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quarta-feira, 16 de março de 2016

Infecção, Infecção, Infecção - Então e Agora?

Blog Segurança do Doente - Infeção, então e agora?

Infeção, Infeção, Infeção “espalhada” por todo o lado nas capas dos jornais.
E agora? O que vamos fazer?

Imagina, por absurdo que possa parecer, que estas notícias todas têm de facto algum impacto na opinião pública, nos profissionais de saúde e nos nossos governantes.

Imagina, por absurdo que possa parecer, que de agora em diante, as recomendações e normas publicadas pela DGS relativas às infeções associadas aos cuidados de saúde passam mesmo a ser cumpridas com rigor em todas as instituições de saúde (publicas ou privadas).

Imagina, por absurdo que possa parecer, que todos os profissionais de saúde passam a higienizar as mãos sempre que é indicado, que todos os dispositivos médicos são reprocessados de acordo com as boas práticas, e que a higiene e limpeza das unidades de saúde são realizadas com rigor.

Imagina, por absurdo que possa parecer, que a prescrição de antibióticos obedece às recomendações internacionais, e que não se prolonga para além do necessário.

Imagina, por absurdo que possa parecer, que todos – Médicos, Enfermeiros, Técnicos, Auxiliares e Dirigentes – colocam como a sua prioridade individual tudo fazer para “acabar”com as infeções associadas aos cuidados de saúde

Era bonito não era?

Eu sei,… É Absurdo.
Fernando Barroso

terça-feira, 15 de março de 2016

Baixa Dotação de Enfermeiros Aumenta a Mortalidade dos Doentes em 20%

Há muito que as Associações de Enfermeiros têm sustentado que rácios de pessoal de enfermagem adequados aumentam a segurança do doente.
Um novo estudo publicado no British Medical Journal a 09 de Fevereiro de 2016 comprova isso mesmo, demonstrando que os doentes estão em risco muito maior de morte quando o seu enfermeiro é responsável por mais de seis doentes de uma só vez.
Jane Ball da Universidade de Southampton liderou uma equipa de Investigadores que analisou dados de 137 Serviços de Internamento de Agudos do NHS ao longo de um período de dois anos, medindo o rácio entre as taxas de ocupação (camas) e o número de enfermeiros.
Os Investigadores descobriram que quando um enfermeiro tem 10 doentes à sua responsabilidade, o risco de morte de cada um desses doentes é 20% mais elevado do que para os doentes cujos enfermeiros têm um número de doentes a seu cargo de 6 ou menos.
Jane Ball e a sua equipa ainda verificaram que um aumento no número do pessoal auxiliar de saúde (Assistentes Operacionais) disponíveis não teve efeito sobre a taxa de mortalidade.
Os resultados demonstram que os líderes hospitalares devem dar prioridade à segurança do doente sobre outras linhas de investimento.
Qual o rácio de Enfermeiro/Doente no teu Serviço? Esse número é discutido/analisado em Equipa?
Fonte: Griffiths P, Ball J, Murrells T, et al. Registered nurse, healthcare support worker, medical staffing levels and mortality in English hospital trusts: a cross-sectional study. BMJ Open 2016;6:e008751. doi:10.1136/bmjopen-2015-008751
Para Saber Mais:
Fernando Barroso
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domingo, 13 de março de 2016

Grupo de Enfermeiros do CHS vence 1º Prémio em Fórum Ibérico

O Grupo de Prevenção e Tratamento de Feridas (GPTF) do Centro Hospitalar de Setúbal, EPE venceu o 1º Prémio nas Comunicações Livres no 7º Fórum Ibérico de Úlceras e Feridas com a comunicação Auditoria, uma ferramenta essencial - Boas Praticas na Prevenção de Úlceras Por Pressão no contexto Hospitalar.

Parabéns a todos os elementos que constituem o GPTF por este momento que vem coroar todo o empenho e trabalho realizado.

O GPTF tem vindo a apostar na divulgação de informação, formação dos profissionais do CHS e na consultoria junto dos Serviços.


Parabéns à Enf.ª Diana Sousa pela Coordenação do GPTF e por nos levar a superar os nossos limites.
Fernando Barroso

segunda-feira, 7 de março de 2016

Guia Prático com Principais Passos para Criar uma NOC

As Normas de Orientação Clínica (NOC’s) são instrumentos de apoio à decisão que contribuem para a melhoria da qualidade dos cuidados clínicos. Um grupo de peritos da Universidade de McMaster (no Canadá) desenvolveu - a partir de fontes bibliográficas de alta qualidade - um guia sobre os passos práticos para a sua elaboração, disseminação, implementação e avaliação. (in Acta MédicaPortuguesa, texto da autoria de Guilherme Ferreira dos SANTOS, Pedro Correia AZEVEDO e António VAZ-CARNEIRO)

Pela sua importância e qualidade, este é um texto que importa ler, estudar e guardar como referência por todos aqueles envolvidos na elaboração de Normas de Orientação Clínica.
Fernando Barroso
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quarta-feira, 2 de março de 2016

5 Pensamentos e Estatísticas sobre Bullying entre os Enfermeiros

5 Pensamentos e Estatísticas sobre Bullying entre os Enfermeiros
O Bullying (ou Mobbing) são atos de violência física ou psicológica intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo ou grupo de indivíduos, causando dor e angústia e sendo executadas dentro de uma relação desigual de poder. O bullying é um problema mundial, sendo que a agressão física ou moral repetitiva deixa marcas para o resto da vida na pessoa atingida (Wikipédia).

De acordo com uma publicação apresentada pela American Sentinel University da autoria da Dr.ª Renee Thompsom (DNP, RN, CMSRN), 60% dos novos enfermeiros abandonam o seu primeiro local de trabalho nos primeiros seis meses devido ao comportamento dos seus colegas de trabalho, e quase 50% dos enfermeiros acreditam que vão enfrentar uma situação de bullying em algum momento das suas carreiras.
Aqui estão 5 Pensamentos e Estatísticas sobre Bullying entre os Enfermeiros que podemos encontrar nessa publicação:
1. Quase metade – 48% - dos novos enfermeiros têm medo de se tornar alvo de bullying no local de trabalho.

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Burnout entre Enfermeiros e Médicos - Um Estudo que não podes Perder

O Burnout entre Enfermeiros e Médicos (e eu diria também Assistentes Operacionais e Assistentes Técnicos) tem agora um novo estudo, português, que importa conhecer, discutir e refletir.

Publicado na última edição da Acta Médica Portuguesa, pode ler-se que a nível nacional, 47,8% dos médicos e enfermeiros inquiridos apresentavam níveis de burnout elevados e que 21,6% exibiam sintomas moderados desta síndrome que combina a exaustão física e emocional, a perda de realização profissional e a despersonalização (incapacidade de empatia, cinismo).

É um estado de desgaste extremo, de quase colapso, que, além de atingir o próprio, afecta de forma significativa a relação médico-doente (empatia) e a qualidade dos cuidados de saúde prestados.”

Pode ler-se ainda que “a ocorrência da síndrome de burnout em profissionais de saúde portugueses é frequente, estando associada à percepção de más condições de trabalho e à menor duração do tempo de serviço. A incidência de burnout apresenta diferenças regionais que podem estar associadas ao aumento do stress imposto pelo exercício da profissão em condições sub-ótimas para a prestação dos cuidados de saúde.

Os resultados alertam para a necessidade de intervenções para melhorar as condições de trabalho e formação inicial dos profissionais de saúde de forma a garantir a qualidade do serviço prestado aos utentes e o bem-estar pessoal destes profissionais.”

Um estudo que não podes perder. Faz AQUI o download do texto integral do estudo.

Fernando Barroso
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sábado, 27 de fevereiro de 2016

Qual a Percentagem de Enfermeiros que cumprem as Precauções Básicas do Controlo da Infeção?

As Precauções Básicas do Controlo da Infeção (PBCI) destinam-se a prevenir a transmissão cruzada proveniente de fontes de infeção conhecidas ou não, aplicáveis a todos os doentes e em todos os níveis de cuidados. Estas medidas têm sido amplamente divulgadas a nível mundial mediante o seu importante papel na segurança dos doentes, dos profissionais de saúde e de todos os que entram em contacto com as unidades de saúde.
Foi recentemente publicado um estudo descritivo-correlacional para medir a “conformidade admitida pelos próprios enfermeiros”, relativamente à adesão às precauções básicas do controlo de infeção, conhecimento sobre o HCV, suscetibilidade e gravidade percecionada sobre o HCV e ainda sobre os benefícios ou barreiras percecionadas acerca do cumprimento das PBCI. Foram examinadas as relações entre estas variáveis.
Os investigadores da Northwell Health em Great Neck, Nova Iorque, inquiriram 231 Enfermeiros (n = 231) que trabalham em ambientes de cuidados de ambulatório.
De acordo com o estudo publicado no American Journal of Infection Control apenas 17,4% dos enfermeiros admitiram cumprir as PBCI.
Nos Estados Unidos as PBCI são as seguintes:

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Quais os 10 Principais Problemas de Segurança do Doente com que te deves preocupar em 2016?

Sabemos que o sector da Saúde deu passos de gigante na segurança do doente nos últimos anos. No entanto, há sempre espaço para melhorar na viajem em direção ao “dano zero” para o doente.

Em 2015 surgiram vários problemas que projectaram uma nova luz sobre as ameaças à segurança do doente.

O equipa editorial da The Becker's Infection Control & Clinical Quality Infection Control escolheu 10 questões de segurança do doente para os profissionais de saúde terem em consideração 2016. As questões são apresentadas abaixo sem nenhuma ordem particular, tendo sido selecionadas com base nos acontecimentos e tendências de 2015.

Erros de Medicação – A Agency for Healthcare Research and Quality chama aos erros de medicação "um dos tipos mais comuns de erros durante o internamento", uma vez que anualmente quase 5% dos doentes hospitalizados são afetados por eventos adversos a medicamentos. Novas evidências descobertas em 2015 mostram que esses erros são abundantes também durante as cirurgias.

Erros de Diagnóstico – Os erros de diagnóstico ficaram nas “luzes da ribalta” no final de 2015 graças a um relatório do Institute of Medicine intitulado "Improving Diagnosis in Health Care". O relatório afirma que os erros de diagnóstico são responsáveis por 6% a 17% dos eventos adversos hospitalares e cerca de 10% das mortes de doentes, indicando que existe definitivamente espaço para melhorar.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Já conhece a atualização das diretrizes de RCP da American Heart Association?


A American Heart Association (AHA) publica as diretrizes científicas para ressuscitação cardiopulmonar (RCP) e atendimento cardiovascular de emergência (ACE), que compõem a base dos protocolos de ressuscitação usados por profissionais de saúde, empresas e hospitais em praticamente todo o mundo.

Neste documento (em português) encontras as principais alterações dos algoritmos de SAV da (AHA) para além de outra informação relevante.

Agradeço à Enf.ª Sónia Sousa (Enfermeira Especialista EMC) pela partilha da informação.

Fernando Barroso
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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Fatores de Motivação dos Trabalhadores da Administração Pública Central em Portugal

Relatório do estudo sobre os Fatores de Motivação dos Trabalhadores da Administração Pública Central em Portugal, da autoria de César Madureira e Miguel Rodrigues.

Pode ler-se na conclusão:

“Os resultados apontam para o facto de ainda existir um espírito de missão e de trabalhar para o bem comum por parte dos trabalhadores em funções públicas.

Porém, estes mesmos trabalhadores sentem-se mais desvalorizados do que valorizados pelos seus concidadãos.

Esta ambiguidade dificilmente poderá gerar motivação em quem labora no setor público.”




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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

10 Queixas e Reclamações mais Comuns dos Doentes nos Hospitais

10 Queixas e Reclamações mais Comuns dos Doentes nos Hospitais
De acordo com Peter Pronovost , os doentes estão continuamente a pedir aos hospitais para serem tratados como “pessoas”.

O Dr. Pronovost trabalhou com Jan Hill (Diretora de Relações com os Doente no Hospital Johns Hopkins para compilar uma espécie de “lista de desejos do Doente” ou os temas mais comuns recebidos através do feedback obtido de cartas ou através de questionários de satisfação do doente.
A lista foi publicada no U.S. News & World Report.

O Objetivo é melhorar a “Experiência do Doente”, aumentando a sua satisfação e indo ao encontro dos seus desejos e necessidades.

Estes foram os 10 “temas” recorrentes identificados pela Sr.ª Hill e o Dr. Pronovost, os quais referem que os mesmos devem ser utilizados para iniciar uma discussão interna das Equipas de Saúde.

1 – Privação do Sono, em resultado do profissional realizar testes ou recolha de amostras de sangue a meio da noite;

sábado, 6 de fevereiro de 2016

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Podemos INOVAR a forma como damos Formação?

Depois de muita discussão sobre taxas de formação e sobre a forma como não conseguimos alcançar as taxas pretendidas (as razões são muitas e parece que aumentam de cada vez que discutimos o assunto) acabamos invariavelmente na mesma pergunta:

"Como podemos inovar a forma como "damos" formação no Hospital (Centro de Saúde, Clínica, etc.)?"

É também comum encontrar respostas possíveis, por exemplo:
  • "Simplificar" o conteúdo, diminuindo assim o tempo necessário;
  • Liberalizar a inscrição nos cursos ao invés que impor um nº fixo de profissionais por curso e por serviço;
  • Duplicar (e triplicar) as datas do curso;
  • Iniciar um programa de formação de formadores e promover a formação/replicação do curso nos locais de trabalho pelos profissionais entretanto formados;
  • Transpor parte do conteúdo da formação para um suporte escrito, simples, mas garantindo um registo da receção da informação por parte do trabalhador;
  • Apostar no e-learning.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

7 Pensamentos Sobre Liderança

Quais os aspetos que podem influenciar positivamente um Líder ? e transformar a sua "Liderança" numa influencia positiva para as instituições /profissionais e doentes/clientes?

Foi uma hipótese de resposta para estas questões que encontrei com estes “7 pensamentos sobre (uma grande) liderança”.

O texto original  - 7 thoughts on great leadership - é escrito por Scott Becker and Molly Gamble, que nos apresentam 7 pensamentos sobre aquilo que faz uma grande liderança.

Ao começar a ler pensei em como adaptar estes pensamentos à “Segurança do Doente”.
São estes os 7 pensamentos sobre (uma grande) liderança”:
1. Os grandes líderes são apaixonados pelo sucesso. Eles são empenhados, animados e entusiasmados.
2. Os grandes líderes constroem equipas e a próxima geração de líderes.
3. Os grandes líderes têm objectivos sérios e definem planos claros.
4. Os grandes líderes geralmente não fazem microgestão.
5. Os grandes líderes elogiam muitas vezes e reconhecem as contribuições.
6. Os grandes líderes não têm medo de tomar decisões pessoais difíceis.
7. Os grandes líderes são emocionalmente maduros.
Adaptar todos estes pensamentos, seja à gestão de uma grande Instituição, um Serviço ou uma Comissão ou Grupo é um desafio que certamente valerá a pena. Se aplicado à “Segurança do Doente” certamente trará frutos futuros importantes.
Aqui fica o desafio.