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domingo, 8 de junho de 2014

Violência nos Serviços de Saúde. Como Evitar?

Ninguém está completamente imune ou protegido da violência no local de trabalho. No entanto, existem soluções que podem ser implementadas para a sua segurança e para minimizar esta ameaça. Um factor chave na prevenção e diminuição destes actos de violência é a nossa própria formação. Para começar, devemos primeiro ser capazes de definir o que é a “violência no local de trabalho”.

A OSHA define a violência no local de trabalho como qualquer acto ou ameaça de violência física, assédio, intimidação ou outro comportamento ameaçador disruptivo que ocorra no local de trabalho. Pode variar entre ameaças e agressões verbais para agressões físicas e até mesmo homicídio. Ela pode afectar e envolver funcionários, doentes e visitantes.
A violência nos serviços de saúde pode ser dividida em três categorias:
  • Violência por parte de um colega de trabalho, um doente ou antigo doente, ou o familiar de um doente. Estas são as formas mais comuns de violência nos serviços de saúde. Lidar com a doença, lesões ou a morte causa uma variedade de respostas emocionais que podem conduzir à violência.
  • Violência envolvendo um parceiro. Este é o clássico episodio do parceiro rejeitado que aparece no local de trabalho para cometer um ato de violência contra o/a seu/sua anterior parceiro(a).
  • Ato aleatório de violência. Neste cenário, alguém chega ao serviço de saúde com a única intenção de roubar ou causar estragos. Isto pode incluir também indivíduos mentalmente instáveis, sem qualquer história prévia com o serviço de saúde.

 Factores contribuintes para a violência no local de trabalho
Ainda segundo a OSHA, os profissionais de saúde enfrentam um risco crescente de serem vítimas de violência no local de trabalho devido aos seguintes factores:
  • Prevalência de armas de fogo;
  • Aumento da utilização dos hospitais para o tratamento de indivíduos violentos;
  • Aumento do número de indivíduos mentalmente doentes (Agudos e crónicos);
  • Existência de medicamentos e dinheiro nos hospitais, o que os transforma em alvos de roubo;
  • Aumento da presença de membros de gangs, utilizadores de álcool/drogas, doentes traumatizados e familiares emocionalmente instáveis.
  • Baixas dotações de pessoal;
  • Locais de trabalho isolados (com um único trabalhador – p. ex: exames/salas de tratamento);
  • Inexistência de sistemas de alarme/segurança;
  • Falta de formação dos profissionais para reconhecimento e gestão do comportamento agressivo nos serviços de saúde;
  • Áreas de estacionamento pouco iluminadas.

 O que podem as instituições de saúde fazer para reduzir os riscos de violência no local de trabalho?
Há uma infinidade de controlos administrativos e do local de trabalho que podem ser colocadas em acção. Poderiam ser listadas centenas de sugestões, mas, em geral, todas giram em torno do reconhecimento da necessidade de segurança contra tais actos.
Estabelecer um programa de prevenção da violência no local de trabalho viável é também uma obrigação.
cinco componentes principais num programa desse tipo:
1. Compromisso da gestão e envolvimento dos trabalhadores;
2. Análise do local de trabalho;
3. Prevenção e controlo de riscos;
4. Formação em saúde e segurança;
5. Registo de ocorrências e avaliação do programa.

Ok, isto tudo é maravilhoso, mas o que posso fazer como indivíduo para me proteger?
  • Use sempre "Precauções Universais" em relação à violência no local de trabalho. Tenha consciência de que a violência vai ocorrer, mas saiba também que ela pode ser mitigada.
  • Compreenda e cumpra com todas as políticas relativas a medidas de segurança e programas de prevenção da violência no local de trabalho.
  • Participe em qualquer comissão/grupo de trabalho sobre a prevenção da violência no local de trabalho. Faça sugestões e tornar-se um agente de mudança!
  • Esteja ciente da sua envolvente em todos os momentos. Nunca se coloque numa área onde você possa ficar "preso" e sem nenhuma rota de fuga (seja dentro do quarto de um doente ou fora do edifício).
  • Comunique imediatamente qualquer comportamento agressivo de doentes, familiares, visitantes, ou colegas de trabalho antes de ocorrer uma escalada da situação.
  • Informe-se sobre como reconhecer no outro uma raiva crescente ou intenção criminosa.
  • Se você tiver uma pessoa violenta na sua vida pessoal, informe o seu departamento de segurança para que eles possam estar alerta a um potencial acto de violência.
  • Não se coloque numa posição onde você fique sozinho(a) com um doente potencialmente violento.
  • Não se coloque numa posição onde você fique sozinho(a) numa área potencialmente perigosa (parque de estacionamento, área externa pouco segura, etc.)
  • Conheça a localização de todos os dispositivos e sistemas de alerta de segurança.
  • Por fim, use o bom senso. Se algo não lhe parece certo ou "sentir" bem, é porque provavelmente não é.

Para mais informação, consulte o Observatório Nacional da Violência Contra os Profissionais de Saúde no Local de Trabalho da Direcção Geral da Saúde.

Referencia: Occupational Safety and Health Administration (OSHA), Guidelines for Preventing Workplace Violence for Health Care & Social Service Workers. (2004). Consultado em http://www.osha.gov/Publications/osha3148.pdf

Texto original por: Sue Heacock on Tue, Mar 11, 2014 - How to Avoid Violence in the Nursing Workplace. Texto adaptado por Fernando Fausto M. Barroso
Fernando Fausto M. Barroso

1 comentário:

  1. Olá
    Esta é, certamente, uma temática com cada vez mais acuidade no Sistema de Saúde Português.
    Numa altura em que tanto se fala, e bem, na Segurança dos Doentes, eis um post a relevar, também, a importância da Sgurança dos Profissionais desse Sistema...

    Cumprs
    Augusto

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