segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

10 Queixas e Reclamações mais Comuns dos Doentes nos Hospitais

10 Queixas e Reclamações mais Comuns dos Doentes nos Hospitais
De acordo com Peter Pronovost , os doentes estão continuamente a pedir aos hospitais para serem tratados como “pessoas”.

O Dr. Pronovost trabalhou com Jan Hill (Diretora de Relações com os Doente no Hospital Johns Hopkins para compilar uma espécie de “lista de desejos do Doente” ou os temas mais comuns recebidos através do feedback obtido de cartas ou através de questionários de satisfação do doente.
A lista foi publicada no U.S. News & World Report.

O Objetivo é melhorar a “Experiência do Doente”, aumentando a sua satisfação e indo ao encontro dos seus desejos e necessidades.

Estes foram os 10 “temas” recorrentes identificados pela Sr.ª Hill e o Dr. Pronovost, os quais referem que os mesmos devem ser utilizados para iniciar uma discussão interna das Equipas de Saúde.

1 – Privação do Sono, em resultado do profissional realizar testes ou recolha de amostras de sangue a meio da noite;

sábado, 6 de fevereiro de 2016

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Podemos INOVAR a forma como damos Formação?

Depois de muita discussão sobre taxas de formação e sobre a forma como não conseguimos alcançar as taxas pretendidas (as razões são muitas e parece que aumentam de cada vez que discutimos o assunto) acabamos invariavelmente na mesma pergunta:

"Como podemos inovar a forma como "damos" formação no Hospital (Centro de Saúde, Clínica, etc.)?"

É também comum encontrar respostas possíveis, por exemplo:
  • "Simplificar" o conteúdo, diminuindo assim o tempo necessário;
  • Liberalizar a inscrição nos cursos ao invés que impor um nº fixo de profissionais por curso e por serviço;
  • Duplicar (e triplicar) as datas do curso;
  • Iniciar um programa de formação de formadores e promover a formação/replicação do curso nos locais de trabalho pelos profissionais entretanto formados;
  • Transpor parte do conteúdo da formação para um suporte escrito, simples, mas garantindo um registo da receção da informação por parte do trabalhador;
  • Apostar no e-learning.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

7 Pensamentos Sobre Liderança

Quais os aspetos que podem influenciar positivamente um Líder ? e transformar a sua "Liderança" numa influencia positiva para as instituições /profissionais e doentes/clientes?

Foi uma hipótese de resposta para estas questões que encontrei com estes “7 pensamentos sobre (uma grande) liderança”.

O texto original  - 7 thoughts on great leadership - é escrito por Scott Becker and Molly Gamble, que nos apresentam 7 pensamentos sobre aquilo que faz uma grande liderança.

Ao começar a ler pensei em como adaptar estes pensamentos à “Segurança do Doente”.
São estes os 7 pensamentos sobre (uma grande) liderança”:
1. Os grandes líderes são apaixonados pelo sucesso. Eles são empenhados, animados e entusiasmados.
2. Os grandes líderes constroem equipas e a próxima geração de líderes.
3. Os grandes líderes têm objectivos sérios e definem planos claros.
4. Os grandes líderes geralmente não fazem microgestão.
5. Os grandes líderes elogiam muitas vezes e reconhecem as contribuições.
6. Os grandes líderes não têm medo de tomar decisões pessoais difíceis.
7. Os grandes líderes são emocionalmente maduros.
Adaptar todos estes pensamentos, seja à gestão de uma grande Instituição, um Serviço ou uma Comissão ou Grupo é um desafio que certamente valerá a pena. Se aplicado à “Segurança do Doente” certamente trará frutos futuros importantes.
Aqui fica o desafio.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

4 Estratégias para chegar à Linha-da-frente.

"Linha-da-Frente". Esta é uma expressão “militar” que há muito foi absorvida no mundo empresarial mas também na área da saúde.

A ideia base é evidenciar a importância para os decisores em conhecerem de perto e em primeira mão as dificuldades dos profissionais que estão, como a própria expressão indica, na linha-da-frente (seja no atendimento ao cliente numa loja, no atendimento telefónico, ou no caso dos serviços de saúde, aqueles profissionais que prestam cuidados de saúde diretamente aos doentes).

Com este post quero partilhar 4 estratégias que utilizo para chegar à linha-da-frente.

Na área da segurança do doente esta noção assume uma importância ainda maior.
Podemos construir programas de formação, criar sistemas de notificação de incidentes, explorar (através da troca de informação, normalmente por e-mail) todos os diferentes pontos de vista, tentando identificar os fatores contribuintes de um incidente, mas a minha experiência de múltiplas situações tornou para mim claro que nada substitui uma observação direta, uma conversa cara-a-cara com os envolvidos, uma observação do local ou dos equipamentos envolvidos, ouvindo TODAS as partes interessadas para melhor compreender e conhecer as diferentes opiniões e principalmente as dificuldades sentidas por aqueles que diariamente tem de prestar cuidados.
Isto é tanto mais verdade quanto maior for o problema em análise, mas tal não quer dizer que, nas “pequenas” questões, não seja necessário ouvir diretamente os envolvidos.

Por muito que se explore uma determinada informação, nada substitui uma visita à linha-da-frente.

A importância desta ação não pode ser subestimada. Partilho convosco 4 estratégias que considero fundamentais para que esta fonte de informação não seja menosprezada e para que seja mais fácil “ganhar” a atenção e o empenho dos profissionais da linha-da-frente.

domingo, 24 de janeiro de 2016

Vídeo explica o processo de anestesia às crianças

O Clube de Anestesia Regional criou desenhos animados para explicar às crianças o processo de anestesia e mostrar que não há dor envolvida.
Esta é uma excelente ideia (e vídeo) para ter disponível nos Serviços de Pediatria e Blocos Operatórios.
Clica na imagem para veres o vídeo.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

3 Histórias Reais - Quando a Infraestrutura/Edifício/Instalações condiciona a Segurança do Doente

A CISD (Classificação Internacional para a Segurança do Doente) possui 13 tipologias de Incidente de Segurança do Doente. Uma dessas tipologias é a Infraestruturas/edifício/instalações.

Sendo esta uma tipologia com um número pouco expressivo de notificações de incidentes, a verdade é que quando ocorrem, as suas consequências são abrangentes a praticamente toda a Instituição, e com um potencial elevado de dano.

Para ilustrar esta preocupação, partilho a seguir 3 histórias reais, 3 incidentes desta tipologia que ilustram a importância da antecipação do risco e da necessidade de uma manutenção e vigilância apertada das nossas infraestruturas, edifícios e instalações. As histórias são:
  1. Homem salta de edifício e cai sobre Linha de Fornecimento de Oxigénio do Hospital
  2. Falha no Fornecimento de Ar Comprimido/Respirável
  3. Pantoff de Sala de Bloco Operatório Degradado

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

As facturas que hão-de vir (para a Segurança do Doente)

 Clica na imagem para ler o artigo
 Clica na imagem para ler o artigo
Artigo de opinião da autoria da Isabel do Carmo, Médica, professora da Faculdade de Medicina de Lisboa.


E, mais do que as facturas que hão-de vir, preocupam-me as facturas que chegam, diariamente...

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

5 Sugestões para o Doente Sobreviver a um Internamento

De acordo com Drew Young Shin, Médico e Professor Assistente em Palo Alto, Califórnia, os profissionais de saúde trabalham de forma empenhada para evitar danos nos doentes, mas os doentes também podem desempenhar um papel importante na sua segurança.
O Dr. Shin deu cinco sugestões sobre a forma como os doentes se podem envolver na sua própria segurança, sugestões dadas "na qualidade de doente e médico que passa a maior parte das suas horas a pensar formas de minimizar os erros."
As sugestões do Dr. Shin foram publicadas no Quora e no HuffingtonPost. As suas sugestões são a seguir apresentadas de forma sumária.
1. Ser vigilante com os cateteres venosos centrais. O Dr. Shin encoraja os doentes a perguntar diariamente aos seus médicos, "Quando é que este cateter pode sair?" para ajudar a reduzir o risco de infeção da corrente sanguínea associada ao cateter. "A avaliação diária da necessidade de um cateter venoso central é uma forma comprovada para minimizar seu risco", escreve o Dr. Shin.

domingo, 10 de janeiro de 2016

9 Hábitos dos Enfermeiros(as) Altamente Eficientes

Muito é exigido aos Enfermeiros(as).
Normalmente trabalham longas horas e devem ser capazes de equilibrar o seu tempo para garantir que as necessidades do doente são atendidas.
Desde o estabelecimento de metas a ser um jogador de equipa, certos hábitos podem ajudar os enfermeiros a alcançar o sucesso em tudo o que tem que fazer, de acordo com a Sunbelt Staffing, uma empresa com sede em Oldsmar, Florida.
Esta empresa surgiu com nove hábitos de enfermeiros(as) altamente eficazes.
Abaixo está uma infografia produzida pela empresa.

Os 9 Hábitos dos Enfermeiros(as) Altamente Eficazes são:
1. Evitar Atalhos;
2. Não “apressar” as tarefas;
3. Procurar oportunidades de crescimento;
4 . Gerir bem o tempo;
5. Pedir ajuda;
6. Estar concentrado e ser proactivo;
7. Estabelecer objectivos;
8. Ser um “jogador de equipa”;
9. Comunicar de forma clara.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

DGS estende Avaliação da Cultura de Segurança do Doente às Entidades Hospitalares Privadas


Desta forma passam a estar incluídas nesta avaliação, as entidades hospitalares privadas.

Para tal, devem estas entidades preencher a “Fichade Inscrição para as entidades hospitalares privadas”, também disponível no sítio da DGS.


Mais do que conhecer internamente a “Cultura de Segurança do Doente”, importa ainda mais saber o que se faz com os resultados obtidos.
Qual a importância que as administrações e chefias (a todos os níveis) atribuem a este tipo de estudos?

Por vezes parece apenas que estamos a cumprir “calendário”.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

5 Erros a Evitar Quando Notifica um Incidente

Para que um sistema de notificação de incidentes possa cumprir com a sua principal função – aprender com os incidentes ocorridos e identificar falhas na Segurança do Doente – é indispensável que o incidente relatado seja efetuado de forma correta.

Mas não é sempre isso que acontece.

Estes são (talvez) os 5 principais erros cometidos por quem notifica um incidente:


1. Não Notificar.
Sim eu sei. “Não notificar” significa que não foi efetuada nenhuma notificação, mas esse é efetivamente o 1º erro. Achar que não vale a pena notificar (porque ninguém vai dar atenção, não me respondem, não vejo mudanças, etc.). Não notificar porque “já foi resolvido” ou porque “por sorte não aconteceu nada ao doente”. Mesmo nestas circunstâncias, a obrigação de todos nós é mesmo a de notificar o incidente (ou quase incidente) para que a aprendizagem possa ocorrer.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Dia Mundial Stop às Úlceras por Pressão (UPP) - Tempo de reflexão

Post de Convidado – Enfermeira Diana Sousa

No Dia 19 de Novembro de 2015 sinalizamos o dia Mundial do Stop às Úlceras por Pressão (UPP).
Falamos de feridas que, na sua maioria (pelo menos 95%), são evitáveis, recorrendo a estratégias designadas de medidas de prevenção. Estas medidas estão descritas há décadas em todos os manuais da matéria, mas que, pelos mais variados argumentos, tendem a ser menosprezadas, desvalorizadas, em detrimento do tema “híper mega atrativo – o tratamento das feridas e os seus magníficos apósitos!”. Sem desprimor para a área do tratamento, na qual também estou envolta, e sem querer ter a pretensão de desvalorizar a sua importância, seriamos profissionais de saúde de extrema inovação, se reflectíssemos primeiramente sobre o tema da Prevenção das Úlceras por Pressão.
É da responsabilidade das instituições de prestação de cuidados de saúde garantir o Direito à Prevenção de UPP universalmente consagrado pela Declaração do Rio de Janeiro de 2011. Assegurando o acesso equitativo de recursos humanos e materiais de qualidade. Garantindo a uniformização das medidas preventivas, as que a ciência já nos demonstrou serem eficientes no combate a este flagelo. Em breve, seremos responsabilizados pela não aplicação destas medidas…e ai talvez a figura da autoridade nos empurre para a consciencialização de que podemos e devemos, de forma tão simples, prevenir este flagelo, as UPP.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Algumas Sugestões para Promover a Notificação de Incidentes


Uma colega (elemento de um grupo com a responsabilidade na gestão de incidentes) de uma Instituição colocou-me várias questões relacionadas com a dificuldade, na sua instituição, de adesão ao Notific@ e à possibilidade de promover um sistema interno de notificação de incidentes.

Partilho convosco a minha resposta.
“(…) Começo por partilhar um link com a informação que tenho publicado, relacionada com a temática dos “incidentes” - http://risco-clinico.blogspot.pt/search/label/Incidentes - No Blog encontra obviamente outros temas.

Quanto às questões colocadas:
Também no CHS era grande a resistência no início (aquando da implementação do nosso sistema interno). Também ninguém tinha "tempo" para escrever a notificação, mas acima de tudo, não existia a consciência do quanto um sistema deste tipo pode ajudar todos os envolvidos, isto se o tratamento e análise dos relatos tiver em consideração os seguintes princípios:

domingo, 25 de outubro de 2015

Notificação de Incidentes – Necessitamos de uma “Cultura Justa”?

São reconhecidas as vantagens de um “Sistema de Notificação de Incidentes”.

Podemos aprender com os erros e falhas cometidos e usar essa informação para melhorar o sistema de suporte à prestação de cuidados, aumentando a segurança do doente (e dos profissionais), contribuindo para a qualidade dos cuidados de saúde.

O problema é que muitos profissionais não querem aprender, não querem mudar, não fazem sequer um pequeno esforço para compreender os objetivos de aprendizagem, mudança e melhoria contínua?

Como gestor de um sistema de notificação de incidentes, passo de forma cíclica por momentos de profundo desalento que resultam do constante fluxo de “más noticias”, contidas em cada relato.

A maioria apenas vê um “copo meio vazio”, ou continua a usar o “relato de incidente” de forma acusatória (do outro) ou como um meio de salvaguardar e justificar as suas ações, numa tentativa (por vezes descarada e evidente) de evitar qualquer penalização.

São raríssimos os relatos “calmos” e “ponderados” em que a pessoa envolvida no incidente, relata o incidente de forma objetiva, sem “ruido” acusatório ou juízos de valor, explicando o que aconteceu, e o que fez depois do incidente para mitigar o dano e prevenir a sua recorrência. Infelizmente, estes são uma minoria.
Reina o oposto e por mais que se insista, por mais que se dê formação e por mais que os planos de ação sejam dirigidos à melhoria dos sistemas e não às pessoas envolvidas, a verdade é que as más notícias continuam a chegar.

Tudo isto colide ainda com os princípios éticos e deontológicos do profissional que, chamado a gerir o processo de análise se vê confrontado com comportamentos profissionais aparentemente negligentes.

Mas que caminho seguir?
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...