sexta-feira, 24 de julho de 2015

Divulgação: 1ª Jornadas Ibéricas de Qualidade em Saúde e Segurança do Doente - 09.Outubro.2015

A Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa vem por este meio convidá-lo (a) a estar presente nas I Jornadas Ibéricas de Qualidade em Saúde e Segurança do Doente, que irão realizar-se no próximo dia 09 de Outubro, no Auditório da Reitoria da Universidade Nova de Lisboa (Campus de Campolide).

Nesta primeira edição, destacamos os temas:

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Incidente – Implante ortopédico "fora-de-prazo" colocado em doente

Descrição sumária do incidente:
No mês de Julho de 2015, o Hospital X recebe uma caixa de material de implante “contra-consumo”, ou seja, o hospital só paga o material que consumir.
A caixa com o material à entregue por uma empresa idónea, que possui certificado de “qualidade”.
Durante uma intervenção cirúrgica é aplicado ao doente material de implante.
Após a cirurgia, os dados do implante são enviados ao serviço de aprovisionamento para serem introduzidos no sistema para posterior pagamento.
No aprovisionamento o sistema não permite a introdução dos dados do material de implante, informando que o material referido estaria “fora-de-prazo”.

Problemas identificados:

Incident – Orthopedic Implant “out-of-date” applied to the patient

Brief description of the incident:

On July 2015, Hospital X receives a box of implant material "counter-consumption", that is, the hospital only pay the material consumed.
The box with the material was delivered by a competent company, which has certified "quality".
During a surgical intervention the implant material was applied to the patient.
After surgery, implant data is sent to the provisioning service to be introduced into the system for later payment.
The supply system does not allow the introduction of the material data, stating that this material would be " out-of-date ".

Issues:

domingo, 12 de julho de 2015

Presentation "The Checklist Paradox", by Lorelei Lingard

Today I want to recommend the viewing of a brilliant presentation, made by Lorelei Lingard, titled
 The Checklist Paradox, by Lorelei Lingard
"The Paradox Checklist".

In her presentation, Lorelei tells us about not one, but of three paradoxes on the use of checklists, and in particular of the "surgical checklist".

Who can claim to have no difficulty in ensuring the implementation of this tool? And even when getting high compliance levels of 95% or more, who does not have the knowledge that patients are really not safer because of it?


Do not be discouraged by the time (45 minutes presentation + 11 minutes of questions and answers). It´s really worth listening to, and perhaps it will help you to improve our practice.
(Click on the image to access the presentation)

Apresentação "The Checklist Paradox", por Lorelei Lingard

Hoje quero recomendar o visionamento de uma apresentação brilhante, efetuada por Lorelei Lingard, intitulada "The Checklist Paradox".

Na sua apresentação, Lorelei fala-nos não num, mas em 3 paradoxos relativamente à utilização de checklists, e em especial sobre a "checklist cirurgia segura".

Quem pode afirmar que não teve, ou melhor, não tem dificuldades em garantir a implementação desta ferramenta, ou, mesmo obtendo níveis de cumprimento elevados de 95% ou mais, não tem o conhecimento de que mesmo assim os doentes não estão mais seguros por isso?

Não se deixem desencorajar pelo tempo (45 minutos de apresentação + 11 minutos de perguntas e respostas). Vale mesmo a pena ouvir, e quem sabe melhorar a nossa prática.

 The Checklist Paradox by Lorelei Lingard
Clique na imagem ou no link www.vimeo.com/78557791 

segunda-feira, 22 de junho de 2015

O poder da antecipação – Preparação para a Auditoria CHKS

Hoje, após um pedido formal, realizei num Serviço um “simulacro de auditoria” na presença da Diretora do Serviço, do Enfermeiro Chefe e de mais 3 Enfermeiros (Com responsabilidades em diferentes áreas: Apoio à Gestão, Gestão do Risco e Elemento de Ligação à Qualidade).

Esta é uma estratégia que, apesar de simples, não deve ser desprezada.

É certo que não é possível “preparar” uma auditoria de reacreditação de uma Instituição “de véspera”. Se o trabalho não estiver previamente feito, se as boas práticas de melhoria contínua da qualidade não estiverem presentes, é certo que nada irá resolver o problema. Mas esse não foi o objetivo.

O objetivo deste “simulacro” é obter uma visão diferente (e preparada) daquilo que pode ocorrer durante a auditoria real. No fundo, é pedir a alguém “de fora” (de preferência com formação em auditoria) que nos coloque algumas perguntas difíceis. Que nos retire da nossa zona de conforto e nos faça refletir.

Alguns dos tópicos abordados (e algumas sugestões de resposta):
  • Reunião de auditoria inicial com base nas normas e critérios estabelecidos.
    • Demonstrar conhecimento dos temas questionados e dos documentos institucionais em vigor (quer dos do Serviço quer dos documentos transversais à Instituição);

domingo, 21 de junho de 2015

Divulgação - Lançamento de Livro sobre Prevenção e Controlo das IACS

As principais medidas de prevenção e controlo de infeção passam pelo cumprimento das boas práticas, como sendo as Precauções Básicas em Controlo de Infecção (PBCI) e outras medidas adicionais de isolamento e, por outro lado, pelo uso racional de antimicrobianos.

O enfermeiro, tendo em conta a sua área de atuação e os regulamentos de exercício profissional e de competências, tem um papel determinante e decisivo na aplicação destas medidas e, consequentemente, na estratégia de prevenção e redução das taxas de incidência e prevalência.

Esta é, no entanto, uma área de intervenção vasta e frequentemente complexa para a tomada de decisão, pelo que se compreende a necessidade (e a oportunidade) de criar e disponibilizar instrumentos de apoio à decisão de enfermagem, úteis, práticos, com informação pertinente, atual e potenciadora de boas práticas de cuidados de enfermagem.

Dando o nosso contributo, divulgamos aqui o lançamento do livro: Prevenção e Controlo das IACS: Contributos para a Tomada de Decisão em Enfermagem.

Acesso à informação sobre o livro disponível em: http://contributosparaenfermeiros.blogspot.pt/2015/06/lancamento-do-livro.html

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Segurança do Doente / Patient Safety

Depois de superadas as 40,000 visualizações (e por isso vos estamos muito agradecidos) optamos por fazer uma mudança.

A mudança é no nosso nome: Segurança do Doente / Patient Safety

Fazemos esta mudança de forma consciente assumindo a abrangência de um conceito maior.

Para a OMS a definição mais simples de segurança do doente/paciente “é a prevenção de erros e eventos adversos dos doentes/pacientes, associados aos cuidados de saúde. Enquanto os cuidados de saúde se têm tornado mais eficazes, também ficaram mais complexos, com uma maior utilização de novas tecnologias, medicamentos e tratamentos. Os serviços de saúde tratam doentes/pacientes mais idosos e mais doentes, que muitas vezes se apresentam com co-morbilidades significativas que exigem decisões cada vez mais difíceis quanto às prioridades na saúde. O aumento da pressão económica sobre os sistemas de saúde, muitas vezes leva a ambientes de cuidados de saúde sobrecarregados.”

Gostamos também da definição de LindaEmanuel (et.al), que nos diz que “a segurança do doente/paciente é uma disciplina no sector dos cuidados de saúde que aplica métodos científicos de segurança com o objectivo de alcançar um sistema confiável de prestação de cuidados de saúde. A segurança do doente/paciente também é um atributo dos sistemas de cuidados de saúde; ele minimiza a incidência e o impacto de, e maximiza a recuperação dos, eventos adversos.

Poderíamos aqui partilhar e debater outras definições, mas na sua essência todas se referem ao acto de cuidar em segurança.

É a partilha desse conhecimento e experiência feita, desse caminho percorrido que temos feito desde o primeiro dia, desde o primeiro “post” a 04 de Fevereiro de 2011.
E é isso que continuaremos a fazer.
Uma vez mais obrigado a todos por nos lerem e espalharem a “Segurança do Doente/Paciente”

Patient Safety / Segurança do Doente

After overcoming 40,000 views (and we are very grateful to you) we chose to make a change.

The change is in our name: Segurança do Doente / Patient Safety

We make this change consciously assuming the scope of a larger concept

According to WHO the simplest definition of patient safety “is the prevention of errors and adverse effects to patients associated with health care. While health care has become more effective it has also become more complex, with greater use of new technologies, medicines and treatments. Health services treat older and sicker patients who often present with significant co-morbidities requiring more and more difficult decisions as to health care priorities. Increasing economic pressure on health systems often leads to overloaded health care environments.

We also like the definition of LindaEmanuel (et. all), that says that “Patient safety is a discipline in the health care sector that applies safety science methods toward the goal of achieving a trustworthy system of health care delivery. Patient safety is also an attribute of health care systems; it minimizes the incidence and impact of, and maximizes recovery from, adverse events.”

We could share and discuss other definitions, but in essence all of them refer to “safety healthcare”.

It is the sharing of this knowledge and experience, and the path traveled, that we have done from day one, from the first "post" on February 4, 2011.

And that's what we will continue to do.
Once again thank you all for reading us and spread the "Patient Safety".

domingo, 31 de maio de 2015

Auditoria Clínica – Uma Ferramenta que tens de Dominar.

Depois de mais um workshop concluído (23 e 30 de maio, 2015) a sensação não poderia ser melhor.

Uma vez mais (e é sempre assim) um conjunto de profissionais das mais variadas áreas de trabalho e diferentes profissões, conclui-o com sucesso o curso com a apresentação dos seus resultados de auditoria, apenas uma semana após o início do curso.

A Auditoria Clínica é um processo estruturado de revisão por pares através da avaliação da prática clínica relativamente às normas de orientação adotadas, implementação das mudanças necessárias na prática clínica e subsequente reavaliação das diferenças que essas mudanças produziram.
O objetivo geral deste processo é o de garantir elevados padrões de prática clínica e melhorar de forma global a qualidade dos cuidados prestados ao doente.

O National Institute for Health and Clinical Excellence, no seu documento de 2002, Principles for Best Practice in Clinical Audit, define auditoria clínica como:
“Um processo de melhoria da qualidade que procura melhorar os cuidados prestados ao doente e os seus resultados através da revisão sistemática desses cuidados relativamente a critérios explícitos e da revisão da mudança.
Os aspetos relacionados com a estrutura, processo e resultado dos cuidados são selecionados e sistematicamente avaliados relativamente a critérios explícitos.
Onde for indicado, são implementadas mudanças ao nível individual, da equipa ou do serviço e é implementada uma monitorização para confirmar a melhoria na prestação dos cuidados.”

A auditoria clínica permite assim conhecer verdadeiramente quais os resultados da nossa atividade (seja de simples processo de limpeza à verificação das medidas de segurança em proteção radiológica).
Todos temos a obrigação de conhecer os resultados dos cuidados (serviços) que prestados, integrando a informação recolhida na gestão do serviço/instituição e no planeamento dos cuidados, contribuindo assim para a Governação Clínica, para a promoção da Eficiência Clínica, fatores determinantes para a Segurança do Doente.

Neste workshop foram desenvolvidas e aplicadas as seguintes grelhas de auditoria:

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Enfermeira nos Estados Unidos faz 90 Anos e ainda continua a trabalhar

Numa altura em que “todos” nos queixamos do “quanto já trabalhámos” ou do que ainda nos falta, partilho convosco este exemplo incrível.



Florence Rigney é a mais antiga enfermeira ainda a trabalhar nos EUA e fez este ano 90 anos de idade. Os seus colegas de trabalho no “MultiCare Tacoma General Hospital” em Washington, não deixaram passar esta data desapercebida.

Em vez disso, eles fizeram uma festa surpresa a Florence Rigney (tinha que ser “Florence”). Ela teve direito a uma tiara, uma faixa e uma carta do Governador de Washington Jay Inslee, em reconhecimento pelas suas décadas de serviço.

O Diretor do hospital e os filhos da Sra Rigney estavam também presentes.

A Sr. Rigney, uma enfermeira de Bloco Operatório, está na profissão há quase sete décadas, tendo iniciado a sua carreira há 69 anos. A Sr.ª Rigney considerou reformar-se, tendo mesmo parado de trabalhar quando tinha 67 anos, mas isso só durou cerca de cinco meses. Agora ela trabalha dois dias por semana.

Este é o vídeo da sua festa surpresa.

domingo, 17 de maio de 2015

Sala de Snoezelen – Casa dos Marcos. Moita, Portugal

Esta sala existe na “Casa Dos Marcos”. Um projecto que vale mesmo a pena conhecer.

O Conceito da sala de Snoezelen proporciona conforto, através do uso de estímulos controlados, e oferece uma grande quantidade de estímulos sensoriais, que podem ser usados de forma individual ou combinada dos efeitos da música, notas, sons, luz, estimulação táctil e aromas.
O ambiente, que a sala de Snoezelen proporciona, é seguro e não ameaçador, promovendo o auto-controlo, autonomia, descoberta e exploração, bem como efeitos terapêuticos e pedagógicos positivos.
O ambiente multisensorial permite estimular os sentidos primários tais como o toque, o paladar, a visão, o som, o cheiro, sem existir necessidade de recorrer às capacidades intelectuais mas sim às capacidades sensoriais dos indivíduos. A confiança e o relaxamento são incentivados através de terapias não directivas.
O uso de um ambiente multisensorial permite que as terapias sejam únicas para cada utente.

sábado, 16 de maio de 2015

Celebrando a Amizade - Com Alexandre Tavares

Para provar que quando há vontade tudo é possível, recebi em Setúbal o meu bom Amigo Alexandre Tavares (autor do blog DR. TAVARES' BLOG ON PATIENT SAFETY), Médico Psiquiatra a exercer no Canadá.

Aqui fica o registo do momento.

Obrigado pela Amizade Alexandre!

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Workshop's - Epidemiologia, clínica e diagnóstico de encefalites virais transmitidas por vectores & Febres hemorrágicas Virais

As inscrições nos Workshops (condicionadas ao número de vagas) são gratuitas.

Workshop - Epidemiologia, clínica e diagnóstico de encefalites virais transmitidas por vectores
As encefalites virais com origem em artrópodes ou roedores representam um problema importante em saúde pública. Os vírus que provocam encefalites togavírus (flavivírus e alfavírus), buniavírus, e reovírus normalmente estão bem adaptados aos seus hospedeiros e são transmitidos ao homem pela picada de artrópodes, mosquitos, carraças ou flebótomos, ou pelo contacto com roedores ou as suas excreções e são a principal causa de encefalites em todo o mundo. O workshop “Epidemiologia, clínica e diagnóstico de encefalites virais transmitidas por vectores” visa apresentar, debater e promover competências teóricas e práticas em domínios da epidemiologia, da clínica, do diagnóstico e da biossegurança de encefalites virais transmitidos por vetores. Destina-se a clínicos, investigadores e técnicos que realizem atividades relacionadas com o diagnóstico clínico e laboratorial e investigação de agentes infeciosos.
A iniciativa realiza-se no âmbito da Rede Ibérica de Laboratórios de Alerta Biológico (IB-BIOALERTNET) que tem como principal objetivo a normalização e acreditação de métodos e formação técnico- científico para uma resposta atempada a emergências e ameaças de origem biológica.
As inscrições nos Workshops (condicionadas ao número de vagas) são gratuitas.

Workshop - Epidemiologia, clínica e diagnóstico de Febres hemorrágicas Virais
As Febres Hemorrágicas Virais são infecções provocadas por filovírus (ebola, marburg), arenavírus (Lassa), buniavírus (hantavírus, Rift Valley, FH Crimeia-Congo) e flavivírus (febre amarela, dengue hemorrágico). A transmissão destes agentes ao homem faz-se por via vectorial (carraças, mosquitos) ou por contacto com morcegos e roedores ou com as suas excreções. As infeções nosocomiais são frequentes, sobretudo nas infeções por ébola, marburg e FH Crimeia Congo. Para as atividades de gestão de doentes, de diagnóstico laboratorial e de prevenção e controlo destas infeções é importante que os prestadores de cuidados de saúde e de serviços laboratoriais possuam um conhecimento profundo sobre as Febres Hemorrágicas Virais.
A iniciativa realiza-se no âmbito da Rede Ibérica de Laboratórios de Alerta Biológico (IB-BIOALERTNET) que tem por finalidades a normalização e acreditação de métodos e a formação técnico-científico para uma resposta atempada a emergências e ameaças de origem biológica.
As inscrições nos Workshops (condicionadas ao número de vagas) são gratuitas.

As inscrições devem formalizadas através dos seguintes formulários:

Epidemiologia, clínica e diagnóstico de encefalites virais transmitidas por vectores. Formulário de inscrição: 

Epidemiologia, clínica e diagnóstico de Febres Hemorrágicas Virais. Formulário de inscrição: 

Local de realização dos Workshops
Centro de Estudos de Vetores e Doenças Infeciosas
Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, I.P.
Águas de Moura, 11 de maio de 2015
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