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domingo, 8 de janeiro de 2017

SD238 - Falta de civismo na sala de Operações | Como Responder?

A falta de civismo e bullying na sala de operações é um problema comum, mas perigoso.
De acordo com um artigo na edição de Janeiro de 2017 do AORN Journal, 88% dos enfermeiros têm testemunhado falta de civismo por parte de médicos e 48% dos médicos têm notado falta de civismo por parte dos enfermeiros.
Não só o bullying e a falta de civismo afectam a saúde dos trabalhadores, bem-estar e satisfação no trabalho, como também podem afectar negativamente os doentes. "A constelação de acções de falta de civismo mas também de inacção pode resultar em erros fatais, complicações evitáveis e até mesmo a morte de um doente", escreveram as autoras.
No artigo do AORN Journal, escrito por Cynthia Clark, PhD, RN, e Diane Kenski, BSN, RN, é descrito um exemplo de falta de civismo envolvendo um cirurgião que não quis participar num “time-out” dirigido por uma enfermeira recentemente chegada ao Bloco Operatório, menosprezando a enfermeira na frente dos outros.
Clark e Kenski dão de seguida exemplos de como o hospital, o enfermeiro chefe e o enfermeiro afectado devem responder a essa situação.

Resposta do Hospital
"A falta de civismo na sala de operações normalmente não é um problema isolado", escreveram. " É necessária uma intervenção administrativa e de gestão para mudar a cultura da instituição para uma cultura de segurança, civismo e comunicação eficaz."
As autoras recomendaram as seguintes etapas para hospitais:
  • Alinhar as declarações organizacionais com princípios de civismo e respeito
  • Avaliar os padrões de comportamento profissional em avaliações do desempenho anuais de pessoal
  • Implementar elementos de uma cultura justa, tais como investigar a motivação ou o propósito por detrás do comportamento incivilizado
  • Recompensar o civismo
  • Utilizar programas como o TeamSTEPPS ou outras ferramentas para melhorar a comunicação e o civismo

Resposta do Enfermeiro Chefe
"Os enfermeiros chefes desempenham um papel significativo na partilha de informações sobre a falta de civismo e os seus efeitos nocivos e podem assumir a liderança no estabelecimento de códigos de conduta civica, co-criação de normas de comportamento desejado, implementar políticas e recompensando o civismo", escrevem as autoras. Os enfermeiros chefes "definem o tom para os tipos de interacções profissionais que são esperados no local de trabalho."
Além disso, o enfermeiro chefe pode mostrar o seu apoio ao enfermeiro afectado, reforçar a importância do enfermeiro defender e garantir a segurança do doente e também interpelar o cirurgião para reforçar a necessidade de uma comunicação baseada no respeito mutuo.
Resposta do Enfermeiro Afectado
As autoras referem que "Responder de imediato a um acto de falta de civismo quando este acontece parece ser a táctica mais bem sucedida para parar esse tipo de comportamento, especialmente quando a segurança do doente é ameaçada,”. "Os Enfermeiros precisam de se afirmar quando têm preocupações."
As autoras sugerem que os enfermeiros pratiquem frases predeterminadas que podem usar para responder de imediato a situações de falta de civismo.

"Os enfermeiros devem estar bem equipados para reconhecer e combater a falta de civismo numa miríade de níveis através de toda a organização. Isto requer uma colaboração organizacional multi-nível para promover e manter o civismo e promover uma comunicação eficaz para proteger a segurança do doente", concluíram as autoras.
Este artigo relembra-nos a importância da comunicação enquanto instrumento de segurança do doente.
Sem uma comunicação efectiva a segurança do doente é posta em causa.
E tu. Como reages às faltas de civismo no teu local de trabalho. Que estratégias utilizas?
Fernando Barroso

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