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sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Identificação inequívoca de doentes – Uma experiência partilhada dos hospitais espanhóis


Os Hospitais Universitários Regional y Virgen de la Victoria de Málaga partilharam abertamente um interessante trabalho realizado para melhorar a identificação inequívoca de seus doentes.


Foram disponibilizados os seguintes materiais:


 Basta clicar nos links para aceder aos documentos referidos.
Fernando Fausto M. Barroso

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Exemplo de uma Avaliação de Risco. Mas afinal estava incompleta, faltava a ação…


O exemplo que queremos partilhar convosco é muito simples e pode ser considerado essencialmente como um risco "não clínico".

No final apresentamos ainda os 5 principais pontos de um levantamento de risco eficaz.

Um Serviço fez a seguinte Avaliação de Risco (resumo, com identificação protegida):

Identificação do perigo:
Riscos Associados:
Nº e caracterização de pessoas expostas:
A rampa situada na entrada da porta principal do Serviço encontra-se muito polida não possuindo qualquer tipo de aderência.
Desequilíbrio, queda de profissionais, doentes, (…).
Profissionais, Doentes (todos utilizam esta porta para acesso, entrada e saída do Serviço).
Probabilidade de ocorrência
Gravidade
Nível de risco
(com base na matriz de risco)
D
IV
4
Medidas corretivas/Preventivas:
Responsável:
Prazo:
Evidências:
Avaliação técnica especializada de modo a suprimir o risco.
O Serviço de Instalação e Equipamentos.
Atuação urgente (um mês)
(campo em branco)


O registo da avaliação foi posteriormente enviado para o grupo que efetua o acompanhamento do risco clínico na Instituição, que após análise considera que o mesmo está incompleto.

domingo, 17 de agosto de 2014

Incidentes de Segurança do Doente no Serviço de Urgência: Um Estudo Aponta as Principais Causas

De acordo com um estudo publicado na revista BMC Medicine Emergency, as falhas nos sistemas são quase duas vezes mais propensas do que os erros dos profissionais de contribuir para Incidentes de Segurança dos Doentes (ISD) nos Serviços de Urgência (SU).

Os investigadores realizaram um estudo de observação num grande SU ao longo de um período de dois anos. Durante o estudo, foram identificados 152 ISD.

Cada caso foi analisado relativamente a seis tipos de falhas do sistema – Triagem; Trabalho em equipa no SU; Trabalho em equipa no hospital; Ambiente de trabalho no SU; Ambiente de trabalho hospitalar e Admissão do doente - e cinco erros baseados na prática do profissional de saúde – Grande erro cognitivo, Erro cognitivo, Falha na interpretação de uma radiográfica; Desvio de politica ou procedimento, e; Erro de procedimento.

No total, foram identificados 188 falhas dos sistemas e 96 erros com base na prática do profissional que contribuíram para os 152 ISD’s

Destes 152 casos, 12 levaram a danos ao doente, sendo que as falhas dos sistemas foram identificados em 11 dos 12 casos.

Os autores do estudo concluíram que "para reduzir efectivamente os Incidentes de Segurança dos Doentes, as iniciativas de melhoria da qualidade dos Serviços de Urgência devem concentrar-se na redução das falhas no sistema".

Fernando Fausto M. Barroso

sábado, 16 de agosto de 2014

Higiene das Mãos ou Limpeza Ambiental: O que é mais eficaz?

Embora tanto a higiene adequada das mãos como a limpeza do ambiente sejam essenciais para as estratégias de prevenção da infecção nos serviços de saúde, avaliar o efeito de cada uma das estratégias é importante para que os hospitais e outras instituições prestadoras de cuidados poderem alocar recursos convenientemente.

Um estudo recentemente publicado “Preventing the transmission of multidrug-resistantorganisms: modeling the relative importance of hand hygiene and environmentalcleaning interventions.” afirma que "são necessários esforços e recursos significativos para melhorar a aderência em qualquer uma destas áreas,". "Quando as instalações de saúde estão a investir os seus recursos limitados nas estratégias de prevenção da infecção, seria útil saber qual a estratégia que é provável que tenha o maior impacto na prevenção da transmissão."
Para encontrar a resposta, os investigadores desenvolveram um modelo de transmissão da infecção através das mãos dos profissionais de saúde colonizados e dos quartos com uma limpeza incompleta numa Unidade de Cuidados Intensivos (UCI). Enfermeiros e médicos tinham níveis de adesão à higienização das mãos distintas. Os investigadores simularam 175 cenários e compararam os efeitos da mudança da taxa de higiene das mãos e da taxa de limpeza ambiental sobre a transmissão de Acinetobacter baumannii, Staphylococcus aureus methicillin-resistant e enterococos resistentes à vancomicina.

Eles descobriram que aumentar a adesão à higienização das mãos superava os aumentos iguais na perfeição da limpeza dos quartos - um aumento de 10% na conformidade da higiene das mãos e um aumento de 20% na limpeza rigorosa dos quartos teve o mesmo efeito sobre a redução da transmissão dos organismos.

Assim, aumentar a taxa de cumprimento da higiene das mãos deve ser importante para as instalações com taxas atuais de conformidade baixa. No entanto, "a limpeza do meio ambiente pode ter um benefício significativo para os hospitais ou unidades individuais que têm níveis de conformidade para a higiene das mãos alta ou uma taxa baixa no rigor de limpeza."
A tudo isto não é certamente alheia a nova campanha do Programa de Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistência aos Antimicrobianos – A Campanhadas Precauções Básicas de Controlo de Infeção - CPBCI  lançada a 5 de Maio de 2014, integra o módulo da Higiene das Mãos que já está em curso desde 2009, ao qual se irão sendo acrescentados os outros componentes das Precauções Básicas. Estão previstos para 2014 e 2015, a abordagem a dois componentes: o Uso de Luvas e a Higiene e controlo ambiental. Em 2015 e posteriormente, irão sendo integrados os restantes componentes.
Fernando Fausto M. Barroso

sábado, 9 de agosto de 2014

Sabia que a utilização de luzes intermitentes pode aumentar a taxa de adesão à higiene das mãos?

A taxa de adesão à higiene das mãos duplicou num hospital, após colocação de luzes vermelhas intermitentes junto dos dispensadores de desinfetante das mãos, de acordo com um estudo publicado no American Journal of Infection Control.
A taxa de adesão inicial foi de 12,4%, determinada através de uma observação dissimulada de oito dispensadores de Solução Aquosa de Base Alcoólica (SABA) colocados perto da entrada principal do hospital.
Em seguida, as luzes vermelhas foram colocadas em quatro dos oito dispensadores e a observação das práticas de higienização das mãos foi retomada, em dois ciclos em Janeiro e Abril de 2013.
Os investigadores verificaram que a utilização da luz vermelha aumentou a conformidade para 23,5% no tempo frio e para 27,1% durante o tempo quente.

No geral, a taxa média de cumprimento aumentou para 25,3%.

Os autores do estudo concluíram "Nós colocamos a hipótese de que a nossa intervenção chamou a atenção para os distribuidores, que em seguida lembrou os funcionários e visitantes para a importância da lavagem das mãos".

Clique no link abaixo para ter acesso ao estudo completo do American Journal of Infection Control - A study of the efficacy of flashing lights to increase the salience ofalcohol-gel dispensers for improving hand hygiene compliance

Outros recursos interessantes sobre este tema:
Apresentação Power-Point com diferentes abordagens à monitorização da higiene das mãos – ExploringNew Developmentsin Hand Hygiene

Fernando Fausto M. Barroso

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

40% Das Informações Críticas São Omitidas Na Passagem De Turno Da Manhã – Resultados de um estudo

Parece estar a faltar uma comunicação completa durante as passagens de turno da manhã, de acordo com um estudo no JAMA Internal Medicine.

Os investigadores observaram estudantes de medicina do terceiro ano e os internos do primeiro e do segundo ano durante as suas passagens de turno da manhã após um turno da noite.

Eles verificaram que os estagiários do turno da noite omitiram 40,4% dos "problemas clinicamente importantes" durante estas passagens de turno da manhã.

Além disso, os estagiários não documentaram nenhum desses problemas no processo clínico do doente em 85,8% das vezes.

De acordo com o estudo, os investigadores sugerem que “os programas de treino devem introduzir atividades educativas e de mudanças de fluxo de trabalho, e atribuir tempo dedicado e um ambiente livre de distrações, para melhorar a passagem da informação.”

Este é um problema que afeta também outros profissionais com deixámos claro no artigo Passagem de Turno em Enfermagem e a Segurança do Doente.


Uma comunicação clara, completa e a vontade (de ambas as partes) para ouvir são certamente uma chave importante para a segurança do doente.
Fernando Fausto M. Barroso

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Revista Cuid’arte Ano 7 nº11

Divulgação da Revista Cuid’arte Ano 7 nº11, Uma revista de enfermagem do Centro Hospitalar de Setúbal
Pode aceder à mesma e a outras edições através do blog da revista em http://cuidartesetubal.blogspot.pt
Todos são convidados a colaborar com a revista através do envio de sugestões e artigos para publicação (normas disponíveis no blog).

sábado, 2 de agosto de 2014

Implementar Programas de Qualidade e de Segurança do Doente: Que Ganhos Podemos Esperar?

Autores: Paulo Sousa e João Lage

A segurança e a qualidade num sistema de saúde têm uma expressão individual e sistémica: o doente submete-se a cuidados progressivamente mais tecnológicos, invasivos e fragmentados numa organização que pretende garantir que o ganho em complexidade não se traduza simultaneamente em maior risco e lesão. 

Qualidade e segurança são habitualmente difíceis de quantificar. Que definições usar? Quais as medidas adequadas para avaliar lesão, erro ou fiabilidade? São necessárias medidas objetivas e úteis que permitam a monitorização, pelas equipas de saúde, dos ganhos obtidos na implementação de planos de melhoria da prática clínica. Nas equipas de saúde é frequente a incompreensão dos conceitos de qualidade e segurança. 

Com base na experiência de 12 anos da implementação de um programa de Qualidade e Gestão de Risco num Centro Hospitalar de Lisboa, tentamos aqui responder a algumas das questões que são habitualmente levantadas sobre o tema.

Para acesso ao artigo: