domingo, 22 de março de 2015

Be Safe - Um vídeo diferente (e animado) sobre a Segurança Do Doente

Hoje quero partilhar convosco um vídeo muito bom e inovador sobre a Segurança do Doente.

BE SAFE - É uma canção escrita e composta pelo Dr. Geoff Randolf o chief medical officer (CMO) do Lutheran Hospital e produzido pelo hospital para consolidar a cultura de segurança do Doente como uma prioridade de topo do hospital.

Ele destaca de uma forma muito simples, inovadora e atraente muitos dos conceitos intimamente relacionados com a segurança do doente, ferramentas e práticas como a comunicação eficaz, marcação do local da cirurgia, ordens verbais pelo telefone, queda do doente, verificação de erros de medicação, etc.

Assista a este vídeo. Ligue o som e deixe-se encantar. Não vai arrepender-se. “BE SAFE”
Fernando Barroso

quinta-feira, 12 de março de 2015

Norma DGS - Avaliação da Cultura de Segurança do Doente nos Cuidados de Saúde Primários

Foi publicada ontem a Norma nº 3/2015 de 11/03/2015 que estabelece a obrigatoriedade da avaliação da cultura de segurança do doente nos cuidados de saúde primários (ACSD-CSP) a realizar-se nos Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES), através de um questionário a preencher por todos os profissionais e colaboradores .

terça-feira, 10 de março de 2015

Sistemas de Administração de Sangue com defeito provocam eliminação de Unidades de Sangue

São inúmeros os fatores contribuintes que influenciam a prestação de cuidados. Alguns conseguimos controlar de forma mais direta. Outros não.

Hoje quero partilhar como uma falha no processo de fabrico/controle dos Dispositivos Médicos (DM’S), neste caso foram os Sistemas de Administração de Sangue, provocaram a eliminação de duas unidades de concentrado de eritrócitos.

Quando uma empresa nos apresenta um dispositivo médico (DM) a concurso, disponibilizando a respetiva “Ficha Técnica” e uma “Declaração de Conformidade” com todas as normas possíveis, não estamos obviamente à espera que isto aconteça:

1º Caso - “O Sistema de Administração de Sangue que foi acoplado à unidade de sangue CE XX/XXX destinada ao Doente com o processo clínico nº xxx apresentava uma solução de continuidade (um buraco) que levou ao derrame de sangue da unidade e inutilização da mesma.

2º Caso - “O Sistema de Administração de Sangue que foi acoplado à unidade de sangue CE XX/XXX destinada ao Doente com o processo clínico nº xxx apresenta uma fuga junto à parte inferior da camara de gotejo, na zona de solda entre a câmara de gotejo e o tubo. Desta fuga resultou o derrame de sangue, o que originou a inutilização da unidade de sangue.


Como é óbvio o Serviço de Sangue teve de compatibilizar, para ambos os Doentes, novas unidades de sangue que foram posteriormente administradas.

O que fazer nestas situações?

  1. Identificar claramente o problema – Neste caso uma falha clara dos Sistemas de Administração de Sangue;
  2. Identificar a Marca, Referência e Lote dos DM’s envolvidos (NOTA: é fundamental reter os DM’s para entrega ao Fabricante/Fornecedor);
  3. Informar imediatamente o Fabricante/Fornecedor, para que tome conhecimento dos incidentes, e inicie um processo de investigação próprio;
  4. Notificar o INFARMED/Divisão de Dispositivos Médicos – através da Ficha de Notificação para Utilizadores disponível no site do INFARMED, que é enviada por correio electrónico. É um processo muito simples e é uma responsabilidade de todos os profissionais, e neste caso uma responsabilidade acrescida dos Gestores de Risco/Grupos de Gestão do Risco de cada instituição.
É claro que depois de resolvidas as questões “técnicas” da notificação, sobram ainda inúmeras questões, igualmente importantes.
Por exemplo. Mais do que “compensar financeiramente” a Instituição onde ocorrem os incidentes, pelo valor dos sistemas de sangue com defeito, importa não esquecer o mais importante - foram duas unidades de sangue – um bem escasso e sem preço – para o lixo com o consequente atraso na prestação de cuidados aos Doentes.

O representante do Fabricante/Fornecedor voltou a assegurar que tais incidentes não voltaram a ocorrer e que não tem conhecimento de incidentes semelhantes noutras Instituições a nível nacional. Será mesmo assim, ou são os Profissionais e as Instituições que não notificam ou o fazem apenas “informalmente” não ficando disso registo oficial no INFARMED?
  • Como é que tais garantias podem ser dadas? Quando um incidente semelhante já tinha ocorrido em 2012, tendo nessa altura sido devidamente identificado e notificado ao Fabricante/Fornecedor e ao INFARMED?
  • Quando é que a Instituição toma a decisão de substituir o fornecedor do DM, deixando de basear a sua decisão de adjudicação no fator “preço mais baixo” e passa a utilizar como principais critérios os aspetos técnicos (definidos pelos utilizadores), a boa experiência de utilização, a correta adequação à função, e só depois o facto “preço”?
  • Não deveria o INFARMED publicitar no seu site uma lista das notificações recebidas, de forma a alertar todas as Instituições onde os DM’s são utilizados?
Apenas com uma ação conjunta podemos esperar mudar alguma coisa.
Por outro lado, se estes são os únicos incidentes, com este tipo de DM, a nível Nacional, a sua relevância é pouca, mas tenho muitas dúvidas se de facto tal seja verdade.

Fica aqui a partilha e o apelo à notificação.

segunda-feira, 9 de março de 2015

Promover uma Cultura de Segurança em Cuidados de Saúde Primários

A qualidade de resposta do sistema de saúde português, na perspectiva do cidadão, está ainda longe de alcançar um nível razoável de satisfação, contribuindo para tal uma deficiente cultura de segurança nos serviços de saúde portugueses e em particular nos cuidados de saúde primários, onde esta temática não tem sido incluída nas prioridades de quem organiza e presta este tipo de cuidados.

O presente artigo apresenta uma revisão de literatura sobre o tema da cultura de segurança nas organizações de saúde, fundamentando a pertinência da sua implementação nos cuidados de saúde primários.

(Clique na imagem para ter acesso ao artigo na integra)

Autores
Carla Maria Ferreira Guerreiro da Silva Mendes, e

Fernando Fausto Margalho Barroso

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Um Guia para a Reconciliação Terapêutica e Melhoria da Qualidade – Manual de Implementação MARQUIS

(Clique imagem para 1 cópia doc.)
A Reconciliação Terapêutica é um processo que consiste na identificação da lista mais precisa de todos os medicamentos que um doente está a tomar e que deve tomar - incluindo o nome, dosagem, frequência, via finalidade e a duração - e usar essa lista para fornecer/prescrever medicamentos corretos aos doentes em qualquer lugar dentro do sistema de saúde.

A Reconciliação Terapêutica consiste nos seguintes componentes:
  1. No momento da Admissão, um profissional de saúde obtém a Melhor História de Medicação Possível (MHMP). A MHMP é a lista mais precisa da medicação que o doente deve estar a tomar e inclui os medicamentos que o doente está efetivamente a tomar no momento imediatamente anterior à admissão. Esta lista deve ser claramente documentada e atualizada durante o internamento se existir mais informação disponível.
  2. Utilizar a MHMP e a condição clínica do doente para prescrever corretamente a medicação no momento da admissão. Qualquer discrepância não intencional entre a MHMP e a prescrição inicial no momento da admissão deve ser identificada e resolvida.
  3. Aquando de uma transferência hospitalar ou alta, deve comparar-se a MHMP e a medicação que o doente está a receber no internamento para criar um conjunto correto de indicações de transferência/alta. Qualquer discrepância não intencional entre a medicação pré-admissão, a medicação actual e a prescrição para a transferência/alta deve ser identificada e resolvida. A razão para a existência de qualquer discrepância intencional (por exemplo por motivos clínicos) deve ser documentada.
  4. No momento da alta, deve ser entregue ao doente/família/prestador de cuidados, uma lista precisa e informação/educação adequadas relativamente ao regime terapêutico, incluindo o nome, dosagem, frequência, via, finalidade e a duração. Qualquer nova medicação, mudança na dose ou frequência e medicação que foi cancelada quando comparada com a medicação no momento da admissão deve ser claramente identificada e explicada. A importância de manter e atualizar uma lista de medicação deve ser explicada ao doente/família/prestador de cuidados.
  5. O regime terapêutico no momento da alta deve ser documentado e comunicado, conjuntamente com a restante informação relativa ao internamento, evidenciando as alterações relativamente ao regime terapêutico existente na pré-admissão e as razões dessas alterações.


(Texto adaptado de "A Guide for Medication Reconciliation Quality Improvement - Prepared by MARQUIS Investigators - October 2014). Pode obter mais informação no site: http://www.hospitalmedicine.org/MARQUIS

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domingo, 15 de fevereiro de 2015

Controlo de Infeção – Porque é tão difícil "controlar"?

Depois de assistir a mais umas Jornadas onde o “Controlo de Infeção” era o principal tema condutor, dei por mim a reflectir sobre a questão – Se estamos todos de acordo, porque é tão difícil "controlar"?
As infeções associadas aos cuidados de saúde (IACS) são, como o próprio nome indica, resultantes dos cuidados de saúde prestados, e não a consequência “natural” do estado do doente. Se quiserem, por outras palavras, são infecções que resultam do ambiente envolvente do doente (disponibilizado pela Instituição de saúde) e principalmente das acções ou omissões dos profissionais de saúde que cuidam do doente (a qualquer nível).

Ouvimos há anos palestras e estudos sobre a higiene das mãos, sobre os riscos da utilização de técnicas invasivas quando não são absolutamente necessárias (a algaliação vesical é um exemplo) ou ainda sobre a necessidade de um ambiente protector (a higiene e limpeza do ambiente hospitalar, dos equipamentos – desde o estetoscópio que percorre todo o hospital ao dispositivo de avaliação de tensão arterial que “é único no serviço” e que por isso tem de servir a todos – e da higiene dos próprios profissionais de saúde – unhas de gel, batas que são guardadas nas malas dos carros, fardas imundas, profissionais doentes que vão trabalhar e prestar cuidados a quem está numa cama de hospital).
Sabemos há décadas que tratar uma infecção é mais dispendioso do que preveni-la. Vejam-se por exemplo estes dois estudos
Sabemos que o dinheiro gasto no tratamento das IACS (medicamentos e técnicas de suporte) são astronómicos, mas são poucas as sociedades que olham para esta questão com verdadeira vontade e intenção de a alterar.
Para mudar, temos todos de o querer fazer, e aqueles que não o querem devem ser responsabilizados por isso.
 
Então, como mudar? Algumas sugestões:
  • Garantir a existência de recursos adequados. Há países onde a CCI é um Serviço completo. Em Portugal ainda se discute se teremos capacidade de implementar o Despacho n.º 2902/2013 e os seus subsequentes documentos orientadores, tendo à cabeça a dotação de recursos adequados.
  • Tem de existir condições à concretização dentro de cada Instituição do Programa de Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistência aos Antimicrobianos. Para já não há!
  • Devem existir objectivos claros relacionados com as taxas de IACS, ao nível institucional e por Serviços, inscritos nos contratos programa/planos de acção, e penalizar o seu incumprimento. Será que o recente Plano Nacional para a Segurança dos Doentes 2015-2020 (Publicado a 10-02-2015), vai sequer ser lido por todos os responsáveis, a todos os níveis das Instituições?
  • Monitorizar o cumprimento das medidas de higienização das mãos (com auditorias internas e externas) ligando-as também ao sistema de avaliação individual dos profissionais.

Poderia aqui sugerir muitas mais, mas o actual quadro legislativo e os poderes instituídos não o permitem.

Provavelmente amanhã vamos continuar a receber profissionais de saúde nas instituições para quem as precauções básicas no controlo de infecção são um mistério (Assistentes Operacionais, Técnicos de Diagnóstico e Terapêutica, Médicos recém formados a quem nunca foi ensinada a "técnica da lavagem das mãos” ou o que é um “isolamento de contacto”. Aqui os Enfermeiros tem efectuado um esforço na sua formação base, embora seja por demais evidente que esquecem rapidamente essas regras quando passam de aluno a profissional.

Todos, todos sem excepção temos o dever moral e ético de fazer mais e de fazer melhor (aqui me incluo também). Até lá, o Controlo de Infeção está sem "controlo".

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Revista de Enfermagem - Cuid`arte - N.º12

(Clique na imagem para aceder à revista)
ARTIGOS PUBLICADOS

Análise da Perceção do Cuidador Informal do Doente Dependente por Acidente Vascular Cerebral

Competências do Supervisor Clínico

Nutrição e Hidratação da Pessoa Internada: O Papel do Enfermeiro

Acolhimento na Unidade de Cuidados Intensivos: Um Relato Profissional

Programa Hospital na Comunidade

Dia Mundial da Diabetes

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

45% dos Doentes em Ambulatório recebe uma Prescrição Inapropriada de Antibióticos

De acordo com um estudo da revista Infection Control & Hospital Epidemiology, de fevereiro de 2015, da Society for Healthcare Epidemiology of America, os médicos de Medicina Interna e de Medicina de familiar nos Serviços de Ambulatório, prescrevem significativamente mais antibióticos do que o necessário aos doentes com infeções do trato respiratório.

Os promotores do estudo realizaram uma análise retrospetiva de mais de 4.000 atendimentos em ambulatório em doentes que procuraram tratamento para infecções do trato respiratório (ITR).
Os investigadores descobriram que quase metade (45%) dos doentes receberam uma prescrição inapropriada de antibióticos, apesar de muitas ITR não necessitarem de antibióticos, um problema com consequências graves, de acordo com o principal autor do estudo, o Dr. Tamar Barlam.
"Os padrões de prescrição inapropriada dos médicos aparenta ser diferente por especialidade médica e é estabelecida no início, provavelmente durante a faculdade de medicina ou durante o internato", afirma o Dr. Darlam. "A instituição de condutas agressivas durante o período de formação ou prática, aplicadas no momento certo e dirigidas aos médicos certos poderia melhorar a prescrição e utilização dos antibióticos, e a eficácia do conceito de “Stewardship” nos serviços de Consultas Externas”.

As infeções do trato respiratório (ITR) nas quais os antibióticos foram mais frequentemente prescritos de forma inapropriada incluem:
• Bronquite (71% dos doentes receberam um antibiótico)
• Dor de garganta (50%)
• ITR inespecífica (28%)
Pode saber mais no site do ECDC
Materiais de campanhas de comunicação do ECDC para o Dia Europeu dos Antibióticos - http://www.ecdc.europa.eu/pt/EAAD/Pages/Home.aspx

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

PLANO NACIONAL PARA A SEGURANÇA DOS DOENTES 2015-2020

O Plano Nacional para a Segurança dos Doentes 2015-2020 (Publicado a 10-02-2015 em Diário da República) visa, principalmente, apoiar os gestores e os clínicos do Serviço Nacional de Saúde na aplicação de métodos e na procura de objetivos e metas que melhorem a gestão dos riscos associados à prestação de cuidados de saúde, uma vez que a melhoria da segurança dos doentes é uma responsabilidade de equipa, que mobiliza as competências individuais de cada um dos seus elementos e implica a gestão sistémica de todas as atividades. (…)

O presente Plano, concebido com base numa visão transversal do Serviço Nacional de Saúde, obriga ao envolvimento das responsabilidades de governação, de coordenação e da prática operacional da prestação de cuidados, visando a convergência metodológica dos diversos dispositivos existentes que contribuem para a gestão dos riscos associados à prática dos cuidados. (…)

O Plano Nacional para a Segurança dos Doentes 2015-2020 deve ser assumido por cada estabelecimento prestador de cuidados de saúde, através da respetiva adaptação à sua organização.
O Plano Nacional para a Segurança dos Doentes 2015-2020 visa, através de ações transversais, como a cultura de segurança, a partilha do conhecimento e da informação e de ações dirigidas a problemas específicos, melhorar a prestação segura de cuidados de saúde em todos os níveis de cuidados, de forma integrada e num processo de melhoria contínua da qualidade do Serviço Nacional de Saúde. (…)

O Plano Nacional para a Segurança dos Doentes 2015-2020, visa atingir os seguintes objetivos estratégicos:
1. Aumentar a cultura de segurança do ambiente interno.
2. Aumentar a segurança da comunicação.
3. Aumentar a segurança cirúrgica.
4. Aumentar a segurança na utilização da medicação.
5. Assegurar a identificação inequívoca dos doentes.
6. Prevenir a ocorrência de quedas.
7. Prevenir a ocorrência de úlceras de pressão.
8. Assegurar a prática sistemática de notificação, análise e prevenção de incidentes.
9. Prevenir e controlar as infeções e as resistências aos antimicrobianos.

Para serem atingidos tais objetivos, o Plano Nacional para a Segurança dos Doentes 2015-2020 obriga a que as Comissões da Qualidade e Segurança dos hospitais e agrupamentos de centros de saúde inscrevam nos seus planos de ação anuais atividades que visem alcançar os objetivos estratégicos (contidos neste despacho) (…)



Agora é que isto vai ficar interessante…

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

O Assédio Moral no Trabalho e as Consequências da Tensão Laboral Provocada na População Portuguesa em Geral

NOTA: Por indicação da autora, o link para a recolha de dados já não se encontra dísponivel. Obrigado a todos pela colaboração.

Venho por este meio solicitar a sua participação no meu estudo que aborda o tema do assédio moral no TRABALHO relacionado com a tensão laboral. 

Para participar nesta investigação basta responder ao QUESTIONÁRIO ONLINE, para tal, por favor aceda ao seguinte LINK: (...) 

Como requisito para responder ao questionário ONLINE, basta que esteja atualmente a TRABALHAR (part-time ou full-time) e seja de NACIONALIDADE PORTUGUESA.

O questionário é alargado ao empregado e ao empregador, sendo todos importantes para a constituição da amostra e, não limita idade. 
Para esclarecimentos ou mais informações estou ao seu dispor via e-mail.
Muito Obrigada, 

Maria Carolina Gomes Vilaça 

(e-mail: mariacarolinagomesvilaca@gmail.com)

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Segurança do Doente e Boas Práticas de Consentimento Esclarecido na Realização de Exames de Tomografia Computorizada

Dissertação para obtenção do grau de Mestre no âmbito do II Curso de Mestrado em Segurança do Doente. Realizado por: Esmeralda Ferreira Martins Pina

RESUMO: O presente trabalho pretende centrar-se no estudo da Segurança do Doente e das boas práticas de Consentimento Esclarecido na realização de exames de Tomografia Computorizada.

Nos dias de hoje, a assinatura do documento de Consentimento Esclarecido tem-se mostrado um ato banal, sem a merecida atenção que entidades de saúde, Médicos e Técnicos de Radiologia lhe deviam conceder, uma vez que os Eventos Adversos, aquando da realização de uma TC com Meio de Contraste, poderão ser vários e complicados; por outro lado, o doente muitas vezes não está preparado nem devidamente informado sobre os seus efeitos e as medidas necessárias que deverão ser acionadas para os combater.

A necessidade da veiculação de uma informação capaz, de uma elucidação total para o doente pôr em prática a sua autonomia, fruto da consciência que tem dos factos, revela-se fundamental, mas para que tal aconteça é urgente ultrapassar obstáculos respeitantes às práticas profissionais de entidades de saúde, Médicos e Técnicos de Radiologia, assim como aspetos sociais, linguísticos, idade, vulnerabilidade individual, entre outros. Neste contexto, a apresentação de boas práticas de Consentimento Esclarecido revela-se de extrema importância para o desenvolvimento desta dissertação.

Para consubstanciar as ideias a desenvolver, para além da pesquisa bibliográfica, revelou-se importante a recolha de dados através de uma entrevista e de um inquérito a elementos que participam neste processo, nomeadamente, doentes, Médicos e Técnicos de Radiologia e, posteriormente, uma análise dos conteúdos dos resultados obtidos e a sua integração nos princípios teóricos do estudo.


Palavras-chave: Consentimento Esclarecido, autonomia do doente, Segurança do Doente, meios de contraste em radiologia, procedimentos do técnico de radiologia, Eventos Adversos.


Pode obter um Resumo alargado Aqui

Esta é a Apresentação do trabalho efetuado.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Prevenção e Controlo da Infeção na Preparação e Administração de Medicamentos Endovenosos

Dissertação apresentada à Universidade Católica Portuguesa para a obtenção do grau de mestre em Infeção em Cuidados de Saúde por Susana Maria Sardinha Vieira Ramos

Resumo
Introdução: Uma das grandes áreas de responsabilidade dos enfermeiros é a preparação e administração de medicamentos, sendo vital a implementação de procedimentos de prevenção e controlo da infeção que visem práticas seguras. Neste âmbito foi realizado um estudo que teve como objetivos, verificar os itens que são cumpridos pelos enfermeiros mediante as recomendações de prevenção e controlo da infeção para a preparação de medicamentos endovenosos, administrados em dispositivos intra-vasculares e descrever com que frequência as recomendações são cumpridas.

Material e Métodos - Estudo descritivo simples observacional com enfoque na abordagem quantitativa. Observadas as práticas de 37 enfermeiros em três períodos distintos, totalizando 111 observações.

Resultados – A prática de higiene das mãos com solução antisséptica de base alcoólica (SABA) foi a mais frequentemente utilizada pelos enfermeiros, antes e após a administração dos medicamentos. Em ambas as técnicas de higiene das mãos (com água e sabão ou com SABA) foram observadas taxas de cumprimento mais baixas nos passos que exigem movimentos mais incisivos e complexos. A prática de higiene das mãos obteve taxas de adesão mais elevadas após a administração do medicamento. O cumprimento total das práticas para a prevenção da infeção na preparação do medicamento foi de 18,9%) e na administração do medicamento foi de 42,3%. A descontaminação da via de acesso com álcool a 70% antes da administração do medicamento verificou-se em cerca de metade das observações (48,6%).

Conclusões – O estudo evidenciou que os enfermeiros não cumprem sistematicamente todos os itens constantes nas recomendações sendo essencial promover programas de formação/informação e de auditoria para que os profissionais conheçam e adiram sistematicamente às recomendações de prevenção e controlo da infeção no uso do medicamento.


PALAVRAS CHAVE: Infeção Associada aos Cuidados de Saúde; Higiene das Mãos; Segurança do Doente; Práticas Seguras com Injetáveis; Medicamento.



domingo, 1 de fevereiro de 2015

Documentário - We AdVANCE - A Documentary Film on Patient Safety

Este post serve para solicitar o seu apoio ao meu primeiro filme: We AdVANCE - A Documentary Film on Patient Safety.
Este é um documentário sobre a Segurança do Doente.
We AdVANCE foi submetido ao “The Online Film Festival”.
Se você gostar não se esqueça de votar em We AdVANCE (através do link abaixo) e pode compartilhar esta informação com os seus Amigos.

O documentário We AdVANCE tem legendas disponíveis em Português, Francês e Inglês.
Obrigado, Alexandre Tavares

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Como criar um Relatório de Segurança do Doente que todos podem ler?

Chegámos àquela altura do ano em que é importante divulgar um resumo do nosso trabalho.
- Afinal o que foi feito durante o ano que agora terminou?
O Feedback é muito importante! É por isso que eu gostava de mostrar-te como é que eu faço neste pequeno vídeo de 6 minutos…


Podes encontrar um “modelo” do relatório referido no video e fazer o download aqui
Adorava saber a tua opinião sobre este assunto. Quais são os teus comentários ou sugestões?
Se gostaste desta informação partilha com os teus Amigos.
Até à próxima e vamos lá concluir o nosso ano em grande.

domingo, 25 de janeiro de 2015

A Importância da Auditoria Interna na Saúde – Andreia Toga

Este artigo é da autoria da Dr.ª Andreia Toga, Diretora do Serviço de Auditoria Interna do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho, EPE., e publicado na revista “Gestão Hospitalar” da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares |APAH| em Dezembro de 2014 .
(clique na imagem para ter acesso ao artigo)
Este é um interessante artigo que nos esclarece o conceito de “Auditoria Interna” para além da área clínica. A auditoria interna aqui referida refere-se à “avaliação dos processos de controlo interno e de gestão de riscos, nos domínios contabilístico, financeiro, operacional, informático e de recursos humanos,…” (artigo 17º do Decreto-Lei nº 244/2012, de 09 de novembro), não deixando de nos proporcionar outra informação e conhecimento muito interessante sobre a temática da “auditoria”

Outras fontes de informação que podem ser do teu interesse.
Site da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares - http://www.askplane.com/2/index.html
Site do Instituto Português de Auditoria - www.ipai.pt/index.php 

Site do Institute of Internal Auditors - https://na.theiia.org/Pages/IIAHome.aspx

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Portaria nº 250/2014 - Procedimento Concursal de Recrutamento para a Carreira de Enfermagem

O Decreto -Lei n.º 248/2009, de 22 de setembro, diploma que estabelece o regime legal da carreira especial de enfermagem, bem como os respectivos requisitos de habilitação profissional, determina que o recrutamento para os postos de trabalho em funções públicas, no âmbito da carreira em causa, incluindo mudança de categoria, se efetua mediante procedimento concursal.


A Portarianº 250/2014 de 28 de novembro de 2014, regulamenta a tramitação do procedimento concursal de recrutamento para os postos de trabalho em funções públicas, no âmbito da carreira especial de enfermagem.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

PÓS-GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM À PESSOA EM SITUAÇÃO CRÍTICA (2ª Edição)

Estão abertas as candidaturas à
2ª Edição da PÓS-GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM À PESSOA EM SITUAÇÃO CRÍTICA
na Escola Superior de Saúde Egas Moniz

sábado, 17 de janeiro de 2015

Você é o piloto! (You are the Pilot!), Por Alexandre Tavares, Médico

Você é o piloto! 
Uma "viajem" pela Segurança do Doente, com uma perspectiva diferente é o que vos propomos hoje com a ajuda de Alexandre Tavares, Médico brasileiro radicado no Canadá.
Não percas esta "viajem". Para leres o texto na integra vai a https://drtavares.wordpress.com/2014/12/02/you-are-the-pilot-portuguese/ 
Texto original por Dr. Alexandre G. Tavares
Aluno do Curso Internacional de Qualidade em Saúde e Segurança do Paciente da Universidade Nova de Lisboa / ENSP – FIOCRUZ Brasil
Médico – Child and Adolescent Treatment Centre, Manitoba, Canada
Twitter: @agtnet
(for the original in English, visit https://drtavares.wordpress.com/2014/08/13/you-are-the-pilot/ )
Informação publicada com autorização do Autor.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Comunicação e Literacia em Saúde - ISPA – Instituto Universitário

Curso de Comunicação e Literacia em Saúde
Dias 28 de Fevereiro e 7 de Março 2015
(2 Sábados | 12 horas intensivas)
Potenciar o empowerment do cidadão, contribuir para melhor educação para a saúde
Desenvolver estratégias de comunicação em saúde para conseguir maior adesão terapêutica com utentes/doentes
Desenvolver técnicas para melhorar relacionamento entre profissionais de saúde
Aplicar técnicas de Linguagem assertiva e comportamento positivo para mudar comportamentos e atitudes

DESTINATÁRIOS
• Profissionais de saúde, serviço social, desenvolvimento comunitário, reabilitação, comunicação e marketing
• Responsáveis pela educação para a saúde e pelo contributo pela educação em saúde e pelo contributo pelo empowerment do cidadão, em serviços de saúde e programas na comunidade
• Estudantes de qualquer ano das áreas da saúde, serviço social, desenvolvimento comunitário, reabilitação e inserção social, comunicação e marketing

OBJECTIVOS
• Conhecer aspectos teóricos, ferramentas e formas de alcançar uma maior literacia em saúde por todos os intervenientes nas actividades de educação para a saúde
• Contribuir para melhoria da comunicação em saúde, para a humanização dos serviços e maior empoderamento do cidadão

domingo, 11 de janeiro de 2015

Medicamentos com nome ortográfico, fonético ou aspeto semelhantes (LASA) - Norma DGS

Para os mais desatentos (como eu próprio – obrigado pelo alerta Luís Caldas) foi divulgado no passado dia 30/Dezembro/2014 a Norma da DGS nº 020/2014 de 30/12/2014 - Medicamentos com nome ortográfico, fonético ouaspeto semelhantes.

O que podemos encontrar nesta Norma.
  • Orientações para a implementação de práticas seguras no que respeita aos medicamentos com nome ortográfico e/ou fonético e/ou aspeto semelhantes, designados por medicamentos LASA (Look- Alike, Sound-Alike).
  • Um instrumento de auditoria organizacional, na forma de Checklist
  • Informação de apoio
    • Definições/Conceitos e critérios
    • Fundamentação
    • Avaliação
  • Anexo I: Lista de medicamentos com nome ortográfico e/ou fonético semelhantes, com aplicação do método de inserção de letras maiúsculas.
  • Anexo II: Regras de aplicação do método de inserção de letras maiúsculas.


quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Divulgação do Livro - Extravasaciones, un problema real

Um livro da autoria do Enfermeiro Alfonso Alvarez, Enfermeiro em Onco-hematologia no Complejo Asistencial Universitario de León.
O livro “Extravasaciones, un problema real” surge da necessidade, por parte dos profissionais e daqueles que estão prestes a sê-lo, de gerir os factores de risco, e de prevenir a ocorrência destes incidentes e no caso de ocorrerem, o que fazer e que meios utilizar para o seu tratamento, de forma a evitar os seus  efeitos devastadores (ver aqui as imagens). 
Um livro muito completo a não perder e que podes encontrar em http://www.extravasaciones.com/ 

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Como notificar a Falta de Recursos Humanos no NOTIFIC@

Artigo revisto e republicado a 01 de maio de 2019

Como notificar a Falta de Recursos Humanos no NOTIFIC@?

Todas as notificações são importantes e podem fazer a diferença.

Para fazer passar a mensagem temos no entanto de o fazer com números, com números elevados e isso só será possível se todos colaborarmos, tornando o problema da falta de recursos humanos visível, junto dos responsáveis que podem de facto alterar alguma coisa.

Temos de notificar, de forma consistente, todos os incidentes relacionados com a falta de recursos humanos.

A ferramenta para o fazer existe. Chama-se NOTIFIC@ - Sistema Nacional de Notificação de Incidentes.


Fernando Barroso

UM DIA SERÁS TU O DOENTE!
#segurancadodoente