Divulgamos o acesso a um livro que se encontra on-line, e do qual se pode efectuar o download gratuitamente.
O livro intitula-se "Prevenção e Tratamento de Feridas - Da Evidência à Prática."
Podem aceder ao livro através deste link http://care4wounds.com/ebook/flipviewerxpress.html
Esperamos que vos seja útil.
Fernando Barroso
quinta-feira, 4 de dezembro de 2014
quarta-feira, 3 de dezembro de 2014
sexta-feira, 14 de novembro de 2014
domingo, 28 de setembro de 2014
NOTIFIQ@ - Sistema Nacional de Notificação de Incidentes
O novo sistema continua a utilizar como base a linguagem da CISD (Classificação Internacional para a Segurança do Doente), mas tudo foi reformulado, simplificando a notificação e a inclusão de informação.
O grande salto foi dado no entanto no "back-office" do sistema, o que permitirá aos Gestores Locais nomeados pelas Instituições uma verdadeira interação com as notificações, aproveitando o máximo da informação disponibilizada.
Este pode não ser ainda um sistema perfeito (estará longe disso), mas é um sistema que funciona, está em Portugal e tem uma equipa que vai ouvir as criticas construtivas, incorporando rapidamente as mudanças que venham a identificar-se como necessárias.
Para já, pedia-te que utilizassem o sistema, sem receios, mas com uma postura critica positiva.
De "Velhos do Restelo" estamos todos fartos.
Que dúvidas tens? quais são as tuas maiores objeções? Como posso ajudar?
Usa os comentários abaixo e deixa a tua opinião sobre o Sistema Nacional de Notificação de Incidentes - NOTIFIQ@
Fernando Barroso
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
Folheto informativo – Guía Del Paciente Usuario de Urgencias.
Folheto informativo – guía del paciente usuario de urgencias from Fernando Barroso
Este fim-de-semana, quando
arrumava algumas pastas, encontrei este folheto, muito interessante.
É um guia informativo dirigido
aos doentes utilizadores do serviço de urgência do “Hospital Universitário de
Sant Joan - Alicante, Espanha, local onde tive o privilégio de estagiar no âmbito
do Programa HOPE, em 2007.
O mesmo contém “dicas” muito
interessantes que podem ser aproveitadas.
Espero que gostem.
segunda-feira, 8 de setembro de 2014
Sabe qual é o item mais frequentemente deixado dentro de um doente cirúrgico?
De acordo com um artigo
publicado no Journal of the American College of Surgeons, o item mais frequentemente deixado
dentro dos doentes cirúrgicos é a
esponja (compressa) cirúrgica, muitas
vezes difícil de se ver uma vez
embebida em sangue e empurrada para dentro de uma cavidade do corpo.
Um grupo de investigadores
utilizou a informação existente na base de dados da University
Health System Consortium Safety Intelligence para analisar quando as esponjas retidas
eram imediatamente identificadas,
versus quando elas eram identificadas numa data posterior.
Eles descobriram que as equipas cirúrgicas que utilizavam 2 métodos (contagem das
esponjas e tecnologia de radiofrequência)
tinham a melhor probabilidade de identificação de
esponjas e evitar complicações relacionadas com objetos cirúrgicos retidos. Segundo
a equipa, a radiofrequência foi a ferramenta mais precisa e eficaz em termos de custos
para manter o controlo de objetos
cirúrgicos.
Para saber como funciona esta nova tecnologia
de radiofrequência pode ver um vídeo explicativo aqui.
De acordo com o CMS (Centers for Medicare & Medicaid Services),
a incidência de objetos cirúrgicos
retidos é de cerca de 1 em cada 6.000 cirurgias, ou
8.500 por ano nos
Estados Unidos, com um custo de 63
mil dólares americanos por remoção
de item.
Em Portugal ainda não
existem dados agregados que permitam conhecer esta realidade.
E na sua Instituição, o que se passa?
E na sua Instituição, o que se passa?
domingo, 7 de setembro de 2014
2ª fase de inscrições para o Curso Internacional de Qualidade em Saúde e Segurança do Paciente
Está aberta a 2ª fase de inscrições para o
Curso Internacional de Qualidade em Saúde e Segurança do Paciente
na ENSP- Universidade Nova de Lisboa.
Esta 2ª fase decorrerá até ao dia 18 de Setembro.
Para mais informações queiram por favor visitar em www.ensp.unl.pt
O Curso Internacional de Qualidade em Saúde e Segurança do Paciente é um curso de Extensão Universitária que resulta da parceria entre a Escola Nacional de Saúde Pública – Sérgio Arouca da Fundação Oswaldo Cruz e da Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa.
Destinatários - O Curso dirige-se a detentores do grau de licenciatura nas áreas da saúde ou áreas afins, que exerçam ou pretendam exercer funções em instituições de saúde nos diferentes níveis Cuidados de Saúde Primários (Atenção Primária), Cuidados Hospitalares e Cuidados Continuados, do sector público, privado ou social, no Brasil, em Portugal, nos PALOPs (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa) e em Timor-Leste.
sexta-feira, 22 de agosto de 2014
Identificação inequívoca de doentes – Uma experiência partilhada dos hospitais espanhóis
Os
Hospitais Universitários Regional
y Virgen de la Victoria de Málaga partilharam abertamente um interessante trabalho realizado para
melhorar a identificação
inequívoca de seus doentes.
Foram
disponibilizados os seguintes materiais:
- Procedimento de trabalho para a identificação inequívoca dos doentes;
- Folheto informativo para profissionais sobre a identificação inequívoca dos doentes;
- Folheto informativo para doentes sobre a identificação inequívoca dos doentes;
- Informação para os doentes sobre a identificação inequívoca.
Basta clicar nos links
para aceder aos documentos referidos.
Fernando Fausto M. Barroso
terça-feira, 19 de agosto de 2014
Exemplo de uma Avaliação de Risco. Mas afinal estava incompleta, faltava a ação…
O exemplo que queremos partilhar convosco é muito simples e pode ser considerado essencialmente como um risco "não clínico".
No final apresentamos
ainda os 5 principais pontos de um levantamento de risco eficaz.
Um Serviço fez a
seguinte Avaliação de Risco (resumo,
com identificação protegida):
Identificação
do perigo:
|
Riscos
Associados:
|
Nº
e caracterização de pessoas expostas:
|
|
A rampa situada na
entrada da porta principal do Serviço encontra-se muito polida não possuindo
qualquer tipo de aderência.
|
Desequilíbrio, queda
de profissionais, doentes, (…).
|
Profissionais, Doentes
(todos utilizam esta porta para acesso, entrada e saída do Serviço).
|
|
Probabilidade de ocorrência
|
Gravidade
|
Nível de risco
(com base na
matriz de risco)
|
|
D
|
IV
|
4
|
|
Medidas
corretivas/Preventivas:
|
Responsável:
|
Prazo:
|
Evidências:
|
Avaliação técnica
especializada de modo a suprimir o risco.
|
O Serviço de
Instalação e Equipamentos.
|
Atuação urgente (um
mês)
|
(campo em branco)
|
O registo da avaliação foi posteriormente
enviado para o grupo que efetua o acompanhamento do risco clínico na
Instituição, que após análise considera que o mesmo está incompleto.
domingo, 17 de agosto de 2014
Incidentes de Segurança do Doente no Serviço de Urgência: Um Estudo Aponta as Principais Causas
De acordo com um estudo publicado na revista BMC Medicine Emergency, as falhas nos sistemas são quase duas vezes mais
propensas do que os erros dos profissionais de contribuir para Incidentes de Segurança dos Doentes (ISD) nos Serviços de Urgência (SU).
Os investigadores realizaram um estudo de observação num grande SU ao
longo de um período de dois anos. Durante o estudo, foram identificados 152 ISD.
Cada caso foi analisado relativamente a seis tipos de falhas do sistema – Triagem; Trabalho em equipa no
SU; Trabalho em equipa no hospital; Ambiente de trabalho no SU; Ambiente de
trabalho hospitalar e Admissão do doente - e cinco erros baseados na prática do profissional de saúde – Grande
erro cognitivo, Erro cognitivo, Falha na interpretação de uma radiográfica;
Desvio de politica ou procedimento, e; Erro de procedimento.
No total, foram identificados 188
falhas dos sistemas e 96 erros com base
na prática do profissional que contribuíram para os 152 ISD’s
Destes 152 casos, 12 levaram a danos
ao doente, sendo que as falhas dos
sistemas foram identificados em 11 dos 12 casos.
Os autores do estudo concluíram que "para reduzir efectivamente os Incidentes de Segurança dos Doentes,
as iniciativas de melhoria da qualidade dos Serviços de Urgência devem concentrar-se
na redução das falhas no sistema".
Fernando Fausto M. Barroso
sábado, 16 de agosto de 2014
Higiene das Mãos ou Limpeza Ambiental: O que é mais eficaz?
Embora tanto a higiene
adequada das mãos como a limpeza do
ambiente sejam essenciais para as estratégias de prevenção da infecção nos serviços
de saúde, avaliar o efeito de cada uma das estratégias é importante para que os
hospitais e outras instituições prestadoras de cuidados poderem alocar recursos
convenientemente.
Um estudo recentemente publicado “Preventing the transmission of multidrug-resistantorganisms: modeling the relative importance of hand hygiene and environmentalcleaning interventions.” afirma que "são necessários
esforços e recursos significativos para melhorar a aderência em qualquer uma
destas áreas,". "Quando as instalações de saúde estão a investir os
seus recursos limitados nas estratégias de prevenção da infecção, seria útil
saber qual a estratégia que é provável que tenha o maior impacto na prevenção
da transmissão."
Para encontrar a resposta, os investigadores desenvolveram
um modelo de transmissão da infecção através das mãos dos profissionais de
saúde colonizados e dos quartos com uma limpeza incompleta numa Unidade de
Cuidados Intensivos (UCI). Enfermeiros e médicos tinham níveis de adesão à
higienização das mãos distintas. Os investigadores simularam 175 cenários e
compararam os efeitos da mudança da taxa de higiene das mãos e da taxa de
limpeza ambiental sobre a transmissão de Acinetobacter
baumannii, Staphylococcus aureus methicillin-resistant e enterococos resistentes
à vancomicina.
Eles descobriram que aumentar a adesão à higienização
das mãos superava os aumentos iguais na perfeição da limpeza dos quartos - um aumento de 10% na conformidade da higiene
das mãos e um aumento de 20% na limpeza rigorosa dos quartos teve o mesmo
efeito sobre a redução da transmissão dos organismos.
Assim, aumentar a taxa de cumprimento da higiene das
mãos deve ser importante para as instalações com taxas atuais de conformidade baixa.
No entanto, "a limpeza do meio
ambiente pode ter um benefício
significativo para os hospitais ou unidades individuais que têm níveis de
conformidade para a higiene das mãos alta ou uma taxa baixa no rigor de
limpeza."
A tudo isto não é certamente alheia a nova campanha
do Programa de Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistência aos
Antimicrobianos – A Campanhadas Precauções Básicas de Controlo de Infeção - CPBCI lançada a 5 de Maio de 2014, integra o módulo da Higiene das Mãos que
já está em curso desde 2009, ao qual se irão sendo acrescentados os outros
componentes das Precauções Básicas. Estão previstos para 2014 e 2015, a
abordagem a dois componentes: o Uso de
Luvas e a Higiene e controlo
ambiental. Em 2015 e posteriormente, irão sendo integrados os restantes
componentes.
Fernando Fausto M. Barroso
sábado, 9 de agosto de 2014
Sabia que a utilização de luzes intermitentes pode aumentar a taxa de adesão à higiene das mãos?
A taxa de adesão à higiene das mãos duplicou num hospital, após colocação
de luzes vermelhas intermitentes junto dos dispensadores de desinfetante das
mãos, de acordo com um estudo publicado no American Journal of Infection Control.
A taxa de adesão inicial foi de 12,4%, determinada através de uma
observação dissimulada de oito dispensadores de Solução Aquosa de Base Alcoólica
(SABA) colocados perto da entrada principal do hospital.
Em seguida, as luzes vermelhas foram colocadas em quatro dos oito dispensadores
e a observação das práticas de higienização das mãos foi retomada, em dois
ciclos em Janeiro e Abril de 2013.
Os investigadores verificaram que a utilização
da luz vermelha aumentou a conformidade para 23,5% no tempo frio e para 27,1% durante
o tempo quente.
No geral, a taxa média de cumprimento aumentou
para 25,3%.
Os autores do estudo concluíram "Nós colocamos a hipótese de que a
nossa intervenção chamou a atenção para os distribuidores, que em seguida
lembrou os funcionários e visitantes para a importância da lavagem das mãos".
Clique no link abaixo para ter acesso ao estudo completo do American Journal of Infection Control - A study of the efficacy of flashing lights to increase the salience ofalcohol-gel dispensers for improving hand hygiene compliance
Outros
recursos interessantes sobre este tema:
Estudo (Full Text) – Hand Hygiene: An analysis of one hospital’s intervention and adiscussion of the limitations of observational hand hygiene studies
Estudo (Full Text) – An Electronic Eye on Hospital Hand-Washing
Apresentação Power-Point
com diferentes abordagens à monitorização da higiene das mãos – ExploringNew Developmentsin Hand Hygiene
Fernando Fausto M. Barroso
quarta-feira, 6 de agosto de 2014
40% Das Informações Críticas São Omitidas Na Passagem De Turno Da Manhã – Resultados de um estudo
Parece
estar a faltar uma comunicação completa
durante as passagens de turno da manhã, de acordo com um estudo no JAMA Internal Medicine.
Os
investigadores observaram estudantes
de medicina do terceiro ano e os
internos do primeiro e do segundo ano durante as suas passagens de turno da manhã após
um turno da noite.
Eles
verificaram que os estagiários do turno
da noite omitiram 40,4% dos "problemas
clinicamente importantes" durante estas passagens de turno da manhã.
Além
disso, os estagiários não
documentaram nenhum desses problemas no processo clínico
do doente em 85,8% das vezes.
De acordo com o estudo, os
investigadores sugerem que “os programas de treino devem introduzir atividades
educativas e de mudanças de fluxo de trabalho, e atribuir tempo dedicado e um
ambiente livre de distrações, para melhorar a passagem da informação.”
Este é um
problema que afeta também outros profissionais com deixámos claro no artigo Passagem de Turno em Enfermagem e a Segurança do Doente.
Uma comunicação clara, completa e a
vontade (de ambas as partes) para ouvir são certamente uma chave importante para
a segurança do doente.
Fernando Fausto M. Barroso
segunda-feira, 4 de agosto de 2014
Revista Cuid’arte Ano 7 nº11
Divulgação da Revista Cuid’arte Ano 7 nº11, Uma revista de enfermagem do Centro Hospitalar de Setúbal
Pode aceder à mesma e a outras edições através do blog da revista em http://cuidartesetubal.blogspot.pt
Todos são convidados a colaborar com a revista através do envio de sugestões e artigos para publicação (normas disponíveis no blog).
sábado, 2 de agosto de 2014
Implementar Programas de Qualidade e de Segurança do Doente: Que Ganhos Podemos Esperar?
Autores: Paulo Sousa e João Lage
A
segurança e a qualidade num sistema de saúde têm uma expressão individual e
sistémica: o doente submete-se a cuidados progressivamente mais tecnológicos,
invasivos e fragmentados numa organização que pretende garantir que o ganho em
complexidade não se traduza simultaneamente em maior risco e lesão.
Qualidade e
segurança são habitualmente difíceis de quantificar. Que definições usar? Quais
as medidas adequadas para avaliar lesão, erro ou fiabilidade? São necessárias
medidas objetivas e úteis que permitam a monitorização, pelas equipas de saúde,
dos ganhos obtidos na implementação de planos de melhoria da prática clínica.
Nas equipas de saúde é frequente a incompreensão dos conceitos de qualidade e
segurança.
Com base na experiência de 12 anos da implementação de um programa
de Qualidade e Gestão de Risco num Centro Hospitalar de Lisboa, tentamos aqui
responder a algumas das questões que são habitualmente levantadas sobre o tema.
Para acesso ao artigo:
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