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sábado, 6 de maio de 2023

10 motivos pelos quais a VIOLÊNCIA contra profissionais é INTOLERÁVEL nos serviços de saúde (podia arranjar 1000)

A Violência contra Profissionais nos Serviços de Saúde é INTOLERÁVEL 

Estes são apenas 10 motivos pelos quais a VIOLÊNCIA contra profissionais é INTOLERÁVEL nos serviços de saúde (podia arranjar 1000)

1. Direito à segurança: Todo trabalhador tem o direito à segurança no trabalho e isso inclui profissionais de saúde. A violência no local de trabalho é inaceitável e pode colocar em risco a vida e o bem-estar do profissional.

2. Dificuldade na prestação de serviços: A violência pode impedir os profissionais de saúde de prestar serviços adequados e eficazes aos doentes, o que pode levar a resultados negativos na saúde.

3. Trauma emocional: A violência pode causar trauma emocional duradouro nos profissionais de saúde que a experienciam, levando a problemas de saúde mental como ansiedade, depressão e transtorno de estresse pós-traumático (TEPT).

4. Perda de profissionais: A violência pode levar à perda de profissionais de saúde que optam por deixar o serviço/instituição devido a experiências traumáticas, o que pode levar a uma escassez de profissionais e dificultar o acesso aos cuidados de saúde.

5. Perda de confiança: A violência pode minar a confiança dos profissionais de saúde nos doentes, o que pode dificultar o estabelecimento de um relacionamento de confiança e a prestação de cuidados eficazes.

6. Prejuízos econômicos: A violência pode levar a custos financeiros significativos para os serviços de saúde, incluindo despesas com tratamento médico e compensação por danos.

7. Ameaça à saúde pública: A violência nos serviços de saúde pode representar uma ameaça à saúde pública, especialmente quando os profissionais de saúde são incapazes de prestar serviços adequados devido à violência.

8. Violação dos direitos humanos: A violência contra profissionais de saúde é uma violação dos direitos humanos e deve ser tratada como tal.

9. Impacto na qualidade dos cuidados: A violência pode impactar negativamente a qualidade dos cuidados de saúde prestados, pois pode impedir a comunicação adequada entre doentes e profissionais de saúde.

10. Prejuízos sociais: A violência nos serviços de saúde pode ter prejuízos sociais significativos, incluindo a perda de confiança na capacidade do sistema de saúde de prestar serviços de qualidade e o aumento da polarização e tensão na sociedade.

A violência contra profissionais de saúde é intolerável, inaceitável, degradante e repugnante.

Não te cales. Denuncia. Faz uma queixa formal na polícia.

Conhece a legislação:  Plano de Ação para a Prevenção da Violência no Setor da Saúde

UM DIA SERÁS TU O DOENTE!

#umdiaserastuodoente

Fernando Barroso

https://fernandobarroso.gumroad.com/

domingo, 26 de janeiro de 2020

Avaliação da Cultura de Segurança - Actualização da Norma nº 005/2018 da DGS | (#SD376)

A Direcção Geral da Saúde Publicou, a 10 de Janeiro de 2020, uma actualização da Norma nº 005/2018 - Avaliação da Cultura de Segurança do Doente nos Hospitais

Após análise desta alteração informo que a única "alteração" que encontrei está no ponto 5, alínea a).

Onde se lia: a) inscrição (fevereiro)
Pode agora ler-se: a) inscrição (janeiro-fevereiro);


Podes aceder à "nova" versão através do link abaixo.

Fernando Barroso

UM DIA SERÁS TU O DOENTE!

#segurancadodoente

domingo, 12 de maio de 2019

Como todos podem fazer a diferença na experiência do doente?


Todos aqueles que trabalham na área da saúde têm a oportunidade de fazer a diferença na experiência sentida pelos doentes que cuidamos com uma única coisa.

Sim, as competências técnicas são muito importantes e decisivas, mas quando perguntamos aos doentes aquilo de que mais sentiram falta, a resposta aponta muitas vezes para a falta de empatia dos profissionais.

Simplesmente fornecer um atendimento empático às pessoas quando elas estão mais vulneráveis é a coisa certa a fazer.

Quem nunca encontrou um doente “perdido” numa instituição de saúde sem saber para onde ir? Parar um pouco e reconhecer essa necessidade e dar-lhe a indicação correta ou mesmo acompanhar o doente ao local correto faz, para esse doente, toda a diferença e diz muito dos profissionais dessa instituição. Esta é uma das minhas “únicas coisas”.

Pequenos gestos (uma única coisa) fazem a diferença. E cada um de nós pode escolher uma única coisa (uma pequena ação) que pode fazer sempre para melhorar a experiência dos nossos doentes.

Pequenas mudanças podem fazer uma grande diferença. Porque é que todos nós não começamos a perguntar aos nossos doentes qual é a maior preocupação deles? É uma pergunta simples que pode levar a um cuidado que transforma a vida.
É muito importante incentivar ativamente toda a equipa da linha de frente a fazer mudanças simples e pessoais nas suas rotinas diárias com doentes que possam fazer a diferença para os doentes e para os próprios funcionários.

Alguns exemplos (reais):
Um assistente operacional com funções de maqueiro percebeu que ele poderia ter um impacto real na experiência dos doentes. Ele percebeu que ele era a última pessoa não-clínica que um doente ansioso via antes de ser levado para uma cirurgia. A sua única coisa diferente era colocar a mão no ombro do doente, fazer contato visual e simplesmente dizer "Você está realmente em boas mãos". Ele afirmou que, quando fazia isso, podia "sentir fisicamente o doente a relaxar sob o seu toque".

Outros exemplos de uma única coisa vão desde palavras amáveis até pequenas, mas importantes mudanças operacionais. Por exemplo, uma enfermeira percebeu que ela poderia estar tão orientada para tarefas à cabeceira do doente que estava a ignorar a necessidade de privacidade e, mais importante, proteger a dignidade do doente, especialmente quando eles não o conseguiam fazer sozinhos; agora ela faz questão de cobrir ou puxar as cortinas em cada doente sempre que é realizado algum cuidado que os expõe, mesmo que estes estejam hesitantes ou incapazes de dizer qualquer coisa.

Qual é a tua única coisa, e que fazes sempre, para promover um cuidado mais empático aos teus doentes?
Fernando Barroso
Já conheces a ESCOLA DE SEGURANÇA DO DOENTE?
UM DIA SERÁS TU O DOENTE!
#segurancadodoente



Texto inspirado no artigo What Putting Patients First Really Looks Like da autoria de Ghazala Q Sharieff, disponível em  https://hbr.org/2019/05/what-putting-patients-first-really-looks-like

sábado, 18 de agosto de 2018

Avaliação da Segurança do Doente à saída de um Serviço de Saúde (#SD303)

Há uns dias, passando por um aeroporto nacional encontro um equipamento que me questionava sobre a qualidade de um serviço (naquele caso sobre o controlo de passaportes, mas também já vi igual em supermercados).

Não pude deixar de pensar numa analogia:
- E se fizéssemos o mesmo com equipamento semelhante, nos Serviços de Saúde, sobre a Segurança do Doente?
- Qual seria a maioria das respostas? Haverá literacia suficiente?
- Que implicações para os Serviços, Profissionais e todo o Sistema?

Seria algo assim:

Fernando Barroso
UM DIA SERÁS TU O DOENTE!

#umdiaserastuodoente




 
Esta é a foto original

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Nova Norma DGS | Avaliação da Cultura de Segurança do Doente nos Hospitais | Segurança do Doente 284

A DGS publicou a 20-02-2018 a Norma nº 005/2018 de 20/02/2018 - Avaliação da Cultura de Segurança do Doente nos Hospitais.

Esta norma revoga a anterior Norma da DGS nº 025/2013 de 24/12/2013,
bem como a sua actualização de 19/11/2015.


Esta norma, que operacionaliza o 1º objetivo estratégico (Aumentar a Cultura de Segurança do Ambiente Interno) do Plano Nacional para a Segurança dos Doentes 2015-2020 (PNSD-15-20), estabelece para os Hospitais do SNS o seguinte cronograma:
  1. inscrição através de um formulário on-line disponibilizado pela DGS às instituições (fevereiro);
  2. resposta ao questionário pelos profissionais da instituição (março - abril);
  3. análise e divulgação dos resultados institucionais (julho);
  4. análise e divulgação dos resultados nacionais (novembro);
  5. implementação de medidas de melhoria (ano seguinte ao da inscrição) e
  6. monitorização das medidas implementadas (ano seguinte ao da implementação de medidas de melhoria).

Para o preenchimento do formulário referido na 1ª alínea necessitas de saber previamente o nº de funcionários distribuídos da seguinte forma



E o tempo já está a contar...
Fernando Barroso


UM DIA SERÁS TU O DOENTE!

#umdiaserastuodoente

domingo, 14 de janeiro de 2018

Aumentar a Cultura de Segurança do Ambiente Interno | SD279


Aumentar a Cultura de Segurança do Ambiente Interno é o 1º objetivo estratégico do Plano Nacional para a Segurança dos Doentes 2015-2020 (PNSD-15-20).

Na parte final deste artigo encontras quais as estratégias que desenvolvemos para promover a participação dos profissionais do CHS.

O QUE NOS DIZ O PNSD-15-20

O PNSD-15-20 refere que “A melhoria da cultura de segurança do ambiente interno das instituições prestadoras de cuidados de saúde é um imperativo e uma prioridade consignada na Estratégia Nacional para a Qualidade na Saúde.”

Para alcançar esta melhoria, é adotada a recomendação da Organização Mundial de Saúde do Conselho da União Europeia para que os Estados-Membros procedam à avaliação da perceção dos profissionais de saúde sobre a cultura de segurança da instituição onde trabalham, como condição essencial para a introdução de mudanças nos seus comportamentos e para o alcance de melhores níveis de segurança e de qualidade nos cuidados que prestam aos doentes.

“A cultura de segurança de uma instituição prestadora de cuidados de saúde é, segundo a Organização Mundial da Saúde, para além de um estilo e de uma competência de gestão, um produto de valores individuais e de grupo, de atitudes, de perceções e de padrões de comportamento, que determinam o compromisso dessa instituição para com a segurança dos doentes.”

Ou seja, a segurança do Doente de uma instituição resulta do conjunto da “cultura individual de segurança do doente” de cada um dos seus profissionais, desde o profissional de “1ª linha”, aos profissionais dos serviços de apoio e á gestão do topo da instituição. Assim, cada instituição possui a sua própria cultura de segurança.

Podemos argumentar que essa cultura de segurança é mais ou menos propicia à promoção de cuidados seguros para o doente. O que não podemos afirmar é que “não existe” uma cultura de segurança.

O PNSD-15-20 determina que “A avaliação da cultura de segurança dos doentes, em Portugal, irá decorrer anualmente, de forma alternada, nos hospitais e nos agrupamentos de centros de saúde. Em 2018 esta avaliação vai ocorrer nos hospitais.

Esta avaliação é realizada com base na aplicação do Hospital Survey on Patient Safety Culture da Agency for Healthcare Research and Quality dos Estados Unidos da América, traduzido e adaptado ao contexto português.
Trata‐se de um questionário autopreenchido, com uma distribuição multidimensional (12 dimensões), composto por 42 itens, incluindo, ainda, duas variáveis de item único: Grau de Segurança do Doente e Número de Eventos Notificados nos últimos 12 meses.

As dimensões avaliadas são:
1. Trabalho em equipa
2. Expectativas do supervisor/gestor e acções que promovam a segurança do doente
3. Apoio à segurança do doente pela gestão
4. Aprendizagem organizacional - melhoria contínua
5. Percepções gerais sobre a segurança do doente
6. Feedback e comunicação acerca do erro
7. Abertura na comunicação
8. Frequência da notificação de eventos
9. Trabalho entre as unidades
10. Dotação de Profissionais
11. Transições
12. Resposta ao erro não punitiva.

No PNSD-15-20, é enfatizada a necessidade duma ampla adesão dos profissionais das instituições de saúde a esta metodologia.

É solicitado de forma directa às direcções clínicas, aos conselhos clínicos e de saúde e às comissões da qualidade e segurança, que promovam a adesão dos seus profissionais à avaliação da cultura de segurança dos doentes. Em 2014 (últimos dados disponíveis), a taxa de adesão nacional foi de 18,3%.

À DGS foi atribuída a competência de definir os valores-padrão das taxas de adesão das instituições à avaliação da cultura de segurança dos doentes e dos valores-padrão nacionais para as várias dimensões.
À Administração Central do Sistema de Saúde compete incluir os valores-padrão nas metas dos contratos programa das instituições prestadoras de cuidados de saúde.

No PNSD-15-20 foram definidas as seguintes Metas para o final de 2020:

1). Atingir uma taxa de adesão nacional à avaliação da cultura de segurança ≥ 90%.
2). Atingir uma média nacional ponderada de todas as dimensões do questionário da avaliação da cultura de segurança do doente ≥ 50%.


QUAL A EXPERIÊNCIA DO CENTRO HOSPITALAR DE SETÚBAL, E.P.E.

No Centro Hospitalar de Setúbal E.P.E. realizámos um primeiro estudo em 2013, tendo os dados obtidos sido aceites pela DGS, após validação da metodologia utilizada. Nesse estudo, obtivemos uma taxa de adesão por parte dos profissionais de 30,45%.
A estratégia de divulgação interna envolveu vários componentes:
  • Divulgação inicial do estudo do através da Circular Interna do CHS, na qual era divulgado o link de acesso para resposta ao questionário;
  • A informação foi também divulgada através de uma mensagem interna dirigida a todos os Profissionais do CHS com correio electrónico institucional;

Como estratégias de divulgação/promoção adicionais:
  • Foi solicitado às hierarquias dos Serviços do CHS colaboração na divulgação do estudo e apoio no acesso a um computador para os profissionais que não utilizam este equipamento regularmente no desempenho das suas funções;
  • Para maximizar a taxa de respostas, relembrar e incentivar à participação no estudo, foram enviados a cada semana lembretes (por correio eletrónico e mensagem na intranet do CHS);
  • O grupo de trabalho esteve sempre disponível para apoiar todos os profissionais/serviços no preenchimento do questionário;
  • O questionário esteve disponível para preenchimento durante o mês de outubro de 2013 nos dois hospitais que constituem o CHS.

A recolha e análise dos questionários foi feita pelo grupo de trabalho, através de um link para um formulário on-line, o qual garante a confidencialidade e o anonimato de todas as respostas.

OS RESULTADOS POR DIMENSÃO FORAM OS SEGUINTES:
Dimensão 1 Trabalho em Equipa (68%);
Dimensão 2 Expetativas do supervisor/gestor e ações que promovem a Segurança do Doente (62%);
Dimensão 3 Apoio à Segurança do Doente pela gestão (45%);
Dimensão 4 Aprendizagem Organizacional – melhoria contínua (70%).
Dimensão 5 Perceções gerais sobre a Segurança do Doente (57%);
 Dimensão 6 Comunicação e feedback acerca do erro (59%).
Dimensão 7 Abertura na Comunicação (55%);
Dimensão 8 Frequência da notificação (48%);
Dimensão 9 Trabalho entre unidades (46%);
Dimensão 10 Dotação de profissionais (39%);
Dimensão 11 Transições (50%);
Dimensão 12 Resposta ao erro não punitiva (34%);

De salientar que os resultados obtidos estavam perfeitamente “em linha” com os resultados de outros estudos (nacionais e internacionais) conhecidos.

Sobre a questão do nível de adesão, já em 21 de Janeiro de 2017 publiquei um artigo (que vos convido a ler ou a reler) com a minha análise - SD240- Baixa Participação dos Profissionais na Avaliação da Cultura de Segurança doDoente. Devo ficar preocupado? – considerando que na verdade, a percentagem de adesão pode não ser assim tão importante.

Mas mais do que a “taxa de adesão” era importante implementar as medidas sugeridas de promoção da cultura de segurança.
Para além de várias recomendações por dimensão, e com base em toda a informação recolhida, o Grupo de Trabalho identificou como prioritárias as seguintes recomendações a implementar no Centro Hospitalar de Setúbal:
  • Promover os instrumentos institucionais existentes (Normas de Orientação Clínica, Políticas e Procedimentos) que contribuem para a promoção da Segurança do Doente, garantindo a sua divulgação, aplicação, auditoria e revisão regulares;
  • Incentivar a notificação dos incidentes e a sua discussão multidisciplinar nos Serviços/Unidades numa perspectiva positiva de aprendizagem com o erro, identificação de oportunidades de melhoria e implementação de medidas correctivas;
  • Promover a formação interna de todos/as os profissionais, sensibilizando e desenvolvendo competências em segurança do doente, gestão do risco e melhoria da comunicação;
  • Abordar o tema da Segurança do Doente como uma oportunidade de melhoria da equipa multidisciplinar, destacando a importância da comunicação interna e entre Serviços/Unidades;
  • Promover o envolvimento e informação do doente/família.


Este é o caminho que temos vindo a realizar.

Estamos assim no ano (2018) em que deveremos reavaliar a nossa cultura de segurança do doente.
É com expectativa que o faremos, revendo as nossas estratégias de divulgação para conseguirmos aumentar a nossa taxa de participação.

E agora solicito a tua participação:
  • Na tua instituição já procederam à aplicação do estudo?
  • Qual o resultado da taxa de adesão?
  • Que estratégias consideras terem sido mais eficazes para promover a participação dos profissionais?


Partilha connosco as tuas ideias, comentários e sugestões.

UM DIA SERÁS TU O DOENTE!

#umdiaserastuodoente
Fernando Barroso

domingo, 3 de setembro de 2017

As ferramentas da Qualidade em Saúde e da Segurança do Doente são aplicáveis aos Cuidados de Saúde Primários? -SD265

Será que as ferramentas actuais relacionadas com a Qualidade em Saúde e a Segurança do Doente são aplicáveis aos Cuidados de Saúde Primários?

Esta é uma pergunta que têm surgido sistematicamente e que está relacionada com a aplicação dos princípios da qualidade em saúde, da segurança do doente ou da Avaliação do Risco aos Cuidados de Saúde Primários (CSP).

Falo várias vezes com colegas que trabalham nos CSP e quase todos referem que as ferramentas relacionadas com a segurança do doente e a qualidade em saúde não estão adaptadas aos seus locais de trabalho, ou que todos os exemplos disponíveis têm como origem nos cuidados hospitalares.

Eu considero que todos os princípios e ferramentas que existem se podem adaptar aos CSP respeitando a realidade de cada local de trabalho.

É possível atender aos mesmos problemas, às mesmas dificuldades aos mesmos desafios com ferramentas que estão actualmente disponíveis:
Com estas ferramentas é possível, em cada um dos locais onde são prestados cuidados de saúde, desenvolver um plano de qualidade com vista à segurança do doente e à melhoria da prestação de cuidados.

Considero que não é correcta a alegação de que os instrumentos disponíveis não são aplicáveis aos cuidados de saúde primários. Aquilo que tem efectivamente de ser feito é adaptar as perguntas, instrumentos e metodologias existentes a cada um dos diferentes contextos de trabalho.

Tem de realizar-se um esforço de aplicação das ferramentas existentes. Mas acima de tudo na documentação, aplicação e divulgação dessas experiências para que possam ser partilhadas com outros colegas do mesmo nível de cuidados.
Todos temos a responsabilidade de desenvolver esse esforço.

É imperioso documentar o que está a acontecer publicando artigos, histórias, pequenas informações  e tudo aquilo que seja possível com o objectivo da partilha.

Neste âmbito, o Blog Segurança do Doente estará sempre disponível para colaborar, publicando toda a informação relevante.


Pessoalmente, eu próprio tenho feito um esforço na divulgação de questões mais adaptadas aos CSP e irei continuar a fazê-lo.

Para isso, conto também com a vossa ajuda, com as vossas sugestões e perguntas.

Quais as ferramentas que utilizas no teu contexto de CSP? e como?

Que dificuldades encontras na sua aplicação?

Quais as ferramentas que gostavas de ver aqui analisadas numa óptica de CSP?

domingo, 14 de maio de 2017

Violência contra Profissionais nas Instituições de Saúde - Papel do Gestor de Risco - SD254

Este artigo é o resultado de uma troca de emails com um Gestor de Risco de uma instituição. Com a devida autorização do colega, reproduzo aqui essa “conversa” - um conjunto de perguntas e respostas – porque entendemos os dois que a mesma pode ser útil para outros Gestores de Risco. E como sabemos, a Segurança dos Profissionais contribui para a Segurança do Doente.
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Qual o meu papel como Gestora Local face às Notificações de Incidentes Relacionados com a Violência contra Profissionais?
Tendo em consideração as alterações realizadas pela DGS no notific@, eu diria que o Gestor Local (GL) deve analisar e tratar estes incidentes com a mesma atenção e cuidado que o faz para os incidentes que envolvem os doentes.

sábado, 21 de janeiro de 2017

SD240 - Baixa Participação dos Profissionais na Avaliação da Cultura de Segurança do Doente. Devo ficar preocupado?

No dia 20/01/2017 a Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Hospitalar (APDH), promoveu uma sessão denominada Plano Nacional para a Segurança do Doente - Aumentar a cultura de segurança do ambiente interno.

Um dos temas mais comentado foi o da Avaliação da Cultura de Segurança do Doente.

O questionário da "Avaliação da Cultura de Segurança do Doente nos Hospitais Portugueses” passou a ser aplicado, a partir de 2014, em todos os hospitais do Sistema de Saúde Português (DGS- Norma nº 025/2013 de 24/12/2013 atualizada a 19/11/2015 - Avaliação da Cultura de Segurança do Doente nos Hospitais).
Também nos Cuidados de Saúde Primários, essa avaliação é agora uma realidade (DGS- Norma nº 003/2015 de 11/03/2015 - Avaliação da Cultura de Segurança do Doente nos Cuidados de Saúde Primários).

Uma das principais dificuldades da generalidade das Instituições é garantir a adesão voluntária dos seus profissionais ao preenchimento do questionário por forma a obter uma % de participação “representativa”.
Há mesmo quem advogue uma alteração da estratégia de aplicação do questionário passando-o de voluntário para “obrigatório”.

Na minha opinião esta é uma discussão desnecessária, veja-se:

Reconhecendo que não são idênticas, considero no entanto que não existe variação significativa nas dimensões normalmente bem classificadas nem nas dimensões classificadas com os valores mais baixos (dimensões problemas).

Isto verifica-se nos resultados das avaliações internacionais que tem ocorrido (fonte dados DGS),
 assim como nos resultados das instituições nacionais (fonte dados DGS), independentemente da % de participação ser elevada ou baixa.
Arrisco a dizer que, mesmo numa instituição que nunca tenha sido avaliada, se o questionário for aplicado, os resultados serão praticamente sobreponíveis àqueles que já conhecemos de outras instituições nacionais.