domingo, 24 de março de 2019

10 Qualidades de um bom Enfermeiro Mentor (#SD342)


Todos nós já tivemos o nosso “primeiro dia de trabalho”. Um misto de orgulho pela conquista, mas também de medo profundo pelo desconhecido.

Recordo com carinho a minha "primeira" Enfermeira-Mentor. A Enfermeira Augusta a quem rendo aqui a minha homenagem.
A existência de um obro para nos apoiar é fundamental. É aqui que a ideia de um Enfermeiro-Mentor pode fazer toda a diferença para o novo enfermeiro/a), mas também para a Segurança do Doente.

Os enfermeiros veteranos (mais experientes na profissão ou num serviço especifico) devem reservar algum tempo para apoiar e orientar os colegas mais jovens para ajudar a evitar a rotatividade, isto de acordo com um artigo no blog da Daily Nurse.

Esta publicação citou 10 qualidades que os bons enfermeiros mentores exibem:

1. Eles actuam como modelos, tratando os novos enfermeiros da maneira que gostariam de ser tratados.
2. Eles educam os novos enfermeiros sobre a cultura do serviço/Instituição.
3. Eles ajudam os novos enfermeiros a relacionarem-se com os outros profissionais de saúde.
4. Eles oferecem uma crítica construtiva.
5. Eles ajudam a identificar áreas de crescimento para novos enfermeiros.
6. Eles dão louvor quando é merecido.
7. Eles compartilham as suas próprias experiências de aprendizagem e erros com os novos enfermeiros (fundamental para a Segurança do Doente).
8. Eles mantêm as suas promessas.
9. Eles são confiáveis e fazem com que os novos enfermeiros se sintam à vontade para os abordar com as suas dúvidas ou problemas.
10. Eles estão abertos ao feedback dos novos enfermeiros.

"Como enfermeiro(a) mais experiente, você pode ter um impacto muito positivo nas carreiras (e vidas) dos novos enfermeiros/as se você as “colocar sob as suas asas, em vez de cortá-las", escreveu o Daily Nurse.

Use uma ou mais destas estratégias para apoiar e orientar os novos enfermeiros e ajudá-los a iniciar o seu primeiro trabalho com o pé direito.
Fernando Barroso

UM DIA SERÁS TU O DOENTE!

#segurancadodoente


quinta-feira, 14 de março de 2019

6 Estratégias para um Enfermeiro recuperar de um turno difícil (#SD341)


Como sabemos, Enfermeiros de todas as idades, em todas as especialidades, encontrarão turnos difíceis, pelo que aprender a recuperar de um dia de trabalho duro é fundamental.

O Atlanta Journal Constitution falou com várias enfermeiras sobre a forma como elas se recuperam de um turno difícil. Abaixo estão seis estratégias compartilhadas:

1. Encontre um "companheiro de batalha" para obter apoio moral.
Um companheiro de batalha é um "enfermeiro/a com quem você pode chorar por alguns minutos, e de seguida, recuperar o controlo e voltar para o seu papel de enfermeira no trabalho", afirmou Patricia Dewer, Enfermeira num Serviço de Cardiologia do Piedmont Atlanta Hospital e Piedmont Fayette Hospital na Geórgia.

2. Faça um Debrief com sua equipe.
Elizabeth Binsfield, Enfermeira da Home Care Assistance, em Richmond, Virgínia, disse que é útil juntar toda a equipa quando depois de um turno que tenha sido difícil para todos. " Pode ser útil rever os pontos complicados e explorar se havia outras opções que pudéssemos ter implementado", disse ela ao AJC.

3. Encontre uma actividade relaxante.
Ler, tomar banho ou ir passear um pouco depois de um turno difícil também pode ajudar os enfermeiros a distanciarem-se, de acordo com a Sra. Binsfield.

4. Ouça as suas emoções.
Durante um turno, os enfermeiros acabam muitas vezes por reprimir os seus sentimentos para cuidar dos doentes e responder às emergências. Ann Stinely, Enfermeira da WakeMed Health & Hospitals, de Raleigh, Carolina do Norte, disse que dedica algum tempo a reflectir sobre como se está a sentir após uma turno para evitar tornar-se um "robô amargo e em burnout".

5. Fale com a sua chefia.
A Sra. Stinely também disse que falava com a sua chefia um dia depois de um turno difícil para discutir quaisquer questões ou preocupações que subsistissem na sua mente, se necessário.

6. Mantenha-se positivo.
Depois de um turno difícil, a Sra. Dewer disse que é importante permanecer positivo e lembrar que cada dia é diferente. "Na minha experiência, posso ter o pior dia por um qualquer motivo e o turno a seguir pode ser completamente diferente", disse ela à AJC. "Eu também tenho em mente que são apenas 8 ou 12 horas, de qualquer forma. O dia seguinte é sempre um novo dia."

Cada vez mais são necessárias estratégias que nos ajudem a fazer a transição entre o trabalho e a nossa vida pessoal.

Há alguns dias encontrei na internet a fotografia de um cartaz que alguém afixou junto da saída do trabalho - CHECKLIST ANTES DE IR PARA CASA
A (minha) tradução do cartaz, intitulado – CHECKLIST ANTES DE IR PARA CASA - diz o seguinte:
  • Para por um momento para pensares sobre o dia de hoje.
  • Reconhece 3 coisas que tenham sido difíceis. Agora esquece-as.
  • Reconhece 3 coisas que tenham corrido bem.
  • Selecciona uma acção concreta que assinale que o teu turno terminou.
  • Agora, direcciona a tua atenção para a tua casa.
  • De que forma vais agora descansar e recarregar as baterias?

TOMA CONTA DE TI!

Fernando Barroso
UM DIA SERÁS TU O DOENTE!

#segurancadodoente


segunda-feira, 4 de março de 2019

O Poder de apresentar histórias de doentes para eliminar Mortes Evitáveis (#SD340)


Cada morte é uma tragédia.
A devastação que atinge as famílias, entes queridos e os profissionais de saúde que cuidaram deles, pode durar a vida inteira. Dezenas de milhares de pessoas nas circunstâncias mais extremas são levadas aos hospitais todos os dias para atendimento médico urgente, seja para tratar um ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral, uma lesão traumática causada por um acidente ou a progressão de uma doença fatal – é inevitável que alguns não consigam resistir.

O que mais surpreende a maioria das pessoas é que na verdade são as mortes causadas por erros médicos evitáveis que ocupa o 3º lugar como a maior causa de morte neste país (Estados Unidos América). São mais de 200.000 pessoas por ano que entram num hospital para receber tratamento devido a um problema que normalmente não seria fatal e que morre devido a um erro que poderia ter sido evitado se os procedimentos adequados de segurança do doente estivessem em vigor. Isto nem sequer leva em linha de conta os milhares que são prejudicados e sobrevivem com sequelas com as quais vão ter de viver para o resto das suas vidas.

Lembro-me de participar na Conferência “World Patient Safety Science & Technology” em 2013 e o comentário mais comum dos participantes é o quanto eles foram inspirados a agir depois de ouvirem as histórias reais de famílias que perderam um familiar querido devido a um erro médico evitável.
Os doentes e as suas famílias entrelaçaram-se em todas as partes da conferência, e até tiveram um lugar como membros do painel para levar a voz do doente ao centro da conversa.
Cada sessão foi aberta com um pequeno vídeo que contava a história de um doente que foi significativamente prejudicado por um ou mais erros médicos. Se o doente morreu, muitas vezes era um membro da família que descrevia no vídeo o impacto pessoal de perder um familiar querido dessa forma. Depois da apresentação de cada vídeo, dependendo do tópico em questão, especialistas em segurança do doente e defensores do doente eram trazidos para explicar as fraquezas no processo de cuidado ou sistema que levaram ao dano ou morte do doente e o que poderia ser feito para evitar que isso voltasse a acontecer no futuro.

sábado, 2 de março de 2019

Actualizada a NORMA DGS sobre Avaliação da Cultura de Segurança do Doente nos Cuidados de Saúde Primários - (#SD339)


A avaliação da cultura de segurança do doente nos cuidados de saúde primários deve realizar-se nos Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES) e nas Unidades Locais de Saúde (ULS), através de um questionário a preencher por todos os profissionais e colaboradores, sobre as seguintes dimensões:
a) Trabalho em equipa
b) Seguimento do doente
c) Aprendizagem organizacional
d) Percepções gerais sobre a qualidade e a segurança do doente
e) Formação e treino dos profissionais
f) Apoio pela gestão de topo
g) Comunicação acerca do erro
h) Abertura na comunicação
i) Processos administrativos e uniformização de procedimentos
j) Pressão e ritmo de trabalho

Compete aos dirigentes dos ACES e ULS, através das comissões da qualidade e segurança (Despacho nº 3635/2013), a responsabilidade pela promoção da avaliação da cultura de segurança do doente nos cuidados de saúde primários.

A ficha de inscrição da instituição para este estudo é preenchida pelos presidentes das comissões da qualidade e segurança junto da DGS, que disponibilizará o acesso digital ao questionário da avaliação da cultura de segurança do doente nos cuidados de saúde primários.

A avaliação da cultura de segurança do doente nos cuidados de saúde primários, contempla as seguintes fases:
a) inscrição (15 de fevereiro a 15 de março);
b) resposta ao questionário (16 de março a 30 de abril);
c) divulgação dos resultados institucionais (julho);
d) divulgação dos resultados nacionais (novembro);
e) implementação de medidas de melhoria (ano seguinte ao da inscrição); e
f) monitorização das medidas implementadas (ano seguinte ao da implementação de medidas de melhoria).

A DGS publicará, através do Departamento da Qualidade na Saúde, um relatório nacional com os resultados nacionais e regionais e a todas as Unidades (e apenas a estas) que tenham obtido pelos menos 25% de taxa de adesão um relatório detalhado dos resultados da instituição.


Fernando Barroso
UM DIA SERÁS TU O DOENTE!

#segurancadodoente
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