sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Iº ENCONTRO DE GESTORES DO RISCO NA SAÚDE | 25-09-2018| Um momento Histórico | (SD#311)

Decorreu em Santa Maria da Feira, no Europarque, a 25-09-2018 o
I ENCONTRO DE GESTORES DO RISCO NA SAÚDE.
Este foi um encontro histórico pelo facto de, pela 1ª vez, estarem reunidos na mesma sala um conjunto alargado de Gestores de Risco com o objectivo comum de partilhar o seu conhecimento, dificuldades e acima de tudo ferramentas e estratégias para as ultrapassar. O dia foi, como já referi, de partilha de experiências e do caminho percorrido.

Bem cedo o encontro ficou marcado por uma palavra comum – ESPERANÇA.
Esperança no nosso futuro comum e num caminho que, embora não seja fácil, terá sempre o apoio mútuo de todos os presentes e de todos aqueles que (mesmo não tendo conseguido ir) partilham connosco o objectivo comum de desenvolver a Segurança do Doente em cada um dos locais onde são prestados cuidados de saúde.

Estiveram presentes, de forma entusiasta, profissionais de vários pontos do País (ver mapa), dos Cuidados de Saúde Primários, Hospitais, Públicos e Privados. Todos juntos com um objectivo comum.
Foi possível estabelecer contactos que de outra forma não ocorreriam.

Estiveram representados os distritos de Aveiro, Beja, Braga, Castelo Branco, Coimbra, Faro, Guarda, Leiria, Lisboa, Portalegre, Santarém, Setúbal, Viana do Castelo, Vila Real, Viseu e Porto.

O Encontro teve o seguinte programa:
O Gestor do Risco nas Equipas de Saúde: Desafios e Inovação (Susana Ramos)

Avaliação do Risco em Contextos Clínicos: Que caminhos? (Sílvia Oliveira)
HFMEA: Dos Failure Modes às Ações – Impacto no Risco (Luísa Caldas)

Gestão de Incidentes: A importância de analisar e tipos de análise. (Maria João Lage)
Análise causa raiz: Porquê, quando e como? (Ana Azevedo, Ana Marinho e Manuel Valente)

Literacia e Envolvimento do Cidadão na Segurança do Doente (Susana Ramos, Sílvia Oliveira, Elsa Guimarães e uma participação “especial” de Margarida Eiras)

Termino com uma palavra de agradecimento especial ao Eng. Joaquim Correia da empresa RISI, que patrocinou este encontro e que tudo fez para que todos se sentissem “em casa”. Obrigado.

Queremos mais!👍👍👍

Fernando Barroso
UM DIA SERÁS TU O DOENTE!
#umdiaserastuodoente

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

10 FACTOS SOBRE A SEGURANÇA DO DOENTE | Facto nº 3 | (#SD310)


10 FACTOS SOBRE A SEGURANÇA DO DOENTE 
10 facts on patient safety 
Actualizado pela OMS em Março de 2018


Facto #3 - O uso inseguro de medicamentos prejudica milhões e custa biliões de dólares por ano

As práticas de medicação inseguras e erros de medicação são uma das principais causas de danos evitáveis nos sistemas de saúde em todo o mundo.

Globalmente, o custo associado aos erros de medicação é estimado em 42 biliões de dólares/ano, sem contar com os salários perdidos, a produtividade ou os custos com assistência médica.
Isto equivale a quase 1% das despesas globais em saúde.

Os erros de medicação ocorrem quando sistemas de medicação deficientes e/ou factores humanos como a fadiga dos profissionais, más condições de trabalho, interrupções no fluxo de trabalho ou escassez de recursos humanos afectam a prescrição, transcrição, dispensa, administração e monitorização, o que pode resultar em danos graves, incapacidade e até a morte.

Fernando Barroso
UM DIA SERÁS TU O DOENTE!
#umdiaserastuodoente

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

10 FACTOS SOBRE A SEGURANÇA DO DOENTE | Facto nº 2 (#SD309)


10 FACTOS SOBRE A SEGURANÇA DO DOENTE 
10 facts on patient safety 
Actualizado pela OMS em Março de 2018

Facto #2 - Durante a permanência no hospital,
1 em cada 10 doentes sofre danos

As estimativas mostram que nos países com um “rendimento económico elevado”, 1 em cada 10 doentes sofre um dano durante o atendimento hospitalar.
O dano pode ser causado por uma série de incidentes ou eventos adversos, sendo que quase 50% deles serão evitáveis.

Num estudo sobre frequência e evitabilidade de eventos adversos em 26 países com um rendimento económico baixo ou médio, a taxa de eventos adversos foi de cerca de 8%, dos quais 83% poderiam ter sido evitados e 30% levaram à morte.

Aproximadamente dois terços de todos os eventos adversos ocorrem em países com um rendimento económico baixo ou médio.

Fernando Barroso
UM DIA SERÁS TU O DOENTE!
#umdiaserastuodoente

sábado, 29 de setembro de 2018

10 FACTOS SOBRE A SEGURANÇA DO DOENTE | Facto nº 1 | (#SD308)


10 FACTOS SOBRE A SEGURANÇA DO DOENTE 

10 facts on patient safety 

Actualizado pela OMS em Março de 2018

A segurança do doente é uma séria preocupação global de saúde pública.

uma hipótese em 1 milhão de uma pessoa ser prejudicada enquanto viaja de avião.
Em comparação, existe uma probabilidade de 1 em 300 de um doente ser prejudicado durante os cuidados de saúde.

As indústrias com maior risco percebido, como as indústrias de aviação e nuclear, têm um registo de segurança muito melhor do que os serviços de saúde.
Facto #1 - Os danos causados a doentes representam a 14ª maior causa de doença global, sendo comparável a doenças como a tuberculose e a malária.


Estima-se que existam 421 milhões de internamentos/ano em todo o mundo, e que ocorrem aproximadamente 42,7 milhões de eventos adversos/ano em doentes durante essas hospitalizações.


Usando estimativas conservadoras, os dados mais recentes mostram que o dano provocado ao doente é a 14ª causa principal de morbilidade e mortalidade em todo o mundo.

Fernando Barroso
UM DIA SERÁS TU O DOENTE!
#umdiaserastuodoente

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Preparação para mais uma Auditoria (#SD305)

Em modo de preparação para mais uma AUDITORIA, desta vez à Norma de Orientação Clínica para a Prevenção de Quedas.
  • Selecção dos critérios com checklist - Feito
  • Selecção da data da auditoria - Feito
  • Informação genérica aos Serviços/Responsáveis - Feito
  • Sorteio aleatório dos Serviços a auditar - Programado
  • Preparação do Auditor - Em curso...
Adoro isto! 😄😄😄


Fernando Barroso
UM DIA SERÁS TU O DOENTE!
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sexta-feira, 24 de agosto de 2018

ALERTA DE SEGURANÇA DO DOENTE - Possível Queda de Roupeiro Sobre o Doente (#SD304)


Após tomar conhecimento de um incidente que envolveu a queda de um roupeiro sobre um doente venho desta forma informar e alertar todos os leitores do Blog para esta possibilidade, que pode ocorre com mobiliário hospitalar idêntico ou semelhante.
  


Risco para o Doente: Traumatismos com diferentes graus de gravidade.

Este tipo de incidente ocorre quando o mobiliário não se encontra fixo à parede. Está também documentado este tipo de incidente em residências, nomeadamente com mobiliário idêntico aquele que pode identificar na imagem abaixo.

imagem do site: http://www.pieuvre.ca/2016/06/28/mort-denfants-rappel-majeur-de-commodes-chez-ikea/
Relativamente ao incidente foram apuradas as seguintes causas:
  • Roupeiro não se encontrava fixo à parede.
  • O roupeiro não estava em equilíbrio perfeito. Um 1 dos pés da frente estava danificado, o que o fazia inclinar ligeiramente para um dos lados, situação que não sendo claramente percetível se veio a verificar após a queda do móvel.
  • A doente era de estatura baixa e usou a porta e a prateleira interior do roupeiro para aceder à prateleira superior.
RECOMENDAÇÃO:

sábado, 18 de agosto de 2018

Avaliação da Segurança do Doente à saída de um Serviço de Saúde (#SD303)

Há uns dias, passando por um aeroporto nacional encontro um equipamento que me questionava sobre a qualidade de um serviço (naquele caso sobre o controlo de passaportes, mas também já vi igual em supermercados).

Não pude deixar de pensar numa analogia:
- E se fizéssemos o mesmo com equipamento semelhante, nos Serviços de Saúde, sobre a Segurança do Doente?
- Qual seria a maioria das respostas? Haverá literacia suficiente?
- Que implicações para os Serviços, Profissionais e todo o Sistema?

Seria algo assim:

Fernando Barroso
UM DIA SERÁS TU O DOENTE!

#umdiaserastuodoente




 
Esta é a foto original

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Erro Médico | Revista Super Interessante Brasil - Julho 2018 (#SD302)

A Revista Super Interessante (Brasil) publicou no seu numero de Julho de 2018 o artigo "Erro Médico".

Leia neste artigo "Cinco casos impressionantes de erros em hospitais, contados pelas próprias vítimas"

Qualquer semelhança com a realidade de outros países é pura coincidência...
Revista Super Interessante - Julho 2018
Pode ler ou descarregar o artigo AQUI

Fernando Barroso
UM DIA SERÁS TU O DOENTE!

#umdiaserastuodoente

domingo, 29 de julho de 2018

RAIO X (#SD301)

E porque o humor é importante, partilho vídeo para todos os meus Amigos Técnicos de Imagiologia
Estou com vocês...

segunda-feira, 23 de julho de 2018

terça-feira, 17 de julho de 2018

Livro - Onde Falham os Médicos | David Newman (SD#299)

Onde Falham os Médicos | David Newman

O título deste livro pode ser enganador. Ao contrário do que possa parecer o autor não pretende diminuir a classe Médica, da qual aliás faz parte, mas sim discutir de forma clara e sem receios a necessidade dos médicos e de todos nós compreendermos os limites da medicina e o reconhecimento dos enormes mistérios que ainda envolvem a maioria das doenças com que nos confrontamos.

São inúmeros os exemplos apresentados de forma fundamentada, mas clara, mesmo para os leigos. A segurança do doente está implícita em cada página. 

Para mim ficou um reafirmar do efeito da “resposta significativa” que o médico e todos os profissionais de saúde devem procurar promover nos seus doentes.

Quando a ciência já não consegue ser útil ou positiva a um doente não devemos negar a esperança nem deixar de reconhecer na mente e vontade humana o potencial da cura que efetivamente tem.

Assisti mais vezes do que admito, a respostas fantásticas e emotivas de doentes, a quem apenas administrei carinho, atenção e escuta activa. Inúmeras vezes a resposta era mais positiva que uma dose elevada de medicamentos.

Afirma David Newman
“Quando médicos e doentes investirem no contacto humano, acreditarem no toque físico e na palavra, e praticarem o conselho e a parceria, eliminaremos o fardo de exames sem sentido, de raios x desnecessários e de comprimidos espúrios
Os aumentos descomunais nos gastos em tecnologia que não melhoram a saúde cessarão e a evidência concreta dos benefícios orientará as atribuições de verbas. As expectativas serão mais fundamentadas a saúde melhorará e as necessidades diminuirão, os tempos de espera serão mais curtos, o tempo será mais longo e seremos curados uns pelos outros. Seremos “médicos” e seremos “doentes”.

Sem dúvida um livro que recomendo a todos. Médicos e Doentes.



Um dia seremos um dos dois. Um dia com toda a certeza
TU SERÁS O DOENTE.


Fernando Barroso
UM DIA SERÁS TU O DOENTE!

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sexta-feira, 1 de junho de 2018

Artigo Revista - Segurança na preparação e administração de medicação pelo enfermeiro: quantos são os "certos"?


De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a ocorrência de eventos relacionados com erros de medicação afeta milhares de pessoas em todo o mundo.

Um erro de medicação pode ocorrer em qualquer processo do Sistema de Medicação, com maior propensão para a ocorrência durante a preparação e a administração de medicamentos.

Realizou-se uma revisão da literatura, partindo da seguinte questão: Quais as regras de segurança na preparação e administração de medicamentos, pelo enfermeiro, em meio hospitalar?

O objetivo foi identificar as regras de segurança ("certos") na preparação e administração da medicação pelo enfermeiro em meio hospitalar.

A pesquisa efetuou-se nas bases de dados Lilacs, Bireme, Cochrane, MEDLINE e CINAHL. Após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão e da leitura dos resumos, obtiveram-se 14 artigos, que compõem a amostra final.

Após a análise, identificaram-se na totalidade 17 "certos", sendo que não existe consenso na literatura sobre o número e quais os "certos" a adotar.

Da análise realizada conclui-se que, para evitar a ocorrência de erros de medicação, os enfermeiros devem adotar estratégias preventivas, garantindo a qualidade da sua prática. Entre elas a confirmação de dados de segurança antes da preparação e administração de medicamentos e devem ser considerados nove certos a verificar na preparação e administração.

Autores do Artigo: Leila Sales, Joana Quintão e Marco Teixeira

O artigo (na integra) pode ser consultado de forma livre (link abaixo) através da Revista Salutis Scientia, uma revista internacional de livre acesso.


Fernando Barroso

UM DIA SERÁS TU O DOENTE!

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quinta-feira, 31 de maio de 2018

Aumentar a Segurança na Utilização da Medicação| PNSD-15-20 | Segurança do Doente 291


Aumentar a Segurança na Utilização da Medicação é o 4º objetivo estratégico do Plano Nacional para a Segurança dos Doentes 2015-2020 (PNSD-15-20).

Este artigo está dividido da seguinte forma:
·                O QUE NOS DIZ O PNSD-15-20
·                METAS PARA O 4º OBJECTIVO
·                ACÇÕES A DESENVOLVER
·                ESTRATÉGIAS E ACÇÕES CONCRETAS A IMPLEMENTAR

sexta-feira, 4 de maio de 2018

Dia Mundial da Higiene das Mãos - 4 de maio


A Higiene das Mãos é uma das principais medidas para garantir 
a Segurança do Doentes
Fernando Barroso


UM DIA SERÁS TU O DOENTE!

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sábado, 7 de abril de 2018

Fármacos e Materiais de Consumo Clínico na Prestação de Cuidados Paliativos Domiciliários – Segurança do Doente 290


NORMA 
1. A lista de fármacos considerados essenciais para o exercício da atividade assistencial das Equipas Comunitárias de Suporte em Cuidados Paliativos e que exige prescrição por médico da referida equipa, com formação específica em Cuidados Paliativos, é a seguinte:  Ler norma no link abaixo)

Norma DGS nº 009/2018 de 06/04/2018

quinta-feira, 5 de abril de 2018

Reclamações dos Utentes – Uma Janela para a Qualidade dos Cuidados | Segurança do Doente 289


Há uma tarefa anual que detesto fazer. E não, não é ir ao dentista...

 Blog Segurança do Doente

Estou a falar da Análise das Reclamações dos Utentes, que estejam tipificadas como “Cuidados de Saúde e Segurança do Doente”, disponibilizadas pelo Gabinete do Utente da Instituição.
Acredita! Não é nada fácil!

Já alguma vez o fizeste?
Já te sentaste a uma mesa com 130 reclamações do ano anterior à tua frente?
Começas a ler uma, e outra, e mais uma…

Ok. Eu sei que “as pessoas escrevem tudo no calor do momento”, mas esses desabafos têm todos (ou praticamente todos) uma base de fundamento real que não podemos ignorar.

Este ano, na primeira tentativa tive de parar à 10ª reclamação. Simplesmente não conseguia continuar.

Diariamente são prestados cuidados de qualidade aos nossos doentes.
Literalmente milhares de atos são praticados de forma correta e humana. Mas não é isso que encontramos quando analisamos as reclamações dos Utentes ou dos seus Familiares.

São histórias de perda, dor e desespero. E é isso que doí, que nos retira o alento.

Muitas vezes, quando lemos estas reclamações, identificamos claramente os profissionais envolvidos, os serviços, os locais onde a situação descrita ocorreu e não conseguimos deixar de nos solidarizar com quem reclama.

A baixa literacia em saúde da população portuguesa não ajuda. Há relatos que resultam de puro desconhecimento, mas acima de tudo, de uma enorme falta de capacidade de comunicação do profissional de saúde para com o doente/acompanhante/família.
E às vezes basta explicar.

E há também uma manifesta falta de sensibilidade, de humanidade se quiseres chamar-lhe assim. Isso é o que custa mais.

O desafio é identificar medidas concretas para melhorar este cenário. Promover um melhor cuidado e acima de tudo, uma melhor comunicação.

Nenhum de nós tem o direito de, protegido por uma armadura de “profissional de saúde” diminuir os direitos do doente.

Eu ainda não encontrei a melhor forma de completar esta tarefa. Não sem me sentir esmagado com a violência que leio em algumas descrições. Mas não vou desistir.

Amanhã será um novo dia e tudo farei ao meu alcance para passar esta mensagem.

E tu? Estás comigo?

Fernando Barroso


UM DIA SERÁS TU O DOENTE!

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sábado, 31 de março de 2018

ORIENTAÇÃO DGS Nº 001/2018 - SARAMPO: Controlo de Infeção em unidades de saúde | Segurança do Doente 288



A DGS publicou a 17-03-2018 a ORIENTAÇÃO DGS Nº OO1/2018 com indicações sobre o Controlo de Infeção em unidades de saúde

Nesta orientação pode ler-se:

“As instituições prestadoras de cuidados de saúde, através das direções clínicas e dos Grupo de Coordenação Regional do PPCIRA (GCR-PPCIRA) e Grupo de Coordenação Local do PPCIRA (GCLPPCIRA), devem:

a) Elevar o seu nível de suspeita clínica perante casos que possam configurar a hipótese diagnóstica de sarampo;

b) Cumprir rigorosamente as normas de isolamento adequadas à forma de transmissão preferencial do vírus em causa, medidas essas que são eficazes na prevenção da transmissão do vírus, se corretamente aplicadas – Aplicação das Precauções de Via Aérea, adicionais às Precauções Básicas de Controlo de Infeção (PBCI);

c) Assegurar prova documentada de imunidade contra o sarampo de todos os profissionais com registo de história credível de sarampo ou registo de 2 doses de vacina contra o sarampo. Não está recomendada a determinação serológica prévia à vacinação.


Fernando Barroso



UM DIA SERÁS TU O DOENTE!

#umdiaserastuodoente

Vídeo DGS | Sarampo

sábado, 24 de março de 2018

WHO: BreatheLife - Como a poluição do ar afecta o seu corpo

A poluição do ar é um assassino invisível que se esconde à nossa volta, atacando jovens e idosos. Aprenda como ele passa desapercebido pelas defesas do nosso corpo, causando mortes por ataques cardíacos, derrames, doenças pulmonares e cancro.

quarta-feira, 21 de março de 2018

Checklist - Dados a Incluir na Informação de Alta/Transferência | Despacho n.º 2784/2013 | Segurança do Doente 287

Produzimos uma cheklist numa única página para facilitar a divulgação da informação orientadora dos dados a incluir nas notas de alta/transferência (Despacho nº 2784/2013 de 20 de Fevereiro de 2013), em formato word, editável e livre, para que possa ser adaptada a cada contexto, e que está disponível, grátis, através DESTE LINK.

A Checklist contêm a seguinte informação:

"Nos serviços e estabelecimentos integrados no Serviço Nacional de Saúde (SNS), a partir de 1 de julho de 2013, as notas de alta médica e de enfermagem, bem como as notas de transferência das unidades de cuidados intensivos, em formato digital, contemplam obrigatoriamente os dados a seguir referidos, devendo as mesmas estar em condições de ser acedidas, em formato digital, pelos profissionais de saúde habilitados, para o efeito, através da Plataforma de Dados de Saúde (PDS).
  • Identificação do utente (nome completo, data nascimento, sexo, nacionalidade e pais de residência habitual);
  • Data de admissão, data de alta médica, data de alta administrativa;
  • Número de utente do SNS (independentemente de se tratar de utente beneficiário de um subsistema de saúde);
  • Nome do médico responsável pela alta médica, email profissional e n.º de cédula profissional;
  • Nome do enfermeiro responsável pela alta de enfermagem, email profissional e n.º de cédula profissional;
  • Nome do médico de medicina geral e familiar e n.º de cédula profissional, ou menção confirmada da sua inexistência;
  • Destino (óbito; outro hospital, serviço hospitalar, domicílio, estabelecimento da RNCCI, abandono, saída contra parecer médico ou outro);

domingo, 11 de março de 2018

Aumentar a Segurança Cirúrgica| PNSD-15-20 | Segurança do Doente 286

Aumentar a Segurança Cirúrgica é o 3º objetivo estratégico do Plano Nacional para a Segurança dos Doentes 2015-2020 (PNSD-15-20).

Este artigo está dividido da seguinte forma:
  • O QUE NOS DIZ O PNSD-15-20
  • METAS PARA O 3º OBJECTIVO
  • ACÇÕES A DESENVOLVER
  • ESTRATÉGIAS E ACÇÕES CONCRETAS A IMPLEMENTAR

O QUE NOS DIZ O PNSD-15-20

A Organização Mundial da Saúde estima que, pelo menos, metade dos incidentes decorrentes da prestação de cuidados de saúde ocorre durante o ato cirúrgico, num universo em que o número de cirurgias major, realizadas no mundo, é superior ao número de nascimentos.
Estima, ainda, que 50% das complicações associadas à prática cirúrgica são evitáveis.

É no bloco operatório que parece constatar-se um dos ambientes de trabalho mais complexos da prestação de cuidados de saúde.

A tecnologia sofisticada, de acordo com o procedimento cirúrgico a realizar e a multidisciplinaridade a que obriga, constituída por anestesistas, cirurgiões, enfermeiros e outros técnicos, obriga a uma interacção perfeita num contexto de elevada complexidade.

Como a segurança cirúrgica não era reconhecida como um problema de saúde pública e os sistemas de informação, quando existentes, não permitiam monitorizar os procedimentos nem avaliar os resultados e, ainda, como não existia padronização dos procedimentos de garantia da segurança cirúrgica na maioria dos países, a Organização Mundial da Saúde estabeleceu, em 2007, o projecto “Cirurgia Segura Salva Vidas”.

domingo, 4 de março de 2018

1ª Aula de Segurança do Doente na Pós-Graduação em Literacia em Saúde – ISPA | 03-03-2018 | Segurança do Doente 285


Foi com enorme orgulho e privilégio que dei a 1ª Aula de "Segurança do Doente" na  Pós-Graduação em Literacia em Saúde que decorre no ISPA.


Segundo o relatório Literacia em Saúde em Portugal – 2015 da Fundação Calouste Gulbenkian, a literacia em saúde condiciona a forma como cada um de nós é capaz de tomar decisões acertadas sobre saúde.

Afecta, por isso, não apenas a nossa qualidade de vida e daqueles que nos são próximos e que dependem de nós (como as crianças ou os idosos), mas pode ter também implicações nas despesas de saúde e nos custos e formas de organização dos sistemas de saúde nacionais.

A literacia em saúde remete para as competências e os conhecimentos dos indivíduos necessários para acederem, compreenderem, avaliarem e utilizarem informação sobre saúde, que lhes permita tomar decisões sobre cuidados de saúde, prevenção da doença e modos de promoção de uma vida saudável.

Uma baixa Literacia em Saúde pode dar origem, por exemplo, a um maior número de internamentos e a uma utilização mais frequente de serviços de urgência e, também, a uma menor prevalência de atitudes individuais e familiares preventivas no campo da saúde. Ou seja, a uma menor qualidade de vida.

E não podemos nunca esquecer que a Literacia em Saúde não é uma questão apenas dos Doentes, mas também dos profissionais de saúde.

“Extensive research has shown that no matter how knowledgeable a clinician might be, if he or she is not able to open good communication with the patient, he or she may be of no help.” - Institute for Healthcare Communication

Temos, pois, de melhorar a nossa comunicação e a literacia de doentes e profissionais de saúde.

Parabéns ao ISPA por esta iniciativa.
Fernando Barroso


UM DIA SERÁS TU O DOENTE!

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