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sábado, 29 de setembro de 2018

10 FACTOS SOBRE A SEGURANÇA DO DOENTE | Facto nº 1 | (#SD308)


10 FACTOS SOBRE A SEGURANÇA DO DOENTE 

10 facts on patient safety 

Actualizado pela OMS em Março de 2018

A segurança do doente é uma séria preocupação global de saúde pública.

uma hipótese em 1 milhão de uma pessoa ser prejudicada enquanto viaja de avião.
Em comparação, existe uma probabilidade de 1 em 300 de um doente ser prejudicado durante os cuidados de saúde.

As indústrias com maior risco percebido, como as indústrias de aviação e nuclear, têm um registo de segurança muito melhor do que os serviços de saúde.
Facto #1 - Os danos causados a doentes representam a 14ª maior causa de doença global, sendo comparável a doenças como a tuberculose e a malária.


Estima-se que existam 421 milhões de internamentos/ano em todo o mundo, e que ocorrem aproximadamente 42,7 milhões de eventos adversos/ano em doentes durante essas hospitalizações.


Usando estimativas conservadoras, os dados mais recentes mostram que o dano provocado ao doente é a 14ª causa principal de morbilidade e mortalidade em todo o mundo.

Fernando Barroso
UM DIA SERÁS TU O DOENTE!
#umdiaserastuodoente

terça-feira, 28 de março de 2017

SD248 - Os 10 Eventos Sentinela mais comuns de 2016 relatados à Joint Commission

Os 10 eventos sentinela mais comuns revistos pela Joint Commission não mudaram muito entre 2015 e 2016 - somente os eventos relacionados com a diálise e a morte/lesão perinatal deixaram esta lista. Os “erros de medicação” e “eventos criminosos” tomaram seus lugares.
A Joint Commission procedeu à revisão de menos eventos sentinela em 2016 do que 2015 - 824 em 2016 em comparação com 936 em 2015.
A “retenção involuntária de um corpo estranho” continuou a ser o evento mais comum de dano no doente ocorrido em hospitais, ambulatórios e outros locais de atendimento pelo terceiro ano consecutivo, de acordo com o Sumário de Dados de Eventos Sentinela da Joint Commission divulgado no início do mês de março de 2017.
Os 10 eventos sentinela mais relatados em 2016 são os seguintes:
  1. Retenção involuntária de um corpo estranho - 120 relatos
  2. Doente-errado, local-errado, procedimento-errado – 104 relatos
  3. Queda – 92 relatos
  4. Suicídio - 87 relatos
  5. Não categorizado (categoria não atribuída no momento do relatório) - 70 relatos
  6. Atraso no tratamento - 54 relatos
  7. Outros eventos imprevistos (incluindo asfixia, queimadura, asfixia por alimentos, afogamento ou doente encontrado inanimado) - 47 relatos
  8. Complicações operatórias/pós-operatórias - 45 relatos
  9. Erro de medicação - 33 relatos
  10. Acontecimento criminoso - 32 relatos
Na tua instituição existe uma lista divulgada de "eventos sentinela"?
Quais foram os mais comuns em 2016?

quarta-feira, 13 de julho de 2016

infarmed lança nova página - Farmácia Hospitalar

O infarmed lançou um novo espaço no seu site, intitulado Farmácia Hospitalar.

O infarmed informa tratar-se de uma área destinada aos Serviços Farmacêuticos Hospitalares, contendo informação de suporte a esta actividade, nomeadamente em matérias relacionadas com a selecção, aquisição, armazenamento, distribuição e utilização de medicamentos e produtos de saúde. 


Neste espaço é disponibilizada informação sobre consumos hospitalares, para permitir que cada entidade possa avaliar o seu desempenho.

Destaque ainda para o espaço "Publicações e orientações relacionadas com o exercício da farmácia hospitalar"

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Quais os 10 Principais Problemas de Segurança do Doente com que te deves preocupar em 2016?

Sabemos que o sector da Saúde deu passos de gigante na segurança do doente nos últimos anos. No entanto, há sempre espaço para melhorar na viajem em direção ao “dano zero” para o doente.

Em 2015 surgiram vários problemas que projectaram uma nova luz sobre as ameaças à segurança do doente.

O equipa editorial da The Becker's Infection Control & Clinical Quality Infection Control escolheu 10 questões de segurança do doente para os profissionais de saúde terem em consideração 2016. As questões são apresentadas abaixo sem nenhuma ordem particular, tendo sido selecionadas com base nos acontecimentos e tendências de 2015.

Erros de Medicação – A Agency for Healthcare Research and Quality chama aos erros de medicação "um dos tipos mais comuns de erros durante o internamento", uma vez que anualmente quase 5% dos doentes hospitalizados são afetados por eventos adversos a medicamentos. Novas evidências descobertas em 2015 mostram que esses erros são abundantes também durante as cirurgias.

Erros de Diagnóstico – Os erros de diagnóstico ficaram nas “luzes da ribalta” no final de 2015 graças a um relatório do Institute of Medicine intitulado "Improving Diagnosis in Health Care". O relatório afirma que os erros de diagnóstico são responsáveis por 6% a 17% dos eventos adversos hospitalares e cerca de 10% das mortes de doentes, indicando que existe definitivamente espaço para melhorar.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Fatores de Motivação dos Trabalhadores da Administração Pública Central em Portugal

Relatório do estudo sobre os Fatores de Motivação dos Trabalhadores da Administração Pública Central em Portugal, da autoria de César Madureira e Miguel Rodrigues.

Pode ler-se na conclusão:

“Os resultados apontam para o facto de ainda existir um espírito de missão e de trabalhar para o bem comum por parte dos trabalhadores em funções públicas.

Porém, estes mesmos trabalhadores sentem-se mais desvalorizados do que valorizados pelos seus concidadãos.

Esta ambiguidade dificilmente poderá gerar motivação em quem labora no setor público.”




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domingo, 9 de fevereiro de 2014

Estatísticas em Segurança do Doente, Distribuição por Incidentes/Eventos Adversos adquiridos num Hospital

As estatísticas apresentadas estão relacionadas com incidentes e eventos adversos que resultam da prestação de cuidados de saúde em hospitais, e foram retiradas do 3º capítulo do National Healthcare Quality Report, "Patient Safety Importance," de 2012.
Este relatório foi produzido pela Agency for Healthcare Research and Quality, e os seus dados são relativos aos Estados Unidos da América.

Por cada 1000 admissões num hospital dos EUA, em 2010:
·         49 Doentes sofreram um evento adverso relacionado com a medicação.
·         40 Doentes desenvolveram uma úlcera por pressão.
·         27 Doentes sofreram outro tipo de incidente/evento adverso.
·         12 Doentes adquiriram uma infeção associada ao cateter urinário.
·         8 Doentes sofreram uma queda enquanto estavam no hospital.
·         3 Doentes desenvolveram uma infeção do local cirúrgico.
·         3 Doentes estiveram envolvidas em eventos adversos obstétricos.
·         1,2 Doentes contraíram uma pneumonia associada à utilização do ventilador.
·         0,5 Doentes desenvolveram uma infeção da corrente sanguínea associada a utilização de um cateter central.
·         0,5 Doentes tiveram um tromboembolismo venoso.
E em Portugal? Como será?

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

100 Indicadores para Benchmark em Segurança do Doente

A newsletter da Beckers Clinical Quality & Infection Control de Setembro de 2013, apresenta uma extraordinária lista com 100 indicadores em Segurança do Doente que vale a pena conhecer.
“Para os hospitais, os dados de benchmarking podem ser extremamente valiosos. Estes dados permitem a instituições individuais identificar áreas de excelência e avaliar oportunidades de melhoria, podendo resultar em último caso em intervenções mais eficientes e melhores cuidados. Esta revisão efetuada pela Becker’s Hospital compilou uma lista de 100 indicadores em segurança do Doente de várias fontes para comparação pelos hospitais.” (Vol. 2013 Nº3)
Embora a comparação com estes indicadores não possa ser efetuada de forma direta pelos hospitais portugueses, dadas as diferenças evidentes com os seus congéneres norte-americanos, a disponibilização e conhecimento destes indicadores permite uma reflexão sobre o nível de cuidados alcançado nos estados unidos.

Os 100 indicadores estão agrupados nas seguintes áreas:
a)      Readmissões, Mortalidade e Complicações;
b)      Complicações Graves;
c)       Condições adquiridas no Hospital (p.ex: úlceras por pressão; quedas; infeção urinária; etc.);
d)      Indicadores de Processo (relacionados com aprestação de cuidados);
a.       Enfarte/Dor no peito;
b.      Pneumonia;
c.       Cirurgia;
e)      Dados do Serviço de Urgência;
f)       Experiencia do Doente;
g)      “Volume de Doentes” (Admissões; Dias de Internamento; Episódios de urgência; etc.);
h)      Cultura de Segurança do Doente;

Conhecer os indicadores, sejam eles de estrutura, processo ou resultado, são importantes numa prespetiva de melhoria contínua da qualidade. Com esse conhecimento podemos definir o “próximo passo”, aquilo que queremos fazer para melhorar.

Podes descarregar aqui o documento.
Fernando Fausto M. Barroso

domingo, 7 de outubro de 2012

Definir e classificar indicadores clínicos para a melhoria da qualidade

Definir e classificar indicadores clínicos para a melhoria da qualidade de Jan Mainz
International Journal for Quality in Health Care 2003; Volume 15, Number 6: pp. 523–530

Os indicadores que “escolhemos” trabalhar nos nossos serviços e instituições devem ser o reflexo da nossa preocupação com a segurança do doente e com a qualidade dos cuidados que prestamos.

Existe imensa bibliografia disponível na Internet, mas não existem muitos artigos verdadeiramente bons em português.

Conscientes deste desafio, colocamos agora disponível um artigo de Jan Mainz, Defining and classifying clinical indicators for quality improvement, publicado no conceituado International Journal for Quality in Health Care em 2003 (clique aqui para aceder ao artigo original).

O artigo em português é o resultado do trabalho de alguns colegas que connosco partilharam a tarefa de traduzir o documento, mantendo o mesmo o mais fiel possível ao original.
Aqui fica também o nosso agradecimento.
Para aceder ao artigo, em português clique aqui.

Bom trabalho.
Fernando Barroso
Susana Ramos
Envie-nos as suas sugestões e comentários para o email blogriscoclinico@gmail.com