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segunda-feira, 18 de abril de 2016

Envolvimento do Doente na Segurança da Prestação de Cuidados de Saúde | Partilha de Experiências

O envolvimento do doente e dos seus familiares na prestação de cuidados de saúde, constitui-se como passo fundamental para uma efetiva melhoria da qualidade dos cuidados prestados, bem como da própria segurança dos doentes.

A prestação de cuidados de saúde envolve múltiplos riscos, sejam eles ligados a fatores do próprio doente, sejam dependentes dos procedimentos, tratamentos administrados, instalações, etc. Daí que seja fundamental ouvir os doentes e seus familiares relativamente à sua visão dos cuidados que estão a ser prestados, as suas preocupações e também o seu relato sobre eventuais eventos adversos que tenham sofrido durante a prestação de cuidados. Relativamente a este último ponto, conhecer a experiência de um doente que sofreu algum tipo de dano, pode constituir-se como uma excelente oportunidade de aprendizagem relativamente a eventuais falhas do sistema.

Esta mesma preocupação levou a OMS a lançar em 2005 o programa Patients for Patients Safety (PFPS), consagrado na Declaração de Londres, na qual expressa o seu propósito de “engage, empower, encourage and facilitate patients and families to build and/or participate in global network advocating for, and partnering with health professionals and policy-makers to make health-care services safer, more integrated and people-centred for all”.


Torna-se assim fundamental levar a cabo uma mudança cultural na prestação de cuidados de saúde, envolvendo de forma efetiva o doente e seus familiares no processo, abandonando uma certa visão paternalista que ainda vai prevalecendo.

Certamente que esta mudança já estará em curso em muitas unidades de saúde e que algumas medidas já vão sendo implementadas nesse sentido.

O Hospital de Braga pretende também fazer o seu caminho neste envolvimento ativo do doente no processo de salvaguardar a sua segurança nos processos a que é submetido no Hospital.

Nesse sentido, gostaríamos de promover a partilha experiências e receber contributos neste domínio particular da segurança do doente.

Deixamos assim um apelo para todos os profissionais de saúde que possam ter experiências de envolvimento ativo do doente na sua segurança nas suas organizações de saúde, a que partilhem essas experiências, através de um comentário a este post, ou enviando essa partilha directamente para o email gestao.risco@hospitadebraga.pt
  • Que experiências conhece de envolvimento do Doente na sua segurança?
  • Na sua opinião, quais os factores de sucesso para esse envolvimento?

Dos contributos recebidos faremos posteriormente uma análise e partilha estruturada (respeitando os autores e eventuais pedidos de reserva de privacidade), contribuindo assim para o conhecimento e desenvolvimento comuns.
Paulo Gouveia e Silvia Oliveira

Gabinete de Gestão do Risco Hospital de Braga

6 comentários:

  1. Olá
    Ora cá está uma temática onde teremos ainda muito que caminhar...quer por parte dos doentes e das suas Organizações, quer por parte do Pessoal da Saúde, ainda algo relutante em solicitar a sua colaboração nesta área particular da Segurança do Doente.
    Cumprs
    Augusto

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    Respostas
    1. E atividades ou projetos de envolvimento do Doente na sua Segurança? Conheces alguma experiencia no terreno?
      Obrigado Augusto

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    2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Olá
    As Comissões de Qualidade e Segurança vieram trazer outro dinamismo a estas questões do «Empowerment» do Doente. Acontece que os seus Planos de Actividades têm que ser aprovados pelas Instituições....
    O «resto» já tu sabes... ;-)
    Abraço

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  3. Já vou atrasada na minha leitura, tendo em conta que estamos em Agosto.
    Realmente... falar de segurança do doente sem ter a sua percepção/opinião sobre esta temática parece que fica a faltar algo. O DTE vê coisas que nos passam certamente despercebidas. Traçar estratégias de intervenção para o DTE/família e com o DTE/família sem a sua participação ficará certamente incompleta.
    Em termos de projectos... Só conheço a avaliação de riscos dirigida ao doente.
    Cumprs
    Sofia

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