domingo, 1 de junho de 2014
quinta-feira, 29 de maio de 2014
A Observação como ferramenta de Segurança do Doente
Estamos
habituados a executar o nosso trabalho de uma determinada forma. Possuímos
procedimentos e normas de orientação pensados para responder "a todas as
situações".
Mas
funcionam corretamente?
A
verdade é que muitas vezes não sabemos responder a esta questão.
Auditar
é uma ferramenta válida, mas ao fazê-lo necessitamos de conhecer
antecipadamente qual é o padrão de comparação e possuir uma ferramenta de
registo válida (uma checklist de auditoria por exemplo).
Mas
existe outra ferramenta. A observação não estruturada.
Observar
os cuidados, enquanto elemento externo e não interventivo, constitui uma fonte
de informação que é sobrestimada.
Observar
de forma critica a prática de cuidados permite identificar falhas latentes do
sistema de trabalho. Acompanhar o percurso do doente permite observar os
momentos de transição (passagem de informação) tão críticos para a qualidade
dos cuidados.
Quais
as vantagens e princípios básicos a respeitar numa observação?
•
Obter
autorização prévia dos responsáveis no Serviço.
•
Reservar
tempo suficiente à tarefa. Em 15 minutos as oportunidades são certamente
poucas.
•
Devemos
conhecer e compreender bem os cuidados que estamos a observar para podermos ser
críticos da ação.
•
Quem
observa deve ser um elemento “neutro” para a equipa (nem superior nem
subordinado).
•
Devemos
registar livremente e sem interferir tudo o que está a ser executado, como está
a ser executado, e quais as oportunidades de melhoria identificadas.
•
Devemos
respeitar a confidencialidade de todos os envolvidos (profissionais e doentes).
•
Devemos
elaborar um relatório com as observações efetuadas, sugerindo medidas
corretivas.
•
Devemos
disponibilizar explicações adicionais sobre o relatório se solicitado.
O desafio maior
recairá depois na utilização da informação.
O objetivo é melhorar
sem recriminar.
Fernando Fausto M. Barroso
domingo, 11 de maio de 2014
17 Coisas Que Cada Enfermeiro/a Devia Vivenciar
(Texto original de Katie Morales - Apr 21, 2014; Adaptado por Fernando Barroso)
Na minha opinião, existem 17
coisas que cada enfermeiro/a deve vivenciar num ponto ou noutro da sua
carreira.
No entanto, nem todas as experiências são positivas. Algumas são edificantes, algumas são assustadoras, e algumas são trágicas.
No entanto, todas vão ajudar a moldá-lo(a) para que se transforme no(a) melhor enfermeiro(a) que você pode ser.
- A honra de estar presente quando um doente tem sua primeira respiração ou seu último suspiro.
- A alegria de ter um doente a solicitar que seja você o seu enfermeiro(a).
- A agonia de ter um doente a solicitar outro(a) enfermeiro(a).
- O horror quando você percebe que cometeu um erro ou omissão.
- A emoção de ser um defensor do doente quando você desafia uma ordem insegura.
- A coragem de se recusar a executar uma ordem insegura.
- A alegria de ver um "doente sem esperança" a receber alta e a andar de forma independente.
- Ser um herói quando você denunciar suspeitas de negligência/abuso.
- Sentir admiração quando você presencia uma família a honrar o seu ente querido, expressando a sua vontade de que ele seja um doador de órgãos.
- Ser um herói ao salvar o dia aceitando um turno extra de um colega de trabalho em necessidade.
- Sacrificar-se ao doar o seu tempo pessoal, dinheiro ou esforço a um colega de trabalho ou um doente em necessidade.
- A gratificação de receber uma nota escrita de um doente agradecido.
- O medo e a realização de executar suporte imediato de vida (SIV) que salvam vidas fora do hospital enquanto está como “civil”.
- O dom de salvar uma vida.
- Experimentar o papel de ser você o doente.
- Estar no lugar certo na hora certa com a palavra ou ação correta.
- “Dar de volta” através de tutoria à próxima geração de enfermeiros(as).
E para si? Que outras
experiências não podem faltar?
terça-feira, 6 de maio de 2014
2 ideias para posteres sobre a lavagem das mãos
Este é mais um conjunto de ideias para posteres sobre a lavagem das mãos com origem no CDC.
Oferecemos um já em português.
Oferecemos um já em português.
quinta-feira, 1 de maio de 2014
Incidentes de Segurança do Doente. Porquê Relatar?
Na última
década, verificou-se uma preocupação crescente dos profissionais e instituições
de saúde, pelas questões associadas à segurança dos doentes e vários estudos
revelaram ao mundo que nos hospitais os incidentes associados aos cuidados de
saúde são frequentes. O relatório “To Err is Human” reforçou a evidência de que
ocorriam cerca de dez eventos adversos, em cada 100 episódios de internamento e
que 50% destes, poderiam ter sido evitados. Em Portugal um estudo
epidemiológico sobre eventos adversos em contexto hospitalar levado a cabo pela
Escola Nacional de Saúde Pública, evidenciou em 2010 uma taxa de incidência de
11,1%.
Torna-se
evidente a necessidade de uma intervenção global nas questões da segurança do
doente, pelo que, a organização Mundial de
Saúde lançou vários desafios, sendo um deles a criação e implementação de
Sistemas de Relatos de Incidentes nas organizações de saúde. A principal
finalidade destes sistemas é a partilha e aprendizagem com os erros de forma a
encontrar soluções para a sua prevenção.
Este artigo tem
como objetivo apresentar a experiência do Centro Hospitalar de Lisboa Central na
implementação de um sistema de relato de incidentes de segurança do doente ao
longo de treze anos.
Pode aceder ao artigo aqui: http://repositorio.chlc.min-saude.pt/handle/10400.17/1662
Pode aceder ao artigo aqui: http://repositorio.chlc.min-saude.pt/handle/10400.17/1662
Autores: Susana
Ramos e Lurdes Trindade
Contato:
susana.ramos@chlc.min-saude.pt;
mlurdes.trindade@hsmarta.min-saude.pt
segunda-feira, 28 de abril de 2014
6 Factos sobre o Vírus Ebola e Orientações da DGS
Factos Chave sobre o Vírus Ebola (OMS – Actualizado em Abril de 2014)
- A Doença por Vírus Ebola (DVE), anteriormente conhecida como febre hemorrágica Ebola, é uma doença grave, muitas vezes fatal em seres humanos.
- Os surtos DVE tem uma taxa de mortalidade de até 90%.
- Os surtos DVE ocorrem principalmente em aldeias remotas na África Central e Ocidental, perto de florestas tropicais.
- O vírus é transmitido para as pessoas de animais selvagens e espalha-se na população humana “por contacto directo, com sangue, secreções, tecidos, órgãos ou líquidos orgânicos de doentes vivos ou cadáveres e por contacto indirecto com ambientes contaminados com sangue e outros fluidos orgânicos de doentes vivos ou mortos. Não há evidência circunstancial ou epidemiológica de transmissão por aerossol deste vírus. A transmissão sexual pode ocorrer até 7 semanas após a cura clínica. (DGS, 2014)”
- Os morcegos da fruta da família Pteropodidae são considerados os hospedeiros naturais do vírus Ebola.
- As pessoas gravemente doentes requerem tratamento de suporte intensivo. Nenhum tratamento ou vacina específica licenciado está disponível para uso em pessoas ou animais.
A Direcção Geral da Saúde publicou hoje,
28-04-2014, 5 Orientações sobre o vírus Ebola (para ler/download das orientações, clique nos
links abaixo):
terça-feira, 15 de abril de 2014
Breve reflexão sobre o Erro
Texto da
autoria de Margarida Meneses Monteiro
Técnica de Radiologia no CHLC (mmmargarida05@gmail.com)
"Segurança do doente, gestão do risco, erro clínico, são temas que estão na ordem do dia nas nossas instituições.
Human error is a fact of life (Bogner, 1994); porém,
questionei-me: e eu, como lido com o erro?
Para me ajudar a responder a esta questão tão pertinente
reli “O erro em medicina” do Prof. José Fragata e “Em busca de um mundo melhor”
de Karl Popper, cujos princípios passo a transcrever:
- É impossível evitar todos os erros
- É nossa tarefa evitar sempre que possível os erros
- Há que modificar a nossa atitude face aos nossos erros
- Temos de aprender com os erros. Encobrir os erros
constitui o mais grave pecado intelectual
- A atitude autocrítica e a sinceridade são por consequência
um dever.
- Devemos aprender a aceitar e a agradecer que os outros nos
alertem para os erros
- Precisamos dos outros para descobrirmos e corrigirmos os
erros.
Estes princípios foram enunciados por Karl Popper, filósofo
e cientista do século XX. A sua longa vida acaba por ser sinónima da sua
influência no pensamento filosófico do século passado.
domingo, 13 de abril de 2014
7 Dicas / Sugestões para permanecer Alerta
Independentemente da duração do seu turno de trabalho, estas
dicas/sugestões irão ajudá-lo a ficar mais alerta:
- Durma bem antes de ir trabalhar.
- Mantenha uma dieta saudável.
- Coma lanches saudáveis, como iogurte ou um batido proteico. Evite a cafeína e alimentos ricos em gordura e açúcar (que podem interferir com o sono).
- Saia do serviço/unidade se a carga de trabalho o permitir.
- Certifique-se de fazer as suas pausas. Durante essas pausas, dê um pequeno passeio, nem que seja apenas para ir à rua “ver o dia”.
- Realize alguns ciclos de respiração profunda.
- Considere fazer uma pequena sesta de 15 a 20 min. Sim, eu disse sesta.
De acordo com a National Sleep
Foundation, uma sesta de 15 a 20 minutos pode restaurar o estado de alerta,
melhorar o desempenho e reduzir os erros e acidentes. Uma sesta de 40 minutos
pode melhorar o desempenho em 34% e o estado de alerta em 100%.
Acha a ultima sugestão exagerada? Sabia que há enfermeiros e médicos que morrem devido a acidente de tráfico porque se deixam dormir ao volante depois de um turno?
E você? O que vai fazer?
Três dias depois de publicar este post, uma Amiga enviou-me esta noticia: Médico morre durante cirurgia
Todos, profissionais e dirigentes, temos de reconhecer os nossos limites.
Três dias depois de publicar este post, uma Amiga enviou-me esta noticia: Médico morre durante cirurgia
Todos, profissionais e dirigentes, temos de reconhecer os nossos limites.
quinta-feira, 10 de abril de 2014
domingo, 30 de março de 2014
CULPA: DUAS FACES DA MESMA MOEDA
Existe uma enorme discrepância entre os ditames do Direito e os da Segurança dos Doentes em relação à CULPA. O Direito tem como pressupostos da responsabilidade civil a verificação cumulativa do facto voluntário, da ilicitude, da culpa, do dano e do nexo de causalidade entre o facto ilícito e o dano. E no apuramento da responsabilidade criminal, são pressupostos da mesma a ação típica, ilícita e culposa. Do exposto decorre que o nosso regime jurídico esta assente no pressuposto fundamental - a CULPA do profissional de saúde.
Para os princípios da Segurança do Doente imputar a culpa ao profissional de saúde não é correto e não resolve a questão de fundo. A evidência revela que o erro não tem apenas um fator causal, se culpabilizarmos o individuo, não será possível desenhar uma estratégia honesta e efetiva que garanta a melhoria da segurança. Em vez de questionarmos “quem” deveremos questionar “como”. Só nesta perspetiva será possível motivar todos os envolvidos no processo de cuidar para o compreensão da problemática do erro na prestação de cuidados.
sábado, 29 de março de 2014
Gestão do Risco: Segurança do Doente em Ambiente Hospitalar
As diferentes
estruturas da organização devem manter uma estreita articulação neste processo e a equipa de gestão do risco deve
articular com todos os serviços e diversas entidades da organização, designadamente
Comissão da Qualidade, Controlo da Infeção Hospitalar, Saúde Ocupacional,
Gabinete do Utente, Gabinete Contencioso, Instalações e Equipamentos,
Hoteleiros entre outros. No que diz respeito às responsabilidades na gestão do
risco, esta é de todos, pois todos os profissionais têm responsabilidades na
prevenção de incidentes e na promoção da segurança.
A Gestão do Risco assenta em quatro pilares essenciais que devem ser suportados
por um programa de formação estruturado para todos os profissionais da
organização. Da nossa experiência, estes pilares são a base para a
operacionalização de um Programa de Gestão de Risco, sendo eles:
- Sistema de Relato de
Incidentes
- Identificação e
Avaliação do Risco
- Monitorização de
Indicadores de Segurança do Doente
- Auditoria como
Instrumento de Melhoria Continuia
Neste artigo, iremos apenas aprofundar os dois primeiros pilares,
baseando-nos na literatura internacional e na nossa experiência como
enfermeiras no Centro Hospital de Lisboa Central.
Pode consultar o artigo e efetuar o download em:
Autores: Susana Ramos e Lurdes Trindade
quinta-feira, 13 de março de 2014
quarta-feira, 5 de março de 2014
Patient Safety Awareness Week 2014
Está a decorrer (de 2 a 8 de Março) a "Patient
Safety Awareness Week 2014", patrocinada pela National Patient Safety Foundation.
Acede ao site e podes
encontrar imensas sugestões para a promoção da Segurança do Doente dirigidas a
Doentes e a Profissionais de Saúde.
segunda-feira, 3 de março de 2014
Boas Práticas em Segurança do Doente e Qualidade dos Cuidados
O Site EuropeanUnion Network for Patient Safety and Quality of Care, PaSQ
foi oficialmente lançado em Maio de 2012.
Neste site podemos encontrar entre outra informação, um
conjunto de exemplos de Boas Práticas em Segurança do Doente e Qualidade dos Cuidados de vários
países europeus.
Um site a explorar e a marcar como “favorito”
domingo, 2 de março de 2014
Passagem de Turno em Enfermagem e a Segurança do Doente
As
questões relacionadas com a segurança do doente emergem de forma premente no
contexto da saúde em Portugal.
Com o
objetivo de tornar os cuidados de enfermagem mais seguros, partimos da mais
recente evidência científica para debater o importante tema da comunicação e da segurança em algo
muito específico e próprio da prática de enfermagem: a passagem de turno.
Deste
modo, após uma revisão e analise relacionando a importância da passagem de
turno para os cuidados de enfermagem à luz da problemática da segurança do
doente, apresentamos neste artigo uma revisão
sobre o tema, bem como alguns aspetos e recomendações importantes a ter em conta para tornar este
procedimento e consequentemente os cuidados de enfermagem mais seguros.
Autores do Artigo:
Pedro Afonso: Enfermeiro
no Serviço de Ginecologia do Hospital de São Francisco Xavier, Mestre em
Intervenção Sócio-Organizacional na Saúde; Pós Graduado em Gestão e Liderança
dos Serviços de Saúde
Pedro
Lourenço: Enfermeiro no Serviço de Ginecologia do Hospital de São
Francisco Xavier; Pós Graduado em Gestão e Liderança dos Serviços de Saúde
Este artigo é da responsabilidade dos
seus autores.
O Blog “Risco Clínico e Segurança do
Doente” agradece aos Enfermeiros Pedro Afonso e Pedro Lourenço esta partilha.
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