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quinta-feira, 31 de maio de 2018

Aumentar a Segurança na Utilização da Medicação| PNSD-15-20 | Segurança do Doente 291


Aumentar a Segurança na Utilização da Medicação é o 4º objetivo estratégico do Plano Nacional para a Segurança dos Doentes 2015-2020 (PNSD-15-20).

Este artigo está dividido da seguinte forma:
·                O QUE NOS DIZ O PNSD-15-20
·                METAS PARA O 4º OBJECTIVO
·                ACÇÕES A DESENVOLVER
·                ESTRATÉGIAS E ACÇÕES CONCRETAS A IMPLEMENTAR

O QUE NOS DIZ O PNSD-15-20

A toma de medicamentos, prescritos pelo médico ou em automedicação, é um ato comum no quotidiano da população.
A literatura internacional refere que 82% da população adulta toma, pelo menos, um medicamento e 29% toma cinco ou mais medicamentos.

A polimedicação é, portanto, uma realidade frequente na sociedade dos nossos dias, resultado da presença de inúmeras comorbilidades associadas à doença crónica, em especial no doente idoso.

O medicamento, apesar do fim a que se destina ser benéfico, pode apresentar efeitos colaterais ou reacções intermedicamentosas, existindo, ainda, probabilidade acrescida de ocorrência de incidentes.

A Organização Mundial de Saúde estima que entre 8% e 10% dos doentes internados em cuidados intensivos e cerca de 13% dos doentes em ambulatório são vítimas de incidentes, devido a práticas pouco seguras na utilização da medicação, gerando encargos financeiros avultados para os sistemas de saúde.

(…) as instituições prestadoras de cuidados de saúde devem adoptar boas práticas relativamente à validação ou dupla-validação de procedimentos, ao reforço da atenção na preparação e administração de medicação, à correta documentação e à monitorização da terapêutica, (…), os cidadãos devem ser activamente envolvidos na utilização da medicação e os profissionais devem assegurar a reconciliação da terapêutica nos momentos de transferência e de transição de cuidados do doente.

A RECONCILIAÇÃO TERAPÊUTICA é um processo de verificação da lista completa da medicação de cada doente, que deverá ser realizada sempre que existe uma nova prescrição de medicação, através da confrontação da prescrição actual de medicamentos face à já existente. Sempre que houver discrepâncias, estas devem ser discutidas entre os médicos prescritores, de forma que seja seleccionada a medicação mais adequada à situação clínica do doente. Todas as alterações efectuadas devem ser devidamente registadas no processo do doente.

As instituições devem implementar especificamente estratégias que assegurem o uso seguro dos medicamentos de alto risco, ou seja, aqueles medicamentos que têm um risco potencial de causar danos graves ou até mesmo fatais no curso da sua utilização, bem como dos medicamentos com nome ortográfico e/ou fonético e/ou aspecto semelhante, conhecidos como medicamentos “Look-alike” e “Sound-alike” ou simplesmente medicamentos LASA.

METAS PARA O 4º OBJECTIVO

1) 90% das instituições prestadoras de cuidados de saúde implementou práticas seguras de medicação de acordo com os normativos nacionais.
2) Reduzir 50% em cada ano, face ao ano anterior, o número de ocorrências relacionadas com erro de medicação nas instituições do Serviço Nacional de Saúde ou com ele convencionado.

ACÇÕES A DESENVOLVER

(pelas Instituições prestadoras de cuidados de saúde do Serviço Nacional de Saúde e com ele convencionado)

Implementar práticas seguras no âmbito dos medicamentos com nome ortográfico, fonético ou aspeto semelhantes.
Norma nº 020/2014 de 30/12/2014- Medicamentos com nome ortográfico, fonético ou aspeto semelhantes

Implementar práticas seguras no âmbito dos medicamentos de alto risco.
Norma nº 014/2015 de 06/08/2015- Medicamentos de alerta máximo
Orientação nº 14/2015, de 17/12/2015- Processo de Gestão da Medicação

Implementar práticas seguras no âmbito da reconciliação terapêutica.
Norma nº 18/2016, de 30/12/2016- Reconciliação da medicação

Auditar, semestralmente, as práticas seguras da medicação

ESTRATÉGIAS E ACÇÕES CONCRETAS A IMPLEMENTAR


A “Segurança na Utilização da Medicação” é uma tarefa multidisciplinar (Doente incluído). Sem um empenho semelhante do Médico (na correta prescrição) do Farmacêutico (na adequada dispensa) e do Enfermeiro (na correta preparação, administração e monitorização), a segurança do doente estará posta em causa.

As “ferramentas” existem (Normas e Orientações). Cabe a cada Instituição/Serviço/Profissional a sua adaptação ao contexto de trabalho, a sua implementação, cumprimento e monitorização.
Fernando Barroso

UM DIA SERÁS TU O DOENTE!

#umdiaserastuodoente

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