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segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Como preparar uma auditoria clínica no meu serviço

 Auditoria Clínica
Esta semana vamos realizar mais uma auditoria clínica no Centro Hospitalar. Vamos auditar a prevenção de quedas; a correta identificação do doente, o doente com imobilização, e a segurança das camas/macas.

Mas para que uma auditoria tenha sucesso, são necessários alguns passos simples, mas que podem fazer toda a diferença:

1) Definir o objecto da auditoria. Esta definição pode ter origem na necessidade de confirmar a correcta execução de um procedimento clínico, para verificar condições de segurança clínica, ou como uma forma de tornar evidente um problema ainda não correctamente caracterizado.

2) Planear a execução da auditoria. Qualquer tempo gasto no planeamento da auditora tem sempre um retorno exponencial positivo e facilitador da execução. Nunca devemos avançar para uma auditoria sem esta estar claramente planeada nos seus vários aspectos. Alguns pontos que não podemos esquecer:

terça-feira, 22 de novembro de 2016

ANTIBIÓTICOS: O FUTURO É AGORA!

DIA EUROPEU DOS ANTIBIOTICOS - 18 Novembro 2016

 ANTIBIÓTICOS: O FUTURO É AGORA!

(partilha de folheto, apresentação e cartaz no final do artigo)
A resistência aos antibióticos é um grave problema de saúde pública na Europa, constituindo-se como um importante problema de segurança do doente.
Segundo o European Centrefor Disease Prevention and Control (ECDC) as taxas de resistência aos antibióticos estão a aumentar, constituindo uma forte ameaça à eficácia presente e futura dos antibióticos, sendo emergente a adoção de medidas para inverter esta tendência.
A incorreta utilização dos antibióticos é um dos principais fatores que promovem o desenvolvimento de resistências aos antibióticos nos hospitais, considerando-se fundamental o envolvimento dos prescritores nesta causa. Os médicos devem ter conhecimento das recomendações do ECDC para a prescrição de antibióticos, nomeadamente:

domingo, 20 de novembro de 2016

IACS - Uma Perspectiva de Redução de Despesa Pública

Este é um artigo da responsabilidade dos Autores, Ana Tavares (Enf.ª no Hospital Distrital de Santarém, EPE), Cláudia Simão (Enf.ª no Hospital Distrital de Santarém, EPE), Hugo de Sousa (Enf. na USF D. Sancho I) e Sofia Ferreirinha (Enf.ª no Hospital Distrital de Santarém, EPE).

Esta apresentação (disponível no final do artigo) resulta do trabalho académico dos autores no âmbito da disciplina de economia da saúde integrada na Pós-graduação em Gestão de Unidades de Saúde do Instituto Politécnico de Santarém, e aborda o importante tema dos custos associados às infecções associadas aos cuidados de saúde (IACS).

O trabalho teve como objectivos:
  • Compreender o impacto das IACS na Economia da Saúde;
  • Conhecer as medidas implementadas para reduzir as IACS, evitáveis, através de práticas baseadas na evidência;
  • Entender o papel dos Profissionais de Saúde como agentes de mudança na sustentabilidade do SNS.
Tendo como “pano de fundo” o Plano Nacional para a Segurança dos Doentes 2015-2020, plano que respeita a Recomendação do Conselho da União Europeia, de 9 de Junho de 2009, sobre a segurança dos doentes, e que decorre da Estratégia Nacional para a Qualidade na Saúde, são referidas as estratégias fundamentais para alcançar os objectivos definidos.

domingo, 6 de novembro de 2016

Como manusear roupa contaminada

Como manusear roupa contaminada? Esta foi a questão colocada por uma leitora do Blog (Obrigado Jesiane Rosa).

A roupa, se contaminada, constitui um risco para a segurança do doente. Para responder, não resisti a fazer este artigo, recorrendo a duas publicações cujos link’s originais estão incluídos no texto.
Partilho ainda um vídeo no final, muito interessante, dirigido a profissionais das lavandarias, mas que também aborda todo o ciclo da roupa, desde o momento em que é retirada do doente até à sua chegada, selecção e encaminhamento para lavagem.

Recomendações para a remoção de roupa contaminada do doente?


  • Devem ser respeitadas as precauções universais na prevenção da transmissão da infecção
  • O profissional de saúde deve usar o equipamento de protecção individual (EPI) adequado, e tendo em consideração as características do doente.
  • Deve estar disponível o mais perto possível do local de prestação de cuidados ao doente, um saco adequado para colocação imediata da roupa suja/contamina.
  • A roupa deve ser removida com a menor agitação possível, da cabeceira para os pés da cama, enrolando a roupa numa “trouxa” que deve ser de imediato colocada num saco para o efeito, evitando ao máximo que a roupa toque na farda/bata do profissional ou no exterior do saco.
  • Ao retirar a roupa, ter o cuidado de verificar se não é arrastado algum objecto pertencente ao doente, equipamento hospitalar ou dispositivo corto-perfurante.
  • O saco deve ser fechado e retirado do quarto o mais rapidamente possível e colocado em contentor apropriado.
  • Higienizar as mãos no final da actividade (a roupa hospitalar contaminada é um veiculo de contaminação cruzada de microorganismos)
  • Todos os profissionais devem receber formação adequada para a realização desta actividade.