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sábado, 21 de setembro de 2019

OMS Alerta para uma Acção Urgente para Reduzir os Danos aos Doentes nos Cuidados de Saúde (#SD358)


Em todo o mundo, milhões de doentes sofrem danos todos os anos devido a cuidados de saúde inseguros, resultando em 2,6 milhões de mortes anualmente em países de baixo e médio rendimento. A maioria dessas mortes é evitável.

O impacto pessoal, social e económico do dano ao doente leva a perdas de triliões de dólares em todo o mundo. A Organização Mundial da Saúde pretende concentrar a atenção global na questão da segurança do doente e no lançamento de uma campanha de solidariedade com os doentes no primeiro Dia Mundial da Segurança do Doente, em 17 de Setembro de 2019.

“Ninguém deve ser prejudicado ao receber cuidados de saúde. E, no entanto, globalmente, pelo menos 5 doentes morrem a cada minuto por causa de cuidados inseguros”, afirmou o Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, Diretor Geral da OMS. "Precisamos de uma cultura de segurança do doente que promova a parceria com os doentes, incentive o relato e a aprendizagem com os erros e crie um ambiente livre de culpa, onde os profissionais de saúde são capacitados e treinados para reduzir os erros".

Quatro em cada dez doentes sofrem um dano durante o atendimento nos cuidados de saúde primários/Cuidados ambulatórios. Os erros mais prejudiciais estão relacionados com o diagnóstico, prescrição e uso de medicamentos. Só os erros de medicação custam cerca de 42 biliões de dólares americanos anualmente. Procedimentos de cuidados cirúrgicos inseguros causam complicações em até 25% dos doentes, resultando em 1 milhão de mortes durante ou imediatamente após a cirurgia anualmente.

Os danos ao doente nos cuidados de saúde são inaceitáveis. A OMS pede acções urgentes por parte dos países e parceiros em todo o mundo para reduzir os danos dos doentes nos cuidados de saúde. A segurança do doente e a qualidade do atendimento são essenciais para a prestação de serviços de saúde eficazes e para alcançar uma cobertura universal de saúde.

O investimento na melhoria da segurança do doente pode levar a uma economia financeira significativa. O custo da prevenção é muito menor que o custo do tratamento devido a danos. Por exemplo, apenas nos Estados Unidos, as melhorias na segurança do doente levaram a uma economia estimada em 28 biliões de dólares em hospitais do Medicare entre 2010 e 2015.

Um maior envolvimento do doente é a chave para um cuidado mais seguro. O envolvimento dos doentes pode reduzir o ónus do dano em até 15%, economizando biliões de dólares a cada ano.

No primeiro Dia Mundial da Segurança do Doente, a OMS priorizou a segurança do doente como uma prioridade global da saúde, instando os doentes, profissionais de saúde, formuladores de políticas e o sector de saúde a "Falar pela segurança do doente!" (“Speak up for patient safety!”).

17 de Setembro foi estabelecido como o Dia Mundial da Segurança do Doente pela 72ª Assembleia Mundial da Saúde em maio de 2019.

Mais informações sobre a campanha da OMS podem ser obtidas em https://www.who.int/campaigns/world-patient-safety-day/2019.
Comunicado de Imprensa da OMS de 13 de Setembro de 2019

Fernando Barroso

UM DIA SERÁS TU O DOENTE!

#segurancadodoente


quinta-feira, 18 de julho de 2019

USF Dafundo acolhe Formação sobre Segurança do Doente (#SD353)


Foi com imenso gosto que participei hoje numa acção de formação em serviço na USF Dafundo.

As temáticas abordadas foram a “Segurança do Doente” e “Assegurar a prática sistemática de Notificação, Análise e Prevenção de Incidentes” (8º Objectivo estratégico do Plano Nacional para a Segurança dos Doentes 2015-2010)

É muito gratificante ter como audiência um conjunto de profissionais (Médicos, Enfermeiros e Assistentes Técnicos) todos preocupados e empenhados na temática.
Foram abordados os conceitos base em segurança do doente, principais problemas sentidos pelos profissionais e a importância de notificar os incidentes como instrumento de aprendizagem.

A segurança do doente só se consegue, verdadeiramente, em equipa. Isto é verdade em qualquer instituição de saúde, seja num hospital ou numa Unidade Saúde Familiar.

Ficou a certeza de que o caminho é para continuar.

Os meus parabéns à USF Dafundo pelo empenho em prol da Segurança dos seus doentes.

Fernando Barroso

UM DIA SERÁS TU O DOENTE!

#umdiaserastuodoente

sábado, 25 de maio de 2019

ALERTA SEGURANÇA DO DOENTE - Medicamentos LASA (#SD350)


ALERTA DE SEGURANÇA DO DOENTE - Medicamentos LASA

Os medicamentos denominados "LASA" (Look-Alike/Sound-Alike) são Medicamentos com nome ortográfico, fonético ou aspecto semelhante.

Na sequência de relatos de incidente ocorridos em maio de 2019 ALERTAMOS os nossos leitores  para estes novos medicamentos.

Ampolas de Acetilsalicilato de Lisina

Foram recentemente fornecidas em meio hospitalar, ampolas de Acetilsalicilato de Lisina, com rótulo em Francês, com a designação de "Acétylsalicylate de  Lysine".

Estas ampolas apresentam na face frontal do rótulo a indicação de 500mg, enquanto que nas anteriores ampolas fornecidas do mesmo fármaco, em português, a dose indicada é de 900mg.

No entanto, ambas as ampolas correspondem a 500mg de Ácido Acetilsalicílico.

Solicita-se a máxima atenção para que não ocorra administração incorrecta de dose.



Antibiótico com Aspecto Semelhante

Foram identificadas ampolas de Piperacilina e Tazobactam 2,2 e
ampolas de Amoxicilina e Ácido Clavulânico 1,2 fornecidas simultaneamente, e que são muito semelhantes diferindo apenas na cor da tampa protectora, e texto do rótulo (ver imagem abaixo).

A semelhança entre as embalagens potencia o erro, em especial após remoção da tampa.
Solicita-se a máxima atenção aos Profissionais para que não ocorra a troca do medicamento.


Podes saber mais sobre Segurança do Medicamento neste link

Fernando Barroso


UM DIA SERÁS TU O DOENTE!
#segurancadodoente

segunda-feira, 22 de abril de 2019

Usar os relatórios de incidentes para avaliar falhas de comunicação e resultados de doentes (#SD348)


As falhas de comunicação representam uma ameaça significativa à qualidade dos cuidados e segurança dos doentes e são um factor contribuinte comum em eventos adversos. No entanto, pouco se sabe sobre a natureza das falhas de comunicação.

Embora a relação entre as falhas de comunicação e a segurança tenha sido melhor estudada em ambiente de sala de operações, este problema provavelmente contribui para falhas de segurança em todos os ambientes de prestação de cuidados.

Os problemas de comunicação na maioria das vezes levam a atrasos no atendimento sem danos físicos para o doente, destacando desta forma a dificuldade de medir os problemas de comunicação em comparação com outros tipos de eventos de segurança do doente.

Um estudo publicado recentemente (Março de 2019) teve como objectivos identificar e descrever os tipos de falhas de comunicação em que enfermeiros e médicos estavam envolvidos e determinar como os diferentes tipos de falhas de comunicação podem afectar os resultados dos doentes.

Métodos

O método utilizado foi a análise de 16165 relatórios de incidentes arquivados durante o ano fiscal de 2015–2016 no Midwestern Academic Health Care System, de forma a identificar quais os relatos que descreviam falhas de comunicação envolvendo enfermeiros e médicos, tendo dessa forma sido identificados 161 relatos de incidente que correspondiam aos critérios de inclusão.

As falhas foram categorizadas por tipo, usando dois sistemas de classificação: contextual e conceptual.

Foi usada a análise conteúdo para identificar os resultados dos doentes: dano real ou potencial, insatisfação do doente, atraso no atendimento ou nenhum dano.
A frequência dos tipos de falha e os desfechos foram avaliados por meio de estatística descritiva.
As associações entre o tipo de falha e os resultados dos doentes foram avaliadas.

Resultados

Das 211 falhas de comunicação contextual identificadas, os erros de omissão foram os mais comuns (27,0%).

Mais da metade das falhas conceituais foram falhas na transferência de informação (58,4%),

Em 41,6% dos incidentes, ficou demonstrada uma falta de compreensão compartilhada (cada um dos interlocutores tinha uma compreensão diferente da informação).

Relativamente ao resultado para o doente, dos 179 desfechos identificados:
  • 38,0% foram atrasos no atendimento;
  • 20,1% foram danos físicos e;
  • 8,9% foram insatisfação do doente.

Não houve associação estatisticamente significativa entre a categoria do tipo de falha e os desfechos dos doentes.

Conclusão

Verificou-se que os relatórios de incidentes puderam identificar tipos específicos de falhas de comunicação e os resultados dos doentes.
Este trabalho fornece uma base para o futuro desenvolvimento de intervenções para prevenir eventos adversos relacionados com a comunicação, adaptando as intervenções a tipos específicos de falhas.
Todos temos responsabilidade na forma como comunicamos.
Na minha experiência, tenho tido acesso a relatos de incidente em que a comunicação é claramente o foco principal (ou melhor, a falta de comunicação efectiva entre os profissionais envolvidos).
A incapacidade de “parar” por alguns segundos para compreender a mensagem, aliada a factores humanos como, Carga de trabalho cognitiva e mental; Distracções; O ambiente físico; Exigências físicas; Desenho do produto/equipamento; Trabalho em equipa e o Desenho do processo, condicionam a forma como recebemos e interpretamos as mensagens que nos chegam.
Uma correta comunicação é vital para a segurança do doente.
Através deste link podes ficar a saber mais sobre como Aumentar a Segurança da Comunicação
- No teu serviço, como é abordado o tema da comunicação efectiva?

Fernando Barroso


UM DIA SERÁS TU O DOENTE!
#segurancadodoente




Fonte: Using Incident Reports to Assess Communication Failures and Patient Outcomes | Autores: Elizabeth Umberfield, Amir A. Ghaferi, Sarah L. Krein,e  Milisa Manojlovich. Publicado no The Joint Commission Journal on Quality and Patient Safety. Disponível online a 29 Março 2019

quarta-feira, 3 de abril de 2019

Novo curso - A Influência dos Factores Humanos na Segurança do Doente (#SD344)


Está já disponível o novo curso on-line:
A Influência dos Factores Humanos na segurança do doente


Os factores humanos abrangem todos aqueles factores que podem influenciar as pessoas e o seu comportamento.

Eles estão presentes em cada actividade que fazemos.

Podemos "não dar por eles", mas os factores humanos influenciam o nosso desempenho ao ponto de nos tornar susceptível a erros e incidentes, colocando em causa a nossa segurança e a Segurança dos Doentes.

Vêm conhecer este curso na ESCOLA DE SEGURANÇA DO DOENTE


Fernando Barroso
UM DIA SERÁS TU O DOENTE!
#segurancadodoente

segunda-feira, 4 de março de 2019

O Poder de apresentar histórias de doentes para eliminar Mortes Evitáveis (#SD340)


Cada morte é uma tragédia.
A devastação que atinge as famílias, entes queridos e os profissionais de saúde que cuidaram deles, pode durar a vida inteira. Dezenas de milhares de pessoas nas circunstâncias mais extremas são levadas aos hospitais todos os dias para atendimento médico urgente, seja para tratar um ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral, uma lesão traumática causada por um acidente ou a progressão de uma doença fatal – é inevitável que alguns não consigam resistir.

O que mais surpreende a maioria das pessoas é que na verdade são as mortes causadas por erros médicos evitáveis que ocupa o 3º lugar como a maior causa de morte neste país (Estados Unidos América). São mais de 200.000 pessoas por ano que entram num hospital para receber tratamento devido a um problema que normalmente não seria fatal e que morre devido a um erro que poderia ter sido evitado se os procedimentos adequados de segurança do doente estivessem em vigor. Isto nem sequer leva em linha de conta os milhares que são prejudicados e sobrevivem com sequelas com as quais vão ter de viver para o resto das suas vidas.

Lembro-me de participar na Conferência “World Patient Safety Science & Technology” em 2013 e o comentário mais comum dos participantes é o quanto eles foram inspirados a agir depois de ouvirem as histórias reais de famílias que perderam um familiar querido devido a um erro médico evitável.
Os doentes e as suas famílias entrelaçaram-se em todas as partes da conferência, e até tiveram um lugar como membros do painel para levar a voz do doente ao centro da conversa.
Cada sessão foi aberta com um pequeno vídeo que contava a história de um doente que foi significativamente prejudicado por um ou mais erros médicos. Se o doente morreu, muitas vezes era um membro da família que descrevia no vídeo o impacto pessoal de perder um familiar querido dessa forma. Depois da apresentação de cada vídeo, dependendo do tópico em questão, especialistas em segurança do doente e defensores do doente eram trazidos para explicar as fraquezas no processo de cuidado ou sistema que levaram ao dano ou morte do doente e o que poderia ser feito para evitar que isso voltasse a acontecer no futuro.

domingo, 20 de janeiro de 2019

É ou não seguro escrever num frasco de soro? | (#SD334)

É ou não seguro escrever num frasco de soro?
Esta foi a pergunta genérica a que vou tentar responder.

Para responder à questão, contei com a ajuda de alguns dos meus contactos (no facebook e através de e-mail e a quem desde já agradeço) e também de uma pesquisa (on-line e através da plataforma ClinicalKey). Apenas foram encontrados um total de 5 “artigos”.

O primeiro artigo/informação consultado foi publicado em 2014 e fazia também uma tentativa de resposta às nossas questões iniciais e estava intitulado: Um marcador permanente pode lixiviar para dentro de um Saco de Infusão IV?

Esta mesma questão surgiu porque existe a preocupação entre os profissionais de saúde, nomeadamente dos Enfermeiros, que ao escreverem directamente no saco/bolsa/frasco de soro, que a tinta possa atravessar o material plástico e diluir os seus componentes no líquido do seu interior e consequentemente ser infundido num doente. Pode ler-se no artigo que;

Esta situação enumera várias questões:
1. Devemos escrever em bolsas de soro com um marcador permanente?
2. Existe a possibilidade de difusão de tinta através de sacos de polivinilcloreto (PVC)?
3. Em caso afirmativo, existe algum dano potencial para o doente?

Estas são questões válidas, mas infelizmente as respostas podem ser pouco claras, contraditórias ou mesmo inexistentes (…).

sábado, 12 de janeiro de 2019

Vídeo - História do Doente - Jennifer Nibarger | (#SD333)



São apenas 5 minutos de vídeo, mas a mensagem demonstra como são importantes os registos clínicos e a necessidade de uma comunicação efectiva entre os membros da equipa de saúde.
E quando essa comunicação falha, o dano para o Doente pode ser irreversível.

Fernando Barroso

UM DIA SERÁS TU O DOENTE!

#umdiaserastuodoente

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

ANUNCIO - Está aberta a ESCOLA DE SEGURANÇA DO DOENTE | (#SD331)

É com enorme alegria que informo que está aberta a

 ESCOLA DE SEGURANÇA DO DOENTE
Depois de alguns avanços e recuos, e principalmente muito trabalho (e algum frio no estômago à mistura), informo que está finalmente online a ESCOLA DE SEGURANÇA DO DOENTE.

Será através desta plataforma que irei disponibilizar um conjunto de cursos que espero venham a ser do teu agrado, e acima de tudo que te sejam úteis.
Só com mais formação poderemos aumentar a consciência colectiva para a importância da Segurança do Doente.

E para começar está já disponível um primeiro um primeiro mini-curso.


 mini curso - Segurança do Doente - Conceitos Base


Para teres acesso aos cursos terás primeiro que te "inscrever" na ESCOLA DE SEGURANÇA DO DOENTE, vais receber um email de confirmação (para confirmar o teu email) logo de seguida.
Por favor, confirma se não vai parar na tua caixa de spam.
Só depois de inscrito na escola poderás seleccionar o curso/ou cursos que queres frequentar, ao teu ritmo.

Conto contigo para me ajudares nesta caminhada, para me dizeres do que gostas e aquilo que gostavas de ver de uma forma diferente.
Conto contigo para partilhar esta informação com todos os teus contactos!


Fernando Barroso

UM DIA SERÁS TU O DOENTE!

#umdiaserastuodoente

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Apresentação Congresso APEGEL - O Enfermeiro Gestor e Segurança (#SD319)

Esta foi a minha apresentação ao 8º Congresso Internacional da APEGEL, que decorreu de 18 a 20 de Outubro de 2018 no Funchal, Madeira.
Espero que gostes.


Fernando Barroso
UM DIA SERÁS TU O DOENTE!
#umdiaserastuodoente

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

10 FACTOS SOBRE A SEGURANÇA DO DOENTE | Facto nº 10 | (#SD318)


10 FACTOS SOBRE A SEGURANÇA DO DOENTE 
10 facts on patient safety
Actualizado pela OMS em Março de 2018

Facto # 10 – Os erros administrativos representam cerca de metade de todos os erros médicos nos cuidados de saúde primários.

Revisões recentes da literatura revelaram que ocorrem erros médicos (ao nível dos cuidados de saúde primários) entre 5 e 80 vezes por cada 100.000 consultas.

Os erros administrativos - aqueles associados a sistemas e processos de prestação de cuidados - são o tipo de erros mais frequentemente relatados ao nível dos cuidados de saúde primários.

Estima-se que entre 5 a 50% de todos os erros médicos nos cuidados de saúde primários sejam erros administrativos.
Fernando Barroso
UM DIA SERÁS TU O DOENTE!
#umdiaserastuodoente

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

10 FACTOS SOBRE A SEGURANÇA DO DOENTE | Facto nº 9 | (#SD317)


10 FACTOS SOBRE A SEGURANÇA DO DOENTE 
10 facts on patient safety
Actualizado pela OMS em Março de 2018

Facto # 9 – Embora o uso de radiação tenha melhorado os cuidados de saúde, a exposição médica generalizada à radiação é uma preocupação de saúde pública e de segurança.

O uso médico da radiação ionizante é o maior contribuinte individual para a exposição da população à radiação de fontes artificiais.

Em todo o mundo, existem mais de 3,6 biliões de exames de raio-x realizados a cada ano, com cerca de 10% deles a ocorrerem em crianças.

Além disso, ocorrem anualmente mais de 37 milhões de procedimentos de medicina nuclear e 7,5 milhões de procedimentos de radioterapia.

O uso inadequado ou não especializado de radiação médica pode levar a riscos para a saúde tanto para doentes como para profissionais de saúde.
Fernando Barroso
UM DIA SERÁS TU O DOENTE!
#umdiaserastuodoente

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

10 FACTOS SOBRE A SEGURANÇA DO DOENTE | Facto nº 8 | (#SD316)


10 FACTOS SOBRE A SEGURANÇA DO DOENTE 
10 facts on patient safety 
Actualizado pela OMS em Março de 2018
 
Facto # 8 – Diagnósticos imprecisos ou atrasados afectam todos os níveis de cuidados e prejudicam um número inaceitável de doentes

A pesquisa mostra que pelo menos 5% dos adultos nos Estados Unidos vivenciam um erro de diagnóstico a cada ano em ambiente ambulatório.

Pesquisas recentes de exames pós-morte (feitos nas ultimas décadas) mostraram que os erros de diagnóstico contribuem para aproximadamente 10% das mortes de doentes nos Estados Unidos da América.

Na Malásia, um estudo transversal ao nível dos cuidados de saúde primários determinou uma prevalência de erros de diagnóstico em 3,6%.

A revisão dos registos médicos também sugere que os erros de diagnóstico são responsáveis por 6 a 17% de todos os eventos adversos nos hospitais.

As evidências provenientes de países de baixo e médio rendimento são limitadas; no entanto, a taxa esperada é maior do que nos países de alto rendimento, pois o processo de diagnóstico é ainda mais afectado por factores como o acesso limitado a recursos como a prestação de cuidados e testes diagnósticos, insuficiente numero de profissionais de cuidados de saúde primários qualificados, especialistas insuficientes e sistemas de registo em papel.
Fernando Barroso
UM DIA SERÁS TU O DOENTE!
#umdiaserastuodoente

sábado, 13 de outubro de 2018

10 FACTOS SOBRE A SEGURANÇA DO DOENTE | Facto nº 7 | (#SD315)


10 FACTOS SOBRE A SEGURANÇA DO DOENTE 
10 facts on patient safety 
Actualizado pela OMS em Março de 2018
 Facto # 7 – Mais de um milhão de doentes morrem anualmente devido a complicações cirúrgicas

Dados recolhidos pela OMS sugerem que a cirurgia ainda resulta em altas taxas de morbilidade e mortalidade em todo o mundo, com pelo menos 7 milhões de pessoas por ano a sofrerem complicações cirúrgicas incapacitantes, das quais mais de 1 milhão morrem.

Embora as taxas de mortalidade perioperatória e relacionada com a anestesia tenham diminuído progressivamente nos últimos 50 anos, em parte como resultado de esforços para melhorar a segurança do doente, elas ainda permanecem duas a três vezes maiores em países de baixo ou médio rendimento do que em países de rendimento alto.
Fernando Barroso
UM DIA SERÁS TU O DOENTE!
#umdiaserastuodoente

terça-feira, 9 de outubro de 2018

10 FACTOS SOBRE A SEGURANÇA DO DOENTE | Facto nº 5 | (#SD313)


10 FACTOS SOBRE A SEGURANÇA DO DOENTE 
10 facts on patient safety 
Actualizado pela OMS em Março de 2018

Facto # 5 – Investimentos na redução de incidentes de segurança do doente podem levar a uma significativa economia financeira

Investimentos na redução de incidentes de segurança do doente podem levar a significativas economias financeiras, sem mencionar os melhores resultados para os doentes.

Apenas nos Estados Unidos, as melhorias implementadas unicamente ao nível da segurança do doente levaram a uma economia estimada de 28 biliões de dólares nos hospitais da rede Medicare entre 2010 e 2015.

Por outras palavras, sempre que melhoramos as condições de trabalho, aumentamos o rácio profissional/doente e apostamos na prevenção, estamos a cuidar melhor o nosso Doente e a poupar muito dinheiro. É tão simples...

Fernando Barroso
UM DIA SERÁS TU O DOENTE!
#umdiaserastuodoente


domingo, 7 de outubro de 2018

10 FACTOS SOBRE A SEGURANÇA DO DOENTE | Facto nº 4 | (#SD312)


10 FACTOS SOBRE A SEGURANÇA DO DOENTE 
10 facts on patient safety 
Actualizado pela OMS em Março de 2018


Facto #4 - 15% dos gastos em saúde são desperdiçados a resolver aspectos relacionados com eventos adversos

Evidências recentes mostram que 15% do total da actividade e despesas hospitalares nos países da OCDE (Organização de Cooperação e Desenvolvimento Económico) é um resultado directo dos eventos adversos.

Os eventos adversos mais dispendiosos, incluem o tromboembolismo venoso, úlceras por pressão e infecções.

Estima-se que o custo agregado dos danos apenas nesses países seja de triliões de dólares a cada ano.
Imagina o que não se poderia fazer na Saúde com esse dinheiro?

Fernando Barroso
UM DIA SERÁS TU O DOENTE!
#umdiaserastuodoente

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Iº ENCONTRO DE GESTORES DO RISCO NA SAÚDE | 25-09-2018| Um momento Histórico | (SD#311)

Decorreu em Santa Maria da Feira, no Europarque, a 25-09-2018 o
I ENCONTRO DE GESTORES DO RISCO NA SAÚDE.
Este foi um encontro histórico pelo facto de, pela 1ª vez, estarem reunidos na mesma sala um conjunto alargado de Gestores de Risco com o objectivo comum de partilhar o seu conhecimento, dificuldades e acima de tudo ferramentas e estratégias para as ultrapassar. O dia foi, como já referi, de partilha de experiências e do caminho percorrido.

Bem cedo o encontro ficou marcado por uma palavra comum – ESPERANÇA.
Esperança no nosso futuro comum e num caminho que, embora não seja fácil, terá sempre o apoio mútuo de todos os presentes e de todos aqueles que (mesmo não tendo conseguido ir) partilham connosco o objectivo comum de desenvolver a Segurança do Doente em cada um dos locais onde são prestados cuidados de saúde.

Estiveram presentes, de forma entusiasta, profissionais de vários pontos do País (ver mapa), dos Cuidados de Saúde Primários, Hospitais, Públicos e Privados. Todos juntos com um objectivo comum.
Foi possível estabelecer contactos que de outra forma não ocorreriam.

Estiveram representados os distritos de Aveiro, Beja, Braga, Castelo Branco, Coimbra, Faro, Guarda, Leiria, Lisboa, Portalegre, Santarém, Setúbal, Viana do Castelo, Vila Real, Viseu e Porto.

O Encontro teve o seguinte programa:
O Gestor do Risco nas Equipas de Saúde: Desafios e Inovação (Susana Ramos)

Avaliação do Risco em Contextos Clínicos: Que caminhos? (Sílvia Oliveira)
HFMEA: Dos Failure Modes às Ações – Impacto no Risco (Luísa Caldas)

Gestão de Incidentes: A importância de analisar e tipos de análise. (Maria João Lage)
Análise causa raiz: Porquê, quando e como? (Ana Azevedo, Ana Marinho e Manuel Valente)

Literacia e Envolvimento do Cidadão na Segurança do Doente (Susana Ramos, Sílvia Oliveira, Elsa Guimarães e uma participação “especial” de Margarida Eiras)

Termino com uma palavra de agradecimento especial ao Eng. Joaquim Correia da empresa RISI, que patrocinou este encontro e que tudo fez para que todos se sentissem “em casa”. Obrigado.

Queremos mais!👍👍👍

Fernando Barroso
UM DIA SERÁS TU O DOENTE!
#umdiaserastuodoente

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