Se você não está a entrevistar uma enfermeira, pode estar a perder a melhor parte da história." As enfermeiras trazem perspectivas únicas sobre as experiências de doentes e familiares com a saúde, doença e cuidados de saúde. Muitos enfermeiros sabem muito bem o impacto que a saúde e a política social podem ter na vida das pessoas. E eles sabem o que é necessário para transformar um sistema de saúde disfuncional.

O nosso conselho? (para os jornalistas)
Primeiro, discuta esses estudos na sua redacção e reflicta sobre os seus próprios relatórios.
Segundo, conheça as associações de enfermagem da mesma forma que conhece as associações médicas. Existem inúmeras associações de enfermagem gerais, especializadas ou étnicas, e a maioria pode ajudá-lo a encontrar a enfermeira certa para a sua história.
Terceiro, insista para que as equipas de relações públicas de uma universidade, (…) escola de enfermagem ou de uma instituição de saúde encontre uma enfermeira para entrevistar.
Finalmente, saiba que quando uma enfermeira não responde ao seu pedido de entrevista, muitas outras estão prontas para responder.

O texto acima é um texto original de Diana J. Mason e Barbara Ann Glickstein, publicado a 08 de Janeiro de 2019 no Center for Health Journalism, e foi traduzido por Fernando Barroso para que mais facilmente possa alcançar as Enfermeiras e Enfermeiros portugueses. Todos somos responsáveis.
Fernando Barroso

UM DIA SERÁS TU O DOENTE!

#umdiaserastuodoente

sábado, 7 de outubro de 2017

Se os membros do governo tivessem de observar os doentes com dor talvez eles agissem para reduzir a falta de pessoal - SD267

"Se os membros do governo tivessem de observar os doentes com dor talvez eles agissem para reduzir a falta de pessoal."

Este é um texto construído com base num artigo de Jenni Middleton, publicado no Nursing Times.

O que é que te frustrou mais no último turno? O que é que te vai impedir de providenciar o nível de cuidado que desejarias dar aos teus doentes no próximo turno?

“Recentemente ocorreu um Congresso Anual de Enfermeiros Directores, em Manchester, durante 2 dias. Este é um evento onde os Enfermeiros Diretores se reúnem para discutir assuntos chave do momento e encontrar soluções para os desafios realmente difíceis que eles e as suas equipas têm de enfrentar.”

“Consegues imaginar qual foi o principal tópico de conversa - em cada uma das sessões individuais do programa independentemente do seu assunto? É a mesma resposta que tu provavelmente destes às duas primeiras perguntas colocadas no início deste artigo. A Falta de pessoal.”

“Enquanto se debate a implementação de inúmeros programas de saúde repletos de acrónimos e jargão técnico aquilo que realmente sabemos é que nenhum destes programa irá realmente funcionar se eles não forem implementados pelas equipas de enfermagem.”

“Não restou qualquer dúvida de que todos os enfermeiros directores que se encontravam no congresso estavam bastante preocupados com a forma como eles iriam conseguir enfermeiros suficientes para as suas enfermarias e cuidados de saúde primários.”

“As decisões tomadas pela tutela relacionadas com os recursos humanos e os seus níveis não são baseados na evidência nem tão pouco na segurança do doente. Elas são condicionadas directamente pelo dinheiro disponibilizado e isso toda a gente sabe.”

“Em 2017 ainda se tomam decisões acerca dos recursos humanos baseados no orçamento decidido pelo ministro das finanças em vez de dar atenção às necessidades ditadas pela procurar de cuidados pelos doentes.”

“Este assunto não se trata de chamar atenção sobre uma ou outra profissão. É sobre os cuidados aos doentes. Se o número de enfermeiros e outros profissionais diminui isso afectará negativamente os doentes, os seus resultados em saúde e a sua mortalidade.”

“Uma das enfermeiras presentes no congresso falou sobre as difíceis decisões que tem que tomar enquanto enfermeira directora. Ela afirmou: “Eu tenho 90 doentes no meu hospital que precisam de ajuda para se alimentar. Eu nunca tenho 90 enfermeiros em cada turno, portanto como é que eu faço para lhes entregar a comida a tempo? E o mesmo se passa com a administração de medicação. O que é que eu faço quando um doente tem de esperar uma hora para receber a sua medicação analgésica no pós-operatório?”

“Na realidade são os enfermeiros na linha da frente que tem de fazer face à agonia destas decisões e à agonia dos seus doentes. Mas são as decisões tomadas por órgãos de gestão que se encontram bem longe dos cuidados que prejudicam mais os doentes.”

“Talvez se fossem o Primeiro-Ministro, o Ministro das Finanças ou o Ministro da Saúde a administrar estas drogas fora de tempo, olhando para os doentes que estão à espera em camas molhadas porque não há tempo para mudar os lençóis e encarar os doentes com dor desnecessária, talvez assim eles considerassem olhar para os recursos humanos na saúde como uma prioridade.”

Como referi no inicio, o texto anterior é uma tradução de grande parte do artigo original. Mas a verdade que este artigo (do Reino Unido) contém não é muito diferente daquilo que se passa em Portugal.


E a Segurança do Doente. Como fica?
Fernando Fausto M. Barroso

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

CHS realiza as suas 3as Jornadas de Enfermagem | SD264

O Centro Hospitalar de Setúbal vai realizar as suas 3ªs Jornadas de Enfermagem, cujo tema será “Uma só Enfermagem – Diferentes Perspetivas do Cuidar”, e que decorrerá nos próximos dias 19 e 20 de outubro de 2017, no Fórum Municipal Luísa Todi, em Setúbal.

Fica aqui o convite à tua participação.



Podes aceder ao site das Jornadas através do link abaixo, onde encontras o programa e toda a informação necessária para poderes participar.