quinta-feira, 22 de novembro de 2018

NOVEMBRO - Mês do Antibiótico | 2018 | (#SD324)


O Programa de Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistências aos Antimicrobianos alia-se ao European Centre for Disease Prevention (ECDC) e à Organização Mundial de Saúde (OMS) e lança Novembro como o mês do antibiótico.

É tempo de assumir que as infeções associadas aos cuidados de saúde e o aumento da resistência dos microrganismos aos antimicrobianos são um grave e crescente problema de saúde pública a nível mundial, que não deve ser ignorado face às implicações que acarreta para os utentes e para as organizações de saúde, nomeadamente o aumento da morbilidade e mortalidade, prolongamento do tempo de internamento e aumento dos custos em saúde.

Segundo dados de um estudo realizado pela Organization for Economic Cooperation and Development (OCDE) e divulgado no presente mês cerca de 2,47 milhões de pessoas poderão morrer na Europa, América do Norte e Austrália entre 2015-2050 devido a infeções causadas por bactérias multirresistentes. Países como Itália, Grécia e Portugal lideram a lista dos países da OCDE com maior taxa de mortalidade prevista associada à resistência antimicrobiana e coloca-os numa situação alarmante no que diz respeito ao número de anos de vida perdidos ajustados pela incapacidade (DALYs). Politicas para promover a higienização das mãos, limpeza ambiental e programas de redução da prescrição de antibióticos permitiria salvar between 35,000 to 38,000 lives per year across the 33 countries included 35.000 a 38.000 vidas por ano nos 33 países incluídos no estudo.

Para um maior conhecimento acerca dos padrões de resistência referente a Portugal encontra-se publicado o relatório do ECDC - European Antimicrobial Resistance Surveillance Network (EARS-Net), onde se destaca o crescimento de resistência das enterobacteriáceas aos carbapenemes e uma diminuição de Staphylococcus aureus resistente à meticila (MRSA).

Neste sentido, importa combater a resistência aos antimicrobianos, adotando uma estratégia “One Health, que engloba a promoção do uso racional de antibióticos na saúde humana, na produção agrícola e pecuária e no meio ambiente.
A Comissão Nacional de Farmácia e Terapêutica vem emitir um conjunto de orientações sobre antibioterapia propondo uma “classificação dos anti-infeciosos” em função da sua utilização – profilaxia cirúrgica, regular ou condicionada – e uma atenção particular à evolução de consumos de carbapenemos e quinolonas.

Torna-se crucial a partilha de informação junto dos profissionais de saúde e dos cidadãos, envolvendo todos nesta responsabilidade, que deve ser partilhada, no combate à prevenção de resistência aos antimicrobianos. Programas de apoio à prescrição antibiótica, campanhas de sensibilização dirigidas à população, bem como a dinamização de momentos formativos nas diversas equipas são evidência de recursos que devem ser implementados nas organizações de saúde.
Felisbela Barroso
Verónica Florêncio
Enfermeiras do Grupo Coordenador Local de Controlo de Infeção e Prevenção de Resistências aos Antimicrobianos do Centro Hospitalar de Setúbal


UM DIA SERÁS TU O DOENTE!
#umdiaserastuodoente

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