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domingo, 20 de janeiro de 2019

É ou não seguro escrever num frasco de soro? | (#SD334)

É ou não seguro escrever num frasco de soro?
Esta foi a pergunta genérica a que vou tentar responder.

Para responder à questão, contei com a ajuda de alguns dos meus contactos (no facebook e através de e-mail e a quem desde já agradeço) e também de uma pesquisa (on-line e através da plataforma ClinicalKey). Apenas foram encontrados um total de 5 “artigos”.

O primeiro artigo/informação consultado foi publicado em 2014 e fazia também uma tentativa de resposta às nossas questões iniciais e estava intitulado: Um marcador permanente pode lixiviar para dentro de um Saco de Infusão IV?

Esta mesma questão surgiu porque existe a preocupação entre os profissionais de saúde, nomeadamente dos Enfermeiros, que ao escreverem directamente no saco/bolsa/frasco de soro, que a tinta possa atravessar o material plástico e diluir os seus componentes no líquido do seu interior e consequentemente ser infundido num doente. Pode ler-se no artigo que;

Esta situação enumera várias questões:
1. Devemos escrever em bolsas de soro com um marcador permanente?
2. Existe a possibilidade de difusão de tinta através de sacos de polivinilcloreto (PVC)?
3. Em caso afirmativo, existe algum dano potencial para o doente?

Estas são questões válidas, mas infelizmente as respostas podem ser pouco claras, contraditórias ou mesmo inexistentes (…).

sábado, 12 de janeiro de 2019

Vídeo - História do Doente - Jennifer Nibarger | (#SD333)



São apenas 5 minutos de vídeo, mas a mensagem demonstra como são importantes os registos clínicos e a necessidade de uma comunicação efectiva entre os membros da equipa de saúde.
E quando essa comunicação falha, o dano para o Doente pode ser irreversível.

Fernando Barroso

UM DIA SERÁS TU O DOENTE!

#umdiaserastuodoente

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Porque é que os Jornalistas não entrevistam Enfermeiras? Nós perguntámos-lhes? | (#SD332)


Porque é que os Jornalistas não entrevistam Enfermeiras? Nós perguntámos-lhes?

Texto original de Diana J. Mason e Barbara Ann Glickstein, publicado a 08 de Janeiro de 2019 no Centerfor Health Journalism

Quando foi a última vez que você entrevistou uma enfermeira para uma reportagem sobre algo que não fosse falta de recursos humanos ou centrado na prática?

Não se lembra? A maioria dos jornalistas de saúde diria o mesmo. 

Recentemente, publicamos um estudo sobre a representação dos enfermeiros nos media e descobrimos que eles foram citados como fontes em apenas 2% das histórias.

A maioria destes artigos era sobre aspectos específicos da prática de Enfermagem ou outro tópico relacionado com os recursos humanos de enfermagem. Os enfermeiros nunca foram citados como fontes em histórias centradas na política de saúde e raramente no negócio da assistência de saúde, apesar de existirem Enfermeiras em posições políticas no governo e estruturas governamentais ou responsáveis por supervisionar a maior proporção do orçamento de uma instituição de saúde.

O nosso estudo repetiu um estudo de 1997 sobre enfermeiras e serviços noticiosos encomendado por Nancy Woodhull, editora fundadora do USA Today, que estava preocupada com a representação das mulheres nas redacções e nas notícias. Conduzido na Universidade de Rochester, o estudo examinou todas as notícias de saúde publicadas pelos principais jornais nacionais e regionais, juntamente com notícias semanais e publicações comerciais (…).

Para a nossa versão do estudo, fizemos uma parceria com o Berkeley Media Studies Group para amostrar aleatoriamente as mesmas publicações e descobrimos que não houve melhoria na representação dos enfermeiros nos meios de comunicação de saúde nos últimos 20 anos. Embora as mulheres sejam há muito sub-representadas nas notícias, os números estão a aumentar - as mulheres foram utilizadas como fontes da noticia em 26% das notícias em 2015, contra 17% em 1997.

Então, queríamos descobrir o porque do maior grupo de profissionais de saúde - 90% dos quais são mulheres - permanecer invisível nas notícias de saúde, apesar do crescente número de enfermeiros com mestrado e doutoramento que são investigadores financiados (…), administradores executivos e clínicos especializados.
Entrevistamos 10 jornalistas de saúde sobre as suas experiências na utilização de enfermeiros como fontes para os seus artigos e encontramos um consenso em torno dos seguintes temas:

1. Os jornalistas e as redacções geralmente têm visões tendenciosas sobre as mulheres, a enfermagem e sobre cargos de autoridade na área da saúde.

Isto inclui ter que justificar o uso de enfermeiras como fontes aos editores supervisores que querem citar “doutores rock star”. A maioria das redacções continua a usar um estilo (AP Stylebook), que permite o uso de M.D. (Medical Doctor) após o nome de um médico, mas não o RN (Registered Nurse) após o nome de uma enfermeira. Se o director de um hospital for um médico, você saberá disso pelo Dr. antes ou pelo M.D. depois do seu nome; Se o director é uma enfermeira, você provavelmente não saberá disso. Por que é importante saber num caso, mas não em outro?

2. Os jornalistas disseram-nos que não entendiam completamente aquilo que os enfermeiros fazem.

Eles não são os únicos. Até mesmo muitos médicos não entendem a amplitude do conhecimento e competência que os enfermeiros têm, e nem sempre fomos muito bons a explicá-lo. Um jornalista que entrevistamos descobriu que os enfermeiros que trabalham com pessoas com diabetes são excelentes fontes sobre o que é preciso para as pessoas gerirem melhor os cuidados necessários com a sua diabetes - mas isto foi uma exceção.

3. O responsável pelas relações públicas de organizações de saúde e universidades nunca recomenda uma enfermeira para a entrevista de um repórter.

Às vezes, a equipa de relações públicas não fornece uma enfermeira, mesmo quando um repórter solicita uma. Claramente, há trabalho a ser feito com a educação do pessoal de relações públicas, bem como com os directores e outros líderes em cuidados de saúde, sobre o conhecimento que os enfermeiros têm a oferecer. Uma jornalista que cobre problemas cardíacos disse-nos que ela contacta com uma enfermeira especialista num departamento de cardiologia de um hospital para obter informações e descobrir as nuances da história. Mas ela nunca pode citar a enfermeira porque o director médico do serviço cardíaco é um daqueles "doutores rock star" que insiste que apenas ele pode falar com os Jornalistas.

4. A enfermagem não é experiente com os media.

Os jornalistas disseram-nos que quase nunca recebem “comunicados de imprensa” de associações de enfermagem ou revistas de enfermagem sobre algo novo ou cuidados de enfermagem inovadores. Os enfermeiros, de forma individual, podem não responder a um pedido de entrevista em tempo útil ou podem querer permanecer anónimos. Portanto, há muito que a própria enfermagem precisa de abordar.

Gostaríamos de lembrar aos jornalistas de saúde que: "Se você não está a entrevistar uma enfermeira, pode estar a perder a melhor parte da história." As enfermeiras trazem perspectivas únicas sobre as experiências de doentes e familiares com a saúde, doença e cuidados de saúde. Muitos enfermeiros sabem muito bem o impacto que a saúde e a política social podem ter na vida das pessoas. E eles sabem o que é necessário para transformar um sistema de saúde disfuncional.

O nosso conselho? (para os jornalistas)
Primeiro, discuta esses estudos na sua redacção e reflicta sobre os seus próprios relatórios.
Segundo, conheça as associações de enfermagem da mesma forma que conhece as associações médicas. Existem inúmeras associações de enfermagem gerais, especializadas ou étnicas, e a maioria pode ajudá-lo a encontrar a enfermeira certa para a sua história.
Terceiro, insista para que as equipas de relações públicas de uma universidade, (…) escola de enfermagem ou de uma instituição de saúde encontre uma enfermeira para entrevistar.
Finalmente, saiba que quando uma enfermeira não responde ao seu pedido de entrevista, muitas outras estão prontas para responder.

O texto acima é um texto original de Diana J. Mason e Barbara Ann Glickstein, publicado a 08 de Janeiro de 2019 no Center for Health Journalism, e foi traduzido por Fernando Barroso para que mais facilmente possa alcançar as Enfermeiras e Enfermeiros portugueses. Todos somos responsáveis.
Fernando Barroso

UM DIA SERÁS TU O DOENTE!

#umdiaserastuodoente

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

ANUNCIO - Está aberta a ESCOLA DE SEGURANÇA DO DOENTE | (#SD331)

É com enorme alegria que informo que está aberta a

 ESCOLA DE SEGURANÇA DO DOENTE

Depois de alguns avanços e recuos, e principalmente muito trabalho (e algum frio no estômago à mistura), informo que está finalmente online a ESCOLA DE SEGURANÇA DO DOENTE.

Será através desta plataforma que irei disponibilizar um conjunto de cursos que espero venham a ser do teu agrado, e acima de tudo que te sejam úteis.

Só com mais formação poderemos aumentar a consciência colectiva para a importância da Segurança do Doente.

E para começar está já disponível um primeiro um primeiro mini-curso.


 mini curso - Segurança do Doente - Conceitos Base


Para teres acesso aos cursos terás primeiro que te "inscrever" na ESCOLA DE SEGURANÇA DO DOENTE, e depois seleccionar o curso/ou cursos que queres frequentar, ao teu ritmo.

Conto contigo para me ajudares nesta caminhada, para me dizeres do que gostas e aquilo que gostavas de ver de uma forma diferente.
Conto contigo para partilhar esta informação com todos os teus contactos!


Fernando Barroso

UM DIA SERÁS TU O DOENTE!

#umdiaserastuodoente

terça-feira, 25 de dezembro de 2018

Relatório Actividades PPCIRA - DGS | (#SD330)

Este documento é o relatório de actividades do Programa de Prevenção e Controlo de Infecção e Resistências aos Antimicrobianos (PPCIRA) relativamente ao ano de 2017 e 2018.
Dele constam os principais resultados nas áreas de actuação do PPCIRA (Estratégia Multimodal de Promoção das Precauções Básicas em Controlo de Infecção, Vigilância Epidemiológica, Consumos de Antibióticos e Resistências aos Antibióticos), bem como são apresentadas as actividades desenvolvidas pelo Programa em 2018 e as que se prevêem desenvolver em 2019.
O documento chama a atenção para a necessidade de se melhorar a vigilância epidemiológica e de se investir na informação transmitida aos profissionais de saúde e aos cidadãos em geral.
Globalmente é possível referir que entre 2013 e 2017 os resultados melhoraram na área do controlo de infecção e resistência aos antimicrobianos em Portugal.
DGS

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Empatia nos Cuidados de Saúde | (#SD329)

Para verdadeiramente "cuidar" é preciso compreender o nosso semelhante e ver além do óbvio.
Para conseguir a "Segurança do Doente", a empatia é também fundamental.


Fernando Barroso

UM DIA SERÁS TU O DOENTE!

#umdiaserastuodoente

sábado, 15 de dezembro de 2018

Prevenir e Controlar as Infeções e as Resistências aos Antimicrobianos | PNSD-15-20 | (#SD328)


Prevenir e Controlar as Infeções e as Resistências aos Antimicrobianos é o 9º objetivo estratégico do Plano Nacional para a Segurança dos Doentes 2015-2020 (PNSD-15-20).

Este artigo está dividido da seguinte forma:
O QUE NOS DIZ O PNSD-15-20
METAS PARA O 4º OBJECTIVO
ACÇÕES A DESENVOLVER
ESTRATÉGIAS E ACÇÕES CONCRETAS A IMPLEMENTAR

O QUE NOS DIZ O PNSD-15-20

As infeções associadas aos cuidados de saúde (IACS) dificultam o tratamento adequado do doente e são causa de significativa morbilidade e mortalidade, bem como de consumo acrescido de recursos hospitalares e comunitários. No entanto, cerca de um terço são, seguramente, evitáveis.

O controlo das infeções associadas aos cuidados de saúde está associado à prevenção da resistência aos antimicrobianos. (…). Contudo, o seu uso maciço, e frequentemente inadequado, promoveu a emergência e seleção de bactérias resistentes e multirresistentes, (…).
É crescente, a nível mundial, a resistência aos antimicrobianos, existindo bactérias apenas suscetíveis a poucos antibióticos e, como tal, causadoras de infeções de tratamento extremamente difícil.

Assim, o antibiótico, essencial para a realização, em segurança, de muitas intervenções e processos de saúde e determinante do aumento da esperança de vida verificado na segunda metade do século XX, passou a estar ameaçado de perda de eficácia. Há que reduzir a pressão antibiótica, prevenindo todas as infeções evitáveis, não usando antibióticos quando não existe infeção bacteriana e reduzindo a duração da terapêutica ao mínimo indispensável para curar a infeção e evitar a recidiva.  
(…)

Portugal apresenta (…) consumo excessivo de quinolonas na comunidade, um elevado consumo hospitalar de carbapenemes, uma excessiva duração da profilaxia antibiótica cirúrgica e, provavelmente, uma excessiva prescrição e duração de terapêutica antimicrobiana.

A taxa de infeção hospitalar em Portugal é mais elevada do que a média europeia e há infeções do local cirúrgico, como a cesariana e a infeção do local cirúrgico associada a cirurgia da vesícula biliar que apresentam tendência crescente. 
(…)

A adesão dos hospitais portugueses à vigilância epidemiológica de IACS é ainda pouco significativa, sobretudo em termos de vigilância de infeção do local cirúrgico.

Na realidade, controlo de infeção e prevenção de resistências aos antimicrobianos são duas faces da mesma moeda, (…) Programa de Prevenção e Controlo de Infeção e Resistência aos Antimicrobianos, conforme Despacho do Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde n.º 2902/2013, de 22 de fevereiro.

Os objetivos gerais deste Programa prioritário são a redução da taxa de infeção associada aos cuidados de saúde, a promoção do uso correto de antimicrobianos e a diminuição da taxa de microrganismos com resistência a antimicrobianos, (…)


METAS PARA O 9º OBJECTIVO

1) Atingir uma taxa de prevalência de infeção hospitalar de 8%.
2) Reduzir em 50% face a 2014, o consumo de antimicrobianos.
3) Atingir uma taxa de MRSA de 20%.
4) Reduzir em 50% face a 2014, o consumo de carbapenemes.
5) Reduzir em 50% face a 2014, o consumo de quinolonas


ACÇÕES A DESENVOLVER (pelas Instituições prestadoras de cuidados de saúde do Serviço Nacional de Saúde e com ele convencionado)
  • Monitorizar as infeções associadas a cuidados de saúde, o consumo de antibióticos em ambulatório e em meio hospitalar e a resistência a antibióticos
  •  Reportar anualmente à Direção-Geral da Saúde os resultados das monitorizações realizadas.

ESTRATÉGIAS E ACÇÕES CONCRETAS A IMPLEMENTAR

Não haverá alterações sem uma consciência global de todos os envolvidos nas estratégias há muito conhecidas. A roda já foi inventada. É só aplicar:
  • Cumprir com as recomendações básicas de controlo de infecção;
  • Garantir práticas adequadas de isolamento;
  • Formar os Profissionais e educar Doentes e Famílias.

Fernando Barroso

UM DIA SERÁS TU O DOENTE!

#umdiaserastuodoente

domingo, 9 de dezembro de 2018

Assegurar a prática sistemática de Notificação, Análise e Prevenção de Incidentes | PNSD-15-20 | (#SD327)


Assegurar a prática sistemática de Notificação, Análise e Prevenção de Incidentes é o 8º objetivo estratégico do Plano Nacional para a Segurança dos Doentes 2015-2020 (PNSD-15-20).

Este artigo está dividido da seguinte forma:
O QUE NOS DIZ O PNSD-15-20
METAS PARA O 4º OBJECTIVO
ACÇÕES A DESENVOLVER
ESTRATÉGIAS E ACÇÕES CONCRETAS A IMPLEMENTAR

O QUE NOS DIZ O PNSD-15-20
A OMS e a Comissão Europeia recomendam (…) o desenvolvimento de sistemas de notificação de incidentes de segurança, independentes dos sistemas de reclamações e ou disciplinares, que promovam a aprendizagem com o erro e a consequente implementação de ações de melhoria.

Recomendam, ainda, que seja garantida a confidencialidade ao notificador e o anonimato da informação notificada e reportada.

A notificação de incidentes (…) é considerada (…) uma das ferramentas para identificar os riscos, perigos e vulnerabilidades de uma organização, sendo a que melhor possibilita a partilha de aprendizagens com o erro.
(…)

A subnotificação de incidentes de segurança é uma realidade internacional, sendo, portanto, necessário melhorar, (…) o nível da cultura de notificação e de aprendizagem com o erro.
(…)

O sistema de notificação de incidentes de segurança é designado, atualmente, por “notific@” (mais sobre o notific@ aqui) (…)

O apoio à notificação por parte dos dirigentes das instituições prestadoras de cuidados de saúde, reforçando o propósito da aprendizagem organizacional com os incidentes em detrimento da identificação da autoria desses incidentes, é fundamental para aumentar a segurança dos doentes.
Só assim cada instituição pode desenhar um plano interno dos riscos clínicos e não clínicos existentes que permita implementar medidas preventivas de ocorrência de incidentes de segurança.

Do mesmo modo, é fundamental que seja dada informação de retorno ao notificador sobre a análise da notificação realizada e a descrição da implementação das respetivas medidas corretoras levadas a cabo, para que a causa que motivou o incidente não se volte a repetir. Estas medidas, por uma questão de transparência e de aumento de confiança nos serviços de saúde, devem ter visibilidade pública.

META PARA O 8º OBJECTIVO
  • Aumentar, em 20%/ano, o n.º de notificação de incidentes de segurança no notific@.

ACÇÕES A DESENVOLVER (pelas Instituições prestadoras de cuidados de saúde do Serviço Nacional de Saúde e com ele convencionado)
  • Promover a adesão dos profissionais à notificação de incidentes no Notific@.
  • Analisar as causas dos incidentes.
  • Implementar medidas preventivas de recorrência de incidentes.
  • Auditar, semestralmente, as práticas realizadas na análise de incidentes.

ESTRATÉGIAS E ACÇÕES CONCRETAS A IMPLEMENTAR

Um incidente não notificado “não existe”!
A principal recomendação que posso fazer é a constituição de um grupo/comissão para análise dos incidentes da instituição, sempre numa perspetiva de aprendizagem e de melhoria da Segurança do Doente.

Sem este estrutura, não é possível implementar com sucesso uma “prática sistemática de Notificação, Análise e Prevenção de Incidentes”

Fernando Barroso

UM DIA SERÁS TU O DOENTE!

#umdiaserastuodoente

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Campanha - Segurança do Doente do CHULC


Campanha: Segurança do Doente

A promoção de práticas mais seguras destacando o papel central do cidadão na melhoria da qualidade e da segurança dos cuidados é uma prioridade para a Organização Mundial de Saúde e Direção Geral de Saúde. Neste sentido, o envolvimento dos doentes e dos profissionais em iniciativas deste âmbito, é também uma prioridade para o Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central, pelo que nos últimos anos, desenvolveu várias campanhas de “Segurança do Doente” dirigidas ao cidadão e profissionais. O sucesso destas campanhas, motivou o Centro Hospitalar a ir “mais além” e para 2019 assinala este tema através da “Campanha da Segurança do Doente: Crescer Mais em Segurança do Doente”.

Temos como principal objetivo incentivar o trabalho em equipa na promoção das boas práticas nas várias dimensões da segurança do doente, envolvendo o cidadão e os profissionais de saúde. Todos somos responsáveis por garantir a segurança do doente em todos os momentos do seu percurso no Sistema Nacional de Saúde, pelo que é necessário desenvolver esforços em equipa para um caminho mais seguro.

A “Campanha da Segurança do Doente” é dinamizada pelo Gabinete de Segurança do Doente e conta com o apoio da Área de Gestão da Formação, da Associação Científica dos Enfermeiros do CHULC e da Associação Viva Mulher Viva.

Contribua também para este desafio participando no nosso evento, dia 13/12/2018 das 09h às 13h, na Sala de Conferências Dra. Lídia Gama do Hospital Dona Estefânia do CHULC.
Inscreva-se gratuitamente através do número de telefone 21 359 64 41 ou email: agformacao@chlc.min-saude.pt

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Prevenir a ocorrência de Úlceras por Pressão| PNSD-15-20 | (#SD326)


Prevenir a ocorrência de Úlceras por Pressão é o 7º objectivo estratégico do Plano Nacional para a Segurança dos Doentes 2015-2020 (PNSD-15-20).

Este artigo está dividido da seguinte forma:
O QUE NOS DIZ O PNSD-15-20
METAS PARA O 4º OBJECTIVO
ACÇÕES A DESENVOLVER
ESTRATÉGIAS E ACÇÕES CONCRETAS A IMPLEMENTAR

O QUE NOS DIZ O PNSD-15-20
As úlceras de pressão são um problema de saúde pública mundial e um indicador da qualidade dos cuidados prestados.

As úlceras de pressão, em particular, e as feridas crónicas, em geral, causam sofrimento, aumentam a prevalência de infecções, diminuem a qualidade de vida dos doentes e dos seus cuidadores podendo, em situações extremas, levar à morte.
(…)
As úlceras de pressão podem ocorrer não só em doentes geriátricos, mas em todos os doentes com algum ou todos os factores de risco associados.

Estes fatores (…) de risco associados são:
  • imobilidade, frequentemente associada à permanência numa (…);
  • estado nutricional,
  • integridade da pele,
  • idade
  • nível de oxigenação do sangue.


Uma úlcera de pressão pode começar a desenvolver-se em qualquer contexto assistencial, incluindo num bloco operatório ou numa unidade de cuidados intensivos.

Apesar da evidência internacional indicar que cerca de 95% das úlceras de pressão são evitáveis através da identificação precoce do grau de risco, é reconhecido que a utilização dessas práticas não é sistemática nas unidades prestadoras de cuidados de saúde.

De acordo com o International Pressure Ulcer Prevalence Survey (…)2011,
um em cada dez doentes em hospital de agudos desenvolve uma úlcera de pressão. Em unidades de cuidados continuados, o risco aumenta para cerca de um em cada quatro doentes.
  • (…) a taxa de prevalência global de úlceras de pressão foi de 10,8%
  • (…) a taxa de prevalência de úlceras associadas aos cuidados de saúde hospitalares foi de 4,5%.
  • Em unidades de cuidados continuados a taxa de prevalência foi de 8,4%.
  • (…) em doentes com idade igual ou superior a 80 anos de idade, a taxa de prevalência de úlceras adquiridas em hospital ascendeu a 7,3%
  • (…) nos doentes com idade igual ou superior a 90 anos, ascendeu para 9,6%.

A prevenção de úlceras de pressão é um desafio organizacional, pois requer uma abordagem interdisciplinar e adaptada ao risco específico de cada doente, sendo, também, necessário existir uma cultura organizacional que promova o trabalho em equipa e a comunicação eficaz.

(…) as instituições (…) devem ter
  • sistemas e estruturas de governação para a prevenção e a gestão de úlceras de pressão,
  • (…) a implementação de procedimentos e protocolos baseados na melhor evidência (…) avaliação do risco e
  • sistemas de notificação para identificar, investigar e atuar com prontidão para reduzir a frequência e a severidade das úlceras de pressão.

As instituições devem (…)
  • implementar planos de gestão do tratamento da úlcera de pressão
  • e de comunicação/educação ao doente e ao cuidador.

A identificação de fatores de risco deve realizar-se utilizando um dos instrumentos de avaliação recomendados (…) como é o caso (…) da escala de Braden e da escala de Norton. (…)

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde emitiu, em 2011, orientações sobre a avaliação do risco de desenvolvimento de úlcera de pressão nos doentes, em todos os contextos assistênciais (…).

É necessário que as instituições realizem, de forma sistemática;
  • a avaliação do risco,
  • a prevenção e o
  • tratamento das úlceras de pressão(…)
  • e que realizem auditorias internas para assegurar a melhoria contínua destas práticas. (…)

META PARA O 7º OBJECTIVO
  • 95% das instituições prestadoras de cuidados de saúde implementaram práticas para avaliar, prevenir e tratar úlceras de pressão.
  • Reduzir em 50% face a 2014 o número de úlceras de pressão adquiridas nas instituições do Serviço Nacional de Saúde ou com ele convencionado. 

ACÇÕES A DESENVOLVER (pelas Instituições prestadoras de cuidados de saúde do Serviço Nacional de Saúde e com ele convencionado)
  • Implementar práticas para avaliar, prevenir e tratar úlceras de pressão;
  • Auditar, semestralmente, as práticas para a avaliação, prevenção e tratamento de úlceras de pressão.

ESTRATÉGIAS E ACÇÕES CONCRETAS A IMPLEMENTAR
Provavelmente a medida com maior impacto numa instituição de saúde seja a Criação de um Grupo/Comissão cujo foco especifico seja a prevenção e tratamento das Feridas e Úlceras por pressão
A este Grupo/Comissão competirá:
  • definir as melhores estratégias institucionais,
  • desenvolver normas e procedimentos internos,
  • Liderar a formação interna,
  • funcionar como consultores, e
  • auditar as boas práticas.

Apenas com uma estratégia transversal, que promova o conhecimento efectivo dos profissionais cuidadores será possível diminuir as taxas de incidência de úlceras por pressão nas instituições.

Para saber mais, podes ainda fazer o download do Guia de Consulta Rápida - Prevenção e Tratamento de Úlceraspor Pressão do National Pressure Ulcer Advisory Panel, European Pressure Ulcer Advisory Panel and Pan Pacific Pressure Injury Alliance. Prevention and Treatment of Pressure Ulcers: Quick Reference Guide. Emily Haesler (Ed.). Cambridge Media: Osborne Park, Western Australia; 2014.

Aqui no blog também encontras mais informação sobre Úlceras por Pressão



Fernando Barroso

UM DIA SERÁS TU O DOENTE!

#umdiaserastuodoente

domingo, 25 de novembro de 2018

Prevenir a ocorrência de quedas| PNSD-15-20 | (#SD325)


Prevenir a ocorrência de quedas é o 6º objectivo estratégico do Plano Nacional para a Segurança dos Doentes 2015-2020 (PNSD-15-20).

Este artigo está dividido da seguinte forma:
O QUE NOS DIZ O PNSD-15-20
METAS PARA O 4º OBJECTIVO
ACÇÕES A DESENVOLVER
ESTRATÉGIAS E ACÇÕES CONCRETAS A IMPLEMENTAR

O QUE NOS DIZ O PNSD-15-20
As quedas ocorrem devido à perda de equilíbrio ou à incapacidade em recuperá-lo. Ocorrem em todas as faixas etárias, contudo, é na população mais idosa que a prevalência do risco de queda e os danos daí resultantes têm sido maiores.
As quedas estão na origem de uma significativa morbilidade ou mortalidade, sendo uma das principais causas de internamento hospitalar. (…)

A literatura internacional refere que as quedas são a causa subjacente de cerca de 10 a 15% de todos os episódios que acorrem aos serviços de urgência.(…)

Estima-se, ainda, que a estadia hospitalar varie entre quatro a 15 dias e que cerca de 20% da população idosa com fratura da anca provocada por uma queda, morra após um ano.