Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

DGS estende Avaliação da Cultura de Segurança do Doente às Entidades Hospitalares Privadas


Desta forma passam a estar incluídas nesta avaliação, as entidades hospitalares privadas.

Para tal, devem estas entidades preencher a “Fichade Inscrição para as entidades hospitalares privadas”, também disponível no sítio da DGS.


Mais do que conhecer internamente a “Cultura de Segurança do Doente”, importa ainda mais saber o que se faz com os resultados obtidos.
Qual a importância que as administrações e chefias (a todos os níveis) atribuem a este tipo de estudos?

Por vezes parece apenas que estamos a cumprir “calendário”.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

5 Erros a Evitar Quando Notifica um Incidente

Para que um sistema de notificação de incidentes possa cumprir com a sua principal função – aprender com os incidentes ocorridos e identificar falhas na Segurança do Doente – é indispensável que o incidente relatado seja efetuado de forma correta.

Mas não é sempre isso que acontece.

Estes são (talvez) os 5 principais erros cometidos por quem notifica um incidente:


1. Não Notificar.
Sim eu sei. “Não notificar” significa que não foi efetuada nenhuma notificação, mas esse é efetivamente o 1º erro. Achar que não vale a pena notificar (porque ninguém vai dar atenção, não me respondem, não vejo mudanças, etc.). Não notificar porque “já foi resolvido” ou porque “por sorte não aconteceu nada ao doente”. Mesmo nestas circunstâncias, a obrigação de todos nós é mesmo a de notificar o incidente (ou quase incidente) para que a aprendizagem possa ocorrer.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Dia Mundial Stop às Úlceras por Pressão (UPP) - Tempo de reflexão

Post de Convidado – Enfermeira Diana Sousa

No Dia 19 de Novembro de 2015 sinalizamos o dia Mundial do Stop às Úlceras por Pressão (UPP).
Falamos de feridas que, na sua maioria (pelo menos 95%), são evitáveis, recorrendo a estratégias designadas de medidas de prevenção. Estas medidas estão descritas há décadas em todos os manuais da matéria, mas que, pelos mais variados argumentos, tendem a ser menosprezadas, desvalorizadas, em detrimento do tema “híper mega atrativo – o tratamento das feridas e os seus magníficos apósitos!”. Sem desprimor para a área do tratamento, na qual também estou envolta, e sem querer ter a pretensão de desvalorizar a sua importância, seriamos profissionais de saúde de extrema inovação, se reflectíssemos primeiramente sobre o tema da Prevenção das Úlceras por Pressão.
É da responsabilidade das instituições de prestação de cuidados de saúde garantir o Direito à Prevenção de UPP universalmente consagrado pela Declaração do Rio de Janeiro de 2011. Assegurando o acesso equitativo de recursos humanos e materiais de qualidade. Garantindo a uniformização das medidas preventivas, as que a ciência já nos demonstrou serem eficientes no combate a este flagelo. Em breve, seremos responsabilizados pela não aplicação destas medidas…e ai talvez a figura da autoridade nos empurre para a consciencialização de que podemos e devemos, de forma tão simples, prevenir este flagelo, as UPP.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Algumas Sugestões para Promover a Notificação de Incidentes


Uma colega (elemento de um grupo com a responsabilidade na gestão de incidentes) de uma Instituição colocou-me várias questões relacionadas com a dificuldade, na sua instituição, de adesão ao Notific@ e à possibilidade de promover um sistema interno de notificação de incidentes.

Partilho convosco a minha resposta.
“(…) Começo por partilhar um link com a informação que tenho publicado, relacionada com a temática dos “incidentes” - http://risco-clinico.blogspot.pt/search/label/Incidentes - No Blog encontra obviamente outros temas.

Quanto às questões colocadas:
Também no CHS era grande a resistência no início (aquando da implementação do nosso sistema interno). Também ninguém tinha "tempo" para escrever a notificação, mas acima de tudo, não existia a consciência do quanto um sistema deste tipo pode ajudar todos os envolvidos, isto se o tratamento e análise dos relatos tiver em consideração os seguintes princípios:

domingo, 25 de outubro de 2015

Notificação de Incidentes – Necessitamos de uma “Cultura Justa”?

São reconhecidas as vantagens de um “Sistema de Notificação de Incidentes”.

Podemos aprender com os erros e falhas cometidos e usar essa informação para melhorar o sistema de suporte à prestação de cuidados, aumentando a segurança do doente (e dos profissionais), contribuindo para a qualidade dos cuidados de saúde.

O problema é que muitos profissionais não querem aprender, não querem mudar, não fazem sequer um pequeno esforço para compreender os objetivos de aprendizagem, mudança e melhoria contínua?

Como gestor de um sistema de notificação de incidentes, passo de forma cíclica por momentos de profundo desalento que resultam do constante fluxo de “más noticias”, contidas em cada relato.

A maioria apenas vê um “copo meio vazio”, ou continua a usar o “relato de incidente” de forma acusatória (do outro) ou como um meio de salvaguardar e justificar as suas ações, numa tentativa (por vezes descarada e evidente) de evitar qualquer penalização.

São raríssimos os relatos “calmos” e “ponderados” em que a pessoa envolvida no incidente, relata o incidente de forma objetiva, sem “ruido” acusatório ou juízos de valor, explicando o que aconteceu, e o que fez depois do incidente para mitigar o dano e prevenir a sua recorrência. Infelizmente, estes são uma minoria.
Reina o oposto e por mais que se insista, por mais que se dê formação e por mais que os planos de ação sejam dirigidos à melhoria dos sistemas e não às pessoas envolvidas, a verdade é que as más notícias continuam a chegar.

Tudo isto colide ainda com os princípios éticos e deontológicos do profissional que, chamado a gerir o processo de análise se vê confrontado com comportamentos profissionais aparentemente negligentes.

Mas que caminho seguir?

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

SEGURANÇA DO DOENTE = COMPROMISSO + ENVOLVIMENTO

A “Segurança do Doente” está na “moda”, a par da “Qualidade”, este tema está sempre em “cima da mesa”.
Mas a verdade é que nem sempre isso é levado a sério.
Não basta ter uma infra-estrutura fantástica e tecnologia de ponta. Não são as paredes ou os equipamentos que cuidam.

Será que dá assim tanto “trabalho” e “custa” assim tanto dinheiro:
  • Desenvolver um Plano, fundamentado e bem estruturado, para alcançar uma Imagem final, claramente definida desde o início.
  • Garantir um número adequado, seguro e qualificado de profissionais para cuidar dos doentes (seja que grupo profissional for).
  • Realizar um planeamento adequado dos cuidados, dos recursos, em parceria com todos os actores envolvidos, inclusive o próprio doente.
  • Formar e educar, de forma simples e dirigida ao problema, todos os profissionais da equipa (mesmo aqueles que acham que já sabem tudo).
  • Garantir a existência de dispositivos médicos adequados e seguros a um preço justo.
  • Assumir o conteúdo dos nossos códigos deontológicos (aqueles que jurámos defender e fazer cumprir) e viver os seus valores.
  • Assumir que EU (Todos nós individualmente) sou responsável pela segurança e qualidade dos cuidados prestados por mim e pela minha equipa.
Ou será que isto afinal é trabalhar de forma mais eficiente e poupar muito dinheiro?

Será que se TODOS dessem o seu melhor, não daria menos “trabalho” e “custava” menos dinheiro a TODOS?

E TU, o que fazes para dar “menos trabalho” e custar “menos dinheiro”?


Partilha connosco as tuas estratégias e sugestões.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Encontro - Histórias da Segurança do Doente

Encontro - Histórias da Segurança do Doente
O Gabinete de Gestão do Risco do CHLC-EPE, com o apoio da Associação Científica dos Enfermeiros (ACE), vai realizar no dia 1 de Outubro de 2015, na Sala de Conferências do Hospital Dona Estefânia, em Lisboa, o Encontro com o tema “Histórias da Segurança do Doente”.




Pode efectuar a sua INSCRIÇÃO em http://acenfermeiros.pt/index.php?id1=2&id2=15&id3=2


Deixe os seus comentários, a sua opinião, partilha ou perguntas que queira colocar-nos.
E se gostou, ajude a divulgar esta informação, partilhando com os seus contactos.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Envolvimento dos Doentes no Controlo de Infecção – Uma Ferramenta de Segurança do Doente

Um vídeo da “Agency for Healthcare Research and Quality” que destaca os principais benefícios do envolvimento dos Doentes em actividades de prevenção de infecção nas Unidades de Hemodiálise ganhou o 5º Festival Anual de Cinema na 42ª Conferência Anual da “Association for Professionals in Infection Control and Epidemiology.

O vídeo intitula-se "Patient Engagement in Infection Prevention", e inclui os passos que os profissionais de saúde podem tomar para envolver os doentes no controlo de infecção e protegê-los de infecções durante a hemodiálise.
Um vídeo a não perder.
Pode ver o vídeo no YouTube clicando aqui, ou clicando na imagem acima.

Deixe nos comentários a sua opinião, partilha ou perguntas que queira colocar-nos.
E se gostou, ajude a divulgar esta informação, partilhando com os seus contactos.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

DGS/APDH divulga o Relatório Segurança dos Doentes - Avaliação da Cultura nos Hospitais

A Direção-Geral da Saúde (DGS) e a Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Hospitalar (APDH) divulgaram um relatório conjunto intitulado - Relatório Segurança dos Doentes - Avaliação da Cultura nos Hospitais

Pode ler-se no site da DGS:
“A Segurança do Doente é uma prioridade da Estratégia Nacional para a Qualidade na Saúde 2015-2020, a qual integra o Plano Nacional para a Segurança dos Doentes 2015-2020, que, no seu Objetivo Estatégico 1 "Aumentar a Cultura de Segurança do Ambiente Interno", indica que as instituições hospitalares e de cuidados de saúde primários devem avaliar a cultura de segurança do doente.

O presente relatório visa apresentar e analisar os resultados do estudo realizado em cinquenta e cinco unidades hospitalares em Portugal, no ano de 2014, no âmbito da Norma nº 025/2013, de 24 de dezembro, "Avaliação da Cultura de Segurança do Doente nos Hospitais".

Este é um documento para ler atentamente, em especial as suas recomendações (pag.32 a 37)

TODOS PODEMOS FAZER MAIS PELA SEGURANÇA DO DOENTE!

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Avaliação do Risco em Psiquiatria - É assim tão diferente?

O processo de “Avaliação do Risco” tem os mesmos objectivos em qualquer indústria ou actividade humana.
Quer a avaliação seja feita num porto de mercadorias, numa oficina automóvel ou numa unidade de saúde, aquilo que procuramos fazer é sempre o mesmo. Prevenir incidentes futuros.

6 Pontos fundamentais de uma avaliação do risco:
  1. Identificar as situações perigosas;
  2. Identificar os potenciais riscos associados e quem está potencialmente exposto ao risco;
  3. Identificar a probabilidade de ocorrência e a gravidade, e com isso obter um nível de risco que nos permita priorizar a nossa acção;
  4. Definir quais vão ser a medidas preventivas ou correctivas a desenvolver; 
  5. Identificar quem é responsável pela concretização dessas medidas;
  6. Estabelecer uma data para reavaliação.
 Assim, em Psiquiatria, o que temos de fazer não é muito diferente, apenas o contexto muda e principalmente, as características do Doente mudam.

sábado, 22 de agosto de 2015

Projeto de investigação - Satisfação Profissional e Segurança do Doente na Prática de Enfermagem

Se está a exercer em Portugal e dedica a maior parte do seu tempo à prestação direta de cuidados de saúde, apelamos a que aceda à plataforma online e preencha o questionário.

Este estudo pretende perceber se «existe relação entre a satisfação profissional dos enfermeiros e os eventos adversos associados à prática de Enfermagem», explica o Enf. Maurício Alves. 

Ainda segundo o investigador, «a satisfação no trabalho tem constituído ao longo dos anos um tópico de interesse crescente em Saúde e na Enfermagem para os que se preocupam com a qualidade de vida no trabalho, o sucesso das organizações e com as consequências do esforço de cada profissional nos cuidados de saúde». Paralelamente, «a segurança do doente é definida como um componente estruturante, uma meta constante e um indicador referencial do desempenho e qualidade do sistema de saúde».

Acrescentamos que este projeto de investigação está a ser desenvolvido pelo Enf. Maurício Fernandes Alves no âmbito do VIII Curso de Pós-Licenciatura de Especialização em Enfermagem Médico-Cirúrgica da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, sob a orientação da Prof.ª Amélia Castilho e coorientação do Prof. Luís Loureiro.

Link para o questionário: http://newdbserver.med.up.pt/projext/medquest/verprod/index.php?mdl=3&qtr=MTQyNzcyNDcxNDI

NOTA: devido a problemas na base de dados (já solucionados), se por acaso respondeu ao questionário antes do dia 24/08/2015, o Autor apela à sua compreensão, pedindo-lhe que volte a preencher o questionário. Muito Obrigado 

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Vídeo do CDC - Stop the Spread of Antibiotic Resistance

O CDC lançou recentemente um vídeo que demonstra como os microorganismos resistentes a antibióticos se espalham entre diferentes unidades de saúde, incluindo aquelas que possuem programas de controlo de infecção e administração de antibióticos.

O vídeo "CDC Vital Signs: Stop the Spread of Antibiotic Resistance," destaca também uma abordagem coordenada para reduzir os microorganismos e as infecções.

De acordo com o mais recente modelo matemático do CDC, é esperado que o número de infecções resistentes aos antibióticos, incluindo infecções por Clostridium difficile, venham a aumentar se não forem implementadas de imediato em todo o país (EUA) melhorias no controlo de infecção e na prescrição de antibióticos. A pesquisa descobriu que uma resposta coordenada poderia reduzir as infecções em 74% em cinco anos.

Claro que tudo isto só pode ser alcançado se houver uma colaboração honesta e franca entre as diferentes instituições de saúde e de apoio social.

Este é o caminho que Portugal está a tentar seguir e implementar.

Perguntas para reflectir:

  • Quais as medidas implementadas na minha Instituição para garantir que a informação relativa a microorganismos resistentes a antibióticos é transmitida a outras Instituições quando o Doente é transferido ou tem alta?
  • Quando um doente é transferido para a minha instituição, recebemos essa informação?


CDC Video - Stop the Spread of Antibiotic Resistance

CDC have recently released a video that demonstrates how antibiotic-resistant germs spread between healthcare facilities, including those that practice infection control and antibiotic stewardship.

The, "CDC Vital Signs: Stop the Spread of Antibiotic Resistance," video also spotlights a coordinated approach to reduce germs and infections.
According to the CDC's latest mathematical modeling, the number of drug-resistant infections, including Clostridium difficile infections, is expectedto rise if no immediate, nationwide infection control and antibiotic prescription improvements are made. The research found that a coordinated response could reduce infections by 74 percent over five years.

Of course, all this can only be achieved if there is an honest and frank collaboration between the various institutions providing health and social support.


Questions to consider

  • What are the measures implemented in my institution to ensure that the information on resistant microorganisms to antibiotics is transmitted to other institutions when the patient is transferred or discharged?
  • When a patient is transferred to my institution, we received this information?

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Checklists - Porque estão a falhar?

Os resultados dos estudos de investigação iniciais que envolviam a implementação de listas de verificação (checklists) nos hospitais pareciam demonstrar a existência de taxas de infecção mais baixas, taxas de mortalidade mais baixas e menos complicações pós-cirúrgicas. No entanto, análises de longo prazo ao sucesso de tais listas de verificação em muitos hospitais estão a obter resultados pouco inspiradores, de acordo com um artigo da Nature.


Checklists - Why are they failing?

In the beginning the initial trials involving the implementation of hospital checklists seemed to result in lower infection rates, lower mortality rates and fewer post-surgical complications, long-term analyses of the success of such checklists in many hospitals are getting uninspiring results, according to an article from Nature.