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sexta-feira, 30 de setembro de 2016

A colaboração Interinstitucional promove a Segurança do doente

A Segurança do Doente passa pelo envolvimento de todos os profissionais.

Para o conseguir é fundamental desenvolver estratégias de formação/informação que envolvam e cativem os profissionais para esta temática.
Quando não possuímos internamente, na instituição, profissionais com o conhecimento e a experiência necessárias numa determinada área, ou queremos conhecer outras realidades, devemos procurar noutras instituições esses profissionais e promover a colaboração adequada.

Nem sempre esta possibilidade é fácil de concretizar, especialmente quando se trata de instituições muito afastadas, o que envolve sempre custos para o formador que nem sempre são devidamente considerados.
Mas quando a distancia não é um problema, a colaboração institucional é desejável e possível.

Ontem (29/09/2016) tive o privilégio de colaborar com o Centro Hospitalar Barreiro-Montijo, em mais um desses momentos, integrado no Curso de Esterilização Coordenado pela Sr.ª Enfermeira Helena Marmelo (do CHS), realizando uma acção de formação, com as temáticas:
  • Qualidade em Saúde
  • Auditoria Clínica
  • Avaliação do Risco, e
  • Notificação de Incidentes.

A plateia era multidisciplinar (Assistentes Operacionais e Enfermeiros) o que torna sempre a acção de formação mais rica e diversificada.

Realizar este tipo de acção de formação num hospital “irmão” é fácil e motivador, sendo importante ouvir experiências e pontos de vista diferentes, tendo a oportunidade de colocar o foco de atenção da “segurança do doente” sob múltiplas perspectivas.

A colaboração com outras instituições pode e deve ser encarada como um momento de desenvolvimento para ambas as partes, e uma actividade que não deve ser esquecida por todos aqueles com responsabilidade na Segurança do Doente e Gestão do Risco Clínico.

Obrigado à Enfermeira Helena Marmelo pelo convite inicial de participação é à Sras. Enfermeiras Dina Clemente e Teresa Rodrigues do CHBM pela forma cordial como me receberam.

Aos formandos do curso o meu obrigado, sabem que podem contar comigo e desejo-vos toda a felicidade para o arranque do novo Serviço de Esterilização do CHMB. E não se esqueçam que também vocês são uma peça chave na Segurança do Doente.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

IV Curso de Auditoria Clínica – Uma Ferramenta para a Qualidade dos Cuidados

A Auditoria não tem de ser um processo “complexo” e “inacessível”.

Na verdade a auditoria é uma ferramenta imprescindível na promoção da segurança do doente, constituindo ainda uma fonte inesgotável de informação de apoio à gestão e à decisão, suportando a mudança e as boas práticas.

Com este curso, tem sido provado uma e outra vez que é possível:

  • Definir um problema/tema de auditoria;
  • Construir uma grelha de auditoria (em cerca de 2 horas)
  • Efectuar uma auditoria real, utilizando a grelha elaborada;
  • Recolher dados concretos que podem ser utilizados de imediato;
  • Elaborar um “Relatório de Auditoria”, e;
  • Estabelecer um um “Plano de Auditoria”.


Partilho convosco o Programa do IV Curso de Auditoria Clínica - Uma Ferramenta para a Qualidade dos Cuidados, a realizar nos dias 25 de outubro e 08 de novembro, dirigido aos profissionais do Centro Hospitalar de Setúbal, EPE.

domingo, 4 de setembro de 2016

Avaliação do Risco, Úlceras por Pressão e Segurança do Doente

 Avaliação do Risco - Úlceras por Pressão - Segurança do Doente
As úlceras por pressão representam uma quebra na segurança do doente, é por isso que uma avaliação do risco precoce, com adopção imediata de medidas preventivas pode fazer toda a diferença.

No seu documento Prevenção e Tratamento de Úlceras por Pressão: Guia de Consulta Rápida, (da responsabilidade da NPUAP, EPUAP e PPPIA) é afirmado que “uma úlcera por pressão é uma lesão localizada da pele e/ou tecido subjacente, normalmente sobre uma proeminência óssea, em resultado da pressão ou de uma combinação entre esta e forças de torção. As úlceras por pressão também estão associadas a vários factores contribuintes ou de confusão, cujo papel ainda não se encontra totalmente esclarecido.”

Este importante documento apresenta recomendações gerais para avaliação estruturada do risco de desenvolvimento de úlcera por pressão:
  1. Realizar uma avaliação estruturada do risco com a maior brevidade possível (realizada, no entanto, no período máximo de oito horas após a admissão) para identificar os indivíduos em risco de desenvolver úlceras por pressão.
  2. Repetir a avaliação do risco tantas vezes quanto necessário tendo em conta o nível de acuidade do doente.
  3. Efectuar uma reavaliação em caso de alterações significativas na condição de saúde do doente.
  4. Incluir uma avaliação completa da pele em todas as avaliações de risco para verificar eventuais alterações em pele intacta.
  5. Documentar todas as avaliações do risco.
  6. Desenvolver e implementar um plano de prevenção baseado no risco para os indivíduos identificados como estando em risco de desenvolver úlceras por pressão.

Uma das escalas de avaliação mais utilizadas é a “Escala de Braden: Versão Adulto ePediátrica (Braden Q)

Mas a avaliação do risco não se resume à aplicação de uma escala. Temos de considerar outros riscos presentes no Serviço.

Permitam-me algumas sugestões de perigos que devem ser considerados no momento de realizar uma avaliação do risco clínico ao Serviço/Unidade:

DGS promove ENCONTRO NACIONAL DE SAÚDE OCUPACIONAL

Porque a saúde do profissional é importante para a segurança do doente, divulgamos aqui a seguinte informação:

"A Coordenação do Programa Nacional de Saúde Ocupacional da Direção-Geral da Saúde, em parceria com a Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa (ESTeSL), vai realizar no dia 17 de novembro de 2016 o “ENCONTRO NACIONAL DE SAÚDE OCUPACIONAL” que decorrerá no Auditório da ESTeSL, sito no Parque das Nações (ver aqui o programa provisório).

Este Encontro dirige-se a todos os profissionais que integram os Serviços de Saúde e Segurança do Trabalho / Saúde Ocupacional e tem por finalidade realizar um ponto de situação da política, da organização de serviços e das boas práticas em Saúde Ocupacional.

Informa-se que a inscrição no Encontro é gratuita mas obrigatória sendo necessário, para este efeito, o preenchimento do formulário de inscrição disponível em:https://goo.gl/forms/cQr4jB1zYwbA54Ac2.
Salienta-se ainda que o Encontro Nacional terá uma exposição de pósteres científicos (para submissão de Póster deve consultar o Regulamento).

Mais se informa que estas e outras informações encontram-se disponíveis no microsite da Saúde Ocupacional da Direção-Geral da Saúde: www.dgs.pt/saude-ocupacional.aspx.

O Presidente da Comissão Organizadora do Encontro Nacional de Saúde Ocupacional
Carlos Silva Santos
Coordenador do Programa Nacional de Saúde Ocupacional
Coordinator of the National Programme for Occupational Health"

domingo, 28 de agosto de 2016

ALERTA DE SEGURANÇA DO DOENTE - Recomendação de técnica para eliminar a existência de fragmento de borracha na preparação de medicação

É fundamental partilhar a aprendizagem conseguida com a análise de incidentes que colocam em risco a segurança do doente. Apenas desta forma é possível aumentar o nível de consciência de todos os envolvidos e assim diminuir o risco.

Fiel a este princípio e pela sua importância, partilho um incidente recente, a investigação que se sucedeu e a recomendação a que chegámos.

Na sequência de um relato de incidente (Julho de 2016) em que foi assinala a presença de pequeno fragmento de borracha no conteúdo aspirado, após preparação de medicação, foi emitido um ALERTA interno à Instituição, tendo posteriormente sido recebidos mais 4 relatos de incidente.

Risco para o Doente: Introdução de fragmento de borracha na corrente sanguínea do Doente. 
Analisados os novos incidentes verificou-se que estes ocorreram em Serviços diferentes, com medicação diferente, (sempre com medicação em frasco-ampola) e com agulhas de calibres diferentes (21G ou 19G).

RECOMENDAÇÃO:
Ao preparar medicação que envolva frasco-ampola, a perfuração do frasco-ampola deve ocorrer num ângulo de 90° e sempre dentro da zona “alvo” indicada.

FUNDAMENTAÇÃO:

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Orientações para o Cuidado e Controle da Tuberculose e Tuberculose Multirresistente - 3ª Edição - ICN

O Conselho Internacional de Enfermeiros (ICN) anunciou a publicação da 3ª edição de Orientações Actualizadas para os enfermeiros que trabalham nos Cuidadose Controle da Tuberculose e Tuberculose Multirresistente.

Estas orientações destinam-se a ajudar os enfermeiros no seu importante papel de detecção de casos de tuberculose (TB), na prestação de cuidados e gestão do tratamento da TB.

Este documento estabelece uma abordagem de enfermagem para o planeamento e prestação de assistência ao doente, visando melhorar o acesso e a qualidade dos cuidados durante todo o período de tratamento.

O documento está (infelizmente) em inglês, mas há semelhança de outros documentos, poderá em breve ser traduzido para o português.

Fica aqui a partilha.

domingo, 21 de agosto de 2016

Sites e outras Leituras fundamentais em Segurança do Doente

A Segurança do Doente constitui cada vez mais um desígnio que não podemos ignorar.

A pedido de uma boa Amiga (obrigado Sofia Ferreirinha) que me lançou o desafio, indico a seguir um conjunto de sites que acompanho com frequência e onde recorro para estudar e aprender mais.

Para além destes recursos, é fundamental viver no dia-a-dia todas as incidências da “Segurança Do Doente”, e se pensares bem, tudo o que fazes durante o período de trabalho numa instituição de saúde envolve, directa ou indirectamente, a segurança dos doentes dessa instituição.

Esta é a minha lista de recursos (sem ordem hierárquica), que irei rever e acrescentar sempre que encontre algo novo ou se algum de vós me fizer o favor de referir nos comentários.

sábado, 20 de agosto de 2016

O Poder das palavras — 9 líderes hospitalares falam no palco do TED Talks



Estas são apresentações TED Talks, realizadas por Responsáveis máximos de Instituições Hospitalares, executivos e líderes da saúde, que analisam de forma profunda o sistema de saúde, partilhando a sua visão sobre como resolver os principais desafios da saúde, contribuído de forma importante para a Segurança do Doente.
1. "What Healthcare will look like in 2020" — Stephen K. Klasko, MD, MBA (president and CEO, Thomas Jefferson University and Jefferson Health in Philadelphia): 2014, disponível em TEDx event.
2. "How do we heal medicine?" — Atul Gawande, MD (surgeon, Boston-based Brigham and Women's Hospital): 2012, disponível em  Ted Talk.
3. "What is Global Health?" — Macharia Waruingi, MD, DHA (CEO, Ustawi Biomedical Research Innovation and Industrial Centers of Africa): 2016, disponível em TEDx Talk 

domingo, 14 de agosto de 2016

Uma abordagem Militar à Higiene das Mãos para promover a Segurança do Doente

 Segurança Do Doente
O Nationwide Children's Hospital em Columbus, Ohio, estava a debater-se com um problema de segurança do doente, idêntico a tantas instituições portuguesas. Verificava-se uma baixa percentagem de conformidade com a higiene das mãos.
Foi então experimentado um método “militar”, o “safety stand-down”, que pode traduzir-se como um “Briefing de Segurança”, momento em que todas as actividades não essenciais do Hospital/Instituição são suspensas em todos os Serviços para que sejam discutidos planos de acção que promovam a higiene das mãos com vista a uma melhoria da segurança do doente.
A história detalhada encontra-se publicada no Journal of Patient Safety.
A questão remonta a 2010 quando o hospital verificou um pico de infecções associadas aos cuidados de saúde, o que estimulou um foco renovado sobre a higiene das mãos. Uma observação à prática diária encontrou uma taxa de cumprimento do hospital de aproximadamente 65%.

Divulgação do 6º Congresso da APEGEL - Uma oportunidade para discutir a Segurança do doente ao nível da Gestão

Divulgamos o 6º Congresso da APEGEL (Associação Portuguesa dos Enfermeiros Gestores e Liderança), momento que terá entre outros temas, a discussão da Segurança do Doente.

Aceite o convite e participe no maior congresso dos enfermeiros gestores que se realiza em Portugal.
Aceite o desafio e mostre o seu trabalho numa comunicação ou num póster
Divulgue aos colegas e colaboradores

Inscreva-se AQUIEsperamos por si.

Enfº Nelson Guerra
Presidente da APEGEL

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

UMA PIPETA COMO SEMPRE – Um incidente de Segurança do Doente com medicamento LASA na comunidade

Este é um artigo de Autores Convidados e retrata um incidente de Segurança do Doente com medicamento LASA na comunidade, demonstrando como uma troca de medicação (não intencional) pode  ter consequências graves.

UMA PIPETA COMO SEMPRE

Autoras - Carolina Baptista Araújo1, Carina C. Pereira1, Ana Quelhas2

1 – IFE MGF na USF Terras de Santa Maria; 2 – Especialista em MGF na USF Terras de Santa Maria

Enquadramento:
O progressivo envelhecimento da população associado ao aumento da prevalência das patologias crónicas e à melhoria dos cuidados de saúde, tem conduzido ao aumento da prescrição e uso de medicamentos. [1]
Neste contexto, surge o conceito de polimedicação, definido como a utilização de vários medicamentos, prescritos e/ou de automedicação, que podem causar reações adversas e/ou interações medicamentosas que aumentam consoante o número de medicamentos administrados. [2]
A população idosa, pelas suas comorbilidades e alterações fisiológicas associadas ao envelhecimento com implicações quer na farmacodinâmica e farmacocinética dos medicamentos, apresentam um risco aumentado de ocorrência de interações medicamentosas e de reações adversas. [3]
Nesse sentido, o médico de família (MF) deve ter especial atenção na gestão da medicação crónica dos seus utentes idosos, procurando antecipar e minorar os riscos da iatrogenia associada à polimedicação.

Descrição do caso:

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Estratégia para a Gestão de Incidentes depois das Férias

Que método usar para gerir o "volume" de incidentes depois das férias?

Depois de umas merecidas férias acontece o inevitável - vamos ter de voltar à rotina diária do nosso trabalho.

Para aqueles privilegiados que gostam do que fazem o regresso é sempre mais fácil. Felizmente que pertenço a este grupo. Mas isso não quer dizer que "tudo" é fácil...

O primeiro impacto é o número avassalador de e-mails e outra informação que está à tua espera. Quanto maior o tempo de ausência maior o número de e-mails, cartas, etc...
Para um gestor de risco (gestor de um sistema interno de relato de incidentes) isto significa imensas "más" noticias.

É preciso não desanimar é adoptar um método para gerir toda a informação. O meu é o seguinte:
  1. "Bloquear" algum tempo para fazer uma primeira sondagem do material acumulado (É indispensável estar concentrado nesta tarefa) e não começar a “ir atrás da primeira emergência”;
  2. Sondar rapidamente os diferentes incidentes procurando aqueles que manifestamente estejam a requerer uma intervenção mais urgente (e actuar em conformidade se necessário);
  3. Inserir a informação na "base de dados" (caso a mesma não seja "automática"). O meu sistema é baseado numa notificação por e-mail, sendo posteriormente necessário inserir a informação na base de dados para uma mais fácil gestão dos incidentes.
  4. Iniciar o processo de análise, dando seguimento aos fluxos de análise previamente estabelecidos.

E estás de regresso!

Invariavelmente vamos verificar que alguns dos relatos de incidente não estão preenchidos com a totalidade da informação necessária (e que estás cansado de repetir), mas o "sistema" funciona, e é importante aprender com ele, reforçando a Segurança do Doente da Instituição.

Alguns exemplos do que "encontrei":

quarta-feira, 27 de julho de 2016

O meu fluxograma para criar post’s nos meus blog’s

Esta é uma das principais perguntas que me fazem:

- Como fazes para escrever toda a informação dos teus blog’s?

A verdade é que este é um processo em constante evolução, e até ao "produto final" são muitos os passos (alguns quase inconscientes por se terem tornado rotineiros) que tenho de dar.

Por vezes esqueço-me de algum passo, mas para mim o importante é partilhar a informação e colocá-la disponível para todos os que queiram lê-la.


Espero que gostem.
Fernando Barroso 

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Medicamentos LASA - Mais um exemplo

Na sequência do desafio que lançamos na informação publicada a 09 de Junho de 2016 "Como notificar medicamentos LASA ao Infarmed - Look-Alike, Sound-Alike", recebemos da colega L.S. (mantemos o anonimato) que trabalha numa ULS a seguinte partilha:

"Envio em anexo dois fármacos que esta semana encontramos trocados no stock.
Atentamente, L. S."

Como podemos verificar, os comprimidos são exactamente iguais, com a mesma cor e dimensão.

É fundamental estar atento (entre outras) a:
  1. Armazenar os medicamentos de forma correcta, na gaveta adequada e correctamente identificada, se for essa a opção.
  2. Verificar sempre o nome correcto do medicamento quando este é retirado da gaveta para administração ao doente.
  3. Afastar, fisicamente, as gavetas de medicamentos LASA.
E tu, que outras estratégias de segurança do doente utilizas para diminuir o risco dos medicamentos LASA?
Fernando Barroso

quarta-feira, 13 de julho de 2016

infarmed lança nova página - Farmácia Hospitalar

O infarmed lançou um novo espaço no seu site, intitulado Farmácia Hospitalar.

O infarmed informa tratar-se de uma área destinada aos Serviços Farmacêuticos Hospitalares, contendo informação de suporte a esta actividade, nomeadamente em matérias relacionadas com a selecção, aquisição, armazenamento, distribuição e utilização de medicamentos e produtos de saúde. 


Neste espaço é disponibilizada informação sobre consumos hospitalares, para permitir que cada entidade possa avaliar o seu desempenho.

Destaque ainda para o espaço "Publicações e orientações relacionadas com o exercício da farmácia hospitalar"