quarta-feira, 3 de abril de 2019

Novo curso - A Influência dos Factores Humanos na Segurança do Doente (#SD344)


Está já disponível o novo curso on-line:
A Influência dos Factores Humanos na segurança do doente


Os factores humanos abrangem todos aqueles factores que podem influenciar as pessoas e o seu comportamento.

Eles estão presentes em cada actividade que fazemos.

Podemos "não dar por eles", mas os factores humanos influenciam o nosso desempenho ao ponto de nos tornar susceptível a erros e incidentes, colocando em causa a nossa segurança e a Segurança dos Doentes.

Vêm conhecer este curso na ESCOLA DE SEGURANÇA DO DOENTE


Fernando Barroso
UM DIA SERÁS TU O DOENTE!
#segurancadodoente

terça-feira, 2 de abril de 2019

PLANO DE ACÇÃO PARA A LITERACIA EM SAÚDE | PORTUGAL | 2019-2020 (#SD343)


Este é um documento importante para melhor compreender o que é a literacia em saúde e quais as intervenções que devemos implementar ao longo do ciclo de vida.

As estratégias de literacia em saúde são fundamentais para melhor comunicar com os Doentes (e com os profissionais) para que todos compreendam a mensagem que se pretende transmitir. 
A Literacia em saúde é indispensável à implementação de estratégias de segurança do doente
Faz o download do documento AQUI 
Fernando Barroso
UM DIA SERÁS TU O DOENTE!
#segurancadodoente

domingo, 24 de março de 2019

10 Qualidades de um bom Enfermeiro Mentor (#SD342)


Todos nós já tivemos o nosso “primeiro dia de trabalho”. Um misto de orgulho pela conquista, mas também de medo profundo pelo desconhecido.

Recordo com carinho a minha "primeira" Enfermeira-Mentor. A Enfermeira Augusta a quem rendo aqui a minha homenagem.
A existência de um obro para nos apoiar é fundamental. É aqui que a ideia de um Enfermeiro-Mentor pode fazer toda a diferença para o novo enfermeiro/a), mas também para a Segurança do Doente.

Os enfermeiros veteranos (mais experientes na profissão ou num serviço especifico) devem reservar algum tempo para apoiar e orientar os colegas mais jovens para ajudar a evitar a rotatividade, isto de acordo com um artigo no blog da Daily Nurse.

Esta publicação citou 10 qualidades que os bons enfermeiros mentores exibem:

1. Eles actuam como modelos, tratando os novos enfermeiros da maneira que gostariam de ser tratados.
2. Eles educam os novos enfermeiros sobre a cultura do serviço/Instituição.
3. Eles ajudam os novos enfermeiros a relacionarem-se com os outros profissionais de saúde.
4. Eles oferecem uma crítica construtiva.
5. Eles ajudam a identificar áreas de crescimento para novos enfermeiros.
6. Eles dão louvor quando é merecido.
7. Eles compartilham as suas próprias experiências de aprendizagem e erros com os novos enfermeiros (fundamental para a Segurança do Doente).
8. Eles mantêm as suas promessas.
9. Eles são confiáveis e fazem com que os novos enfermeiros se sintam à vontade para os abordar com as suas dúvidas ou problemas.
10. Eles estão abertos ao feedback dos novos enfermeiros.

"Como enfermeiro(a) mais experiente, você pode ter um impacto muito positivo nas carreiras (e vidas) dos novos enfermeiros/as se você as “colocar sob as suas asas, em vez de cortá-las", escreveu o Daily Nurse.

Use uma ou mais destas estratégias para apoiar e orientar os novos enfermeiros e ajudá-los a iniciar o seu primeiro trabalho com o pé direito.
Fernando Barroso

UM DIA SERÁS TU O DOENTE!

#segurancadodoente


quinta-feira, 14 de março de 2019

6 Estratégias para um Enfermeiro recuperar de um turno difícil (#SD341)


Como sabemos, Enfermeiros de todas as idades, em todas as especialidades, encontrarão turnos difíceis, pelo que aprender a recuperar de um dia de trabalho duro é fundamental.

O Atlanta Journal Constitution falou com várias enfermeiras sobre a forma como elas se recuperam de um turno difícil. Abaixo estão seis estratégias compartilhadas:

1. Encontre um "companheiro de batalha" para obter apoio moral.
Um companheiro de batalha é um "enfermeiro/a com quem você pode chorar por alguns minutos, e de seguida, recuperar o controlo e voltar para o seu papel de enfermeira no trabalho", afirmou Patricia Dewer, Enfermeira num Serviço de Cardiologia do Piedmont Atlanta Hospital e Piedmont Fayette Hospital na Geórgia.

2. Faça um Debrief com sua equipe.
Elizabeth Binsfield, Enfermeira da Home Care Assistance, em Richmond, Virgínia, disse que é útil juntar toda a equipa quando depois de um turno que tenha sido difícil para todos. " Pode ser útil rever os pontos complicados e explorar se havia outras opções que pudéssemos ter implementado", disse ela ao AJC.

3. Encontre uma actividade relaxante.
Ler, tomar banho ou ir passear um pouco depois de um turno difícil também pode ajudar os enfermeiros a distanciarem-se, de acordo com a Sra. Binsfield.

4. Ouça as suas emoções.
Durante um turno, os enfermeiros acabam muitas vezes por reprimir os seus sentimentos para cuidar dos doentes e responder às emergências. Ann Stinely, Enfermeira da WakeMed Health & Hospitals, de Raleigh, Carolina do Norte, disse que dedica algum tempo a reflectir sobre como se está a sentir após uma turno para evitar tornar-se um "robô amargo e em burnout".

5. Fale com a sua chefia.
A Sra. Stinely também disse que falava com a sua chefia um dia depois de um turno difícil para discutir quaisquer questões ou preocupações que subsistissem na sua mente, se necessário.

6. Mantenha-se positivo.
Depois de um turno difícil, a Sra. Dewer disse que é importante permanecer positivo e lembrar que cada dia é diferente. "Na minha experiência, posso ter o pior dia por um qualquer motivo e o turno a seguir pode ser completamente diferente", disse ela à AJC. "Eu também tenho em mente que são apenas 8 ou 12 horas, de qualquer forma. O dia seguinte é sempre um novo dia."

Cada vez mais são necessárias estratégias que nos ajudem a fazer a transição entre o trabalho e a nossa vida pessoal.

Há alguns dias encontrei na internet a fotografia de um cartaz que alguém afixou junto da saída do trabalho - CHECKLIST ANTES DE IR PARA CASA
A (minha) tradução do cartaz, intitulado – CHECKLIST ANTES DE IR PARA CASA - diz o seguinte:
  • Para por um momento para pensares sobre o dia de hoje.
  • Reconhece 3 coisas que tenham sido difíceis. Agora esquece-as.
  • Reconhece 3 coisas que tenham corrido bem.
  • Selecciona uma acção concreta que assinale que o teu turno terminou.
  • Agora, direcciona a tua atenção para a tua casa.
  • De que forma vais agora descansar e recarregar as baterias?

TOMA CONTA DE TI!

Fernando Barroso
UM DIA SERÁS TU O DOENTE!

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segunda-feira, 4 de março de 2019

O Poder de apresentar histórias de doentes para eliminar Mortes Evitáveis (#SD340)


Cada morte é uma tragédia.
A devastação que atinge as famílias, entes queridos e os profissionais de saúde que cuidaram deles, pode durar a vida inteira. Dezenas de milhares de pessoas nas circunstâncias mais extremas são levadas aos hospitais todos os dias para atendimento médico urgente, seja para tratar um ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral, uma lesão traumática causada por um acidente ou a progressão de uma doença fatal – é inevitável que alguns não consigam resistir.

O que mais surpreende a maioria das pessoas é que na verdade são as mortes causadas por erros médicos evitáveis que ocupa o 3º lugar como a maior causa de morte neste país (Estados Unidos América). São mais de 200.000 pessoas por ano que entram num hospital para receber tratamento devido a um problema que normalmente não seria fatal e que morre devido a um erro que poderia ter sido evitado se os procedimentos adequados de segurança do doente estivessem em vigor. Isto nem sequer leva em linha de conta os milhares que são prejudicados e sobrevivem com sequelas com as quais vão ter de viver para o resto das suas vidas.

Lembro-me de participar na Conferência “World Patient Safety Science & Technology” em 2013 e o comentário mais comum dos participantes é o quanto eles foram inspirados a agir depois de ouvirem as histórias reais de famílias que perderam um familiar querido devido a um erro médico evitável.
Os doentes e as suas famílias entrelaçaram-se em todas as partes da conferência, e até tiveram um lugar como membros do painel para levar a voz do doente ao centro da conversa.
Cada sessão foi aberta com um pequeno vídeo que contava a história de um doente que foi significativamente prejudicado por um ou mais erros médicos. Se o doente morreu, muitas vezes era um membro da família que descrevia no vídeo o impacto pessoal de perder um familiar querido dessa forma. Depois da apresentação de cada vídeo, dependendo do tópico em questão, especialistas em segurança do doente e defensores do doente eram trazidos para explicar as fraquezas no processo de cuidado ou sistema que levaram ao dano ou morte do doente e o que poderia ser feito para evitar que isso voltasse a acontecer no futuro.

sábado, 2 de março de 2019

Actualizada a NORMA DGS sobre Avaliação da Cultura de Segurança do Doente nos Cuidados de Saúde Primários - (#SD339)


A avaliação da cultura de segurança do doente nos cuidados de saúde primários deve realizar-se nos Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES) e nas Unidades Locais de Saúde (ULS), através de um questionário a preencher por todos os profissionais e colaboradores, sobre as seguintes dimensões:
a) Trabalho em equipa
b) Seguimento do doente
c) Aprendizagem organizacional
d) Percepções gerais sobre a qualidade e a segurança do doente
e) Formação e treino dos profissionais
f) Apoio pela gestão de topo
g) Comunicação acerca do erro
h) Abertura na comunicação
i) Processos administrativos e uniformização de procedimentos
j) Pressão e ritmo de trabalho

Compete aos dirigentes dos ACES e ULS, através das comissões da qualidade e segurança (Despacho nº 3635/2013), a responsabilidade pela promoção da avaliação da cultura de segurança do doente nos cuidados de saúde primários.

A ficha de inscrição da instituição para este estudo é preenchida pelos presidentes das comissões da qualidade e segurança junto da DGS, que disponibilizará o acesso digital ao questionário da avaliação da cultura de segurança do doente nos cuidados de saúde primários.

A avaliação da cultura de segurança do doente nos cuidados de saúde primários, contempla as seguintes fases:
a) inscrição (15 de fevereiro a 15 de março);
b) resposta ao questionário (16 de março a 30 de abril);
c) divulgação dos resultados institucionais (julho);
d) divulgação dos resultados nacionais (novembro);
e) implementação de medidas de melhoria (ano seguinte ao da inscrição); e
f) monitorização das medidas implementadas (ano seguinte ao da implementação de medidas de melhoria).

A DGS publicará, através do Departamento da Qualidade na Saúde, um relatório nacional com os resultados nacionais e regionais e a todas as Unidades (e apenas a estas) que tenham obtido pelos menos 25% de taxa de adesão um relatório detalhado dos resultados da instituição.


Fernando Barroso
UM DIA SERÁS TU O DOENTE!

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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Proposta da Ordem dos Enfermeiros para Dotações Seguras contribuem para a Segurança do Doente | (#SD337)


Encontra-se em fase de consulta pública até ao dia 17 de Março o documento "PROPOSTA DE REGULAMENTO NORMA PARA CÁLCULO DE DOTAÇÕES SEGURAS DOS CUIDADOS DE ENFERMAGEM" emitido pela Ordem dos Enfermeiros.

As sugestões devem ser enviadas para o email: consulta.publica@ordemenfermeiros.pt.

É absolutamente fundamental a contribuição de todos.
A definição das Dotações Seguras das equipas de Enfermagem contribui para a Segurança dos Cuidados prestados e para a Segurança dos Enfermeiros e para a Segurança do Doente.

Podes aceder ao documento através deste link: https://tinyurl.com/yxm3oth2



Fernando Barroso
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domingo, 17 de fevereiro de 2019

Factores Humanos e a sua influência para a Segurança do Doente | (#SD336)




Os factores humanos abrangem todos aqueles factores que podem influenciar as pessoas e o seu comportamento.

Num contexto de trabalho, os factores humanos são os factores ambientais, organizacionais e de trabalho, e as características individuais que influenciam o comportamento no trabalho.

Em resumo, alguns dos factores humanos mais comuns que podem aumentar o risco incluem:
    Carga de trabalho mental
    Distracções
    O ambiente físico
    Exigências físicas
    O design do dispositivo/produto
    Trabalho em equipa
    O desenho/fluxo do processo. 

Para compreender em pleno como os factores humanos influenciam o nosso trabalho, é necessário também conhecer como diferentes elementos da Cultura de Segurança devem ser entendidos e implementados:

Cultura Aberta
A equipa sente-se à vontade para discutir incidentes de segurança do doente e levantar questões de segurança com colegas e gestores
Cultura Justa
Profissionais, doentes e cuidadores são tratados de forma justa, com empatia e consideração quando se envolveram num incidente de segurança do doente ou levantaram um problema de segurança
Cultura de Relato
Os profissionais confiam no sistema de notificação de incidentes local e usam-no para notificar os gestores sobre os incidentes que estão a ocorrer, incluindo os “quase incidentes”.
As barreiras à elaboração de um relato de incidente foram identificadas e removidas:
- Os profissionais não são culpados e punidos quando denunciam incidentes.
- Eles recebem um feedback construtivo depois de enviar um relato de incidente.
- O processo de relato em si é fácil.
Cultura de Aprendizagem
A Organização:
-  Está empenhada em aprender lições de segurança.
-  Comunica essas lições aos profissionais.
-  Lembra essas lições ao longo do tempo.
Cultura Informada
A organização aprendeu com a experiência passada e tem a capacidade de identificar e mitigar incidentes futuros porque:
-  Aprende com incidentes que já aconteceram (por exemplo, relatórios de incidentes e investigações).

Estudar e compreender os Factores Humanos é pois crucial para melhor compreender o que influencia a Segurança do Doente.

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Este guia (LINK PARA O ÍNDICE E PREÂMBULO) será oferecido a todos os alunos que venham a frequentar o curso on-line - A influência dos Factores Humanos na segurança do doente – através da ESCOLA DESEGURANÇA DO DOENTE (https://seguranca-do-doente.teachable.com)


Fernando Barroso
UM DIA SERÁS TU O DOENTE!

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sábado, 9 de fevereiro de 2019

2222 - NUMERO ÚNICO NO SNS PARA ATIVAR A EQUIPA DE EMERGÊNCIA MÉDICA INTRA-HOSPITALAR | (#SD335)


Até ao dia 31 de março de 20191 todos os estabelecimentos hospitalares do Serviço Nacional de Saúde (SNS), vão ter de adotar o n.º 2222 na rede telefónica interna para ativação da Equipa de Emergência Médica Intra-Hospitalar.

Texto adaptado do Despacho n.º 9639/2018 |Diário da República, 2.ª série — N.º 198 — 15 de outubro de 2018
do Gabinete do Secretário de Estado Adjunto e da Saúde.
Todos os anos ocorrem, na Europa, cerca de 300 000 paragens cardiorrespiratórias intra-hospitalares.

A probabilidade de sobrevivência associada a fenómenos de paragem cardiorrespiratória diminui de forma inversa ao tempo decorrido até à efetivação de manobras de suporte básico e ou avançado de vida.

A possibilidade de sobrevivência do doente crítico depende da eficácia da resposta à emergência. Uma intervenção precoce e adequada pode diminuir a mortalidade e a morbilidade dos doentes hospitalizados que sofrem um processo de deterioração clínica agudo.

A implementação de mecanismos organizacionais que permitam a sua rápida identificação e a instituição atempada de terapêutica otimizada é assim crucial.

Neste contexto, a Direção -Geral da Saúde através da Circular Normativa n.º 15/DQS/DQCO, de 22 de junho de 2010, determinou a criação e implementação, a nível nacional, das Equipas de Emergência Médica Intra-Hospitalares (EEMI).

domingo, 20 de janeiro de 2019

É ou não seguro escrever num frasco de soro? | (#SD334)

É ou não seguro escrever num frasco de soro?
Esta foi a pergunta genérica a que vou tentar responder.

Para responder à questão, contei com a ajuda de alguns dos meus contactos (no facebook e através de e-mail e a quem desde já agradeço) e também de uma pesquisa (on-line e através da plataforma ClinicalKey). Apenas foram encontrados um total de 5 “artigos”.

O primeiro artigo/informação consultado foi publicado em 2014 e fazia também uma tentativa de resposta às nossas questões iniciais e estava intitulado: Um marcador permanente pode lixiviar para dentro de um Saco de Infusão IV?

Esta mesma questão surgiu porque existe a preocupação entre os profissionais de saúde, nomeadamente dos Enfermeiros, que ao escreverem directamente no saco/bolsa/frasco de soro, que a tinta possa atravessar o material plástico e diluir os seus componentes no líquido do seu interior e consequentemente ser infundido num doente. Pode ler-se no artigo que;

Esta situação enumera várias questões:
1. Devemos escrever em bolsas de soro com um marcador permanente?
2. Existe a possibilidade de difusão de tinta através de sacos de polivinilcloreto (PVC)?
3. Em caso afirmativo, existe algum dano potencial para o doente?

Estas são questões válidas, mas infelizmente as respostas podem ser pouco claras, contraditórias ou mesmo inexistentes (…).

sábado, 12 de janeiro de 2019

Vídeo - História do Doente - Jennifer Nibarger | (#SD333)



São apenas 5 minutos de vídeo, mas a mensagem demonstra como são importantes os registos clínicos e a necessidade de uma comunicação efectiva entre os membros da equipa de saúde.
E quando essa comunicação falha, o dano para o Doente pode ser irreversível.

Fernando Barroso

UM DIA SERÁS TU O DOENTE!

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quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Porque é que os Jornalistas não entrevistam Enfermeiras? Nós perguntámos-lhes? | (#SD332)


Porque é que os Jornalistas não entrevistam Enfermeiras? Nós perguntámos-lhes?

Texto original de Diana J. Mason e Barbara Ann Glickstein, publicado a 08 de Janeiro de 2019 no Centerfor Health Journalism

Quando foi a última vez que você entrevistou uma enfermeira para uma reportagem sobre algo que não fosse falta de recursos humanos ou centrado na prática?

Não se lembra? A maioria dos jornalistas de saúde diria o mesmo. 

Recentemente, publicamos um estudo sobre a representação dos enfermeiros nos media e descobrimos que eles foram citados como fontes em apenas 2% das histórias.

A maioria destes artigos era sobre aspectos específicos da prática de Enfermagem ou outro tópico relacionado com os recursos humanos de enfermagem. Os enfermeiros nunca foram citados como fontes em histórias centradas na política de saúde e raramente no negócio da assistência de saúde, apesar de existirem Enfermeiras em posições políticas no governo e estruturas governamentais ou responsáveis por supervisionar a maior proporção do orçamento de uma instituição de saúde.

O nosso estudo repetiu um estudo de 1997 sobre enfermeiras e serviços noticiosos encomendado por Nancy Woodhull, editora fundadora do USA Today, que estava preocupada com a representação das mulheres nas redacções e nas notícias. Conduzido na Universidade de Rochester, o estudo examinou todas as notícias de saúde publicadas pelos principais jornais nacionais e regionais, juntamente com notícias semanais e publicações comerciais (…).

Para a nossa versão do estudo, fizemos uma parceria com o Berkeley Media Studies Group para amostrar aleatoriamente as mesmas publicações e descobrimos que não houve melhoria na representação dos enfermeiros nos meios de comunicação de saúde nos últimos 20 anos. Embora as mulheres sejam há muito sub-representadas nas notícias, os números estão a aumentar - as mulheres foram utilizadas como fontes da noticia em 26% das notícias em 2015, contra 17% em 1997.

Então, queríamos descobrir o porque do maior grupo de profissionais de saúde - 90% dos quais são mulheres - permanecer invisível nas notícias de saúde, apesar do crescente número de enfermeiros com mestrado e doutoramento que são investigadores financiados (…), administradores executivos e clínicos especializados.
Entrevistamos 10 jornalistas de saúde sobre as suas experiências na utilização de enfermeiros como fontes para os seus artigos e encontramos um consenso em torno dos seguintes temas:

1. Os jornalistas e as redacções geralmente têm visões tendenciosas sobre as mulheres, a enfermagem e sobre cargos de autoridade na área da saúde.

Isto inclui ter que justificar o uso de enfermeiras como fontes aos editores supervisores que querem citar “doutores rock star”. A maioria das redacções continua a usar um estilo (AP Stylebook), que permite o uso de M.D. (Medical Doctor) após o nome de um médico, mas não o RN (Registered Nurse) após o nome de uma enfermeira. Se o director de um hospital for um médico, você saberá disso pelo Dr. antes ou pelo M.D. depois do seu nome; Se o director é uma enfermeira, você provavelmente não saberá disso. Por que é importante saber num caso, mas não em outro?

2. Os jornalistas disseram-nos que não entendiam completamente aquilo que os enfermeiros fazem.

Eles não são os únicos. Até mesmo muitos médicos não entendem a amplitude do conhecimento e competência que os enfermeiros têm, e nem sempre fomos muito bons a explicá-lo. Um jornalista que entrevistamos descobriu que os enfermeiros que trabalham com pessoas com diabetes são excelentes fontes sobre o que é preciso para as pessoas gerirem melhor os cuidados necessários com a sua diabetes - mas isto foi uma exceção.

3. O responsável pelas relações públicas de organizações de saúde e universidades nunca recomenda uma enfermeira para a entrevista de um repórter.

Às vezes, a equipa de relações públicas não fornece uma enfermeira, mesmo quando um repórter solicita uma. Claramente, há trabalho a ser feito com a educação do pessoal de relações públicas, bem como com os directores e outros líderes em cuidados de saúde, sobre o conhecimento que os enfermeiros têm a oferecer. Uma jornalista que cobre problemas cardíacos disse-nos que ela contacta com uma enfermeira especialista num departamento de cardiologia de um hospital para obter informações e descobrir as nuances da história. Mas ela nunca pode citar a enfermeira porque o director médico do serviço cardíaco é um daqueles "doutores rock star" que insiste que apenas ele pode falar com os Jornalistas.

4. A enfermagem não é experiente com os media.

Os jornalistas disseram-nos que quase nunca recebem “comunicados de imprensa” de associações de enfermagem ou revistas de enfermagem sobre algo novo ou cuidados de enfermagem inovadores. Os enfermeiros, de forma individual, podem não responder a um pedido de entrevista em tempo útil ou podem querer permanecer anónimos. Portanto, há muito que a própria enfermagem precisa de abordar.

Gostaríamos de lembrar aos jornalistas de saúde que: "Se você não está a entrevistar uma enfermeira, pode estar a perder a melhor parte da história." As enfermeiras trazem perspectivas únicas sobre as experiências de doentes e familiares com a saúde, doença e cuidados de saúde. Muitos enfermeiros sabem muito bem o impacto que a saúde e a política social podem ter na vida das pessoas. E eles sabem o que é necessário para transformar um sistema de saúde disfuncional.

O nosso conselho? (para os jornalistas)
Primeiro, discuta esses estudos na sua redacção e reflicta sobre os seus próprios relatórios.
Segundo, conheça as associações de enfermagem da mesma forma que conhece as associações médicas. Existem inúmeras associações de enfermagem gerais, especializadas ou étnicas, e a maioria pode ajudá-lo a encontrar a enfermeira certa para a sua história.
Terceiro, insista para que as equipas de relações públicas de uma universidade, (…) escola de enfermagem ou de uma instituição de saúde encontre uma enfermeira para entrevistar.
Finalmente, saiba que quando uma enfermeira não responde ao seu pedido de entrevista, muitas outras estão prontas para responder.

O texto acima é um texto original de Diana J. Mason e Barbara Ann Glickstein, publicado a 08 de Janeiro de 2019 no Center for Health Journalism, e foi traduzido por Fernando Barroso para que mais facilmente possa alcançar as Enfermeiras e Enfermeiros portugueses. Todos somos responsáveis.
Fernando Barroso

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quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

ANUNCIO - Está aberta a ESCOLA DE SEGURANÇA DO DOENTE | (#SD331)

É com enorme alegria que informo que está aberta a

 ESCOLA DE SEGURANÇA DO DOENTE
Depois de alguns avanços e recuos, e principalmente muito trabalho (e algum frio no estômago à mistura), informo que está finalmente online a ESCOLA DE SEGURANÇA DO DOENTE.

Será através desta plataforma que irei disponibilizar um conjunto de cursos que espero venham a ser do teu agrado, e acima de tudo que te sejam úteis.
Só com mais formação poderemos aumentar a consciência colectiva para a importância da Segurança do Doente.

E para começar está já disponível um primeiro um primeiro mini-curso.


 mini curso - Segurança do Doente - Conceitos Base


Para teres acesso aos cursos terás primeiro que te "inscrever" na ESCOLA DE SEGURANÇA DO DOENTE, vais receber um email de confirmação (para confirmar o teu email) logo de seguida.
Por favor, confirma se não vai parar na tua caixa de spam.
Só depois de inscrito na escola poderás seleccionar o curso/ou cursos que queres frequentar, ao teu ritmo.

Conto contigo para me ajudares nesta caminhada, para me dizeres do que gostas e aquilo que gostavas de ver de uma forma diferente.
Conto contigo para partilhar esta informação com todos os teus contactos!


Fernando Barroso

UM DIA SERÁS TU O DOENTE!

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terça-feira, 25 de dezembro de 2018

Relatório Actividades PPCIRA - DGS | (#SD330)

Este documento é o relatório de actividades do Programa de Prevenção e Controlo de Infecção e Resistências aos Antimicrobianos (PPCIRA) relativamente ao ano de 2017 e 2018.
Dele constam os principais resultados nas áreas de actuação do PPCIRA (Estratégia Multimodal de Promoção das Precauções Básicas em Controlo de Infecção, Vigilância Epidemiológica, Consumos de Antibióticos e Resistências aos Antibióticos), bem como são apresentadas as actividades desenvolvidas pelo Programa em 2018 e as que se prevêem desenvolver em 2019.
O documento chama a atenção para a necessidade de se melhorar a vigilância epidemiológica e de se investir na informação transmitida aos profissionais de saúde e aos cidadãos em geral.
Globalmente é possível referir que entre 2013 e 2017 os resultados melhoraram na área do controlo de infecção e resistência aos antimicrobianos em Portugal.
DGS
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