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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Nova Norma DGS | Avaliação da Cultura de Segurança do Doente nos Hospitais | Segurança do Doente 284

A DGS publicou a 20-02-2018 a Norma nº 005/2018 de 20/02/2018 - Avaliação da Cultura de Segurança do Doente nos Hospitais.

Esta norma revoga a anterior Norma da DGS nº 025/2013 de 24/12/2013,
bem como a sua actualização de 19/11/2015.


Esta norma, que operacionaliza o 1º objetivo estratégico (Aumentar a Cultura de Segurança do Ambiente Interno) do Plano Nacional para a Segurança dos Doentes 2015-2020 (PNSD-15-20), estabelece para os Hospitais do SNS o seguinte cronograma:
  1. inscrição através de um formulário on-line disponibilizado pela DGS às instituições (fevereiro);
  2. resposta ao questionário pelos profissionais da instituição (março - abril);
  3. análise e divulgação dos resultados institucionais (julho);
  4. análise e divulgação dos resultados nacionais (novembro);
  5. implementação de medidas de melhoria (ano seguinte ao da inscrição) e
  6. monitorização das medidas implementadas (ano seguinte ao da implementação de medidas de melhoria).

Para o preenchimento do formulário referido na 1ª alínea necessitas de saber previamente o nº de funcionários distribuídos da seguinte forma



E o tempo já está a contar...
Fernando Barroso


UM DIA SERÁS TU O DOENTE!

#umdiaserastuodoente

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Aumentar a Segurança da Comunicação | PNSD-15-20 | Segurança do Doente 283

Aumentar a Segurança da Comunicação é o 2º objectivo estratégico do Plano Nacional para a Segurança dos Doentes 2015-2020 (PNSD-15-20).
Neste artigo partilho contigo sugestões para implementar este objectivo no terreno.
 
O QUE NOS DIZ O PNSD-15-20
 
Sendo a comunicação um pilar fundamental para a segurança do doente, em especial quando existe transferência de responsabilidade da prestação de cuidados de saúde, como é o caso das transições, como as mudanças de turno e as transferência ou altas dos doentes, as instituições prestadoras de cuidados de saúde devem implementar procedimentos normalizados para assegurar uma comunicação precisa e atempada de informações entre os profissionais de saúde, evitando lacunas na comunicação, que podem causar quebras graves na continuidade de cuidados e no tratamento adequado, potenciando, assim, os incidentes com dano para o doente.
 
O texto do PNSD 15-20 continua depois referindo áreas de especial atenção, a saber:
  • “assegurar o diálogo seguro entre sistemas electrónicos de informação e a integração de múltiplos desses sistemas
  • partilha interprofissional, interinstitucional e entre nível de cuidados, do conhecimento na área da qualidade e da segurança dos doentes.
  • difusão de orientações e de normas nacionais de boa prática profissional”.
  • informação disponibilizada aos profissionais de saúde e aos cidadãos (que) permita a comparação entre produtos, técnicas, práticas profissionais, estruturas ou modelos de organização.”
  • “os doentes sejam informados e integrados na equipa que lhes presta cuidados de saúde”.
  • informação e esclarecimento do cidadão, (…), procurando garantir que, para além de receber informação sobre os riscos e benefícios potenciais de cada procedimento diagnóstico ou terapêutico que lhe é dirigido, o doente dê o seu consentimento informado, esclarecido e livre para a sua prestação.”
  • “(…) promover acções locais de sensibilização e de informação ao cidadão, em especial nas áreas da prevenção e controlo da infecção, da resistência aos antibióticos, do uso seguro da medicação e do consentimento informado.”
No PNSD-15-20, para este 2.º objectivo estratégico (Aumentar a Segurança da Comunicação) foram definidas as seguintes Metas para o final de 2020:
 
  1. 90% dos sistemas informáticos dos Serviços de Urgência e dos Serviços de Internamento das instituições hospitalares intercomunicam.
  2. 100% das instituições prestadoras de cuidados de saúde têm plano de contingência de recuperação das aplicações e dados/processo clínico dos doentes em situações extremas (disaster recovery).
  3. 100% das instituições prestadoras de cuidados de saúde têm de garantir disponibilidade dos sistemas de informação superior a 99,9%, para garantir que não ocorram paragens de funcionamento.
  4. 90% dos Agrupamentos de Centros de Saúde têm acesso às notas de alta das entidades hospitalares de referência.
É verdade que estas metas estão relacionadas com sistemas informáticos, mas ao analisar as acções propostas encontramos orientação para, como profissionais de saúde no terreno, contribuir para o aumento da segurança da comunicação com os nossos doentes e colegas de trabalho. As acções propostas às “Instituições prestadoras de cuidados de saúde do Serviço Nacional de Saúde e com ele convencionadas” são:
  • Executar acções de sensibilização e de informação ao cidadão
  • Realizar auditorias internas à transferência de informação nas transições, transferências e altas dos doentes.
SUGESTÕES DE ESTRATÉGIAS OU ACÇÕES CONCRETAS QUE PODEMOS IMPLEMENTAR
 
  • Divulgar a norma na Instituição/Serviços.
  • Promover acções de formação institucional em grupos multiprofissionais.
  • Criar um modulo de formação interna replicável pelos diferentes Serviços de forma autónoma.
  • Auditar a aplicação da norma (nota, o documento já contem uma grelha de auditoria pronta a utilizar.

- Promover reuniões estruturadas nos serviços sobre a temática da “Comunicação”.
 
- Promover reuniões periódicas entre as Comissões da Qualidade e Segurança das Instituições da mesma área de influencia (Hospitais e Agrupamentos de Centros de Saúde) para partilha de informação/boas práticas em segurança do doente.

- Difundir técnicas de melhoria da comunicação via telefone, por exemplo o “readback” (ler de volta: leia o que você escreveu ou reler) em que o objectivo é que seja confirmada a informação recebida, após a sua anotação.
 
- Implementar um processo normalizado para os momentos de transição (passagem de turno) que promova uma comunicação clara entre os profissionais (podemos por exemplo utilizar checklists para que não se esqueçam aspectos importantes). (Já publicámos um artigo sobre este tema que podes reler AQUI)
 
- Garantir a existência de procedimentos internos na Instituição que orientem a transferência e alta do doente.
Para esta tarefa não devemos esquecer o Despacho (do Gabinete do Secretário de Estado da Saúde) nº 2784/2013 de 20 de Fevereiro, que determina que “A partir de 1 de julho de 2013, as notas de alta médica e de enfermagem, bem como as notas de transferência das unidades de cuidados intensivos, em formato digital, contemplam obrigatoriamente os dados referidos no número anterior, (…)”.
Os dados referidos no despacho são extensos e não os irei aqui reproduzir pelo que recomendo a sua leitura atenta (podes aceder ao documento AQUI)
 
- Realizar acções de sensibilização e de informação aos doentes, por exemplo, através da distribuição de folhetos informativos ou a passagem de vídeos nas salas de espera com informação sobre as temáticas sugeridas (prevenção e controlo da infecção, da resistência aos antibióticos, uso seguro da medicação e consentimento informado).
 
Estas são as sugestões.
E na tua instituição que acções ou estratégias são implementadas para aumentar a segurança da comunicação?
Partilha connosco as tuas ideias, comentários e sugestões.
Fernando Barroso

UM DIA SERÁS TU O DOENTE!

#umdiaserastuodoente

domingo, 11 de fevereiro de 2018

We Are The Patient Safety Movement | Segurança do Doente 281

We are the Patient Safety Movement Foundation and our mission is to eliminate preventable patient deaths by 2020. Join us on the journey to ZERO by 2020 (0X2020).

Somos a Patient Safety Movement Foundation e nossa missão é eliminar as mortes evitáveis de doentes até 2020. Junte-se a nós na viagem para ZERO até 2020 (0X2020).