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quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Avaliação do Risco

Avaliação do Risco - Uma ferramenta simples para a Segurança do Doente


Avaliar o risco é algo instintivo para nós. Tanto que nem nos apercebemos de que o estamos a fazer.
Quando decidimos sair de casa e entramos no nosso carro, avaliamos instintivamente os riscos a que nos expomos. É por isso que decidimos colocar o cinto de segurança (minimizando o risco de lesões no caso de acidente) ou optando por não utilizar o telemóvel enquanto conduzimos (evitando distracções e a possível multa).

Quando abordamos o risco, podemos fazê-lo de uma forma reactiva (por exemplo, notificando um incidente, analisando a sua causa raiz, e estabelecendo um plano de acção/melhoria, que permita que esse incidente não volte a ocorrer ou que o risco seja diminuído a um nível aceitável) ou podemos abordar o risco de uma forma pró-activa (preventiva).

A pro-actividade é aqui entendida como o comportamento de antecipação e de responsabilização pelas próprias escolhas e acções face às situações impostas pelo meio.
Por outras palavras, pró-activo é aquele que toma atitudes para resolver problemas antes que eles aconteçam.
Quando adoptamos uma atitude pró-activa perante o risco estamos a reconhecer o potencial para “algo correr mal” e implicitamente vamos procurar medidas, intervenções que possam contribuir para a correcção das falhas detectadas intervindo antes da ocorrência de um incidente, prevenindo (no âmbito dos cuidados de saúde) o dano para o doente (para o profissional e/ou instituição).

A Avaliação do Risco é uma ferramenta simples de utilizar.

Para tal basta seguir alguns passos:
  1. Circule pelo espaço que quer avaliar (o quarto de um doente, uma sala de trabalho ou todo o serviço). Adopte uma atitude de “mente aberta” e “olhe” para o seu serviço/local de trabalho/função ou tarefa, com uma nova perspectiva. Dê alguns passos atrás. Afaste-se, questione a rotina e coloque a seguinte pergunta – O que é que aqui pode correr mal?
  2. Pense em termos de estrutura (Os profissionais, os instrumentos, os recursos disponíveis e o modelo de organização do trabalho) de processo (conjunto de actividades que os profissionais realizam aos doentes; as respostas dos doentes; as actividades de decisão ao nível diagnóstico, terapêutico; acções preventivas) e de resultado (quer relativamente aos níveis de saúde - efectividade, eficiência, etc. – quer quanto à satisfação dos doentes).
  3. Registe, exaustivamente, as suas ideias (pode usar este modelo).
  4. Cruze a Probabilidade (do risco ocorrer) com a sua Consequência (para o doente/profissional) e obtenha um nível de risco (Pode usar esta matriz ou construir a sua. Existem inúmeros exemplos).
  5. Estabeleça um Plano de Acção. Ao fazê-lo pense primeiro em acções que estejam ao seu alcance ou da sua equipa. Pense de forma eficiente (a acção correta que resolva o problema) e ao mais baixo custo possível. Por vezes temos tendência a identificar como acções do nosso plano a aquisição de um novo equipamento ou a necessidade de mais recursos humanos, mas essas acções carecem normalmente de recursos económicos significativos, cada vez mais escassos, difíceis de obter e morosos de alcançar. Não existe nada mais simples que possa ser feito antes?
  6. Reavalie a situação. A Avaliação do Risco deve ser efectuada numa base periódica, no mínimo anualmente ou sempre que ocorra uma mudança significativa.

A Avaliação do risco não é uma actividade complicada, mas é fundamental para melhorar a segurança de todos. Fica aqui uma vídeo bem simples que ilustra esta ideia:


Partilho ainda um documento muito interessante da Administração Regional da Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, IP; Departamento de Saúde Pública; Programa de Saúde Ocupacional, intitulado Gestão do Risco Profissional em Estabelecimentos de Saúde, Orientações Técnicas N.º 1, Fevereiro de 2010. O mesmo pode ser descarregado aqui

E tu, como fazes a “avaliação do risco” na tua instituição?
Que ferramenta utilizas?
A avaliação é feita individualmente ou em equipa?
Partilha a tua experiência nos comentários e se gostaste deste artigo, partilha com os teus amigos nas redes sociais.
Fernando Barroso

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