domingo, 15 de fevereiro de 2015

Controlo de Infeção – Porque é tão difícil "controlar"?

Depois de assistir a mais umas Jornadas onde o “Controlo de Infeção” era o principal tema condutor, dei por mim a reflectir sobre a questão – Se estamos todos de acordo, porque é tão difícil "controlar"?
As infeções associadas aos cuidados de saúde (IACS) são, como o próprio nome indica, resultantes dos cuidados de saúde prestados, e não a consequência “natural” do estado do doente. Se quiserem, por outras palavras, são infecções que resultam do ambiente envolvente do doente (disponibilizado pela Instituição de saúde) e principalmente das acções ou omissões dos profissionais de saúde que cuidam do doente (a qualquer nível).

Ouvimos há anos palestras e estudos sobre a higiene das mãos, sobre os riscos da utilização de técnicas invasivas quando não são absolutamente necessárias (a algaliação vesical é um exemplo) ou ainda sobre a necessidade de um ambiente protector (a higiene e limpeza do ambiente hospitalar, dos equipamentos – desde o estetoscópio que percorre todo o hospital ao dispositivo de avaliação de tensão arterial que “é único no serviço” e que por isso tem de servir a todos – e da higiene dos próprios profissionais de saúde – unhas de gel, batas que são guardadas nas malas dos carros, fardas imundas, profissionais doentes que vão trabalhar e prestar cuidados a quem está numa cama de hospital).
Sabemos há décadas que tratar uma infecção é mais dispendioso do que preveni-la. Vejam-se por exemplo estes dois estudos
Sabemos que o dinheiro gasto no tratamento das IACS (medicamentos e técnicas de suporte) são astronómicos, mas são poucas as sociedades que olham para esta questão com verdadeira vontade e intenção de a alterar.
Para mudar, temos todos de o querer fazer, e aqueles que não o querem devem ser responsabilizados por isso.
 
Então, como mudar? Algumas sugestões:
  • Garantir a existência de recursos adequados. Há países onde a CCI é um Serviço completo. Em Portugal ainda se discute se teremos capacidade de implementar o Despacho n.º 2902/2013 e os seus subsequentes documentos orientadores, tendo à cabeça a dotação de recursos adequados.
  • Tem de existir condições à concretização dentro de cada Instituição do Programa de Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistência aos Antimicrobianos. Para já não há!
  • Devem existir objectivos claros relacionados com as taxas de IACS, ao nível institucional e por Serviços, inscritos nos contratos programa/planos de acção, e penalizar o seu incumprimento. Será que o recente Plano Nacional para a Segurança dos Doentes 2015-2020 (Publicado a 10-02-2015), vai sequer ser lido por todos os responsáveis, a todos os níveis das Instituições?
  • Monitorizar o cumprimento das medidas de higienização das mãos (com auditorias internas e externas) ligando-as também ao sistema de avaliação individual dos profissionais.

Poderia aqui sugerir muitas mais, mas o actual quadro legislativo e os poderes instituídos não o permitem.

Provavelmente amanhã vamos continuar a receber profissionais de saúde nas instituições para quem as precauções básicas no controlo de infecção são um mistério (Assistentes Operacionais, Técnicos de Diagnóstico e Terapêutica, Médicos recém formados a quem nunca foi ensinada a "técnica da lavagem das mãos” ou o que é um “isolamento de contacto”. Aqui os Enfermeiros tem efectuado um esforço na sua formação base, embora seja por demais evidente que esquecem rapidamente essas regras quando passam de aluno a profissional.

Todos, todos sem excepção temos o dever moral e ético de fazer mais e de fazer melhor (aqui me incluo também). Até lá, o Controlo de Infeção está sem "controlo".

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Revista de Enfermagem - Cuid`arte - N.º12

(Clique na imagem para aceder à revista)
ARTIGOS PUBLICADOS

Análise da Perceção do Cuidador Informal do Doente Dependente por Acidente Vascular Cerebral

Competências do Supervisor Clínico

Nutrição e Hidratação da Pessoa Internada: O Papel do Enfermeiro

Acolhimento na Unidade de Cuidados Intensivos: Um Relato Profissional

Programa Hospital na Comunidade

Dia Mundial da Diabetes

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

45% dos Doentes em Ambulatório recebe uma Prescrição Inapropriada de Antibióticos

De acordo com um estudo da revista Infection Control & Hospital Epidemiology, de fevereiro de 2015, da Society for Healthcare Epidemiology of America, os médicos de Medicina Interna e de Medicina de familiar nos Serviços de Ambulatório, prescrevem significativamente mais antibióticos do que o necessário aos doentes com infeções do trato respiratório.

Os promotores do estudo realizaram uma análise retrospetiva de mais de 4.000 atendimentos em ambulatório em doentes que procuraram tratamento para infecções do trato respiratório (ITR).
Os investigadores descobriram que quase metade (45%) dos doentes receberam uma prescrição inapropriada de antibióticos, apesar de muitas ITR não necessitarem de antibióticos, um problema com consequências graves, de acordo com o principal autor do estudo, o Dr. Tamar Barlam.
"Os padrões de prescrição inapropriada dos médicos aparenta ser diferente por especialidade médica e é estabelecida no início, provavelmente durante a faculdade de medicina ou durante o internato", afirma o Dr. Darlam. "A instituição de condutas agressivas durante o período de formação ou prática, aplicadas no momento certo e dirigidas aos médicos certos poderia melhorar a prescrição e utilização dos antibióticos, e a eficácia do conceito de “Stewardship” nos serviços de Consultas Externas”.

As infeções do trato respiratório (ITR) nas quais os antibióticos foram mais frequentemente prescritos de forma inapropriada incluem:
Bronquite (71% dos doentes receberam um antibiótico)
Dor de garganta (50%)
ITR inespecífica (28%)
Pode saber mais no site do ECDC
Materiais de campanhas de comunicação do ECDC para o Dia Europeu dos Antibióticos - http://www.ecdc.europa.eu/pt/EAAD/Pages/Home.aspx

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

PLANO NACIONAL PARA A SEGURANÇA DOS DOENTES 2015-2020

O Plano Nacional para a Segurança dos Doentes 2015-2020 (Publicado a 10-02-2015 em Diário da República) visa, principalmente, apoiar os gestores e os clínicos do Serviço Nacional de Saúde na aplicação de métodos e na procura de objetivos e metas que melhorem a gestão dos riscos associados à prestação de cuidados de saúde, uma vez que a melhoria da segurança dos doentes é uma responsabilidade de equipa, que mobiliza as competências individuais de cada um dos seus elementos e implica a gestão sistémica de todas as atividades. (…)

O presente Plano, concebido com base numa visão transversal do Serviço Nacional de Saúde, obriga ao envolvimento das responsabilidades de governação, de coordenação e da prática operacional da prestação de cuidados, visando a convergência metodológica dos diversos dispositivos existentes que contribuem para a gestão dos riscos associados à prática dos cuidados. (…)

O Plano Nacional para a Segurança dos Doentes 2015-2020 deve ser assumido por cada estabelecimento prestador de cuidados de saúde, através da respetiva adaptação à sua organização.
O Plano Nacional para a Segurança dos Doentes 2015-2020 visa, através de ações transversais, como a cultura de segurança, a partilha do conhecimento e da informação e de ações dirigidas a problemas específicos, melhorar a prestação segura de cuidados de saúde em todos os níveis de cuidados, de forma integrada e num processo de melhoria contínua da qualidade do Serviço Nacional de Saúde. (…)

O Plano Nacional para a Segurança dos Doentes 2015-2020, visa atingir os seguintes objetivos estratégicos:
1. Aumentar a cultura de segurança do ambiente interno.
2. Aumentar a segurança da comunicação.
3. Aumentar a segurança cirúrgica.
4. Aumentar a segurança na utilização da medicação.
5. Assegurar a identificação inequívoca dos doentes.
6. Prevenir a ocorrência de quedas.
7. Prevenir a ocorrência de úlceras de pressão.
8. Assegurar a prática sistemática de notificação, análise e prevenção de incidentes.
9. Prevenir e controlar as infeções e as resistências aos antimicrobianos.

Para serem atingidos tais objetivos, o Plano Nacional para a Segurança dos Doentes 2015-2020 obriga a que as Comissões da Qualidade e Segurança dos hospitais e agrupamentos de centros de saúde inscrevam nos seus planos de ação anuais atividades que visem alcançar os objetivos estratégicos (contidos neste despacho) (…)



Agora é que isto vai ficar interessante…

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

O Assédio Moral no Trabalho e as Consequências da Tensão Laboral Provocada na População Portuguesa em Geral

NOTA: Por indicação da autora, o link para a recolha de dados já não se encontra dísponivel. Obrigado a todos pela colaboração.

Venho por este meio solicitar a sua participação no meu estudo que aborda o tema do assédio moral no TRABALHO relacionado com a tensão laboral. 

Para participar nesta investigação basta responder ao QUESTIONÁRIO ONLINE, para tal, por favor aceda ao seguinte LINK: (...) 

Como requisito para responder ao questionário ONLINE, basta que esteja atualmente a TRABALHAR (part-time ou full-time) e seja de NACIONALIDADE PORTUGUESA.

O questionário é alargado ao empregado e ao empregador, sendo todos importantes para a constituição da amostra e, não limita idade. 
Para esclarecimentos ou mais informações estou ao seu dispor via e-mail.
Muito Obrigada, 

Maria Carolina Gomes Vilaça 

(e-mail: mariacarolinagomesvilaca@gmail.com)

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Segurança do Doente e Boas Práticas de Consentimento Esclarecido na Realização de Exames de Tomografia Computorizada

Dissertação para obtenção do grau de Mestre no âmbito do II Curso de Mestrado em Segurança do Doente. Realizado por: Esmeralda Ferreira Martins Pina

RESUMO: O presente trabalho pretende centrar-se no estudo da Segurança do Doente e das boas práticas de Consentimento Esclarecido na realização de exames de Tomografia Computorizada.

Nos dias de hoje, a assinatura do documento de Consentimento Esclarecido tem-se mostrado um ato banal, sem a merecida atenção que entidades de saúde, Médicos e Técnicos de Radiologia lhe deviam conceder, uma vez que os Eventos Adversos, aquando da realização de uma TC com Meio de Contraste, poderão ser vários e complicados; por outro lado, o doente muitas vezes não está preparado nem devidamente informado sobre os seus efeitos e as medidas necessárias que deverão ser acionadas para os combater.

A necessidade da veiculação de uma informação capaz, de uma elucidação total para o doente pôr em prática a sua autonomia, fruto da consciência que tem dos factos, revela-se fundamental, mas para que tal aconteça é urgente ultrapassar obstáculos respeitantes às práticas profissionais de entidades de saúde, Médicos e Técnicos de Radiologia, assim como aspetos sociais, linguísticos, idade, vulnerabilidade individual, entre outros. Neste contexto, a apresentação de boas práticas de Consentimento Esclarecido revela-se de extrema importância para o desenvolvimento desta dissertação.

Para consubstanciar as ideias a desenvolver, para além da pesquisa bibliográfica, revelou-se importante a recolha de dados através de uma entrevista e de um inquérito a elementos que participam neste processo, nomeadamente, doentes, Médicos e Técnicos de Radiologia e, posteriormente, uma análise dos conteúdos dos resultados obtidos e a sua integração nos princípios teóricos do estudo.


Palavras-chave: Consentimento Esclarecido, autonomia do doente, Segurança do Doente, meios de contraste em radiologia, procedimentos do técnico de radiologia, Eventos Adversos.


Pode obter um Resumo alargado Aqui

Esta é a Apresentação do trabalho efetuado.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Prevenção e Controlo da Infeção na Preparação e Administração de Medicamentos Endovenosos

Dissertação apresentada à Universidade Católica Portuguesa para a obtenção do grau de mestre em Infeção em Cuidados de Saúde por Susana Maria Sardinha Vieira Ramos

Resumo
Introdução: Uma das grandes áreas de responsabilidade dos enfermeiros é a preparação e administração de medicamentos, sendo vital a implementação de procedimentos de prevenção e controlo da infeção que visem práticas seguras. Neste âmbito foi realizado um estudo que teve como objetivos, verificar os itens que são cumpridos pelos enfermeiros mediante as recomendações de prevenção e controlo da infeção para a preparação de medicamentos endovenosos, administrados em dispositivos intra-vasculares e descrever com que frequência as recomendações são cumpridas.

Material e Métodos - Estudo descritivo simples observacional com enfoque na abordagem quantitativa. Observadas as práticas de 37 enfermeiros em três períodos distintos, totalizando 111 observações.

Resultados – A prática de higiene das mãos com solução antisséptica de base alcoólica (SABA) foi a mais frequentemente utilizada pelos enfermeiros, antes e após a administração dos medicamentos. Em ambas as técnicas de higiene das mãos (com água e sabão ou com SABA) foram observadas taxas de cumprimento mais baixas nos passos que exigem movimentos mais incisivos e complexos. A prática de higiene das mãos obteve taxas de adesão mais elevadas após a administração do medicamento. O cumprimento total das práticas para a prevenção da infeção na preparação do medicamento foi de 18,9%) e na administração do medicamento foi de 42,3%. A descontaminação da via de acesso com álcool a 70% antes da administração do medicamento verificou-se em cerca de metade das observações (48,6%).

Conclusões – O estudo evidenciou que os enfermeiros não cumprem sistematicamente todos os itens constantes nas recomendações sendo essencial promover programas de formação/informação e de auditoria para que os profissionais conheçam e adiram sistematicamente às recomendações de prevenção e controlo da infeção no uso do medicamento.


PALAVRAS CHAVE: Infeção Associada aos Cuidados de Saúde; Higiene das Mãos; Segurança do Doente; Práticas Seguras com Injetáveis; Medicamento.



domingo, 1 de fevereiro de 2015

Documentário - We AdVANCE - A Documentary Film on Patient Safety

Este post serve para solicitar o seu apoio ao meu primeiro filme: We AdVANCE - A Documentary Film on Patient Safety.
Este é um documentário sobre a Segurança do Doente.
We AdVANCE foi submetido ao “The Online Film Festival”.
Se você gostar não se esqueça de votar em We AdVANCE (através do link abaixo) e pode compartilhar esta informação com os seus Amigos.

O documentário We AdVANCE tem legendas disponíveis em Português, Francês e Inglês.
Obrigado, Alexandre Tavares

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Como criar um Relatório de Segurança do Doente que todos podem ler?

Chegámos àquela altura do ano em que é importante divulgar um resumo do nosso trabalho.
- Afinal o que foi feito durante o ano que agora terminou?
O Feedback é muito importante! É por isso que eu gostava de mostrar-te como é que eu faço neste pequeno vídeo de 6 minutos…


Podes encontrar um “modelo” do relatório referido no video e fazer o download aqui
Adorava saber a tua opinião sobre este assunto. Quais são os teus comentários ou sugestões?
Se gostaste desta informação partilha com os teus Amigos.
Até à próxima e vamos lá concluir o nosso ano em grande.

domingo, 25 de janeiro de 2015

A Importância da Auditoria Interna na Saúde – Andreia Toga

Este artigo é da autoria da Dr.ª Andreia Toga, Diretora do Serviço de Auditoria Interna do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho, EPE., e publicado na revista “Gestão Hospitalar” da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares |APAH| em Dezembro de 2014 .
(clique na imagem para ter acesso ao artigo)
Este é um interessante artigo que nos esclarece o conceito de “Auditoria Interna” para além da área clínica. A auditoria interna aqui referida refere-se à “avaliação dos processos de controlo interno e de gestão de riscos, nos domínios contabilístico, financeiro, operacional, informático e de recursos humanos,…” (artigo 17º do Decreto-Lei nº 244/2012, de 09 de novembro), não deixando de nos proporcionar outra informação e conhecimento muito interessante sobre a temática da “auditoria”

Outras fontes de informação que podem ser do teu interesse.
Site da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares - http://www.askplane.com/2/index.html
Site do Instituto Português de Auditoria - www.ipai.pt/index.php 

Site do Institute of Internal Auditors - https://na.theiia.org/Pages/IIAHome.aspx

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Portaria nº 250/2014 - Procedimento Concursal de Recrutamento para a Carreira de Enfermagem

O Decreto -Lei n.º 248/2009, de 22 de setembro, diploma que estabelece o regime legal da carreira especial de enfermagem, bem como os respectivos requisitos de habilitação profissional, determina que o recrutamento para os postos de trabalho em funções públicas, no âmbito da carreira em causa, incluindo mudança de categoria, se efetua mediante procedimento concursal.


A Portarianº 250/2014 de 28 de novembro de 2014, regulamenta a tramitação do procedimento concursal de recrutamento para os postos de trabalho em funções públicas, no âmbito da carreira especial de enfermagem.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

PÓS-GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM À PESSOA EM SITUAÇÃO CRÍTICA (2ª Edição)

Estão abertas as candidaturas à
2ª Edição da PÓS-GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM À PESSOA EM SITUAÇÃO CRÍTICA
na Escola Superior de Saúde Egas Moniz

sábado, 17 de janeiro de 2015

Você é o piloto! (You are the Pilot!), Por Alexandre Tavares, Médico

Você é o piloto! 
Uma "viajem" pela Segurança do Doente, com uma perspectiva diferente é o que vos propomos hoje com a ajuda de Alexandre Tavares, Médico brasileiro radicado no Canadá.
Não percas esta "viajem". Para leres o texto na integra vai a https://drtavares.wordpress.com/2014/12/02/you-are-the-pilot-portuguese/ 
Texto original por Dr. Alexandre G. Tavares
Aluno do Curso Internacional de Qualidade em Saúde e Segurança do Paciente da Universidade Nova de Lisboa / ENSP – FIOCRUZ Brasil
Médico – Child and Adolescent Treatment Centre, Manitoba, Canada
Twitter: @agtnet
(for the original in English, visit https://drtavares.wordpress.com/2014/08/13/you-are-the-pilot/ )
Informação publicada com autorização do Autor.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Comunicação e Literacia em Saúde - ISPA – Instituto Universitário

Curso de Comunicação e Literacia em Saúde
Dias 28 de Fevereiro e 7 de Março 2015
(2 Sábados | 12 horas intensivas)
Potenciar o empowerment do cidadão, contribuir para melhor educação para a saúde
Desenvolver estratégias de comunicação em saúde para conseguir maior adesão terapêutica com utentes/doentes
Desenvolver técnicas para melhorar relacionamento entre profissionais de saúde
Aplicar técnicas de Linguagem assertiva e comportamento positivo para mudar comportamentos e atitudes

DESTINATÁRIOS
• Profissionais de saúde, serviço social, desenvolvimento comunitário, reabilitação, comunicação e marketing
• Responsáveis pela educação para a saúde e pelo contributo pela educação em saúde e pelo contributo pelo empowerment do cidadão, em serviços de saúde e programas na comunidade
• Estudantes de qualquer ano das áreas da saúde, serviço social, desenvolvimento comunitário, reabilitação e inserção social, comunicação e marketing

OBJECTIVOS
• Conhecer aspectos teóricos, ferramentas e formas de alcançar uma maior literacia em saúde por todos os intervenientes nas actividades de educação para a saúde
• Contribuir para melhoria da comunicação em saúde, para a humanização dos serviços e maior empoderamento do cidadão

domingo, 11 de janeiro de 2015

Medicamentos com nome ortográfico, fonético ou aspeto semelhantes (LASA) - Norma DGS

Para os mais desatentos (como eu próprio – obrigado pelo alerta Luís Caldas) foi divulgado no passado dia 30/Dezembro/2014 a Norma da DGS nº 020/2014 de 30/12/2014 - Medicamentos com nome ortográfico, fonético ouaspeto semelhantes.

O que podemos encontrar nesta Norma.
  • Orientações para a implementação de práticas seguras no que respeita aos medicamentos com nome ortográfico e/ou fonético e/ou aspeto semelhantes, designados por medicamentos LASA (Look- Alike, Sound-Alike).
  • Um instrumento de auditoria organizacional, na forma de Checklist
  • Informação de apoio
    • Definições/Conceitos e critérios
    • Fundamentação
    • Avaliação
  • Anexo I: Lista de medicamentos com nome ortográfico e/ou fonético semelhantes, com aplicação do método de inserção de letras maiúsculas.
  • Anexo II: Regras de aplicação do método de inserção de letras maiúsculas.


quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Divulgação do Livro - Extravasaciones, un problema real

Um livro da autoria do Enfermeiro Alfonso Alvarez, Enfermeiro em Onco-hematologia no Complejo Asistencial Universitario de León.
O livro Extravasaciones, un problema real surge da necessidade, por parte dos profissionais e daqueles que estão prestes a sê-lo, de gerir os factores de risco, e de prevenir a ocorrência destes incidentes e no caso de ocorrerem, o que fazer e que meios utilizar para o seu tratamento, de forma a evitar os seus  efeitos devastadores (ver aqui as imagens)
Um livro muito completo a não perder e que podes encontrar em http://www.extravasaciones.com/ 

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Como notificar a Falta de Recursos Humanos no NOTIFIC@

Artigo revisto e republicado a 01 de maio de 2019

Como notificar a Falta de Recursos Humanos no NOTIFIC@?

Todas as notificações são importantes e podem fazer a diferença.

Para fazer passar a mensagem temos no entanto de o fazer com números, com números elevados e isso só será possível se todos colaborarmos, tornando o problema da falta de recursos humanos visível, junto dos responsáveis que podem de facto alterar alguma coisa.

Temos de notificar, de forma consistente, todos os incidentes relacionados com a falta de recursos humanos.

A ferramenta para o fazer existe. Chama-se NOTIFIC@ - Sistema Nacional de Notificação de Incidentes.


Fernando Barroso

UM DIA SERÁS TU O DOENTE!
#segurancadodoente

domingo, 28 de setembro de 2014

NOTIFIQ@ - Sistema Nacional de Notificação de Incidentes

Ficou "on-line" no passado dia 26 de Setembro o novo Sistema Nacional de Notificação de Incidentes - NOTIFIQ@

O novo sistema continua a utilizar como base a linguagem da CISD (Classificação Internacional para a Segurança do Doente), mas tudo foi reformulado, simplificando a notificação e a inclusão de informação.
O grande salto foi dado no entanto no "back-office" do sistema, o que permitirá aos Gestores Locais nomeados pelas Instituições uma verdadeira interação com as notificações, aproveitando o máximo da informação disponibilizada.
Este pode não ser ainda um sistema perfeito (estará longe disso), mas é um sistema que funciona, está em Portugal e tem uma equipa que vai ouvir as criticas construtivas, incorporando rapidamente as mudanças que venham a identificar-se como necessárias.

Para já, pedia-te que utilizassem o sistema, sem receios, mas com uma postura critica positiva.
De "Velhos do Restelo" estamos todos fartos.

Que dúvidas tens? quais são as tuas maiores objeções? Como posso ajudar?

Usa os comentários abaixo e deixa a tua opinião sobre o Sistema Nacional de Notificação de Incidentes - NOTIFIQ@
Fernando Barroso

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Folheto informativo – Guía Del Paciente Usuario de Urgencias.

Folheto informativo – guía del paciente usuario de urgencias from Fernando Barroso

Este fim-de-semana, quando arrumava algumas pastas, encontrei este folheto, muito interessante.
É um guia informativo dirigido aos doentes utilizadores do serviço de urgência do “Hospital Universitário de Sant Joan - Alicante, Espanha, local onde tive o privilégio de estagiar no âmbito do Programa HOPE, em 2007.
O mesmo contém “dicas” muito interessantes que podem ser aproveitadas.

Espero que gostem.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Sabe qual é o item mais frequentemente deixado dentro de um doente cirúrgico?

De acordo com um artigo publicado no Journal of the American College of Surgeons, o item mais frequentemente deixado dentro dos doentes cirúrgicos é a esponja (compressa) cirúrgica, muitas vezes difícil de se ver uma vez embebida em sangue e empurrada para dentro de uma cavidade do corpo.

Um grupo de investigadores utilizou a informação existente na base de dados da University Health System Consortium Safety Intelligence para analisar quando as esponjas retidas eram imediatamente identificadas, versus quando elas eram identificadas numa data posterior.

Eles descobriram que as equipas cirúrgicas que utilizavam 2 métodos (contagem das esponjas e tecnologia de radiofrequência) tinham a melhor probabilidade de identificação de esponjas e evitar complicações relacionadas com objetos cirúrgicos retidos. Segundo a equipa, a radiofrequência foi a ferramenta mais precisa e eficaz em termos de custos para manter o controlo de objetos cirúrgicos.

Para saber como funciona esta nova tecnologia de radiofrequência pode ver um vídeo explicativo aqui.

De acordo com o CMS (Centers for Medicare & Medicaid Services), a incidência de objetos cirúrgicos retidos é de cerca de 1 em cada 6.000 cirurgias, ou 8.500 por ano nos Estados Unidos, com um custo de 63 mil dólares americanos por remoção de item.

Em Portugal ainda não existem dados agregados que permitam conhecer esta realidade.
E na sua Instituição, o que se passa?

domingo, 7 de setembro de 2014

2ª fase de inscrições para o Curso Internacional de Qualidade em Saúde e Segurança do Paciente

Está aberta a 2ª fase de inscrições para o
 Curso Internacional de Qualidade em Saúde e Segurança do Paciente
na ENSP- Universidade Nova de Lisboa.

Esta 2ª fase decorrerá até ao dia 18 de Setembro.
Para mais informações queiram por favor visitar em www.ensp.unl.pt

O Curso Internacional de Qualidade em Saúde e Segurança do Paciente é um curso de Extensão Universitária que resulta da parceria entre a Escola Nacional de Saúde Pública – Sérgio Arouca da Fundação Oswaldo Cruz e da Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa.
Destinatários - O Curso dirige-se a detentores do grau de licenciatura nas áreas da saúde ou áreas afins, que exerçam ou pretendam exercer funções em instituições de saúde nos diferentes níveis Cuidados de Saúde Primários (Atenção Primária), Cuidados Hospitalares e Cuidados Continuados, do sector público, privado ou social, no Brasil, em Portugal, nos PALOPs (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa) e em Timor-Leste.