Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

domingo, 14 de maio de 2017

Violência contra Profissionais nas Instituições de Saúde - Papel do Gestor de Risco - SD254

Este artigo é o resultado de uma troca de emails com um Gestor de Risco de uma instituição. Com a devida autorização do colega, reproduzo aqui essa “conversa” - um conjunto de perguntas e respostas – porque entendemos os dois que a mesma pode ser útil para outros Gestores de Risco. E como sabemos, a Segurança dos Profissionais contribui para a Segurança do Doente.
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Qual o meu papel como Gestora Local face às Notificações de Incidentes Relacionados com a Violência contra Profissionais?
Tendo em consideração as alterações realizadas pela DGS no notific@, eu diria que o Gestor Local (GL) deve analisar e tratar estes incidentes com a mesma atenção e cuidado que o faz para os incidentes que envolvem os doentes.

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Sou Enfermeiro por causa de ti. Obrigado - SD253

Hoje, Dia Internacional do Enfermeiro quero deixar aqui o meu agradecimento e homenagem a todos quantos contribuíram para que eu seja hoje o Enfermeiro que sou. Sou Enfermeiro, mas não o consegui sozinho. 

Sou Hoje o Enfermeiro que sou em primeiro lugar pelo exemplo.
A minha mãe, Enfermeira Mileu,  foi o meu 1.º exemplo. Humanidade, humildade, serviço, rigor e profissionalismo. Era impossível não ver ou ouvir esse exemplo.

Mas foram muito os Enfermeiros e Enfermeiras no meu caminho.
Permitam-me referir aqueles de que me lembro pelo nome.

terça-feira, 9 de maio de 2017

SD252 - 7 Características De Um Gestor De Risco Clínico

Recentemente uma leitora do blog colocou um conjunto de perguntas relacionadas com a sua actividade como Gestora de Risco Clínico (GRC) no hospital onde trabalha.

As questões eram múltiplas e entre-cruzadas pelo que tiveram de ser respondidas com um telefonema. Mas não quero deixar de partilhar aqui a minha visão daquilo que um gestor de risco clínico pode e deve ser numa instituição de saúde.

7 Características de um Gestor De Risco Clínico
  1. O GRC é detentor de experiência clínica reconhecida que lhe permita intervir com base no seu conhecimento e prática clínica, sendo reconhecido pela equipa multidisciplinar;

sexta-feira, 5 de maio de 2017

SD251 - Salva Vidas - Lava as tuas mãos - 5 Maio 2017 - OMS

Para que ninguém se esqueça de um gesto simples, mas de
enorme importância.


SAVE LIVES: Clean Your Hands 5 May 2017

Fight antibiotic resistance - it's in your hands

SD250- ISPA promove 1ª PÓS GRADUAÇÃO - LITERACIA EM SAÚDE

Acaba de ser lançada  a 1ª Pós Graduação de Especialização em Literacia em Saúde em Portugal, organizada pelo ISPA.

Literacia em Saúde: Modelos, Estratégias e Intervenções
Conta com um conjunto relevante de personalidades com vasta competência, conhecimento e profundidade na abordagem destes temas.

A sessão inaugural contará com o Dr Francisco George, Director Geral da Saúde.

Será um privilégio contar convosco, neste 1º Curso que marca um avanço indelével na partilha de conhecimento sobre Literacia em Saúde em Portugal. Permitirá a capacitação dos profissionais das vá rias áreas da saúde, a criação de formas de reduzir iniquidades, de aumentar a compreensão sobre o sistema de saúde e incrementar positivamente as próprias relações interpessoais com vista a uma maior adesão terapêutica.
A Literacia em saúde é um imperativo de saúde pública (no programa nacional de saúde), é parte do capital social e um pilar central de politicas e acções (Kickbuch et al. 2005)

Faça parte deste momento primeiro que marcará um caminho da referência.

Muito obrigada, despeço-me com toda a cordialidade
Cristina Vaz de Almeida
Direcção de Curso

sexta-feira, 21 de abril de 2017

SD249 - ALERTA DE SEGURANÇA DO DOENTE – Aspiração de micropartículas de vidro na preparação de medicação de ampolas de vidro

Apesar do desenvolvimento científico, continuamos a ter nos nossos serviços ampolas de vidro com medicação que devem ser partidas para que seja possível aspirar o seu conteúdo para uma seringa e posteriormente administrado o medicamento ao doente.

Algo que parece muito simples, esconde riscos para o doente que não podem ser negligenciados.

No artigo - Ampolas de Vidro: Riscos e BenefíciosRevista Brasileira de Anestesiologia Vol. 61, No 4, Julho-Agosto, 2011, os seus autores escrevem:
“No ato da abertura de alguns tipos de ampolas, é comum haver contaminação do conteúdo por partículas de vidro. Há muito esse fato vem sendo observado e relatado dentro da comunidade científica. Esses pequenos fragmentos de vidro podem ser injectados através de várias vias de administração. O anestesista poderá administrar essas partículas tanto no intravascular como através dos espaços peridural e subaracnoídeo. As partículas de vidro podem ainda carregar alguns tipos de metais utilizados na sua fabricação”

Foi exactamente este fenómeno que nos foi transmitido recentemente através de um relato de incidente clínicoO profissional (enfermeiro) escreveu:
“Durante a preparação de uma ampola de hidrocortisona constatámos que existiam resíduos de tinta (vermelha) proveniente da ampola.
Verificamos que ao partir ampola, por vezes, esta tinta "estala" e cai para o interior da ampola.”

terça-feira, 28 de março de 2017

SD248 - Os 10 Eventos Sentinela mais comuns de 2016 relatados à Joint Commission

Os 10 eventos sentinela mais comuns revistos pela Joint Commission não mudaram muito entre 2015 e 2016 - somente os eventos relacionados com a diálise e a morte/lesão perinatal deixaram esta lista. Os “erros de medicação” e “eventos criminosos” tomaram seus lugares.
A Joint Commission procedeu à revisão de menos eventos sentinela em 2016 do que 2015 - 824 em 2016 em comparação com 936 em 2015.
A “retenção involuntária de um corpo estranho” continuou a ser o evento mais comum de dano no doente ocorrido em hospitais, ambulatórios e outros locais de atendimento pelo terceiro ano consecutivo, de acordo com o Sumário de Dados de Eventos Sentinela da Joint Commission divulgado no início do mês de março de 2017.
Os 10 eventos sentinela mais relatados em 2016 são os seguintes:
  1. Retenção involuntária de um corpo estranho - 120 relatos
  2. Doente-errado, local-errado, procedimento-errado – 104 relatos
  3. Queda – 92 relatos
  4. Suicídio - 87 relatos
  5. Não categorizado (categoria não atribuída no momento do relatório) - 70 relatos
  6. Atraso no tratamento - 54 relatos
  7. Outros eventos imprevistos (incluindo asfixia, queimadura, asfixia por alimentos, afogamento ou doente encontrado inanimado) - 47 relatos
  8. Complicações operatórias/pós-operatórias - 45 relatos
  9. Erro de medicação - 33 relatos
  10. Acontecimento criminoso - 32 relatos
Na tua instituição existe uma lista divulgada de "eventos sentinela"?
Quais foram os mais comuns em 2016?

sábado, 25 de março de 2017

SD247 - 10 Principais Preocupações de Segurança do Doente em 2017

O Emergency Care Research Institute (ECRI)  divulgou no início de Março de 2017 o seu relatório "10 Principais Preocupações de Segurança do Doente para Organizações de Saúde em 2017", colocando a gestão da informação do processo clínico electrónico, o uso de suporte à decisão clínica e a stewardship à prescrição de antibióticos no topo da lista.

Este relatório anual baseia-se nos dados da Organização de Segurança do Doente do Instituto ECRI, nas preocupações levantadas pelas instituições de saúde e no julgamento de peritos e pretende ajudar as instituições a priorizar as questões e criar planos de acção correctivos.

As 10 escolhas do Instituto ECRI para as principais preocupações de segurança dos doentes em 2017 são:
  1. Gestão da informação do processo clínico electrónico;
  2. Não reconhecimento da deterioração do estado clínico do doente;
  3. Implementação e uso de ferramentas de suporte à decisão clínica;
  4. Divulgação e acompanhamento dos resultados dos meios complementares de diagnóstico;
  5. Stewardship à prescrição de antibióticos;
  6. Correcta identificação do doente;
  7. Correcta Administração e monitorização de opiáceos;
  8. Problema de “saúde mental/comportamental” em instituições/serviços de cuidados gerais (“não-comportamentais”);
  9. Gestão adequado de novos anticoagulantes orais;
  10. Sistemas ou processos organizacionais inadequados à melhoria da segurança e a qualidade.
Concordas com esta lista?
Que outras preocupações gostarias de ver incluídas nesta lista?

sexta-feira, 24 de março de 2017

SD246 - Vídeo Transparência na Prática Clínica


A Hofstra North Shore-LIJ School of Medicine realizou um estudo onde foi monitorizado, de forma aleatória através de câmaras de vídeo, a implementação de actividades chave de segurança do doente (por exemplo, checklist cirúrgica), dando feedback em tempo real.

Com esta actividade foi observado um aumento de 14% na conformidade com as políticas e procedimentos de segurança do doente. Este aumento da conformidade perdurou após a conclusão do estudo.

Se hoje não nos surpreende que as forças de segurança gravem as suas actividades, seria possível fazer o mesmo na prática clínica e nas nossas instituições de saúde?
Partilhado inicialmente por Gonzalo Carreño (Manager na Antares Consulting) 
Resumo do estudo disponível em:
e
http://qualitysafety.bmj.com/content/qhc/early/2016/01/28/bmjqs-2015-005058.full.pdf

sábado, 11 de fevereiro de 2017

e-book | AVALIAÇÃO DO RISCO - RÁPIDA E COM RESULTADOS

AVALIAÇÃO DO RISCO - RÁPIDA E COM RESULTADOS
Um manual prático, com ferramentas e exemplos para usar de imediato

ISBN - 978-989-20-7584-6
Com este livro (em formato e-book) vais aprender a realizar uma "avaliação do risco" com impacto na "Segurança do Doente" do teu serviço/instituição.

Se tens responsabilidade na gestão do serviço, na gestão do risco clínico, na avaliação do risco ou na segurança do doente no teu serviço, este livro é para ti.

A metodologia é explicada passo-a-passo, de forma simples e com exemplos que te ajudam a compreender tudo o que deves fazer para realizar uma "Avaliação do Risco".


O livro está repleto de exemplos práticos e ferramentas que vais poder utilizar de imediato.



Principais Capítulos do Livro

O QUE É A “AVALIAÇÃO DE RISCO”? (Para que possas conhecer este trabalho, partilho totalmente grátisprimeiro capítulo do livro. Podes ficar assim a conhecer melhor o trabalho desenvolvido (basta fazeres o download aqui).
Qual a diferença entre um Perigo e um Risco?
As vantagens de uma Equipa
7 ETAPAS PARA UMA AVALIAÇÃO DO RISCO
1ª Etapa – Identificar os perigos
2ª Etapa – Identificar os Riscos Associados
3ª Etapa – Determinar Quem está Exposto ao Risco
4ª Etapa - Avaliar o Nível de Risco
5ª Etapa – Quais as Medidas Corretivas a Adotar?
6ª Etapa – Registar a Avaliação, as Ações Propostas e o Responsável pela Implementação
7ª Etapa - Rever e Atualizar - Um ciclo contínuo.

Com a compra do e-book recebes:
  1. Um "Modelo de Folha de Registo de Avaliação do Risco" (que podes imprimir as vezes que foram necessárias);
  2. Um "Modelo de "campo" com uma Matriz de Risco" sugerida (contém as tabelas de frequência, gravidade, e nível de risco);
  3. Dezenas de exemplos simplificados de avaliações do risco e medidas correctivas sugeridas;
  4. Acesso exclusivo a uma página web de recursos, que vai continuar a ser actualizada com novos exemplos, artigos e documentos grátis para poderes utilizar (o link encontra-se no interior do livro);



Perguntas Frequentes?
  • Como Posso Comprar o e-book?
  • Através do Multibanco ou transferência bancária VÊ AQUI AS INSTRUÇÕES DE PAGAMENTO ou;
  • Através da página de vendas da GUMROAD, (vais necessitar de um cartão de crédito). NOTA: acresce valor do IVA.

sábado, 4 de fevereiro de 2017

SD242 - Orientação para substituição de óculos nasais e humidificadores

Existem orientações relativamente ao tempo de substituição de óculos nasais e humidificadores (ex. aquapack)?

Esta foi a pergunta de uma leitora do blog, demonstrando a sua preocupação com medidas de controlo de infecção, pois a informação que encontrava não era totalmente esclarecedora.

Com a colaboração do Grupo Coordenador Local de Controlo de Infecção e Prevenção da Resistência aos Antimicrobianos (GCLCIPRA) do Centro Hospitalar de Setúbal, elaboramos as seguintes orientações:
  • Os óculos nasais e os humidificadores são de uso único/descartável (artigo disposable), devendo ser substituídos sempre que não reúnam condições de higiene e segurança;
  • Quanto ao tempo máximo de permanência dos óculos nasais no doente, o fornecedor (Intersurgical Portugal) recomenda 7 dias, de acordo com estudos realizados em circuitos ventilatórios, pois não há estudos (nesta data) realizados especificamente em óculos nasais;
  • No que respeita aos humidificadores, salienta-se que o seu uso não se encontra recomendado para administração de oxigénio a baixo débito (≤4l/min), segundo a Guidelinefor emergency oxygen use in adult patients da British Thoracic Society, cuja leitura se recomenda.

Este artigo foi preparado com a colaboração das Enfermeiras Felisbela BarrosoVerónica Florêncio, GCLCIPRA - CHS

sábado, 21 de janeiro de 2017

SD240 - Baixa Participação dos Profissionais na Avaliação da Cultura de Segurança do Doente. Devo ficar preocupado?

No dia 20/01/2017 a Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Hospitalar (APDH), promoveu uma sessão denominada Plano Nacional para a Segurança do Doente - Aumentar a cultura de segurança do ambiente interno.

Um dos temas mais comentado foi o da Avaliação da Cultura de Segurança do Doente.

O questionário da "Avaliação da Cultura de Segurança do Doente nos Hospitais Portugueses” passou a ser aplicado, a partir de 2014, em todos os hospitais do Sistema de Saúde Português (DGS- Norma nº 025/2013 de 24/12/2013 atualizada a 19/11/2015 - Avaliação da Cultura de Segurança do Doente nos Hospitais).
Também nos Cuidados de Saúde Primários, essa avaliação é agora uma realidade (DGS- Norma nº 003/2015 de 11/03/2015 - Avaliação da Cultura de Segurança do Doente nos Cuidados de Saúde Primários).

Uma das principais dificuldades da generalidade das Instituições é garantir a adesão voluntária dos seus profissionais ao preenchimento do questionário por forma a obter uma % de participação “representativa”.
Há mesmo quem advogue uma alteração da estratégia de aplicação do questionário passando-o de voluntário para “obrigatório”.

Na minha opinião esta é uma discussão desnecessária, veja-se:

Reconhecendo que não são idênticas, considero no entanto que não existe variação significativa nas dimensões normalmente bem classificadas nem nas dimensões classificadas com os valores mais baixos (dimensões problemas).

Isto verifica-se nos resultados das avaliações internacionais que tem ocorrido (fonte dados DGS),
 assim como nos resultados das instituições nacionais (fonte dados DGS), independentemente da % de participação ser elevada ou baixa.
Arrisco a dizer que, mesmo numa instituição que nunca tenha sido avaliada, se o questionário for aplicado, os resultados serão praticamente sobreponíveis àqueles que já conhecemos de outras instituições nacionais.