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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Um Guia para a Reconciliação Terapêutica e Melhoria da Qualidade – Manual de Implementação MARQUIS

(Clique imagem para 1 cópia doc.)
A Reconciliação Terapêutica é um processo que consiste na identificação da lista mais precisa de todos os medicamentos que um doente está a tomar e que deve tomar - incluindo o nome, dosagem, frequência, via finalidade e a duração - e usar essa lista para fornecer/prescrever medicamentos corretos aos doentes em qualquer lugar dentro do sistema de saúde.

Reconciliação Terapêutica consiste nos seguintes componentes:
  1. No momento da Admissão, um profissional de saúde obtém a Melhor História de Medicação Possível (MHMP). A MHMP é a lista mais precisa da medicação que o doente deve estar a tomar e inclui os medicamentos que o doente está efetivamente a tomar no momento imediatamente anterior à admissão. Esta lista deve ser claramente documentada e atualizada durante o internamento se existir mais informação disponível.
  2. Utilizar a MHMP e a condição clínica do doente para prescrever corretamente a medicação no momento da admissão. Qualquer discrepância não intencional entre a MHMP e a prescrição inicial no momento da admissão deve ser identificada e resolvida.
  3. Aquando de uma transferência hospitalar ou alta, deve comparar-se a MHMP e a medicação que o doente está a receber no internamento para criar um conjunto correto de indicações de transferência/alta. Qualquer discrepância não intencional entre a medicação pré-admissão, a medicação actual e a prescrição para a transferência/alta deve ser identificada e resolvida. A razão para a existência de qualquer discrepância intencional (por exemplo por motivos clínicos) deve ser documentada.
  4. No momento da alta, deve ser entregue ao doente/família/prestador de cuidados, uma lista precisa e informação/educação adequadas relativamente ao regime terapêutico, incluindo o nome, dosagem, frequência, via, finalidade e a duração. Qualquer nova medicação, mudança na dose ou frequência e medicação que foi cancelada quando comparada com a medicação no momento da admissão deve ser claramente identificada e explicada. A importância de manter e atualizar uma lista de medicação deve ser explicada ao doente/família/prestador de cuidados.
  5. O regime terapêutico no momento da alta deve ser documentado e comunicado, conjuntamente com a restante informação relativa ao internamento, evidenciando as alterações relativamente ao regime terapêutico existente na pré-admissão e as razões dessas alterações.


(Texto adaptado de "A Guide for Medication Reconciliation Quality Improvement - Prepared by MARQUIS Investigators - October 2014). Pode obter mais informação no site: http://www.hospitalmedicine.org/MARQUIS

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1 comentário:

  1. Olá
    Excelente documento, ainda mais agora com o Plano Nacional para a Segurança dos doentes.
    Obrigado pela partilha.
    Cumprs
    Augusto

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