sábado, 15 de junho de 2019

Corpo de doente sofre queimaduras após incêndio de desfibrilhador num Hospital (#SD352)

O corpo de um doente de um hospital do Texas sofreu queimaduras depois de um desfibrilhador que estava a ser utilizado para o reanimar se ter incendiado.

O incidente ocorreu em 11/02/2019 no “Methodist Hospital" em "San Antonio”, EUA.

De acordo com o relatório do incidente, a equipa de saúde estava a usar um desfibrilhador para tentar reanimar um doente de 70 anos, quando uma faísca do desfibrilhador deu início a um incêndio, que se espalhou ao doente, cama e uma bomba IV. Uma fonte de oxigénio que foi acidentalmente deixada ligada na sala contribuiu para o incêndio.

A polícia determinou que o doente já estava morto antes do incêndio, mas constatou que existiam marcas de queimaduras presentes nos seus ombros e costas.

O “Methodist Hospital” confirmou a existência de um incêndio envolvendo um equipamento médico, ocorrido na instalação:

- "O incidente foi relatado às autoridades e conduzimos uma investigação interna para ajudar a garantir que isto não volta a acontecer no futuro".

- "A segurança de nossos doentes é uma alta prioridade para nós; lamentamos que este incidente tenha ocorrido, mas estamos agradecidos à nossa equipe por reagir rapidamente ao extinguir o fogo e continuar a cuidar dos doentes".

O potencial de risco para a ocorrência de incêndios em instalações de saúde é real e ocorre com frequência.


São potenciais Fontes do risco (elemento que, por si só ou em combinação com outros, tem o potencial intrínseco de originar um risco):
  • Fontes de oxigénio (especialmente acima dos 30% de concentração);
  • Soluções de base alcoólica (fundamental deixar secar completamente);
  • Equipamentos eléctricos junto do doente (dar especial atenção à manutenção periódica dos equipamentos)

A prevenção deste tipo de incidentes de segurança do doente passa pela consciencialização dos profissionais envolvidos no cuidado ao Doente acerca das fontes de risco e dos riscos envolvidos.

A realização de uma AVALIAÇÃO DO RISCO que tenha em consideração esta realidade é fundamental e pode fazer a diferença.

É também fundamental que os Profissionais de saúde estejam preparados para responder de forma adequada a este tipo de incidentes.

Exercícios de simulação constituem uma preparação importante que pode fazer a diferença para todos os envolvidos.
Fernando Barroso

UM DIA SERÁS TU O DOENTE!
#segurancadodoente

Fonte da notícia: Patient's body burned after defibrillator fire at Texas hospital

quinta-feira, 6 de junho de 2019

ISBAR (#SD351)

Este é um dos 22 módulos que constituem o Curso
"A influência dos Factores Humanos na Segurança do Doente",
disponível em https://seguranca-do-doente.teachable.com/

A comunicação eficaz é fundamental à Segurança do Doente.


Fernando Barroso

UM DIA SERÁS TU O DOENTE!
#segurancadodoente

sábado, 25 de maio de 2019

ALERTA SEGURANÇA DO DOENTE - Medicamentos LASA (#SD350)


ALERTA DE SEGURANÇA DO DOENTE - Medicamentos LASA

Os medicamentos denominados "LASA" (Look-Alike/Sound-Alike) são Medicamentos com nome ortográfico, fonético ou aspecto semelhante.

Na sequência de relatos de incidente ocorridos em maio de 2019 ALERTAMOS os nossos leitores  para estes novos medicamentos.

Ampolas de Acetilsalicilato de Lisina

Foram recentemente fornecidas em meio hospitalar, ampolas de Acetilsalicilato de Lisina, com rótulo em Francês, com a designação de "Acétylsalicylate de  Lysine".

Estas ampolas apresentam na face frontal do rótulo a indicação de 500mg, enquanto que nas anteriores ampolas fornecidas do mesmo fármaco, em português, a dose indicada é de 900mg.

No entanto, ambas as ampolas correspondem a 500mg de Ácido Acetilsalicílico.

Solicita-se a máxima atenção para que não ocorra administração incorrecta de dose.



Antibiótico com Aspecto Semelhante

Foram identificadas ampolas de Piperacilina e Tazobactam 2,2 e
ampolas de Amoxicilina e Ácido Clavulânico 1,2 fornecidas simultaneamente, e que são muito semelhantes diferindo apenas na cor da tampa protectora, e texto do rótulo (ver imagem abaixo).

A semelhança entre as embalagens potencia o erro, em especial após remoção da tampa.
Solicita-se a máxima atenção aos Profissionais para que não ocorra a troca do medicamento.


Podes saber mais sobre Segurança do Medicamento neste link

Fernando Barroso


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domingo, 12 de maio de 2019

Como todos podem fazer a diferença na experiência do doente?


Todos aqueles que trabalham na área da saúde têm a oportunidade de fazer a diferença na experiência sentida pelos doentes que cuidamos com uma única coisa.

Sim, as competências técnicas são muito importantes e decisivas, mas quando perguntamos aos doentes aquilo de que mais sentiram falta, a resposta aponta muitas vezes para a falta de empatia dos profissionais.

Simplesmente fornecer um atendimento empático às pessoas quando elas estão mais vulneráveis é a coisa certa a fazer.

Quem nunca encontrou um doente “perdido” numa instituição de saúde sem saber para onde ir? Parar um pouco e reconhecer essa necessidade e dar-lhe a indicação correta ou mesmo acompanhar o doente ao local correto faz, para esse doente, toda a diferença e diz muito dos profissionais dessa instituição. Esta é uma das minhas “únicas coisas”.

Pequenos gestos (uma única coisa) fazem a diferença. E cada um de nós pode escolher uma única coisa (uma pequena ação) que pode fazer sempre para melhorar a experiência dos nossos doentes.

Pequenas mudanças podem fazer uma grande diferença. Porque é que todos nós não começamos a perguntar aos nossos doentes qual é a maior preocupação deles? É uma pergunta simples que pode levar a um cuidado que transforma a vida.
É muito importante incentivar ativamente toda a equipa da linha de frente a fazer mudanças simples e pessoais nas suas rotinas diárias com doentes que possam fazer a diferença para os doentes e para os próprios funcionários.

Alguns exemplos (reais):
Um assistente operacional com funções de maqueiro percebeu que ele poderia ter um impacto real na experiência dos doentes. Ele percebeu que ele era a última pessoa não-clínica que um doente ansioso via antes de ser levado para uma cirurgia. A sua única coisa diferente era colocar a mão no ombro do doente, fazer contato visual e simplesmente dizer "Você está realmente em boas mãos". Ele afirmou que, quando fazia isso, podia "sentir fisicamente o doente a relaxar sob o seu toque".

Outros exemplos de uma única coisa vão desde palavras amáveis até pequenas, mas importantes mudanças operacionais. Por exemplo, uma enfermeira percebeu que ela poderia estar tão orientada para tarefas à cabeceira do doente que estava a ignorar a necessidade de privacidade e, mais importante, proteger a dignidade do doente, especialmente quando eles não o conseguiam fazer sozinhos; agora ela faz questão de cobrir ou puxar as cortinas em cada doente sempre que é realizado algum cuidado que os expõe, mesmo que estes estejam hesitantes ou incapazes de dizer qualquer coisa.

Qual é a tua única coisa, e que fazes sempre, para promover um cuidado mais empático aos teus doentes?
Fernando Barroso
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Texto inspirado no artigo What Putting Patients First Really Looks Like da autoria de Ghazala Q Sharieff, disponível em  https://hbr.org/2019/05/what-putting-patients-first-really-looks-like

segunda-feira, 22 de abril de 2019

Usar os relatórios de incidentes para avaliar falhas de comunicação e resultados de doentes (#SD348)


As falhas de comunicação representam uma ameaça significativa à qualidade dos cuidados e segurança dos doentes e são um factor contribuinte comum em eventos adversos. No entanto, pouco se sabe sobre a natureza das falhas de comunicação.

Embora a relação entre as falhas de comunicação e a segurança tenha sido melhor estudada em ambiente de sala de operações, este problema provavelmente contribui para falhas de segurança em todos os ambientes de prestação de cuidados.

Os problemas de comunicação na maioria das vezes levam a atrasos no atendimento sem danos físicos para o doente, destacando desta forma a dificuldade de medir os problemas de comunicação em comparação com outros tipos de eventos de segurança do doente.

Um estudo publicado recentemente (Março de 2019) teve como objectivos identificar e descrever os tipos de falhas de comunicação em que enfermeiros e médicos estavam envolvidos e determinar como os diferentes tipos de falhas de comunicação podem afectar os resultados dos doentes.

Métodos

O método utilizado foi a análise de 16165 relatórios de incidentes arquivados durante o ano fiscal de 2015–2016 no Midwestern Academic Health Care System, de forma a identificar quais os relatos que descreviam falhas de comunicação envolvendo enfermeiros e médicos, tendo dessa forma sido identificados 161 relatos de incidente que correspondiam aos critérios de inclusão.

As falhas foram categorizadas por tipo, usando dois sistemas de classificação: contextual e conceptual.

Foi usada a análise conteúdo para identificar os resultados dos doentes: dano real ou potencial, insatisfação do doente, atraso no atendimento ou nenhum dano.
A frequência dos tipos de falha e os desfechos foram avaliados por meio de estatística descritiva.
As associações entre o tipo de falha e os resultados dos doentes foram avaliadas.

Resultados

Das 211 falhas de comunicação contextual identificadas, os erros de omissão foram os mais comuns (27,0%).

Mais da metade das falhas conceituais foram falhas na transferência de informação (58,4%),

Em 41,6% dos incidentes, ficou demonstrada uma falta de compreensão compartilhada (cada um dos interlocutores tinha uma compreensão diferente da informação).

Relativamente ao resultado para o doente, dos 179 desfechos identificados:
  • 38,0% foram atrasos no atendimento;
  • 20,1% foram danos físicos e;
  • 8,9% foram insatisfação do doente.

Não houve associação estatisticamente significativa entre a categoria do tipo de falha e os desfechos dos doentes.

Conclusão

Verificou-se que os relatórios de incidentes puderam identificar tipos específicos de falhas de comunicação e os resultados dos doentes.
Este trabalho fornece uma base para o futuro desenvolvimento de intervenções para prevenir eventos adversos relacionados com a comunicação, adaptando as intervenções a tipos específicos de falhas.
Todos temos responsabilidade na forma como comunicamos.
Na minha experiência, tenho tido acesso a relatos de incidente em que a comunicação é claramente o foco principal (ou melhor, a falta de comunicação efectiva entre os profissionais envolvidos).
A incapacidade de “parar” por alguns segundos para compreender a mensagem, aliada a factores humanos como, Carga de trabalho cognitiva e mental; Distracções; O ambiente físico; Exigências físicas; Desenho do produto/equipamento; Trabalho em equipa e o Desenho do processo, condicionam a forma como recebemos e interpretamos as mensagens que nos chegam.
Uma correta comunicação é vital para a segurança do doente.
Através deste link podes ficar a saber mais sobre como Aumentar a Segurança da Comunicação
- No teu serviço, como é abordado o tema da comunicação efectiva?

Fernando Barroso


UM DIA SERÁS TU O DOENTE!
#segurancadodoente




Fonte: Using Incident Reports to Assess Communication Failures and Patient Outcomes | Autores: Elizabeth Umberfield, Amir A. Ghaferi, Sarah L. Krein,e  Milisa Manojlovich. Publicado no The Joint Commission Journal on Quality and Patient Safety. Disponível online a 29 Março 2019

segunda-feira, 15 de abril de 2019

Incidente Segurança do Doente com Cateter Urinário (#SD347)


Os incidentes possíveis de ocorrer que envolvem dispositivos médicos (DM) são tão numerosos quanto o nº de dispositivos médicos que existem. É verdade, são milhares.
Hoje partilho mais um incidente de segurança do doente que envolve um cateter urinário e que, embora raro, já vi ocorrer mais do que uma vez. Vamos analisar a tipologia do incidente de acordo com a Classificação Internacional sobre Segurança do Doente  (CISD), a descrição do incidente, quais os possíveis factores contribuintes para o incidente, a medidas correctivas propostas e algumas notas finais.

Tipologia do incidente (segundo a CISD):

Dispositivo/Equipamento médico

Descrição do incidente:

  • “Dispositivo médico possivelmente danificado/defeituoso
  • Trata-se de um cateter urinário de silicone,  numero 22 (duas vias), que apresenta ruptura junto à extremidade distal da via do balão (ver imagem abaixo).
  • O Doente chamou por se sentir molhado e quando é destapado verifica-se que a algália se exteriorizou.
  • O silicone da via do balão encontra-se cortado junto à válvula.
  • Aparentemente houve saída da água destilada do balão e consequente exteriorização do cateter.
  • O Doente no momento encontrava-se contido dos membros superiores, não tendo hipótese de cortar intencionalmente a algália.



Possíveis factores contribuintes para o incidente

  • Doente com períodos de agitação;
  • Eventual tracção do dispositivo aquando de uma mobilização do doente com o dispositivo a ficar preso numa grade lateral da cama;
  • Possível defeito do dispositivo (durante o processo de fabrico);
Nota: Não pode ser excluída a possibilidade de o incidente ter ocorrido por força de tracção exercida pelo próprio doente. Neste caso, os bordos do local da ruptura são irregulares e não apresentam (à vista desarmada) nenhuma zona de corte com instrumento cortante. No entanto esta investigação compete, em primeiro lugar ao Fabricante.

Medidas correctivas propostas

  • Vigiar o doente para identificar possível traumatismo;
  • Informar o Fornecedor/Fabricante do incidente ocorrido para eventual investigação (via serviço de aprovisionamento ou semelhante);
  • Entregar ao Fornecedor/Fabricante DM envolvido no incidente (atenção: informar que o DM já foi usado no doente. Colocar em saco plástico fechado com essa indicação).
  • Informar o Júri do concurso de escolha de material clínico do incidente ocorrido.

Notas Finais

  • Sempre que são notificados incidentes com dispositivos médicos, é muito importante que o DM envolvido seja guardado para posterior investigação por parte do fabricante. Mesmo que o DM já tenha sido usado, o mesmo deve ser guardado em saco plástico fechado, com a indicação de utilização prévia no doente indicada de forma explicita.
  • Sempre que possível, deve indicar-se na descrição do incidente a Marca, Referência e Lote do DM envolvido. Caso tal não seja possível, deve verificar-se no Serviço/Unidade se existe algum DM semelhante e recolher esses dados. Pode ser guardado um exemplar para entregar ao Fabricante caso o DM envolvido no incidente já tenha sido descartado no lixo.

  • Em algumas situações, pode ser necessário a notificação do ocorrido ao Infarmed - através do Sistema Nacional de Vigilância de Dispositivos Médicos (SNVDM).
  • Se necessário, deve ser revisto o processo de aquisição deste tipo de dispositivo médico, em conjunto com o Serviço competente da Instituição.


E tu, já foste testemunha de algum incidente semelhante?Partilha abaixo nos comentários.

Fernando Barroso

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quarta-feira, 10 de abril de 2019

21ª Reunião com os Gestores do Risco Clínico do CHS (#SD346)


Promover a formação em Segurança do Doente, publicitar o trabalho realizado, discutir diferentes realidades de outros Serviços, e projectar o trabalho e actividades futuras foi o mote para a 21ª Reunião dos Gestores do Risco Clínico do Centro Hospitalar de Setúbal (CHS).

Esta é uma prática que está já na rotina da Instituição, como facilmente se percebe pelo titulo deste artigo.

Embora o GIARC (Grupo de Indicadores, Auditoria e Risco Clínicos) seja o promotor, a verdade é que conseguiríamos muito pouco sem a colaboração dos Gestores Do Risco Clínico (GRC) de cada um dos Serviços da Instituição.
21ª Reunião GIARC/GRC ( CHS - 10-04-2019)
É nestes elementos que depositamos muita da responsabilidade de serem os primeiros promotores da Segurança do Doente nos Serviços e de difundirem as ferramentas de segurança que vão sendo implementadas.
São eles os elementos da linha da frente do sistema de notificação de incidentes (ou do sistema de aprendizagem com o erro como também gosto de chamar-lhe), que nos permite estar sempre a melhorar.

PROGRAMA
Desta vez o programa incluiu:
  • a discussão dos resultados de 3 auditorias realizadas no 1º trimestre de 2019.
  • Foi partilhada a experiência do 1º Curso de formação inicial dos GRC.
  • O Serviço de Cardiologia partilhou a sua experiência interna na gestão de incidentes e divulgação de informação.
  • E terminamos com a partilha de informação, nomeadamente a referência ao novo Procedimento para evitar conexões incorrectas de cânulas, caracteres ou tubos no doente.


E passadas 21 reuniões, estamos prontos e motivados para continuar, pela Segurança do Doente.

Obrigado a todos os Gestores do Risco Clínico do CHS
Fernando Barroso
UM DIA SERÁS TU O DOENTE!
#segurancadodoente


sexta-feira, 5 de abril de 2019

Culpar é fácil, mas não previne Eventos Adversos (#SD345)


Em dezembro de 2017, um erro catastrófico na administração de medicação levou à morte de uma doente no Centro Médico Universitário de Vanderbilt.

Enquanto aguardava uma PET (tomografia), uma mulher de 75 anos apresentava-se ansiosa, pelo que lhe foi prescrito uma dose de um sedativo, o versed (midazolan). No entanto foi administrada uma dose de vecurônio, um bloqueador neuromuscular paralisante, em vez do sedativo prescrito, versed (midazolan).
 
Vecurônio - Versed
As acusações alegam que a enfermeira pretendia efetivamente administrar o medicamento prescrito, versed (midazolan). No entanto, a enfermeira não conseguiu encontrar o medicamento no dispensador automático de medicamentos (DAM), por isso utilizou uma função de sobreposição do sistema de segurança e digitou as primeiras duas letras da medicação que procurava “VE”, acabando por inadvertidamente retirar o vecurónio do armário.
 
Dispensador Automático de Medicamentos (DAM)
Como o vecurônio suprime a respiração normal e a doente ficou sozinha enquanto aguardava o início do teste, esta sofreu uma paragem cardiorrespiratória.
Apesar da doente ter sido reanimada, já era tarde demais para evitar a morte cerebral e, mais tarde, ela foi retirada do suporte de vida.

Esse caso foi amplamente divulgado na comunicação social como um exemplo de um incidente de segurança do doente evitável que causam dano ou matam muitos doentes, apesar dos nossos esforços para tornar a saúde mais segura.

Ao atingirmos o aniversário de 20 anos do histórico relatório do Institute of Medicine - To Err Is Human, um marco histórico do movimento de segurança do doente nos EUA, devemos humildemente reconhecer que, embora tenhamos feito muitas progressos, ainda há muito mais trabalho para fazer.

quarta-feira, 3 de abril de 2019

Novo curso - A Influência dos Factores Humanos na Segurança do Doente (#SD344)


Está já disponível o novo curso on-line:
A Influência dos Factores Humanos na segurança do doente


Os factores humanos abrangem todos aqueles factores que podem influenciar as pessoas e o seu comportamento.

Eles estão presentes em cada actividade que fazemos.

Podemos "não dar por eles", mas os factores humanos influenciam o nosso desempenho ao ponto de nos tornar susceptível a erros e incidentes, colocando em causa a nossa segurança e a Segurança dos Doentes.

Vêm conhecer este curso na ESCOLA DE SEGURANÇA DO DOENTE


Fernando Barroso
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terça-feira, 2 de abril de 2019

PLANO DE ACÇÃO PARA A LITERACIA EM SAÚDE | PORTUGAL | 2019-2020 (#SD343)


Este é um documento importante para melhor compreender o que é a literacia em saúde e quais as intervenções que devemos implementar ao longo do ciclo de vida.

As estratégias de literacia em saúde são fundamentais para melhor comunicar com os Doentes (e com os profissionais) para que todos compreendam a mensagem que se pretende transmitir. 
A Literacia em saúde é indispensável à implementação de estratégias de segurança do doente
Faz o download do documento AQUI 
Fernando Barroso
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domingo, 24 de março de 2019

10 Qualidades de um bom Enfermeiro Mentor (#SD342)


Todos nós já tivemos o nosso “primeiro dia de trabalho”. Um misto de orgulho pela conquista, mas também de medo profundo pelo desconhecido.

Recordo com carinho a minha "primeira" Enfermeira-Mentor. A Enfermeira Augusta a quem rendo aqui a minha homenagem.
A existência de um obro para nos apoiar é fundamental. É aqui que a ideia de um Enfermeiro-Mentor pode fazer toda a diferença para o novo enfermeiro/a), mas também para a Segurança do Doente.

Os enfermeiros veteranos (mais experientes na profissão ou num serviço especifico) devem reservar algum tempo para apoiar e orientar os colegas mais jovens para ajudar a evitar a rotatividade, isto de acordo com um artigo no blog da Daily Nurse.

Esta publicação citou 10 qualidades que os bons enfermeiros mentores exibem:

1. Eles actuam como modelos, tratando os novos enfermeiros da maneira que gostariam de ser tratados.
2. Eles educam os novos enfermeiros sobre a cultura do serviço/Instituição.
3. Eles ajudam os novos enfermeiros a relacionarem-se com os outros profissionais de saúde.
4. Eles oferecem uma crítica construtiva.
5. Eles ajudam a identificar áreas de crescimento para novos enfermeiros.
6. Eles dão louvor quando é merecido.
7. Eles compartilham as suas próprias experiências de aprendizagem e erros com os novos enfermeiros (fundamental para a Segurança do Doente).
8. Eles mantêm as suas promessas.
9. Eles são confiáveis e fazem com que os novos enfermeiros se sintam à vontade para os abordar com as suas dúvidas ou problemas.
10. Eles estão abertos ao feedback dos novos enfermeiros.

"Como enfermeiro(a) mais experiente, você pode ter um impacto muito positivo nas carreiras (e vidas) dos novos enfermeiros/as se você as “colocar sob as suas asas, em vez de cortá-las", escreveu o Daily Nurse.

Use uma ou mais destas estratégias para apoiar e orientar os novos enfermeiros e ajudá-los a iniciar o seu primeiro trabalho com o pé direito.
Fernando Barroso

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quinta-feira, 14 de março de 2019

6 Estratégias para um Enfermeiro recuperar de um turno difícil (#SD341)


Como sabemos, Enfermeiros de todas as idades, em todas as especialidades, encontrarão turnos difíceis, pelo que aprender a recuperar de um dia de trabalho duro é fundamental.

O Atlanta Journal Constitution falou com várias enfermeiras sobre a forma como elas se recuperam de um turno difícil. Abaixo estão seis estratégias compartilhadas:

1. Encontre um "companheiro de batalha" para obter apoio moral.
Um companheiro de batalha é um "enfermeiro/a com quem você pode chorar por alguns minutos, e de seguida, recuperar o controlo e voltar para o seu papel de enfermeira no trabalho", afirmou Patricia Dewer, Enfermeira num Serviço de Cardiologia do Piedmont Atlanta Hospital e Piedmont Fayette Hospital na Geórgia.

2. Faça um Debrief com sua equipe.
Elizabeth Binsfield, Enfermeira da Home Care Assistance, em Richmond, Virgínia, disse que é útil juntar toda a equipa quando depois de um turno que tenha sido difícil para todos. " Pode ser útil rever os pontos complicados e explorar se havia outras opções que pudéssemos ter implementado", disse ela ao AJC.

3. Encontre uma actividade relaxante.
Ler, tomar banho ou ir passear um pouco depois de um turno difícil também pode ajudar os enfermeiros a distanciarem-se, de acordo com a Sra. Binsfield.

4. Ouça as suas emoções.
Durante um turno, os enfermeiros acabam muitas vezes por reprimir os seus sentimentos para cuidar dos doentes e responder às emergências. Ann Stinely, Enfermeira da WakeMed Health & Hospitals, de Raleigh, Carolina do Norte, disse que dedica algum tempo a reflectir sobre como se está a sentir após uma turno para evitar tornar-se um "robô amargo e em burnout".

5. Fale com a sua chefia.
A Sra. Stinely também disse que falava com a sua chefia um dia depois de um turno difícil para discutir quaisquer questões ou preocupações que subsistissem na sua mente, se necessário.

6. Mantenha-se positivo.
Depois de um turno difícil, a Sra. Dewer disse que é importante permanecer positivo e lembrar que cada dia é diferente. "Na minha experiência, posso ter o pior dia por um qualquer motivo e o turno a seguir pode ser completamente diferente", disse ela à AJC. "Eu também tenho em mente que são apenas 8 ou 12 horas, de qualquer forma. O dia seguinte é sempre um novo dia."

Cada vez mais são necessárias estratégias que nos ajudem a fazer a transição entre o trabalho e a nossa vida pessoal.

Há alguns dias encontrei na internet a fotografia de um cartaz que alguém afixou junto da saída do trabalho - CHECKLIST ANTES DE IR PARA CASA
A (minha) tradução do cartaz, intitulado – CHECKLIST ANTES DE IR PARA CASA - diz o seguinte:
  • Para por um momento para pensares sobre o dia de hoje.
  • Reconhece 3 coisas que tenham sido difíceis. Agora esquece-as.
  • Reconhece 3 coisas que tenham corrido bem.
  • Selecciona uma acção concreta que assinale que o teu turno terminou.
  • Agora, direcciona a tua atenção para a tua casa.
  • De que forma vais agora descansar e recarregar as baterias?

TOMA CONTA DE TI!

Fernando Barroso
UM DIA SERÁS TU O DOENTE!

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