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domingo, 29 de março de 2015

Accountability - Uma reflexão sobre “Liderança e Responsabilidade”

Ao longo deste texto pretendo responder às seguintes questões:
  • Do superior hierárquico espera-se que “lidere” de forma “responsável”. E o que quer dizer esta afirmação?
  • Ao que é que assistimos em muitas instituições/locais de trabalho?
  • E de quem é a “responsabilidade”? Onde falhou a “liderança”?
  • O que fazer para mudar?


O CONCEITO
Accountability é um termo da língua inglesa que remete à obrigação de membros de um órgão administrativo ou representativo de prestar contas a instâncias controladoras ou aos seus representados. O termo pode ser traduzido como "responsabilização".

quarta-feira, 25 de março de 2015

20 Web sites indispensáveis para a Qualidade e Segurança do Doente

Título original: 2015 Gift ... 20 Websites Necessary for Any Qualitician
Este post foi efetuado com autorização expressa do Dr. Mahmoud Radwan, autor do post original e do blog “The Qualitician”, disponível em http://thequalitician.blogspot.pt/

Neste post o Dr. Mahmoud Radwan compilou um conjunto de 20 sites indispensáveis aos profissionais que tem com paixão a área da qualidade e da Segurança do Doente.

Fica aqui a partilha e o convite para visitarem o seu site e em particular o post com a indicação dos 20 Web sites indispensáveis para a Qualidade e Segurança do Doente em http://thequalitician.blogspot.pt/2015/01/2015-gift-20-websites-necessary-for-any.html
Thank you Dr. Mahmoud Radwan

domingo, 22 de março de 2015

Be Safe - Um vídeo diferente (e animado) sobre a Segurança Do Doente

Hoje quero partilhar convosco um vídeo muito bom e inovador sobre a Segurança do Doente.

BE SAFE - É uma canção escrita e composta pelo Dr. Geoff Randolf o chief medical officer (CMO) do Lutheran Hospital e produzido pelo hospital para consolidar a cultura de segurança do Doente como uma prioridade de topo do hospital.

Ele destaca de uma forma muito simples, inovadora e atraente muitos dos conceitos intimamente relacionados com a segurança do doente, ferramentas e práticas como a comunicação eficaz, marcação do local da cirurgia, ordens verbais pelo telefone, queda do doente, verificação de erros de medicação, etc.

Assista a este vídeo. Ligue o som e deixe-se encantar. Não vai arrepender-se. “BE SAFE”
Fernando Barroso

quinta-feira, 12 de março de 2015

Norma DGS - Avaliação da Cultura de Segurança do Doente nos Cuidados de Saúde Primários

Foi publicada ontem a Norma nº 3/2015 de 11/03/2015 que estabelece a obrigatoriedade da avaliação da cultura de segurança do doente nos cuidados de saúde primários (ACSD-CSP) a realizar-se nos Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES), através de um questionário a preencher por todos os profissionais e colaboradores .

terça-feira, 10 de março de 2015

Sistemas de Administração de Sangue com defeito provocam eliminação de Unidades de Sangue

São inúmeros os fatores contribuintes que influenciam a prestação de cuidados. Alguns conseguimos controlar de forma mais direta. Outros não.

Hoje quero partilhar como uma falha no processo de fabrico/controle dos Dispositivos Médicos (DM’S), neste caso foram os Sistemas de Administração de Sangue, provocaram a eliminação de duas unidades de concentrado de eritrócitos.

Quando uma empresa nos apresenta um dispositivo médico (DM) a concurso, disponibilizando a respetiva “Ficha Técnica” e uma “Declaração de Conformidade” com todas as normas possíveis, não estamos obviamente à espera que isto aconteça:

1º Caso - “O Sistema de Administração de Sangue que foi acoplado à unidade de sangue CE XX/XXX destinada ao Doente com o processo clínico nº xxx apresentava uma solução de continuidade (um buraco) que levou ao derrame de sangue da unidade e inutilização da mesma.

2º Caso - “O Sistema de Administração de Sangue que foi acoplado à unidade de sangue CE XX/XXX destinada ao Doente com o processo clínico nº xxx apresenta uma fuga junto à parte inferior da camara de gotejo, na zona de solda entre a câmara de gotejo e o tubo. Desta fuga resultou o derrame de sangue, o que originou a inutilização da unidade de sangue.


Como é óbvio o Serviço de Sangue teve de compatibilizar, para ambos os Doentes, novas unidades de sangue que foram posteriormente administradas.

O que fazer nestas situações?

  1. Identificar claramente o problema – Neste caso uma falha clara dos Sistemas de Administração de Sangue;
  2. Identificar a Marca, Referência e Lote dos DM’s envolvidos (NOTA: é fundamental reter os DM’s para entrega ao Fabricante/Fornecedor);
  3. Informar imediatamente o Fabricante/Fornecedor, para que tome conhecimento dos incidentes, e inicie um processo de investigação próprio;
  4. Notificar o INFARMED/Divisão de Dispositivos Médicos – através da Ficha de Notificação para Utilizadores disponível no site do INFARMED, que é enviada por correio electrónico. É um processo muito simples e é uma responsabilidade de todos os profissionais, e neste caso uma responsabilidade acrescida dos Gestores de Risco/Grupos de Gestão do Risco de cada instituição.
É claro que depois de resolvidas as questões “técnicas” da notificação, sobram ainda inúmeras questões, igualmente importantes.
Por exemplo. Mais do que “compensar financeiramente” a Instituição onde ocorrem os incidentes, pelo valor dos sistemas de sangue com defeito, importa não esquecer o mais importante - foram duas unidades de sangue um bem escasso e sem preçopara o lixo com o consequente atraso na prestação de cuidados aos Doentes.

O representante do Fabricante/Fornecedor voltou a assegurar que tais incidentes não voltaram a ocorrer e que não tem conhecimento de incidentes semelhantes noutras Instituições a nível nacional. Será mesmo assim, ou são os Profissionais e as Instituições que não notificam ou o fazem apenas “informalmente” não ficando disso registo oficial no INFARMED?
  • Como é que tais garantias podem ser dadas? Quando um incidente semelhante já tinha ocorrido em 2012, tendo nessa altura sido devidamente identificado e notificado ao Fabricante/Fornecedor e ao INFARMED?
  • Quando é que a Instituição toma a decisão de substituir o fornecedor do DM, deixando de basear a sua decisão de adjudicação no fator “preço mais baixo” e passa a utilizar como principais critérios os aspetos técnicos (definidos pelos utilizadores), a boa experiência de utilização, a correta adequação à função, e só depois o facto “preço”?
  • Não deveria o INFARMED publicitar no seu site uma lista das notificações recebidas, de forma a alertar todas as Instituições onde os DM’s são utilizados?
Apenas com uma ação conjunta podemos esperar mudar alguma coisa.
Por outro lado, se estes são os únicos incidentes, com este tipo de DM, a nível Nacional, a sua relevância é pouca, mas tenho muitas dúvidas se de facto tal seja verdade.

Fica aqui a partilha e o apelo à notificação.

segunda-feira, 9 de março de 2015

Promover uma Cultura de Segurança em Cuidados de Saúde Primários

A qualidade de resposta do sistema de saúde português, na perspectiva do cidadão, está ainda longe de alcançar um nível razoável de satisfação, contribuindo para tal uma deficiente cultura de segurança nos serviços de saúde portugueses e em particular nos cuidados de saúde primários, onde esta temática não tem sido incluída nas prioridades de quem organiza e presta este tipo de cuidados.

O presente artigo apresenta uma revisão de literatura sobre o tema da cultura de segurança nas organizações de saúde, fundamentando a pertinência da sua implementação nos cuidados de saúde primários.

(Clique na imagem para ter acesso ao artigo na integra)

Autores
Carla Maria Ferreira Guerreiro da Silva Mendes, e

Fernando Fausto Margalho Barroso