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segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

sábado, 21 de janeiro de 2017

SD240 - Baixa Participação dos Profissionais na Avaliação da Cultura de Segurança do Doente. Devo ficar preocupado?

No dia 20/01/2017 a Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Hospitalar (APDH), promoveu uma sessão denominada Plano Nacional para a Segurança do Doente - Aumentar a cultura de segurança do ambiente interno.

Um dos temas mais comentado foi o da Avaliação da Cultura de Segurança do Doente.

O questionário da "Avaliação da Cultura de Segurança do Doente nos Hospitais Portugueses” passou a ser aplicado, a partir de 2014, em todos os hospitais do Sistema de Saúde Português (DGS- Norma nº 025/2013 de 24/12/2013 atualizada a 19/11/2015 - Avaliação da Cultura de Segurança do Doente nos Hospitais).
Também nos Cuidados de Saúde Primários, essa avaliação é agora uma realidade (DGS- Norma nº 003/2015 de 11/03/2015 - Avaliação da Cultura de Segurança do Doente nos Cuidados de Saúde Primários).

Uma das principais dificuldades da generalidade das Instituições é garantir a adesão voluntária dos seus profissionais ao preenchimento do questionário por forma a obter uma % de participação “representativa”.
Há mesmo quem advogue uma alteração da estratégia de aplicação do questionário passando-o de voluntário para “obrigatório”.

Na minha opinião esta é uma discussão desnecessária, veja-se:

Reconhecendo que não são idênticas, considero no entanto que não existe variação significativa nas dimensões normalmente bem classificadas nem nas dimensões classificadas com os valores mais baixos (dimensões problemas).

Isto verifica-se nos resultados das avaliações internacionais que tem ocorrido (fonte dados DGS),
 assim como nos resultados das instituições nacionais (fonte dados DGS), independentemente da % de participação ser elevada ou baixa.
Arrisco a dizer que, mesmo numa instituição que nunca tenha sido avaliada, se o questionário for aplicado, os resultados serão praticamente sobreponíveis àqueles que já conhecemos de outras instituições nacionais.

sábado, 14 de janeiro de 2017

SD239 - Desafios de Segurança do Doente para 2017


Com um novo ano, os desafios de Segurança do Doente nas nossas Instituições ganham um novo impulso. É necessário concluir a informação relativa ao ano que terminou, mas também planear o novo ano, melhorando o nosso desempenho e desenvolvendo novas estratégias que promovam a Segurança Do Doente.

Foi com base nesta ideia simples que lancei um desafio aos leitores do blog, através da nossa Newsletter.

Pedi que partilhassem comigo “Quais consideravam ser os Principais Desafios de Segurança do Doente para o ano de 2017”

Para responder, foi disponibilizado um simples formulário on-line e informado que os dados seriam posteriormente partilhados no blog.
A adesão foi excelente e agradeço publicamente a todos aqueles que participaram.

Foram enviados um total de 186 comentários entre o dia 04 e o dia 12 de Janeiro de 2017.

Fazendo uma análise de conteúdo por temáticas à informação enviada, esta pode ser agregada da seguinte forma:

domingo, 8 de janeiro de 2017

SD238 - Falta de civismo na sala de Operações | Como Responder?

A falta de civismo e bullying na sala de operações é um problema comum, mas perigoso.
De acordo com um artigo na edição de Janeiro de 2017 do AORN Journal, 88% dos enfermeiros têm testemunhado falta de civismo por parte de médicos e 48% dos médicos têm notado falta de civismo por parte dos enfermeiros.
Não só o bullying e a falta de civismo afectam a saúde dos trabalhadores, bem-estar e satisfação no trabalho, como também podem afectar negativamente os doentes. "A constelação de acções de falta de civismo mas também de inacção pode resultar em erros fatais, complicações evitáveis e até mesmo a morte de um doente", escreveram as autoras.
No artigo do AORN Journal, escrito por Cynthia Clark, PhD, RN, e Diane Kenski, BSN, RN, é descrito um exemplo de falta de civismo envolvendo um cirurgião que não quis participar num “time-out” dirigido por uma enfermeira recentemente chegada ao Bloco Operatório, menosprezando a enfermeira na frente dos outros.
Clark e Kenski dão de seguida exemplos de como o hospital, o enfermeiro chefe e o enfermeiro afectado devem responder a essa situação.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

SD237 - Josie King - Um caso real de falha de Segurança do Doente

Em 2001, a pequena Josie King, de 18 meses, morreu de desidratação e da incorrecta administração de um narcótico, no Hospital Johns Hopkins. A sua história é apresentada pela sua mãe num vídeo de 10 minutos. Um testemunho arrepiante de como a segurança do doente pode ser facilmente descurada.

Este é um testemunho que merece ser ouvido e "reflectido". Não é "voyeurismo" nem serve para "ter pena". Temos de perceber que a desorganização (por vezes não reconhecida) dos serviços de saúde tem repercussões naqueles que cuidamos e em nós próprios, profissionais de saúde.


Partilho de seguida o vídeo que me foi enviado pela APDH, acompanhado do seguinte texto: 
"Uma morte motivada por um conjunto de erros médicos…a partilha de uma comovente história que impõe a nossa reflexão e nos motiva na procura de tentarmos fazer mais e melhor para a melhoria da qualidade e da segurança do doente nos serviços de saúde."
Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Hospitalar
Portuguese Association for Hospital Development



A mãe de Josie criou a JOSIE KING FUNDATION  com o objectivo de promover a cultura de segurança do doente.

Todos devemos esse compromisso à pequena Josie.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

IV Curso de Auditoria Clínica – Auditorias Realizadas

A Segurança do Doente começa na atitude e empenho de cada um de nós.
Quando associamos a estas características um conhecimento estruturado baseado em evidência, estamos definitivamente no bom caminho.

Este foi um grupo variado com origens em serviços bem diferentes.
Esteve representada a Pediatria, o Bloco Operatório, a Urgência Geral, a Obstetrícia , a Cirurgia Geral e as Especialidades Cirúrgicas. A Ortopedia e a Cardiologia. A Patologia Clínica, o Serviço de Formação e a Imuno-Alergologia.

Estiveram presentes Enfermeiros, Médicos e Técnicos de Diagnóstico e terapêutica. Todos percorreram o seu caminho e o resultado foi, uma vez mais, fantástico.

Com a ferramenta AUDITORIA, todos "descobriram" uma realidade do seu serviço que desconheciam, e que agora podem "transformar" para melhor.
Estamos todos de parabéns.

Auditorias (construídas e) realizadas:

No âmbito deste curso e de acordo com o plano de formação, os formandos desenvolveram e aplicaram as seguintes auditorias:

domingo, 25 de dezembro de 2016

Feliz Natal com muita Segurança do Doente

Um Santo e Feliz Natal para todos os Amigos do 
blog "Segurança do Doente"
Muito obrigado pelo apoio e incentivo.
2017 será ainda Melhor

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Como os Estilos de Liderança em Enfermagem têm impacto nos resultados dos doentes e no desempenho das organizações

Os enfermeiros desempenham um papel vital nas organizações de saúde.
A forma como os enfermeiros são geridos pelos seus líderes pode afectar drasticamente o seu desempenho e influenciar a segurança do doente e os resultados do doente. É importante compreender os diferentes estilos de liderança frequentemente encontrados no local de trabalho, bem como os seus efeitos sobre o pessoal e sobre os doentes.

5 Principais Estilos De Liderança

Liderança Transaccional

sábado, 17 de dezembro de 2016

Como o trabalho do Maqueiro contribui para a Segurança do Doente

 Maqueiro - Segurança do Doente
Ser maqueiro não é sinónimo de “mau profissional”, nem pode ser. Ser maqueiro é muito mais do que transportar um doente do ponto A ao ponto B. Ser maqueiro é garantir a segurança do doente, transportando o doente correcto, para o local correcto, de uma forma segura. Ser maqueiro é um trabalho importantíssimo.

É um maqueiro (assistente operacional) que acompanha o doente numa situação stressante (para um doente, algo tão simples como ir de um quarto para o outro pode ser uma coisa assustadora). Seja qual for o motivo, a forma como comunicamos com o doente faz toda a diferença.

O trabalho de maqueiro não é fácil, e são muitos os desafios:

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Formação Avançada ISPA - Segurança do Doente - Importância da Comunicação

 Formação Avançada ISPA - Segurança do Doente - Importância da Comunicação

A SEGURANÇA DO DOENTE

Importância da comunicação

 25 Março 2017
DESTINATÁRIOS

· Profissionais de saúde, serviço social e áreas relacionadas com a segurança do doente
· Responsáveis pela educação para a saúde e pelo contributo pela educação em saúde e pelo contributo pelo empowerment do cidadão, em serviços de saúde e programas na comunidade
· Estudantes de qualquer ano das áreas da saúde, serviço social, desenvolvimento comunitário, comunicação e marketing

domingo, 4 de dezembro de 2016

A SEGURANÇA DO DOENTE não sou EU nem TU - somos TODOS

Segurança do Doente

Dois episódios marcaram para mim a semana que passou.


Um durante uma auditoria e outro na sequência de uma notícia da televisão.

Em ambos os casos confirmei que apenas com a acção consertada de TODOS nós (profissionais de saúde e doentes/pacientes) podemos fazer a diferença.

EU posso definir um conjunto de boas práticas em SEGURANÇA DO DOENTE, elaborar um plano de divulgação, formação e implementação.

TU podes receber e compreender essa informação e implementá-la activamente no dia-a-dia, promovendo a SEGURANÇA DO DOENTE no teu serviço, junto dos colegas e do doente/paciente.

Mas qualquer medida ou iniciativa apenas resulta se TODOS colaborarem.

DURANTE UMA AUDITORIA

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Como preparar uma auditoria clínica no meu serviço

 Auditoria Clínica
Esta semana vamos realizar mais uma auditoria clínica no Centro Hospitalar. Vamos auditar a prevenção de quedas; a correta identificação do doente, o doente com imobilização, e a segurança das camas/macas.

Mas para que uma auditoria tenha sucesso, são necessários alguns passos simples, mas que podem fazer toda a diferença:

1) Definir o objecto da auditoria. Esta definição pode ter origem na necessidade de confirmar a correcta execução de um procedimento clínico, para verificar condições de segurança clínica, ou como uma forma de tornar evidente um problema ainda não correctamente caracterizado.

2) Planear a execução da auditoria. Qualquer tempo gasto no planeamento da auditora tem sempre um retorno exponencial positivo e facilitador da execução. Nunca devemos avançar para uma auditoria sem esta estar claramente planeada nos seus vários aspectos. Alguns pontos que não podemos esquecer:

terça-feira, 22 de novembro de 2016

ANTIBIÓTICOS: O FUTURO É AGORA!

DIA EUROPEU DOS ANTIBIOTICOS - 18 Novembro 2016

 ANTIBIÓTICOS: O FUTURO É AGORA!

(partilha de folheto, apresentação e cartaz no final do artigo)
A resistência aos antibióticos é um grave problema de saúde pública na Europa, constituindo-se como um importante problema de segurança do doente.
Segundo o European Centrefor Disease Prevention and Control (ECDC) as taxas de resistência aos antibióticos estão a aumentar, constituindo uma forte ameaça à eficácia presente e futura dos antibióticos, sendo emergente a adoção de medidas para inverter esta tendência.
A incorreta utilização dos antibióticos é um dos principais fatores que promovem o desenvolvimento de resistências aos antibióticos nos hospitais, considerando-se fundamental o envolvimento dos prescritores nesta causa. Os médicos devem ter conhecimento das recomendações do ECDC para a prescrição de antibióticos, nomeadamente:

domingo, 20 de novembro de 2016

IACS - Uma Perspectiva de Redução de Despesa Pública

Este é um artigo da responsabilidade dos Autores, Ana Tavares (Enf.ª no Hospital Distrital de Santarém, EPE), Cláudia Simão (Enf.ª no Hospital Distrital de Santarém, EPE), Hugo de Sousa (Enf. na USF D. Sancho I) e Sofia Ferreirinha (Enf.ª no Hospital Distrital de Santarém, EPE).

Esta apresentação (disponível no final do artigo) resulta do trabalho académico dos autores no âmbito da disciplina de economia da saúde integrada na Pós-graduação em Gestão de Unidades de Saúde do Instituto Politécnico de Santarém, e aborda o importante tema dos custos associados às infecções associadas aos cuidados de saúde (IACS).

O trabalho teve como objectivos:
  • Compreender o impacto das IACS na Economia da Saúde;
  • Conhecer as medidas implementadas para reduzir as IACS, evitáveis, através de práticas baseadas na evidência;
  • Entender o papel dos Profissionais de Saúde como agentes de mudança na sustentabilidade do SNS.
Tendo como “pano de fundo” o Plano Nacional para a Segurança dos Doentes 2015-2020, plano que respeita a Recomendação do Conselho da União Europeia, de 9 de Junho de 2009, sobre a segurança dos doentes, e que decorre da Estratégia Nacional para a Qualidade na Saúde, são referidas as estratégias fundamentais para alcançar os objectivos definidos.