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domingo, 9 de dezembro de 2018

Assegurar a prática sistemática de Notificação, Análise e Prevenção de Incidentes | PNSD-15-20 | (#SD327)


Assegurar a prática sistemática de Notificação, Análise e Prevenção de Incidentes é o 8º objetivo estratégico do Plano Nacional para a Segurança dos Doentes 2015-2020 (PNSD-15-20).

Este artigo está dividido da seguinte forma:
O QUE NOS DIZ O PNSD-15-20
METAS PARA O 4º OBJECTIVO
ACÇÕES A DESENVOLVER
ESTRATÉGIAS E ACÇÕES CONCRETAS A IMPLEMENTAR

O QUE NOS DIZ O PNSD-15-20
A OMS e a Comissão Europeia recomendam (…) o desenvolvimento de sistemas de notificação de incidentes de segurança, independentes dos sistemas de reclamações e ou disciplinares, que promovam a aprendizagem com o erro e a consequente implementação de ações de melhoria.

Recomendam, ainda, que seja garantida a confidencialidade ao notificador e o anonimato da informação notificada e reportada.

A notificação de incidentes (…) é considerada (…) uma das ferramentas para identificar os riscos, perigos e vulnerabilidades de uma organização, sendo a que melhor possibilita a partilha de aprendizagens com o erro.
(…)

A subnotificação de incidentes de segurança é uma realidade internacional, sendo, portanto, necessário melhorar, (…) o nível da cultura de notificação e de aprendizagem com o erro.
(…)

O sistema de notificação de incidentes de segurança é designado, atualmente, por “notific@” (mais sobre o notific@ aqui) (…)

O apoio à notificação por parte dos dirigentes das instituições prestadoras de cuidados de saúde, reforçando o propósito da aprendizagem organizacional com os incidentes em detrimento da identificação da autoria desses incidentes, é fundamental para aumentar a segurança dos doentes.
Só assim cada instituição pode desenhar um plano interno dos riscos clínicos e não clínicos existentes que permita implementar medidas preventivas de ocorrência de incidentes de segurança.

Do mesmo modo, é fundamental que seja dada informação de retorno ao notificador sobre a análise da notificação realizada e a descrição da implementação das respetivas medidas corretoras levadas a cabo, para que a causa que motivou o incidente não se volte a repetir. Estas medidas, por uma questão de transparência e de aumento de confiança nos serviços de saúde, devem ter visibilidade pública.

META PARA O 8º OBJECTIVO
  • Aumentar, em 20%/ano, o n.º de notificação de incidentes de segurança no notific@.

ACÇÕES A DESENVOLVER (pelas Instituições prestadoras de cuidados de saúde do Serviço Nacional de Saúde e com ele convencionado)
  • Promover a adesão dos profissionais à notificação de incidentes no Notific@.
  • Analisar as causas dos incidentes.
  • Implementar medidas preventivas de recorrência de incidentes.
  • Auditar, semestralmente, as práticas realizadas na análise de incidentes.

ESTRATÉGIAS E ACÇÕES CONCRETAS A IMPLEMENTAR

Um incidente não notificado “não existe”!
A principal recomendação que posso fazer é a constituição de um grupo/comissão para análise dos incidentes da instituição, sempre numa perspetiva de aprendizagem e de melhoria da Segurança do Doente.

Sem este estrutura, não é possível implementar com sucesso uma “prática sistemática de Notificação, Análise e Prevenção de Incidentes”

Fernando Barroso

UM DIA SERÁS TU O DOENTE!

#umdiaserastuodoente

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Como notificar a Falta de Recursos Humanos no NOTIFIC@

Artigo revisto e republicado a 01 de maio de 2019

Como notificar a Falta de Recursos Humanos no NOTIFIC@?

Todas as notificações são importantes e podem fazer a diferença.

Para fazer passar a mensagem temos no entanto de o fazer com números, com números elevados e isso só será possível se todos colaborarmos, tornando o problema da falta de recursos humanos visível, junto dos responsáveis que podem de facto alterar alguma coisa.

Temos de notificar, de forma consistente, todos os incidentes relacionados com a falta de recursos humanos.

A ferramenta para o fazer existe. Chama-se NOTIFIC@ - Sistema Nacional de Notificação de Incidentes.


Fernando Barroso

UM DIA SERÁS TU O DOENTE!
#segurancadodoente

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Algumas Sugestões para Promover a Notificação de Incidentes


Uma colega (elemento de um grupo com a responsabilidade na gestão de incidentes) de uma Instituição colocou-me várias questões relacionadas com a dificuldade, na sua instituição, de adesão ao Notific@ e à possibilidade de promover um sistema interno de notificação de incidentes.

Partilho convosco a minha resposta.
“(…) Começo por partilhar um link com a informação que tenho publicado, relacionada com a temática dos “incidentes” - http://risco-clinico.blogspot.pt/search/label/Incidentes - No Blog encontra obviamente outros temas.

Quanto às questões colocadas:
Também no CHS era grande a resistência no início (aquando da implementação do nosso sistema interno). Também ninguém tinha "tempo" para escrever a notificação, mas acima de tudo, não existia a consciência do quanto um sistema deste tipo pode ajudar todos os envolvidos, isto se o tratamento e análise dos relatos tiver em consideração os seguintes princípios:

domingo, 14 de maio de 2017

Violência contra Profissionais nas Instituições de Saúde - Papel do Gestor de Risco - SD254

Este artigo é o resultado de uma troca de emails com um Gestor de Risco de uma instituição. Com a devida autorização do colega, reproduzo aqui essa “conversa” - um conjunto de perguntas e respostas – porque entendemos os dois que a mesma pode ser útil para outros Gestores de Risco. E como sabemos, a Segurança dos Profissionais contribui para a Segurança do Doente.
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Qual o meu papel como Gestora Local face às Notificações de Incidentes Relacionados com a Violência contra Profissionais?
Tendo em consideração as alterações realizadas pela DGS no notific@, eu diria que o Gestor Local (GL) deve analisar e tratar estes incidentes com a mesma atenção e cuidado que o faz para os incidentes que envolvem os doentes.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

UMA PIPETA COMO SEMPRE – Um incidente de Segurança do Doente com medicamento LASA na comunidade

Este é um artigo de Autores Convidados e retrata um incidente de Segurança do Doente com medicamento LASA na comunidade, demonstrando como uma troca de medicação (não intencional) pode  ter consequências graves.

UMA PIPETA COMO SEMPRE

Autoras - Carolina Baptista Araújo1, Carina C. Pereira1, Ana Quelhas2

1 – IFE MGF na USF Terras de Santa Maria; 2 – Especialista em MGF na USF Terras de Santa Maria

Enquadramento:
O progressivo envelhecimento da população associado ao aumento da prevalência das patologias crónicas e à melhoria dos cuidados de saúde, tem conduzido ao aumento da prescrição e uso de medicamentos. [1]
Neste contexto, surge o conceito de polimedicação, definido como a utilização de vários medicamentos, prescritos e/ou de automedicação, que podem causar reações adversas e/ou interações medicamentosas que aumentam consoante o número de medicamentos administrados. [2]
A população idosa, pelas suas comorbilidades e alterações fisiológicas associadas ao envelhecimento com implicações quer na farmacodinâmica e farmacocinética dos medicamentos, apresentam um risco aumentado de ocorrência de interações medicamentosas e de reações adversas. [3]
Nesse sentido, o médico de família (MF) deve ter especial atenção na gestão da medicação crónica dos seus utentes idosos, procurando antecipar e minorar os riscos da iatrogenia associada à polimedicação.

Descrição do caso:

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Como notificar medicamentos LASA ao Infarmed - Look-Alike, Sound-Alike

 Como notificar medicamentos LASA ao INFARMED
Os medicamentos com nome ortográfico e/ou fonético e/ou aspecto semelhantes, normalmente denominados medicamentos LASA (Look-Alike, Sound-Alike) são um dos maiores riscos a que os doentes estão expostos, quer nas instituições de saúde quer nas suas próprias casas.
Sobre este assunto, foi emitida pela DGS a Norma nº 020/2014 de 30/12/2014 actualizada a 14/12/2015 (Medicamentos com nome ortográfico, fonético ou aspecto semelhantes) e cuja leitura recomendamos.
Os medicamentos LASA continuam a estar presentes nas nossas instituições e apesar das medidas preventivas implementadas, a verdade é que a Industria Farmacêutica continua a comercializar medicamentos cuja rotulagem (legalmente possível) permite a existência de medicação LASA, especialmente no que diz respeito ao seu aspecto visual.

Importa pois assinalar esta realidade, notificando massivamente este risco diário. (ver + fotos no final do post)
Como notificar?
Para além dos sistemas de notificação internos das Instituições, a notificação deve ser realizada:

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Que implicações para o Doente Quando o Transporte Falha?

Num incidente recente, um profissional de saúde relata que um doente oncológico tinha ficado, uma vez mais, privado da sua sessão de radioterapia previamente agendada porque a empresa de transporte de doentes não tinha comparecido a horas para efectuar o transporte desse doente para o local onde faria o tratamento. 
Devido ao atraso, o centro de radioterapia recusou efectuar o tratamento.

Esse tratamento acabou por ser adiado e reagendado para o dia seguinte à mesma hora.
No dia seguinte aconteceu a mesma coisa.

Apesar de a Instituição ter contratado este serviço a uma empresa privada, tendo atempadamente comunicado os horários a cumprir, a empresa (que aceitou efectuar o serviço nos termos atrás descritos) não cumpre com o combinado.

A “frio”, alguns dirão que “basta não pagar pelo serviço não realizado”. Mas o problema vai muito além dessa constatação óbvia.

O doente, perfeitamente lúcido e consciente da situação em que se encontra e em que se vê envolvido, reage (em desespero) primeiro recusando efectuar mais tratamentos ou tomar qualquer medicação, e depois entrando em depressão, chorando e manifestando o seu desânimo.

terça-feira, 15 de março de 2016

Baixa Dotação de Enfermeiros Aumenta a Mortalidade dos Doentes em 20%

Há muito que as Associações de Enfermeiros têm sustentado que rácios de pessoal de enfermagem adequados aumentam a segurança do doente.
Um novo estudo publicado no British Medical Journal a 09 de Fevereiro de 2016 comprova isso mesmo, demonstrando que os doentes estão em risco muito maior de morte quando o seu enfermeiro é responsável por mais de seis doentes de uma só vez.
Jane Ball da Universidade de Southampton liderou uma equipa de Investigadores que analisou dados de 137 Serviços de Internamento de Agudos do NHS ao longo de um período de dois anos, medindo o rácio entre as taxas de ocupação (camas) e o número de enfermeiros.
Os Investigadores descobriram que quando um enfermeiro tem 10 doentes à sua responsabilidade, o risco de morte de cada um desses doentes é 20% mais elevado do que para os doentes cujos enfermeiros têm um número de doentes a seu cargo de 6 ou menos.
Jane Ball e a sua equipa ainda verificaram que um aumento no número do pessoal auxiliar de saúde (Assistentes Operacionais) disponíveis não teve efeito sobre a taxa de mortalidade.
Os resultados demonstram que os líderes hospitalares devem dar prioridade à segurança do doente sobre outras linhas de investimento.
Qual o rácio de Enfermeiro/Doente no teu Serviço? Esse número é discutido/analisado em Equipa?
Fonte: Griffiths P, Ball J, Murrells T, et al. Registered nurse, healthcare support worker, medical staffing levels and mortality in English hospital trusts: a cross-sectional study. BMJ Open 2016;6:e008751. doi:10.1136/bmjopen-2015-008751
Para Saber Mais:
Fernando Barroso
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