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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Quais os 10 Principais Problemas de Segurança do Doente com que te deves preocupar em 2016?

Sabemos que o sector da Saúde deu passos de gigante na segurança do doente nos últimos anos. No entanto, há sempre espaço para melhorar na viajem em direção ao “dano zero” para o doente.

Em 2015 surgiram vários problemas que projectaram uma nova luz sobre as ameaças à segurança do doente.

O equipa editorial da The Becker's Infection Control & Clinical Quality Infection Control escolheu 10 questões de segurança do doente para os profissionais de saúde terem em consideração 2016. As questões são apresentadas abaixo sem nenhuma ordem particular, tendo sido selecionadas com base nos acontecimentos e tendências de 2015.

Erros de Medicação – A Agency for Healthcare Research and Quality chama aos erros de medicação "um dos tipos mais comuns de erros durante o internamento", uma vez que anualmente quase 5% dos doentes hospitalizados são afetados por eventos adversos a medicamentos. Novas evidências descobertas em 2015 mostram que esses erros são abundantes também durante as cirurgias.

Erros de Diagnóstico – Os erros de diagnóstico ficaram nas “luzes da ribalta” no final de 2015 graças a um relatório do Institute of Medicine intitulado "Improving Diagnosis in Health Care". O relatório afirma que os erros de diagnóstico são responsáveis por 6% a 17% dos eventos adversos hospitalares e cerca de 10% das mortes de doentes, indicando que existe definitivamente espaço para melhorar.


Procedimento de Alta para os cuidados não diferenciados ou domicílio – A alta hospitalar pode ser um momento crítico no cuidado do doente. Um estudo do início da década de 2000 descobriu que quase 20% dos doentes experimentam um evento adverso dentro de três semanas após a alta, e muitos desses eventos poderiam ser evitados.

Segurança no Trabalho – É um dever da instituição de saúde manter os doentes seguros, mas alguns especialistas argumentam que os doentes não ficam seguros, a menos que os profissionais de saúde se sintam também eles seguros.
"Se os profissionais de saúde estão seguros, então teremos doentes mais seguros", afirma Deborah Grubbe, consultora de saúde na DuPont Sustainable Solutions, porque "quando os profissionais de saúde não tem de se concentrar na sua própria segurança ou preocupar-se se se vão magoar, eles passam a ser capazes de gastar toda a sua energia e agilidade na prestação de bons cuidados para o doente."
Sabia que a Direção Geral da Saúde emitiu em 2014 a Orientação nº 008/2014 de 21/05/2014 - Organização e funcionamento do Serviço de Saúde Ocupacional/Saúde e Segurança do Trabalho dos Centros Hospitalares/Hospitais. Não deixes de ler.

Segurança das Instalações – Os problemas com a “infra-estrutura e instalações” das unidades de saúde podem colocar a segurança do doente em risco (veja estes exemplos). Várias vezes em 2015, a segurança dos doentes foi comprometida ou quase comprometida por causa das instalações ou falhas na sua manutenção.

Problemas com o Reprocessamento – As questões que envolvem o reprocessamento de certos dispositivos e equipamentos médicos (em especial os endoscópios) e sua ligação com infeções esteve bem presente em 2015 e de certeza que transitará para 2016, com os profissionais de saúde a aprimorar as melhores práticas para evitar novos incidentes. Na verdade, o Instituto ECRI colocou em primeiro lugar na sua listaTop 10 Perigos Relacionados com a Tecnologia na Saúde – a limpeza inadequada dos endoscópios flexíveis (Inadequate Cleaning of Flexible Endoscopes before Disinfection Can Spread Deadly Pathogens).

Sépsis – De acordo com o CDC, mais de 1 milhão de casos de sépsis ocorrem todos os anos, e cerca de metade das pessoas com sépsis acaba por morrer, tornando-se esta a nona principal causa de morte relacionada com a doença.
Embora a sépsis não seja uma nova preocupação de segurança do doente, torna-se de novo objeto de atenção em 2016 quando o CMS (Centers for Medicare & Medicaid Services) acrescentou a sépsis grave e a Bundle de Gestão Precoce do Choque Séptico para o ano fiscal 2016 como um item no seu sistema de pagamento aos hospitais. O financiamento é de facto um poderoso “incentivo”…
Para saber mais clique aqui.

"Super" Superbactérias – Superbactérias - definidas por Brian K. Coombes, PhD, da Universidade McMaster, no Ontário como bactérias que não podem ser tratadas usando dois ou mais antibióticos - continuam a representar uma ameaça para os doentes, e estas superbactérias parecem estar a ficar mais fortes.
Um relatório do CDC publicado em Dezembro/2015 revelou um conjunto particularmente perigosa de estirpes CRE (carbapenem-resistant Enterobacteriaceae) sendo um motivo de preocupação de saúde pública nos EUA.
Podes saber mais sobre este assunto aqui “Enterobacteriaceas resistentes aos carbapenemes

A ciber-insegurança de dispositivos médicos. Em julho de 2015, o U.S. Food and Drug Administration emitiu um alerta de segurança oficial aos hospitais solicitando a implementação de medidas de segurança adicionais perante o uso do sistema de infusão Infusion System Hospira Symbiq, uma bomba de infusão informatizada que é amplamente utilizada para administração de medicamentos, depois de ter ficado aparente que, com alguma facilidade, os hackers poderiam aceder remotamente ao dispositivo e alterar as dosagens.
As preocupações com a cibersegurança deixou de ser uma preocupação específica dos serviços IT para passar a ser uma preocupação que envolve a segurança do doente o suficientemente grave para estar no radar de todos.

Ser transparente com os Indicadores da Qualidade – A maioria dos sistemas de saúde aplica aos seus doentes questionários sobre as suas experiências e satisfação com os médicos (e outros profissionais de saúde) durante a sua hospitalização. No entanto poucos optam por colocar essas avaliações on-line para que todos as possam ver, embora haja razão para acreditar que essa prática (de divulgação) pode melhorar a segurança do doente.
Ashish K. Jha é um pesquisador de segurança do doente da Universidade de Harvard. Ele escreveu um artigo no Harvard Business Review em outubrode 2015 em que afirma que "Quando todos - médicos, doentes, instituições e imprensa – estiverem a par dos dados sobre o desempenho, os médicos (e outros profissionais de saúde) irão desenvolver um maior sentido de responsabilidade na prestação de cuidados de qualidade".

Estes são então alguns dos problemas com que nos veremos confrontados em 2016.
E tu, achas que existem outros que também mereçam a nossa atenção?
Fernando Barroso
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