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quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Checklist Procedimentos de Segurança da ERS 2017 - SD263


A Entidade Reguladora da Saúde actualizou a sua  Checklist Procedimentos de Segurança destinada a integrar a avaliação da qualidade dos estabelecimentos hospitalares no âmbito da dimensão Segurança do Doente do Sistema Nacional de Avaliação em Saúde – SINAS@Hospitais.

Mesmo que o teu Hospital não esteja envolvido na avaliação SINAS@Hospitais, esta checklist pode ser utilizada para realizar uma "auditoria interna" aos procedimentos de segurança preconizados, e com isso identificar áreas a melhorar.


Fernando Barroso

sábado, 5 de agosto de 2017

Água quente ou fria? Qual deves usar para lavar as mãos? | SD262

Quando lavas as tuas mãos, que temperatura de água preferes? Quente ou fria?
E será que a tua escolha afecta a remoção de bactérias durante a higiene das mãos?
De acordo com um estudo realizado por investigadores da Rutgers University-New Brunswick a água fria é tão eficaz quanto a água quente a remover bactérias nocivas.

Para a realização deste estudo, os investigadores colocaram altos níveis de bactérias nocivas nas mãos de 21 participantes várias vezes, ao longo de um período de seis meses.

Os participantes lavaram então as mãos com água com temperaturas de água entre os 15 e os 38°C usando volumes de sabão de 0,5 ml, 1 ml ou 2 ml.

O estudo mostra que a temperatura da água - tão alta como 38ºC e tão baixa como 15ºC - não teve um efeito significativo na redução de bactérias durante a higiene das mãos. Além disso, os investigadores não encontraram diferença entre a quantidade de sabão usada para reduzir as bactérias.

No entanto, são necessárias pesquisas adicionais para determinar quanto e qual o tipo de sabão que mais afecta a remoção de bactérias das mãos.

Mas este estudo conclui ainda outro facto:

Uma lavagem de 30 segundos (20s de lavagem e 10s a enxaguar as mãos) com sabão normal produziu uma significativa redução na contagem média de colónias de bactérias em comparação com uma lavagem com uma duração de 15 segundos.

Os resultados de vários outros estudos indicaram que um tempo de lavagem mais longo pode proporcionar um maior benefício de redução microbiana.

Por outras palavras, vale mesmo a pena demorar um pouco mais a lavar as suas mãos. E isso sim, pode fazer a diferença.


quarta-feira, 2 de agosto de 2017

5 Erros na Caminhada para a Segurança do Doente | SD261

Será que a tua Instituição comete estes erros na caminhada para a Segurança do Doente?

Apesar do movimento de segurança do doente ter alcançado grandes progressos desde o final da década de 1990, o sector da saúde desviou-se desse percurso durante a caminhada.

No 19º Congresso Anual de Segurança do Doente do National Patient Safety Foundation de 2017, o Dr. Berwick (O ex-administrador da CMS e actual membro do Institute for Healthcare Improvement) falou para uma multidão. No seu discurso, ele apontou alguns erros na abordagem que a comunidade de segurança do doente cometeu ao longo de sua caminhada de melhoria contínua.

Cinco desses erros são destacados abaixo.

1. O dinheiro tornou-se mais importante do que a segurança.
O Dr. Berwick observou que a maioria dos membros dos conselhos dos hospitais e outros executivos estão cada vez mais preocupados com a redução de custos e em “não ficar no vermelho” do que com a segurança do doente.
Na verdade, a “qualidade” e a “segurança” nem sequer alcançaram as cinco principais preocupações dos executivos hospitalares que participaram no Questionário Anual aos Conselhos de Administração da área da Saúde 2017.

2. Acreditar na ilusão de que o sector da saúde alcançou a segurança do doente.
"Nunca teremos terminado", afirmou o Dr. Berwick sobre o movimento de segurança do doente. Ele chamou ao conceito de considerar a melhoria da segurança como um simples exercício de verificação de uma checklist um ponto final "letal" para futuros doentes.

3. Pensar que os incentivos irão melhorar a segurança.
Quase todos os profissionais de saúde vêm trabalhar todos os dias querendo fazer bem, disse o Dr. Berwick. Isso torna ineficaz a teoria do incentivo à melhoria da segurança do doente; Como os incentivos provêm da ideia de que os trabalhadores querem fazer algo errado e precisam de um incentivo para fazer o que é certo. "Até que ... desistamos [da] orientação pelo incentivo à segurança, não faremos progressos".

4. Demasiados indicadores.
A “Saúde” está submersa em indicadores" afirmou o Dr. Berwick. "Nós temos que seguir uma dieta". Ele enfatizou a importância de identificar os indicadores mais críticos e medir apenas aqueles, e não mais.

5. Separação dos movimentos de qualidade e segurança.
Em algum momento desta caminhada, a qualidade e a segurança foram colocadas em dimensões separadas – ao que o Dr. Berwick chamou de "um erro". Ele aplaudiu a fusão entre o Institute for Healthcare Improvement e o NPSF como forma de reunir os dois movimentos. "A fragmentação é um erro. Não temos recursos para desperdiçar em tribalismos", afirmou.


A tua Instituição comete estes erros na caminhada para a Segurança do Doente?
Como podemos “retomar o caminho”?